1º de Maio de 2018: um marco de resistência e ternura
1º de Maio de 2018, com Lula preso: o dia em que a luta de todos os trabalhadores do Brasil virou a maior vigília pela justiça que nosso país já presenciou Rochinha, Lula e Caetano - Foto: Ricardo Stuckert Ao amanhecer de 1º de maio de 2018, Curitiba vivia um Dia do Trabalhador atípico. Em vez das tradicionais festas operárias, o feriado foi marcado por uma vigília em frente à sede da Polícia Federal, onde Luiz Inácio Lula da Silva passava seus primeiros dias como preso político. Em meio à friagem curitibana, dois advogados paranaenses se tornaram presenças constantes: Manoel Caetano Ferreira e Luiz Carlos da Rocha, o popular "Rochinha". Nenhum deles deixou Lula só um dia sequer. As visitas iam muito além da defesa técnica. Caetano e Rochinha levavam notícias do mundo, atualizações sobre os processos e, principalmente, humanidade. Lula os recebia com um sorriso afável e uma disposição rara em quem enfrenta a solidão da cela. Conversavam sobre livros, memórias nordestinas,...