Oswald de Andrade: "A Descoberta"


"Seguimos nosso caminho por este mar de longo

Até a oitava da Páscoa

Topamos aves

E houvemos vista de terra

os selvagens

Mostraram-lhes uma galinha

Quase haviam medo dela

E não queriam por a mão

E depois a tomaram como espantados

primeiro chá

Depois de dançarem

Diogo Dias

Fez o salto real

as meninas da gare

Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis

Com cabelos mui pretos pelas espáduas

E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas

Que de nós as muito bem olharmos

Não tínhamos nenhuma vergonha."

Oswald de Andrade


Fonte: ANDRADE, Oswald. Poesias Reunidas (Companhia das Letras; 1ª edição)

Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978 

Comentários

Leia também >>

O outro braço da história: cineasta paranaense quer levar a alma da Amazônia para as telas do Brasil

Globo abre auditoria sobre negócios de Luciano Huck com Daniel Vorcaro

Moraes pede manifestação da PGR sobre visita de Flávio Bolsonaro ao pai

El Niño pode entrar para a lista dos mais intensos desde 1950

Jovens brasileiros representarão o país em conferência da ONU sobre a água

“O Outro Braço da Cruz”: cinema, memória e a estrada que fez — e seguirá fazendo — a história de Rondônia

Segundo turno no Brasil: quem é o favorito na visão da imprensa internacional, do mercado e das grandes potências?

Anjo da Guarda forte: ciclista escapa por pouco de ser atingido por caminhonete que capotou no Paraná

Senado começa a discutir fim da escala 6x1 na próxima terça-feira

Do botox ao ovo: os momentos mais bizarros que marcaram o primeiro turno das eleições