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Mostrando postagens de fevereiro, 2020

Gandhi: "Mergulho em você mesmo"

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"Temos medo de estarmos conosco, mergulharmos em nosso interior. O silêncio e sua prática nos leva a esta possibilidade de encontro profundo e revitalizador.  Com o silêncio, encontramos a paz e o amor incondicional vem com toda a força transformadora.  O amor é a força mais sutil do mundo. O mundo está farto de ódio. É é este ódio irracional e distante da força criadora que destrói, corrompe e ensurdece a humanidade. Pare! Recomece! Reprograme-se... O silêncio pode ser o ponto-chave desta nova caminhada. Pratique-o diariamente e transforme um pouco nosso mundo. Ouça-se. Temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo. Você tem que ser o espelho da mudança que está propondo. Se eu quero mudar o mundo, tenho que começar por mim. Pratique diariamente o silêncio da paz. Respire profundamente algumas vezes. Inspire e sopre lentamente até ir relaxando e mergulhando dentro de si mesmo. Feche os olhos e silencie seus medos, preocupações e ansiedades diár...

Freud: "Delírio por Isolamento e Convívio"

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"O eremita volta as costas a este mundo; não quer ter nada a ver com ele.  Mas podemos fazer mais do que isso; podemos tentar recriá-lo, tentar construir um outro em vez dele, no qual os componentes mais insuportáveis são eliminados e substituídos por outros que correspondam aos nossos desejos. Quem por desespero ou desafio parte por este caminho, por norma, não chegará muito longe; a realidade será demasiado forte para ele. Torna-se louco e normalmente não encontra ninguém que o ajude a levar a cabo o seu delírio. Diz-se contudo, que todos nós nos comportamos em alguns aspectos como paranóicos, substituindo pela satisfação de um desejo alguns aspectos do mundo que nos são insuportáveis transportando o nosso delírio para a realidade. Quando um grande número de pessoas faz esta tentativa em conjunto e tenta obter a garantia de felicidade e proteção do sofrimento através de uma transformação ilusória da realidade, adquire um significado especial. Também as reli...

Laques, de Platão, uma conversa sobre coragem

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Platão, por Raphael (c.1511) Laques é um diálogo socrático de autoria de Platão. Seus participantes,  Laques e Sócrates,  apresentam definições concorrentes sobre o conceito de coragem: “Laques, você acha que a coragem é algo bom ou reprovável?” “Algo bom, certamente.” “E quanto à tolice? É também uma coisa boa?” “De forma alguma, Sócrates. A tolice é reprovável.” “Imaginemos agora dois homens. Um sabe mergulhar, o outro nunca entrou na água. Ambos são desafiados a fazer um mergulho até o fundo do mar. Ambos aceitam o desafio, com grande perseverança de espírito. Qual dos dois é o mais corajoso?” “O que não sabe mergulhar, é claro.” “Contudo, qual dos dois é o mais tolo? O que tem o devido conhecimento técnico das artes do mergulho, ou o que se enfia na água sem mal saber nadar?” “O mais tolo, nesse caso, é o mergulhador inexperiente.” “Você havia me dito que a coragem é algo bom, enquanto a tolice é reprovável. Mas agora chegamos à c...

A Alegoria da Caverna de Platão

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O diálogo de Sócrates e Glauco Trata-se de um diálogo metafórico em que as falas na primeira pessoa são de Sócrates e seus interlocutores, Glauco e Adimanto são os irmãos mais novos de Platão.  No diálogo, é dada ênfase ao processo de conhecimento, mostrando a visão de mundo do ignorante, que vive de senso comum, e do filósofo, na sua eterna busca da verdade. " Sócrates – Agora, imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoços acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, se...