terça-feira, 7 de abril de 2026

Itaipu direciona R$ 5,7 bilhões para segurar tarifa de energia até 2026

A medida busca reduzir o impacto nas contas de luz e reforça o papel da usina como reguladora do equilíbrio energético no país

O relógio da conta de luz continua girando nas casas brasileiras — discreto, constante, quase invisível no dia a dia. Mas, nos bastidores do setor elétrico, decisões bilionárias vêm sendo tomadas para tentar desacelerar esse avanço que pesa no bolso.
Foto: William Brisida/Itaipu Binacional

Entre 2023 e 2026, a Usina Hidrelétrica de Itaipu vai destinar R$ 5,7 bilhões com um objetivo claro: suavizar o impacto da energia elétrica para milhões de consumidores brasileiros. O movimento acontece em um momento de transição importante — o chamado cenário pós-dívida da binacional — e já começa a se traduzir em números concretos.

Segundo informe da hidrelétrica, a energia produzida por Itaipu está sendo comercializada a cerca de R$ 217 por megawatt-hora (MWh). É um valor que chama atenção quando comparado com outras referências do setor. Nas usinas enquadradas na Lei 12.783/2013, por exemplo, o custo médio gira em torno de R$ 236,73/MWh. Já no mercado regulado, onde as distribuidoras compram energia para abastecer residências e comércios, a projeção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para 2026 aponta um preço médio bem mais elevado: R$ 342,71/MWh.

Na prática, essa diferença ajuda a conter reajustes mais agressivos nas tarifas finais — especialmente para consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que concentram grande parte da energia distribuída a partir de Itaipu.

O movimento também segue uma diretriz mais ampla do governo federal: manter a energia em patamares acessíveis, mesmo diante das pressões naturais do setor, como custos de geração, transmissão e encargos.

Com a dívida histórica da usina praticamente equacionada, abre-se uma nova fase. E é justamente nesse ponto que Itaipu reposiciona seu papel — deixando de ser apenas uma gigante da geração para atuar também como instrumento direto de moderação tarifária.

Não se trata apenas de números. Para muitas famílias, qualquer variação na conta de luz pode significar ajustes imediatos no orçamento doméstico. É nesse intervalo — entre o técnico e o cotidiano — que decisões como essa ganham peso real.

Ao direcionar recursos para a chamada “modicidade tarifária”, Itaipu reforça uma função silenciosa, mas essencial: a de equilibrar um sistema complexo sem deixar que o custo recaia de forma desproporcional sobre quem está na ponta.

E, embora o consumidor talvez não veja essa movimentação de perto, ela já começa a aparecer — mês a mês — no valor final que chega impresso na fatura.

Apoie o Sulpost via PIX: (41) 99281-4340 • WhatsApp

Após reunião com Arilson, Gleisi e Romanelli, cobranças indevidas do free flow serão canceladas

Decisão da ANTT ocorre após pressão de parlamentares e denúncias de falhas no sistema de pedágio eletrônico no Paraná

 
Após reunião com Arilson, Gleisi e Romanelli, cobranças indevidas do free flow serão canceladas. Decisão da ANTT ocorre após pressão de parlamentares e denúncias de falhas no sistema de pedágio eletrônico no Paraná
Cláudio Romanelli (PSD), Gleisi Hoffman (PT), Guilherme Sampaio (ANTT) e Arilson Chiorato (PT) - Divulgação

O que começou como um incômodo isolado virou um problema coletivo — e agora, ao menos no papel, começa a ter resposta. As cobranças indevidas feitas pelo sistema de pedágio eletrônico free flow nas rodovias do Paraná deverão ser canceladas.

A decisão foi anunciada pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, após reunião realizada em Brasília, na última segunda-feira (06), com a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) e os deputados estaduais Arilson Chiorato (PT) e Luiz Cláudio Romanelli (PSD).

O encontro, articulado por Gleisi, expôs uma série de falhas no modelo implantado no estado — algumas delas consideradas graves pelos parlamentares. Entre os principais problemas apontados estão a mudança estratégica na localização de pórticos para ampliar a arrecadação, cobranças integrais em trajetos que deveriam ser proporcionais e a ausência de pontos físicos de atendimento ao usuário.

Um dos exemplos citados foi o da praça de Rolândia, originalmente prevista para Arapongas, o que teria alterado diretamente o impacto sobre os motoristas que utilizam o trecho.

A reunião também abriu caminho para um novo passo: a realização de uma audiência pública no Paraná, com participação da ANTT. O objetivo é entender, em campo, o que vem acontecendo nas concessões rodoviárias.

“As cobranças indevidas por pórticos eletrônicos, desconectadas da realidade, viraram uma preocupação e até um trauma para o povo paranaense, ainda mais quando vêm acompanhadas de multas”, afirmou o deputado Arilson Chiorato, que lidera a oposição na Assembleia Legislativa.

Para ele, o encontro trouxe avanços concretos. “Saímos com a perspectiva de diálogo no Paraná e com medidas para resolver os problemas nesses trechos”, disse.

Gleisi Hoffmann também avaliou positivamente o resultado. Segundo a deputada, há sinalização clara de encaminhamentos para os lotes 4 e 6, onde se concentram as principais falhas do sistema.

Já Romanelli destacou o caráter técnico das críticas apresentadas. “Da forma como estão instalados, os pórticos eletrônicos estão causando prejuízo aos usuários”, afirmou. Ele acrescentou que a ANTT reconheceu inconsistências e deve iniciar ajustes, começando pelo lote 6, além de apurar a situação do lote 4, onde, segundo ele, não haveria autorização para implantação do modelo.

Na prática, a promessa agora é corrigir distorções que, para muitos motoristas, deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte da rotina nas estradas do estado.

Apoie o Sulpost via PIX: (41) 99281-4340 • WhatsApp

Primeiro navio de cruzeiro movido a hidrogênio já é realidade

Projeto “Viking Libra” inaugura uma nova fase na navegação e coloca a indústria de cruzeiros diante de um futuro com emissão zero

Projeto “Viking Libra” inaugura uma nova fase na navegação e coloca a indústria de cruzeiros diante de um futuro com emissão zero

O horizonte ainda é o mesmo — azul, vasto, silencioso. Mas algo começa a mudar na forma como os navios atravessam esse cenário. No fim de março, a indústria naval deu um passo que, até pouco tempo atrás, parecia distante: foi anunciado o primeiro navio de cruzeiro com propulsão baseada em hidrogênio.

Batizado de “Viking Libra”, o projeto nasce da parceria entre a operadora Viking e o estaleiro italiano Fincantieri. Mais do que um novo navio, ele representa uma virada de chave tecnológica — e simbólica — em um dos setores mais pressionados por seu impacto ambiental.

Com cerca de 54 mil toneladas de arqueação bruta e 239 metros de comprimento, a embarcação foi projetada para receber até 998 passageiros, distribuídos em 499 cabines. A entrega está prevista para o final de 2026, no estaleiro de Ancona, na Itália — uma unidade que vem sendo posicionada como polo estratégico de inovação, com uso crescente de automação, robótica e inteligência artificial.

O diferencial, no entanto, está no coração do navio. O “Viking Libra” será parcialmente movido por hidrogênio liquefeito, combinado a um sistema de células de combustível (fuel cells). Na prática, isso permite gerar energia a bordo sem combustão direta, reduzindo drasticamente as emissões.

Em determinadas condições operacionais, a embarcação poderá navegar com emissão zero, o que abre portas para acessar regiões ambientalmente sensíveis — áreas que, hoje, já impõem restrições cada vez mais rígidas à presença de grandes cruzeiros.

O anúncio não acontece isoladamente. A Viking mantém uma relação consolidada com a Fincantieri, e o projeto integra um portfólio que já soma 26 embarcações, entre unidades entregues, encomendadas e em fase de negociação. Há, portanto, uma estratégia industrial em curso — não apenas um experimento pontual.

A mudança, ainda assim, não é simples. O uso de hidrogênio em larga escala enfrenta desafios técnicos e logísticos relevantes. O combustível precisa ser armazenado em temperaturas extremamente baixas, próximas de −253 °C, e a infraestrutura global de abastecimento ainda é limitada. Além disso, os custos permanecem elevados quando comparados aos combustíveis fósseis tradicionais.

Mesmo com essas barreiras, o movimento é claro. Pressionada por regulações ambientais mais rígidas e por uma demanda crescente por práticas sustentáveis, a indústria de cruzeiros começa a redesenhar seus próprios limites.

O “Viking Libra” não resolve o problema sozinho. Mas indica, com precisão, a direção que o setor pretende seguir. E, desta vez, o avanço não está apenas na rota — está no combustível que move a viagem.

Apoie o Sulpost via PIX: (41) 99281-4340 • WhatsApp

Artemis II rompe limites históricos e leva humanidade ao ponto mais distante já alcançado por humanos no espaço

Em meio ao silêncio do lado oculto da Lua, astronautas registram imagens inéditas e inauguram uma nova fase da exploração humana do espaço

Em meio ao silêncio do lado oculto da Lua, astronautas registram imagens inéditas e inauguram uma nova fase da exploração humana do espaço

O espaço profundo tem um tipo de silêncio que não cabe em metáforas fáceis. Ele não ecoa — ele absorve. E é justamente nesse vazio absoluto, longe de qualquer sinal familiar da Terra, que a missão Artemis II acaba de redesenhar os limites da presença humana no universo.

A bordo da cápsula Orion, quatro astronautas atravessaram uma fronteira que, até então, pertencia apenas à memória das missões Apollo. Mas desta vez, foram além. Mais longe do que qualquer outro ser humano já esteve. E fizeram isso em movimento.

O ponto mais distante da história humana

A confirmação veio em meio à rotina técnica da missão: a Artemis II estabeleceu um novo recorde de distância da Terra em voos tripulados. Não é apenas um número — é um marco simbólico.

Significa que, pela primeira vez, humanos ultrapassaram o limite histórico da Apollo 13, avançando ainda mais fundo no espaço cislunar. Um território onde a comunicação já não é imediata, onde cada segundo de atraso nas transmissões lembra que a Terra ficou para trás.

Durante a passagem pelo lado oculto da Lua, esse afastamento se torna literal. O contato com a nave é interrompido. Nenhum sinal entra, nenhum sinal sai. Por alguns minutos, a Orion esteve completamente sozinha.

Quando a nave desaparece — e o controle fica com quem está dentro

Esse apagão de comunicação não é falha. É teste. Enquanto a cápsula mergulha atrás da Lua, as comunicações com a Terra são interrompidas, e a tripulação assume total autonomia. Do outro lado, em Houston, o silêncio é monitorado com precisão pela Deep Space Network.

Quando a Orion reaparece, a expectativa é de reconexão rápida com o Centro de Controle de Missão, no Johnson Space Center, restabelecendo o fluxo de dados e comunicação com a Terra. Mas até esse momento, o comando está — integralmente — nas mãos dos astronautas.

Olhos humanos como instrumento científico

Durante o sobrevoo lunar, não são apenas sensores que trabalham. Há algo mais simples — e mais poderoso — em ação: a observação humana.

Uma rede de câmeras registra imagens da Lua, incluindo áreas que nunca foram vistas diretamente por olhos humanos. Ao mesmo tempo, os astronautas utilizam câmeras digitais manuais, inclusive dos próprios smartphones, para capturar fotografias em alta resolução da superfície lunar.

Crateras, sombras, relevos. Texturas que mudam conforme a luz se desloca. São quatro pares de olhos interpretando o que máquinas ainda não conseguem captar por completo: nuances, contrastes, padrões inesperados. Nesse contexto, a presença humana não é apenas simbólica. É científica.

Dados que vão moldar o futuro da Lua — e além

Tudo o que acontece na Artemis II está sendo registrado. Fotos, vídeos, telemetria e dados de comunicação formam um conjunto robusto de informações que será usado para orientar as próximas missões do programa Artemis.

A missão não termina na volta à Terra. Ela continua nos centros de análise, alimentando projetos que sustentam a construção de uma futura base lunar.

A chamada Moon Base deixa de ser conceito distante e começa a ganhar base concreta, sustentada por dados reais de voo tripulado no espaço profundo.

Metade da jornada — e retorno traçado

A tripulação já ultrapassou a metade da missão. O cronograma segue com precisão. O retorno à Terra está previsto para o dia 10 de abril, com pouso no oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, por volta das 21h07 (horário de Brasília).

Após o splashdown, helicópteros farão a retirada dos astronautas, que serão levados ao navio USS John P. Murtha. A bordo, passam por avaliações médicas iniciais antes de seguirem de volta ao continente e, posteriormente, ao Johnson Space Center.

Mais que missão — transição

A Artemis II não é apenas um voo de teste. É uma mudança de era. O programa Artemis avança com um objetivo claro: levar humanos de volta à Lua de forma sustentável — e, a partir daí, dar o próximo salto em direção a Marte.

Missões futuras serão mais longas, mais complexas, mais ambiciosas. Mas todas elas começam aqui. No momento em que a humanidade decide, mais uma vez, se afastar da Terra — não por necessidade, mas por escolha de seguir em frente.

Apoie o Sulpost via PIX: (41) 99281-4340 • Copie a chave

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Pacote tenta segurar o preço dos combustíveis enquanto guerra pressiona custos globais

Governo aposta em subsídios, cortes de impostos e punições mais duras para conter abusos nos postos

Governo aposta em subsídios, cortes de impostos e punições mais duras para conter abusos nos postos. Pacote tenta segurar o preço dos combustíveis enquanto guerra pressiona custos globais

O impacto chega silencioso — primeiro no bolso, depois na rotina. O valor que sobe na bomba de combustível não fica ali: ele se espalha pelo frete, pela comida, pela passagem aérea. E, nas últimas semanas, esse efeito dominó ganhou força com a escalada da guerra no Oriente Médio, pressionando os preços do petróleo no mundo inteiro.

Diante desse cenário, o governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) um pacote amplo para tentar conter a alta dos combustíveis no Brasil. A estratégia mistura alívio imediato — com subsídios e isenções — e um recado direto ao mercado: aumentos considerados abusivos poderão levar até à prisão.

Alívio emergencial na bomba

No centro das medidas está a tentativa de segurar o preço do diesel, peça-chave da economia brasileira.

O governo criou uma subvenção de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, com custo dividido entre União e estados. A medida, inicialmente válida por dois meses, pode alcançar até R$ 4 bilhões. Paralelamente, haverá um incentivo adicional de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no país, com impacto estimado de R$ 3 bilhões por mês.

A exigência é clara: as empresas beneficiadas terão de repassar essa redução ao consumidor.

Também entram no pacote a isenção de impostos federais sobre o biodiesel — que compõe o diesel vendido nos postos — e sobre o querosene de aviação, numa tentativa de reduzir efeitos em cadeia, inclusive no preço das passagens.

Gás de cozinha entra na conta

Outro ponto sensível é o gás de cozinha, item essencial no orçamento das famílias, especialmente as de baixa renda.

Para tentar segurar o preço do botijão, o governo anunciou um subsídio de R$ 850 por tonelada para o GLP importado. A ideia é equilibrar os preços com o produto nacional e evitar disparadas que atinjam diretamente o consumo doméstico.

De onde vem o dinheiro

O pacote não vem sem custo — e o governo já indicou como pretende compensar a conta.

  • Imposto de exportação de 12% sobre o petróleo;
  • Aumento de tributos (IRPJ e CSLL) para empresas do setor;
  • Crescimento da arrecadação com leilões de petróleo;
  • Alta nas receitas de royalties, impulsionadas pela valorização internacional.

Para cobrir a isenção do querosene e do biodiesel, uma medida chamou atenção: o aumento do IPI sobre cigarros, que deve gerar cerca de R$ 1,2 bilhão em 2026.

Socorro ao setor aéreo

O pacote também abre uma frente para a aviação, um dos setores mais sensíveis à variação dos combustíveis.

Serão disponibilizados até R$ 9 bilhões em crédito para companhias aéreas, com recursos operados pelo BNDES e pelo Fundo Nacional de Aviação Civil. Além disso, haverá:

  • Isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação;
  • Adiamento de tarifas de navegação aérea.

A expectativa é evitar repasses imediatos ao consumidor e preservar os passageiros da malha aérea brasileira dos aumentos internacionais.

Punição mais dura para abusos

Se por um lado o governo tenta aliviar os preços, por outro endurece o discurso contra práticas consideradas abusivas.

Um projeto de lei, que será enviado ao Congresso com urgência, prevê pena de 2 a 5 anos de prisão para aumentos injustificados em situações de crise — como guerras ou calamidades.

A responsabilização não se limita às empresas: sócios e pessoas físicas também poderão ser punidos.

  • Postos poderão ser interditados (e não apenas multados);
  • Multas serão agravadas conforme o lucro indevido;
  • O Cade será acionado obrigatoriamente em casos suspeitos.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) terá fiscalização reforçada, e qualquer cliente que notar aumento abusivo do preço das bombas de combustíveis poderá fazer a denúncia.

Tentativa de reduzir a volatilidade

Outro ponto técnico, mas relevante: empresas que receberem subsídios deverão adotar mecanismos para suavizar as oscilações de preços internacionais.

Na prática, o governo tenta reduzir o efeito “montanha-russa” que chega ao consumidor sempre que há turbulência no mercado global de energia.

Entre a urgência e o risco

O pacote surge como resposta direta a um cenário externo instável — e difícil de controlar. Ao mesmo tempo, levanta debates sobre impacto fiscal, eficácia dos subsídios e interferência no mercado.

Por enquanto, o objetivo é claro: ganhar tempo, reduzir o impacto imediato e evitar que a alta dos combustíveis se transforme em mais um gatilho inflacionário no país.

Se vai funcionar, dependerá não só das medidas anunciadas, mas da intensidade — e da duração — da crise lá fora.

Apoie o Sulpost via PIX: (41) 99281-4340 • Clique para copiar a chave

Violência policial no Paraná expõe crise de transparência e pressiona por uso de câmeras

Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) realiza audiência pública contra letalidade policial e lança campanha por controle e segurança para todos

Sulpost — 06/04/2026

Violência policial no Paraná expõe crise de transparência e pressiona por uso de câmeras. Bancada de Oposição na Alep realiza audiência pública e lança campanha por controle e segurança para todos

O debate sobre segurança pública no Paraná volta a ganhar corpo — e tensão — nesta semana. Em meio a denúncias recorrentes de abuso de autoridade, aumento da letalidade policial e dificuldades de acesso a informações oficiais, a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) abre espaço para um tema que insiste em não desaparecer: quem vigia a força do Estado?

A Bancada de Oposição na Alep, liderada pelo deputado estadual Arilson Chiorato (PT), promove nesta terça-feira (7), às 18h30, uma audiência pública para discutir a violência policial no estado. A proposta é reunir parlamentares, especialistas, instituições públicas e, sobretudo, familiares de vítimas — aqueles que vivem, na prática, as consequências de uma política de segurança ainda marcada por opacidade.

O encontro pretende enfrentar questões estruturais: a letalidade policial, a fragilidade nos mecanismos de investigação e a dificuldade de acesso a dados confiáveis sobre operações e mortes classificadas como “confronto”.

Desde 2019, mais de 2.300 pessoas morreram em ações das forças de segurança no Paraná — número que coloca o estado entre os mais letais do país. Ao mesmo tempo, especialistas apontam que a transparência sobre esses casos ainda é limitada, o que dificulta o controle social e a responsabilização de eventuais excessos.

“Não é possível falar em segurança pública enquanto ela não for garantida para todos. Precisamos enfrentar a violência, garantir transparência e construir políticas que respeitem a vida e os direitos da população”, afirma Arilson, que também preside o PT no Paraná.

Silêncio no interior

Mas há uma camada ainda menos visível nesse cenário. No interior do estado, onde a presença institucional é mais rarefeita e as relações de poder costumam ser mais fechadas, jornalistas e radialistas enfrentam riscos que raramente chegam ao debate público.

Levantamentos de entidades da categoria apontam dezenas de casos de ameaças, agressões e homicídios contra comunicadores nos últimos anos no Paraná. Muitos desses episódios permanecem sem solução clara — um padrão que se repete em nível nacional, onde apenas parte dos assassinatos de jornalistas tem autoria identificada e denunciada.

Quando a violência atinge quem narra os fatos, o impacto vai além do indivíduo. Afeta o direito à informação, amplia zonas de silêncio e fragiliza a própria democracia local.

Em um estado onde a força muitas vezes antecede a explicação, o silêncio também passa a operar como política — nas periferias e nas pequenas redações.

Câmeras corporais e pressão política

Durante a audiência, será lançada a campanha estadual “É seguro pra você, e é seguro pra mim”, que defende a retomada do Projeto de Lei nº 449/2019. A proposta estabelece a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais por policiais militares no Paraná.

Já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a matéria segue sem avanço no plenário. Para a oposição, o uso de câmeras é um instrumento duplo: amplia a transparência das ações policiais e protege tanto a população quanto os próprios agentes, ao registrar o que de fato ocorre nas abordagens.

A audiência marca o início de uma agenda mais ampla de mobilização, que deve incluir ações regionais e campanhas de comunicação para pressionar por mudanças na política de segurança pública do estado.

Participação e vozes confirmadas

Estão convidados representantes da Defensoria Pública do Paraná e do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP).

Entre os participantes confirmados estão o professor de Direito Penal da USP, Maurício Dieter; o procurador e professor Jacson Zillio; a ativista Hayde, do Coletivo Justiça por Almas; o representante social Davi Utashina; e o defensor público Marcel Jeronymo Lima Oliveira, da Ouvidoria-Geral.

A programação inclui depoimentos de familiares de vítimas e intervenções culturais, combinando denúncia, escuta e construção de encaminhamentos.

📍 Serviço

Audiência Pública: Violência Policial no Paraná

📅 07 de abril de 2026 (terça-feira)

⏰ 18h30

📌 Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP)

Apoie o Sulpost via PIX: (41) 99281-4340 • WhatsApp

Fim da escala 6x1 avança em Brasília — e pressão agora precisa vir das ruas

Governo prepara envio urgente de projeto que institui jornada 5x2, enquanto PEC segue tramitando na Câmara

Fim da escala 6x1 avança em Brasília — e pressão agora precisa vir das ruas. Governo prepara envio urgente de projeto que institui jornada 5x2, enquanto PEC segue tramitando na Câmara.

O cansaço virou pauta política — e não dá mais para fingir que não é com todo mundo. Enquanto milhões de brasileiros atravessam semanas exaustivas na escala 6x1, o debate finalmente ganha tração real em Brasília. O governo federal deve enviar ao Congresso, já na próxima semana, um projeto de lei com urgência constitucional propondo o fim desse modelo de trabalho.

A proposta é direta: substituir a lógica de seis dias de trabalho por um de descanso pela escala 5x2, reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas — sem cortar salários.

Não é pouco. É uma mudança estrutural. E ela chega pressionando o próprio Congresso, que já vinha tratando do tema por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Mesmo com a movimentação do Executivo, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA), avisou que o rito da PEC será mantido. Duas frentes abertas, ao mesmo tempo.

Na prática, isso acelera o debate — e expõe quem está disposto a travar ou empurrar o tema.

Uma audiência pública com representantes do setor produtivo está prevista para esta semana na Câmara. É o momento em que argumentos econômicos tradicionais devem entrar em choque com uma realidade que já não se sustenta: a de trabalhadores esgotados, tentando equilibrar vida, saúde e renda em um modelo que já não acompanha o tempo presente.

Do lado do governo, a estratégia vai além do plenário. Nas redes sociais, a comunicação aposta em linguagem leve para mobilizar — principalmente os mais jovens. Vídeos e referências populares mostram, sem rodeios, o que muita gente sente no corpo: exaustão. Uma rotina que cobra demais e devolve de menos.

Mas há um ponto que começa a ganhar força — e não pode ser ignorado. Está na hora do eleitor olhar para o próprio voto.

A jornada 5x2, que agora volta ao centro do debate, não é apenas uma proposta técnica. Ela dialoga com valores sociais mais amplos, inclusive com a Campanha da Fraternidade 2026, da CNBB, que reforça a dignidade do trabalho e o equilíbrio da vida humana.

O Congresso não se move sozinho. Ele reage.E essa pode ser uma das raras pautas em que a pressão popular não só ajuda — como define o resultado.

A pergunta que fica é simples: os parlamentares vão acompanhar a mudança que o país já começou… ou tentar segurá-la até onde der? O trabalhador brasileiro, além do diade descanso — sagrado — precisa ter um dia para cuidar da saúde, da cultura, da família, de seus assuntos particulares. O trabalhador e a trabalhadora brasileiros precisam de vida, de tempo para viver.

Apoie o Sulpost via PIX: (41) 99281-4340 • WhatsApp

domingo, 5 de abril de 2026

Gleisi deixa o governo e recoloca seu nome no centro da disputa pelo Senado no Paraná

Saída do Planalto marca virada de chave para Gleisi e reposiciona o tabuleiro eleitoral no estado do Paraná 

Saída do Planalto marca virada de chave para Gleisi e reposiciona o tabuleiro eleitoral no estado do Paraná

O tabuleiro político do Paraná começa a se mover com mais nitidez — e o nome de Gleisi Hoffmann volta ao centro da cena para concorrer a uma das duas vagas ao Senado pelo Paraná. 

A exoneração da ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República foi publicada na sexta-feira (3), em edição extra do Diário Oficial da União. Mais do que um ato administrativo, o movimento funciona como um sinal político claro: Gleisi deixa o governo e entra, de fato, na disputa eleitoral.

O alvo está definido — o Senado.

Nos bastidores, a decisão já vinha sendo desenhada há semanas. Agora, ganha peso ao se cruzar com os dados mais recentes da pesquisa AtlasIntel, que ajudam a iluminar um cenário ainda em formação no estado.

O levantamento, realizado entre os dias 25 e 30 de março com 1.254 eleitores paranaenses, mostra uma disputa fragmentada, mas com espaço aberto para consolidação de candidaturas com maior densidade política. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

É nesse terreno que Gleisi entra na luta.

Com alto nível de reconhecimento eleitoral, estrutura partidária consolidada e presença constante no debate nacional, a ex-ministra aparece como um nome com potencial de crescimento ao longo da campanha. Não lidera com folga — mas também está longe de ocupar posição periférica.

Gleisi está no jogo. E, ao entrar, ajuda a reorganizar o próprio jogo do poder no estado. A disputa pelo Senado no Paraná começa a sair do campo difuso das intenções e avança para uma fase mais estruturada, onde candidaturas com peso político passam a delimitar espaço e narrativa.

A presença de Gleisi também carrega um componente nacional. Figura central do PT e com trânsito direto no núcleo de poder em Brasília, sua candidatura tende a nacionalizar parte do debate — o que pode tanto mobilizar apoios quanto ampliar resistências.

Enquanto isso, outros atores tentam ajustar suas posições.

Roberto Requião reforça o discurso de polarização como estratégia de sobrevivência política, mas, com os pés no chão, se lança pré-candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Já Sergio Moro segue como referência de força eleitoral no estado, mantendo protagonismo nas sondagens para o governo do estado, com Requião Filho como único nome que lhe oferece oposição. A soma dos demais candidatos para governador não ultrapassa 10% segundo a pesquisa.

Mas o fato novo está posto. Gleisi saiu do governo — e, ao sair, entrou de vez na disputa. Volta à Câmara dos Deputados, como Deputada Federal, com temas importantes já para a semana que segue: PEC dos Aplicativos e fim da jornada 6x1. No Paraná, esse tipo de movimento raramente passa despercebido.

Apoie o Sulpost via PIX: (41) 99281-4340 • WhatsApp

Requião Filho avança sobre Moro e ultrapassa 30% — disputa no Paraná começa a ganhar forma de confronto direto

Pesquisa AtlasIntel mostra deputado isolado na segunda posição, enquanto demais candidatos não somam 10% e eleição se reorganiza em dois polos

 
Pesquisa AtlasIntel mostra deputado isolado na segunda posição, enquanto demais candidatos não somam 10% e eleição se reorganiza em dois polos

O movimento começa silencioso, quase discreto — mas, quando aparece nos números, já não pode mais ser ignorado. No Paraná, a disputa pelo Governo do Estado começa a ganhar forma de confronto direto. E os dados mais recentes ajudam a explicar por quê.

Uma pesquisa da AtlasIntel, realizada entre os dias 25 e 30 de março com 1.254 eleitores paranaenses, mostra o deputado estadual Requião Filho ultrapassando a marca dos 30% das intenções de voto em um dos cenários estimulados. Não é liderança. Ainda não. Mas é, claramente, consolidação.

E talvez isso seja ainda mais importante neste momento.

Na frente, o senador Sérgio Moro mantém uma vantagem robusta, com índices que orbitam ou ultrapassam os 50%. Um patamar que, em condições normais, indicaria possibilidade de vitória em primeiro turno. Mas a leitura da pesquisa não termina aí — ela começa, na verdade, quando se olha para o que acontece logo atrás.

Requião Filho não apenas ocupa a segunda posição. Ele se distancia.

Enquanto os demais nomes testados aparecem fragmentados, sem força individual relevante, o bloco inteiro de adversários não chega a somar 10%. É um dado bruto, mas revelador: a eleição, neste momento, já não parece múltipla — ela se organiza em dois polos.

De um lado, um candidato com capital político consolidado e recall nacional. Do outro, um nome que cresce dentro de casa, com trajetória local, base familiar conhecida e um discurso que começa a encontrar aderência em diferentes faixas do eleitorado.

O efeito disso é direto.

Quando um único candidato se isola na segunda posição, ele deixa de disputar espaço com os pequenos e passa a disputar narrativa com o líder. A campanha muda de nível. O tom sobe. A comparação se torna inevitável.

Ainda assim, o caminho está longe de resolvido.

Os números de segundo turno indicam vantagem confortável para Moro, o que reforça uma realidade difícil para qualquer adversário: crescer não basta. Será preciso tirar votos, mudar percepção e, eventualmente, redesenhar alianças.

A política, no entanto, raramente é estática. Pesquisas capturam o momento — não o desfecho. E o que esse levantamento sugere, com alguma nitidez, é que o Paraná caminha para uma disputa cada vez menos pulverizada e mais definida. Uma eleição que, até pouco tempo atrás, parecia encaminhada, agora começa a apresentar tensão.

Com dois protagonistas. E um confronto que, aos poucos, deixa de ser hipótese para se tornar cenário dos rumos políticos do Estado do Paraná. Ao que tudo indica, o poder vai mudar de mãos.

Siga o deputado Requião Filho no TikTok




Apoie o blog Sulpost — contribua via PIX: (41) 99281-4340 | E-mail: sulpost@outlook.com.br

Estamos nos tornando indiferentes à violência, alerta Papa Leão XIV

Líder religioso critica a apatia global diante de guerras e sofrimento humano em mensagem de Páscoa

O céu de Roma amanheceu claro neste domingo de Páscoa, mas o peso do mundo parecia atravessar a Praça São Pedro. Entre cânticos e orações, cerca de 50 mil fiéis acompanharam a primeira celebração pascal presidida pelo papa Leão XIV — marcada menos pela solenidade e mais por um alerta direto, quase desconfortável.

Em sua homilia, o pontífice afirmou que a humanidade está se acostumando com a violência. E isso, segundo ele, pode ser tão perigoso quanto os próprios conflitos.

“Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão”, disse.

O diagnóstico ecoa o cenário global atual. Guerras prolongadas, territórios devastados e crises políticas se acumulam — da Ucrânia ao Oriente Médio, passando por tensões na América Latina. Conflitos que, pouco a pouco, deixaram de provocar choque para se tornarem rotina.

Para o papa, esse processo revela algo mais profundo: uma espécie de desgaste moral coletivo. Ao retomar a expressão “globalização da indiferença”, ele destacou como o sofrimento alheio vem sendo absorvido com crescente frieza.

“Quanto desejo de morte vemos todos os dias em tantos conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo”, afirmou.

Ao mesmo tempo, Leão XIV dirigiu um apelo direto aos líderes mundiais — mas também à sociedade como um todo. Em vez da força, defendeu o diálogo como único caminho possível para romper o ciclo de violência.

“Quem tem armas nas mãos, que as deponha. Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz. Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo”, declarou.

A mensagem, no entanto, foi além da política. O papa insistiu na responsabilidade individual diante do sofrimento coletivo — criticando a tendência de evitar o contato com a dor do outro.

“Todos temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado, preferimos não olhar. Mas não podemos continuar indiferentes. Não podemos resignar-nos ao mal.”

Em meio à crítica, a Páscoa apareceu como contraponto simbólico. Para os cristãos, a data representa a vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio. Ainda assim, o pontífice reconheceu que essa promessa nem sempre é fácil de sustentar.

“É uma mensagem que nos custa acolher, porque o poder da morte ameaça-nos constantemente, por dentro e por fora.”

Ao final da celebração, o papa deixou um pedido que soou como síntese de sua mensagem: não basta silenciar as armas — é preciso transformar consciências.

“Façamos ouvir o grito de paz que brota do coração. Não àquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós.”

Num mundo cada vez mais exposto à violência — e, ao mesmo tempo, cada vez mais insensível a ela — o alerta não parece distante. Pelo contrário. Ele aponta para um risco silencioso: o de que a indiferença se torne a resposta padrão diante da dor.

Apoie o blog Sulpost — contribua via PIX: (41) 99281-4340 • sulpost@outlook.com.br

sábado, 4 de abril de 2026

Ponte de Guaratuba será inaugurada em 29 de abril e encerra era do ferryboat

Após mais de 50 anos de travessia por balsas obra vai mudar para sempre a mobilidade no litoral paranaense 

Após mais de 50 anos de travessia por balsas a obra da ponte de Guaratuba vai mudar para sempre a mobilidade no litoral paranaense

O litoral do Paraná começa a virar uma página antiga — dessas que atravessam gerações. O governador Ratinho Junior anunciou nesta quinta-feira (2) que a Ponte de Guaratuba será inaugurada no dia 29 de abril, coincidindo com o aniversário da cidade. A entrega encerra uma espera histórica e muda, de forma direta, a rotina de moradores e turistas.

Ao lado do secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o governador definiu a obra como um marco. “A ponte virou realidade”, afirmou. “É um presente para o Paraná e para o Litoral.”

Durante décadas, a travessia entre Guaratuba e Matinhos dependeu exclusivamente do ferryboat — grandes balsas de aço impulsionadas por rebocadores — que geravam filas imensas, atrasos e limitações devido às marés, intempéries, acidentes e problemas mecânicos. Com a nova estrutura, o deslocamento passa a ser contínuo, com previsibilidade e segurança.

Reta final

As obras entraram na fase decisiva com operação em ritmo intenso, inclusive durante a noite. A pavimentação asfáltica final já está em andamento, assim como os acessos nos dois lados da baía de Guaratuba.

A iluminação começou a ser testada e será um dos diferenciais da ponte. O sistema utiliza luz mais amarelada, prometendo menor impacto ambiental sobre a fauna local.

Também seguem os trabalhos de instalação de guarda-corpos, barreiras de concreto e juntas de dilatação — essenciais para a segurança e durabilidade da estrutura.

Novo eixo no Litoral

Com cerca de 1,24 km sobre a baía e mais de 3 km de extensão total, a ponte terá quatro faixas de tráfego, além de ciclovia e faixa para pedestres. O investimento já supera os R$ 400 milhões.

Mais do que resolver um gargalo histórico, a obra deve reposicionar o Litoral do Paraná, facilitando o acesso entre cidades e a ligação com Santa Catarina. O turismo certamente também será fortalecido.

29 de abril, não será apenas uma data de inauguração. Será o dia que marca o fim de uma espera de mais de meio século — e o início de uma nova dinâmica para a região.

Apoie o Sulpost — PIX: (41) 99281-4340
💬 WhatsApp

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Brasil testa seu protótipo de carro voador — a Eve da Embraer

Protótipo da Eve, ligada à Embraer, avança em testes discretos enquanto atrai interesse global e chama atenção até do presidente Lula

Ronald Stresser Jr, especial para o Sulpost 

O céu ainda está baixo — por enquanto, porque há algo acontecendo ali, entre testes discretos e o olhar atento de engenheiros: o Brasil começa a testar, com cuidado, seu primeiro salto real rumo à mobilidade aérea urbana.

Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parou para assistir de perto uma demonstração do protótipo da Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer. Não houve espetáculo. Nada de grandes altitudes ou manobras impressionantes. Foi técnico, contido — quase silencioso. E talvez exatamente por isso, significativo.

O voo ainda é curto — mas o projeto é longo

Desde dezembro de 2025, o protótipo já realizou 35 voos controlados. Alcançou cerca de 43 metros de altura e acumula pouco mais de uma hora e meia no ar.

À primeira vista, parece pouco. Mas, no vocabulário da aviação, isso traduz outra coisa: consistência. Cada decolagem não é apenas um teste — é coleta de dados. Cada pouso, uma validação. Não se trata de impressionar, mas de comprovar.

O que está sendo testado ali não é só um veículo, mas um sistema inteiro:

  • estabilidade em voo vertical
  • resposta dos motores elétricos
  • comportamento dos controles digitais
  • redundância e segurança

É um processo lento por definição. E precisa ser. Afinal ninguém quer voando sobre as sua cabeça um veículo que pode despencar, literalmente em qualquer lugar da cidade, ou causar um acidente aéreo  em área urbana.

O interesse já existe — mesmo antes da certificação

Enquanto o protótipo ainda voa baixo, o mercado já olha para cima. A Embraer é uma empresa visionária, e a Eve não desenvolve esse projeto no escuro. A empresa já acumula uma carteira relevante de intenções de compra, envolvendo companhias aéreas, operadoras de mobilidade urbana e empresas de leasing ao redor do mundo.

Esses acordos ainda não são contratos finais, mas funcionam como termômetro: há demanda sendo construída antes mesmo da aeronave estar pronta. Os carros voadores são a resposta natural aos congestionamentos das vias urbanas, principalmente em horas de pico.

Entre os interessados estão:

  • empresas de táxi aéreo
  • operadores logísticos
  • grupos focados em mobilidade urbana sustentável
  • parceiros internacionais em cidades que já planejam vertiportos

É o desenho de uma nova indústria surgindo antes mesmo do produto final existir plenamente. A inteligência artificial e a rápida atualização das novas tecnologias está acelerando o processo.

Mais que um “carro voador”

O termo é sedutor, mas simplifica demais. O que a Eve desenvolve é um eVTOL — uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical. Não é um carro que sai da garagem e levanta voo, mas uma nova categoria de transporte urbano, eficiente, não poluente e silencioso.

Na prática, o modelo se aproxima mais de um transporte aéreo sob demanda, pensado para trajetos curtos, com menor ruído e sem emissão direta de carbono. Não é sobre substituir carros — é sobre aliviar o tráfego no chão.

Serão necessárias vagas especiais para pouso e decolagem dos veículos, e muito provavelmente a arquitetura contemporânea já está prevendo este salto do quesito mobilidade urbana. É raro um prédio de escritórios que não preveja heliporto, que no caso do eVTOL pode ser bem mais simples.

O peso da Embraer por trás do projeto 

Se há algo que diferencia a Eve de muitas concorrentes globais, é o lastro. A Embraer não apenas projeta aeronaves — ela certifica, entrega e mantém operações em escala global. Em um setor onde várias startups prometeram demais e entregaram pouco, isso faz diferença.

Enquanto outras empresas correram para mostrar voos mais ousados, a estratégia brasileira parece seguir outro ritmo: avançar com cautela, acumulando validações técnicas e regulatórias. Trata-se de menos espetáculo e mais consistência. O veículo  precisa ser competitivo em todo o mercado global que demande por mobilidade urbana aérea.

E o que vem depois do protótipo

Os próximos passos não são exatamente visíveis ao público, mas são decisivos:

  • aumentar altitude e velocidade dos testes
  • validar sistemas em cenários de falha
  • expandir o tempo de voo
  • avançar na certificação regulatória

E aqui está o verdadeiro desafio: não é apenas fazer voar — é autorizar o vôo com segurança em cenários e cidades reais.

Não é futuro distante — nem presente imediato

A cena recente com o presidente observando o protótipo resume bem o momento: não é futuro distante, mas também não é presente imediato. É uma transição.

O Brasil ainda não tem um carro voador. Mas já tem algo talvez mais importante: um projeto real, em teste, com interessados, engenharia sólida e um caminho — ainda longo — desenhado no ar. E, por enquanto, isso já é bastante coisa.

Apoie o blog Sulpost — PIX: (41) 99281-4340

Deputado Arilson, o defensor do patrimônio dos paraenses

Líder da oposição no Paraná, deputado reforça posição contra privatizações e amplia atuação em debates que envolvem água, dados públicos, energia e educação

Líder da oposição no Paraná, deputado reforça posição contra privatizações e amplia atuação em debates que envolvem água, dados públicos, energia e educação

O debate não começa no plenário. Ele já está na rua, no preço da conta, no acesso aos serviços, na confiança — ou na falta dela. No Paraná de 2026, a discussão sobre o que deve ou não ser privatizado voltou ao centro da política. E há um nome que tem aparecido com frequência nesse embate: Arilson Chiorato.

Deputado estadual pelo PT e líder da oposição na Assembleia Legislativa, Arilson vem consolidando uma posição clara — e, para seus apoiadores, necessária — em defesa das empresas públicas que prestam serviços essenciais à população.

Privatização no radar — e na resistência

O avanço de propostas de desestatização, como o caso recente da Celepar — empresa pública responsável por dados sensíveis da população — reacendeu um alerta dentro e fora do plenário.

Para Arilson, o problema vai além da gestão: trata-se de controle, soberania e proteção do cidadão.

Em discursos e manifestações públicas, o deputado tem sido direto ao ponto: serviços como água, energia, educação e tecnologia estatal não podem ser tratados apenas como ativos financeiros.

“Não se trata só de vender uma empresa. É sobre o risco de transformar direitos em mercadoria”, resume a linha política que ele vem sustentando ao longo do mandato.

Da Celepar à conta de água: uma mesma linha

A atuação do parlamentar não se limita a um único tema. Nos últimos meses, ele também se posicionou sobre:

  • o aumento das tarifas de água no estado;
  • os impactos de decisões administrativas no bolso da população;
  • propostas de terceirização e mudanças na educação pública;
  • a necessidade de transparência em contratos e concessões;
  • a reestatização da Copel, vendida por Ratinho Júnior em 2025.

Na prática, Arilson conecta esses pontos dentro de uma mesma visão: a de que o Estado deve garantir acesso universal e equilibrado aos serviços básicos, sem subordinar essas áreas à lógica exclusiva do lucro.

“Amigo do povo do Paraná” — narrativa que ganha força

Entre apoiadores, a imagem que se constrói é a de um deputado próximo das demandas populares, atento aos impactos reais das decisões políticas no dia a dia.

A defesa de tarifas justas, da privacidade de dados e da manutenção de serviços públicos sob controle estatal reforça essa percepção — especialmente em um momento em que o custo de vida e a qualidade dos serviços entram cada vez mais na conta do cidadão comum, incrivelmente também no Paraná que é considerado celeiro do Brasil.

Possível salto para Brasília

Nos bastidores da política paranaense, Arilson Chiorato também começa a ser citado como um possível pré-candidato a deputado federal. A movimentação ainda não é oficial, mas ganha força à medida que seu nome se projeta além da Assembleia Legislativa.

A leitura entre aliados é clara: levar essa pauta para Brasília significaria ampliar o alcance da defesa dos serviços públicos e disputar o debate em nível nacional.

Se esse caminho se confirmar, o discurso deve seguir o mesmo — direto, crítico e ancorado na ideia de que áreas essenciais não podem ser tratadas como negócios comuns, que maximizam o lucro em detrimento do atendimento ao público e à coisa pública.

Debate que está apenas no início 

O Paraná se torna, mais uma vez, palco de uma discussão maior do que suas fronteiras. Privatizar ou não privatizar deixou de ser apenas uma escolha administrativa — virou uma disputa de modelo de sociedade.

Os países de primeiro mundo em especial na Europa tiveram que reprivatizar vários serviços essenciais após tentativas frustradas de venda desse serviços a iniciativa privada ou mesmo de parcerias público privadas. Água, energia, privacidade de dados, educação e saúde não são mercadoria.

E, nesse cenário, Arilson Chiorato se posiciona como uma das vozes mais ativas desse embate, defendendo que, quando o assunto é o essencial, o interesse público deve vir antes de qualquer planilha. Arilson já declarou que é pré-candidato a Deputado Federal, para poder lutar pelo nosso estado e pelo melhor que temos, que é o próprio povo do Estado do Paraná. Por conta de sua popularidade e presença constante não apenas na capital, mas principalmente no interior do Estado, deve terminar a eleição entre os mais votados.

Apoie o blog Sulpost — contribua via PIX: (41) 99281-4340 | e-mail: sulpost@outlook.com.br | Jornalista responsável: Ronald Stresser Jr.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Paraná 2026: entre o favoritismo e o teste da realidade

Pesquisa divulgada hoje coloca Sergio Moro na liderança, mas a eleição ainda está longe de ser definida — e o jogo bruto da política ainda nem começou pra valer

Requião Filho e o Sérgio Moro - arte gerada por IA/Sulpost

A pesquisa AtlasIntel, divulgada hoje (2 de abril de 2026), coloca o senador Sergio Moro na dianteira da corrida pelo governo do Estado, com desempenho que, neste momento, encosta na possibilidade de vitória em primeiro turno. Do outro lado, o deputado estadual Requião Filho aparece como o principal nome da oposição, isolado na segunda posição.

Mas eleição, no Paraná, raramente é fotografia. É processo. E o que se vê agora ainda está no rascunho. Existe um detalhe técnico — e político — que costuma passar batido na leitura apressada de pesquisas: candidatos que largam acima dos 50% dificilmente atravessam toda a campanha no mesmo patamar. A vitrine aumenta, os ataques vêm junto, e o eleitor deixa de apenas reconhecer nomes para começar a comparar projetos.

É nesse momento que o jogo político esquenta.

Dois perfis, dois caminhos

O senador Sergio Moro construiu sua trajetória no Judiciário, ganhou projeção nacional na Operação Lava Jato e chegou ao Executivo como ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro. Hoje senador, entra na disputa com recall elevado — mas também com um ponto que adversários já começam a explorar: a ausência de experiência direta na gestão administrativa de um estado.

Nos bastidores de Brasília, sua relação com o bolsonarismo nunca foi linear. Episódios do passado expõem uma aproximação mais política do que orgânica, o que tende a reaparecer no debate público à medida que a campanha avança. Favorito neste momento, Moro carrega consigo o peso clássico de quem lidera: torna-se o centro do alvo de todos os adversários de campanha. E motivos não faltam...

O fator Requião Filho

Na outra ponta, Requião Filho entra com um ativo difícil de fabricar em campanha: identidade com o estado. Intimidade com todos os municípios do Paraná e com sua população.

Deputado estadual com atuação contínua, construiu sua trajetória dentro do Paraná e mantém discurso alinhado a temas que atravessam o cotidiano do eleitor: saúde pública, educação, papel do Estado, proteção de dados e resistência à privatização de serviços considerados estratégicos, como no caso da Celepar e da Copel, por exemplo. 

Carrega o legado político da família — mas tenta, ao mesmo tempo, atualizar essa herança com uma leitura mais contemporânea das demandas do estado. Fato é que neste momento, ele é o único nome que se apresenta com capacidade real de organizar um campo de oposição ao bolsolavajatismo. Ademais ele tem projetos de vanguarda para o estado, projetos importantes que vem desde quando o pai dele, Roberto Requião, foi governador.

E não são apenas projetos sociais, são projetos que podem alavancar o desenvolvimento industrial e agrícola do Estado de uma forma jamais antes vista. Os Requião são visionários.

A eleição que ainda não começou

Abril está começando. E isso, em política, diz muito. Existem fatores que ainda não entraram plenamente em cena:

  • Os debates na televisão
  • A participação direta de lideranças nacionais
  • A consolidação (ou fragmentação) das candidaturas
  • O efeito real da rejeição sobre os principais nomes

Se a eleição ganhar um contorno mais nacional — especialmente com a presença mais ativa do presidente Lula — o cenário pode mudar de natureza. O que hoje parece definido pode rapidamente se transformar em disputa aberta.

Entre a vantagem e o risco

Pesquisa favorável é ativo. Mas também é exposição. Quem lidera começa na frente — e ao mesmo tempo vira alvo preferencial. Às vezes, não é nem a perda direta de votos que muda o jogo, mas a quebra da sensação de que a eleição já está decidida.

E isso, historicamente, costuma acontecer durante a campanha — não antes dela.

O ponto central

Hoje, os números são claros.

Mas olhando além da fotografia do momento, há uma leitura política que começa a se impor: se houver segundo turno no Paraná, ele dificilmente passará por mais de um nome capaz de enfrentar o favorito de igual para igual. E, neste estágio da corrida, esse nome é Requião Filho.

A eleição está aberta. E, como tantas outras já mostraram, começa de verdade justamente quando parece decidida. Em seis meses muita coisa pode mudar. No mais o brasileiro tem duas paixões, futebol e política, e todo mundo sabe que não são muitas as vezes em que o time favorito vence o campeonato.

Apoie o Sulpost — PIX: (41) 99281-4340

Marina se despede com números em queda — e um recado em alta sobre o futuro do planeta

Após 39 meses à frente do Meio Ambiente, ministra destaca redução do desmatamento, reconstrução do Estado ambiental e aposta na continuidade da agenda climática

Ministra Marina Silva - © Valter Campanato/Agência Brasil

O tom era de encerramento, mas também de travessia. Em Brasília, na tarde desta quarta-feira (1º), Marina Silva leu um discurso longo, firme, com pausas que carregavam mais do que números. Eram 39 meses condensados em pouco mais de 50 minutos — e uma sensação clara de ciclo concluído, ainda que incompleto.

Ao deixar, pela terceira vez, o comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina preferiu falar de reconstrução. E não como metáfora.

Quando assumiu, em janeiro de 2023, encontrou — segundo suas próprias palavras — uma estrutura fragilizada, quase desfigurada em sua capacidade de agir. “Política, ética, técnica, administrativa e operacionalmente”, listou. A resposta veio em forma de recomposição: mais de 1.557 servidores incorporados ao sistema ambiental, entre Ibama, ICMBio e Jardim Botânico.

Não foi só gente. Foi dinheiro, engrenagem e direção.

O orçamento da pasta mais que dobrou em três anos, saltando de R$ 865 milhões para R$ 1,9 bilhão. Um dado que, isolado, pode parecer técnico — mas que, na prática, se traduziu em presença mais constante do Estado onde antes havia ausência.

E isso aparece nos números.

Entre 2022 e 2025, o desmatamento caiu pela metade na Amazônia. No Cerrado, a redução foi de 32,3%. Em termos climáticos, isso significou evitar a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente — um volume difícil de visualizar, mas decisivo no jogo global contra o aquecimento.

Mais recente, o ciclo de alertas entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026 aponta nova queda: 33% na Amazônia, 7% no Cerrado. Marina foi direta: mantido o ritmo, o Brasil pode alcançar a menor taxa de desmatamento da série histórica.

Mas não foi só contenção. Houve recuperação.

O país passou a ter 3,4 milhões de hectares em processo de regeneração da vegetação nativa. Ao mesmo tempo, a fiscalização ganhou musculatura: operações do Ibama cresceram 80% na Amazônia; as do ICMBio, 24%. As áreas embargadas também avançaram — e a mineração ilegal, um dos focos mais sensíveis, caiu pela metade.

No pano de fundo, uma tentativa de reorganizar o que Marina chamou de “Estado ambiental brasileiro”.

A despedida também foi passagem de bastão. O secretário-executivo João Paulo Capobianco assume o ministério com a missão de manter o rumo. A própria Marina sinalizou confiança na continuidade — uma palavra que, ali, soou quase como compromisso político.

Segundo a Agência Brasil o discurso não ficou preso ao balanço.

Ao falar de futuro, a ministra retomou um tema ainda em construção: a criação da Autoridade Climática Nacional. A ideia, segundo ela, segue viva dentro do governo e envolve mais do que um órgão — exige um sistema capaz de lidar com um país onde quase 2 mil municípios já enfrentam risco permanente de eventos extremos.

A proposta inclui um conselho técnico e científico interministerial e um novo marco regulatório para situações de emergência climática. Ainda não saiu do papel, mas não saiu da prioridade.

No fim, Marina voltou ao que sempre parece guiá-la: a persistência.

Disse que não se vê como otimista nem pessimista. Apenas persistente. E recorreu a uma imagem que costuma repetir — a de que ninguém voa sozinho.

“A realidade muda quando a gente muda a realidade”, afirmou.

A frase pode soar circular à primeira vista. Mas, diante dos dados apresentados, talvez seja justamente essa a ideia.

Porque, no balanço que fica, há menos floresta derrubada — e mais pressão para que isso não seja apenas uma fase.

Apoie o blog Sulpost — contribua via PIX: (41) 99281-4340 | E-mail: sulpost@outlook.com.br

💬 Abrir WhatsApp

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Artemis II entra em contagem regressiva histórica (ao vivo)

Missão marca o retorno de astronautas à órbita da Lua após mais de 50 anos — assista à transmissão ao vivo aqui no Sulpost

O relógio corre. Silenciosamente, mas com um peso histórico difícil de ignorar. A missão Artemis II, da NASA, se aproxima — e com ela, o retorno da humanidade à órbita lunar depois de mais de meio século.

Será a primeira vez desde o programa Apollo que astronautas viajarão tão longe da Terra, abrindo caminho para o pouso tripulado previsto nas próximas etapas do programa Artemis.

A expectativa é global. A Artemis II não é apenas uma missão — é um símbolo de recomeço, tecnologia e ambição humana mirando novamente o espaço profundo.

Atualização - 19h50:

Confirmada separação da nave Órion do foguete SLS. Siga na janela abaixo às imagens ao vivo da cápsula Orion em sua jornada rumo à Lua...

Apoie o blog Sulpost — contribua via PIX: (41) 99281-4340

Gleisi Hoffmann articula pautas no Congresso e deixa ministério até 4 de abril para disputar o Senado pelo Paraná

Ministra das Relações Institucionais atua na costura política de projetos estratégicos do governo Lula enquanto se prepara para cumprir prazo legal de desincompatibilização

Gleisi Hoffman por Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Brasília respira política em ritmo acelerado — e, nos bastidores, algumas decisões já têm data para acontecer. No centro desse movimento está Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, que se divide entre a articulação de pautas sensíveis no Congresso e a contagem regressiva para deixar o cargo e disputar uma vaga no Senado.

Articulação política e o papel no governo

Responsável por uma das funções mais estratégicas do governo Lula, Gleisi atua diretamente na ponte entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. É ela quem costura acordos, mede resistências e avalia o clima político para votações relevantes.

Nos últimos dias, a ministra indicou que há ambiente favorável para avançar com o projeto de lei que regulamenta o trabalho de motoristas de aplicativos — uma das pautas mais delicadas da atual agenda trabalhista.

“Eu acho que tem clima, mas a gente precisa fazer mais consultas, ouvir mais trabalhadores.”

PL dos aplicativos: impasse e negociação

O projeto que trata dos motoristas de aplicativos deve ganhar novos capítulos já na próxima semana. O relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), pretende apresentar seu parecer no dia 7 de abril.

Entre os pontos mais sensíveis está a remuneração mínima proposta:

  • Governo: R$ 10 + R$ 2,50 por quilômetro
  • Atual: cerca de R$ 7,50
  • Relator: R$ 8,50

A divergência indica que o texto ainda deve sofrer ajustes — possivelmente no plenário, via emendas. Caso avance na comissão especial, a proposta pode seguir com pedido de urgência para votação direta na Câmara.

Saída do governo e prazo legal

Enquanto atua para destravar pautas, Gleisi também se prepara para deixar o cargo. Ela deve se desincompatibilizar até o dia 4 de abril, prazo limite estabelecido pela legislação eleitoral.

A regra exige que ministros deixem suas funções seis meses antes do pleito, marcado para 4 de outubro de 2026. O objetivo é garantir equilíbrio na disputa e evitar o uso da máquina pública em benefício eleitoral.

Quem não cumprir o prazo pode ser considerado inelegível.

Retorno à Câmara e continuidade política

Mesmo fora do ministério, Gleisi não deve se afastar da articulação política. A expectativa é que retorne à Câmara já na próxima semana, mantendo atuação direta em pautas como a regulamentação dos aplicativos e o debate sobre o fim da escala 6×1.

Reforma ministerial e efeito dominó

A saída da ministra ocorre dentro de uma reforma mais ampla promovida pelo governo Lula. O Palácio do Planalto confirmou mudanças em 14 ministérios, motivadas pelo prazo de desincompatibilização.

A estratégia do presidente foi priorizar nomes que já atuavam como número 2 nas pastas, garantindo continuidade administrativa. A substituição na Secretaria de Relações Institucionais, no entanto, ainda não foi anunciada.

Contexto político

A movimentação marca o início de uma transição no governo federal. Ministros, governadores e prefeitos em todo o país deixam seus cargos para disputar as eleições.

No caso de Gleisi Hoffmann, a saída não representa recuo — mas reposicionamento. Ela deixa um dos cargos mais estratégicos do governo para tentar ampliar sua influência no Senado, mantendo o papel de articuladora política em outro campo do jogo.

Apoie o Sulpost via PIX: (41) 99281-4340 • WhatsApp
Gostou?
Então contribua com qualquer valor
Use a chave PIX ou o QR Code abaixo
(Stresser Mídias Digitais - CNPJ: 49.755.235/0001-82)

Sulpost é um veículo de mídia independente e nossas publicações podem ser reproduzidas desde que citando a fonte com o link do site: https://sulpost.blogspot.com/. Sua contribuição é essencial para a continuidade do nosso trabalho.