sábado, 4 de julho de 2026

Senado em disputa: Alvaro lidera, Gleisi avança e a corrida pelas duas vagas começa a ganhar forma no Paraná

Nova pesquisa Vox mostra vantagem confortável de Alvaro Dias e crescimento de Gleisi Hoffmann na disputa pelo Senado. Mas o eleitor ainda tem muitas perguntas sem resposta — e boa parte delas passa pelo trabalho que cada pré-candidato está mostrando pelo Paraná

 
Senado em disputa: Alvaro lidera, Gleisi avança e a corrida pelas duas vagas começa a ganhar forma no Paraná. Nova pesquisa Vox mostra vantagem confortável de Alvaro Dias e crescimento de Gleisi Hoffmann na disputa pelo Senado. Mas o eleitor ainda tem muitas perguntas sem resposta — e boa parte delas passa pelo trabalho que cada pré-candidato está mostrando pelo Paraná.

A política paranaense entrou oficialmente em modo eleitoral. Enquanto a disputa pelo Governo do Estado começa a desenhar um possível segundo turno entre Requião Filho (PDT) e Sérgio Moro (PL), a corrida pelas duas vagas ao Senado Federal também passa a ganhar contornos mais nítidos. E os números divulgados nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Vox Brasil ajudam a entender por quê.

O levantamento aponta o ex-senador Alvaro Dias (MDB) na liderança isolada da disputa, com 40,2% das intenções consolidadas de voto. Em segundo lugar aparece a ex-ministra das Relações Institucionais e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), com 19,1%.

Atrás deles surgem Deltan Dallagnol (Novo), com 15,4% - que está inelegível -, e Filipe Barros (PL), com 12,8%, formando um bloco que disputa diretamente a segunda vaga.

Mas pesquisas contam apenas parte da história. O eleitor que acompanha o dia a dia da política tem o direito de fazer uma pergunta simples: o que esses pré-candidatos estão fazendo efetivamente pelo nosso estado?

Alvaro Dias lidera com folga e aposta na força da própria trajetória

A liderança de Alvaro Dias não chega a surpreender. Poucos nomes da política paranaense possuem um histórico tão longo de exposição pública. Ex-governador, ex-senador por diversos mandatos e figura conhecida em praticamente todas as regiões do estado, Alvaro entra na disputa com um patrimônio político construído ao longo de décadas.

Nas últimas semanas, Álvaro tem concentrado esforços na articulação de sua pré-campanha e na construção da chapa liderada por Rafael Greca (MDB) ao Governo do Paraná.

A estratégia é relativamente clara: apresentar experiência, moderação e conhecimento da máquina pública como diferenciais em um cenário marcado pela polarização. Como o MDB é um partido de centro, teoricamente acaba levando o voto também do eleitor tanto da esquerda, quanto da direita, insatisfeitos com seus representantes.

O levantamento da Vox reforça essa vantagem inicial. Além de liderar com ampla margem, Álvaro apresenta um índice de rejeição significativamente menor que seus principais adversários, fator que costuma ser decisivo em eleições majoritárias.

Ainda assim, a campanha terá o desafio de transformar o prestígio acumulado só longo de décadas tem propostas concretas para os possíveis próximos oito anos de mandato.

Gleisi tenta converter entregas do governo federal em apoio eleitoral

Do outro lado da disputa está a petista Gleisi Hoffmann, braço direito do presidente Lula. Diferentemente de Álvaro, ela vive um momento intenso de agendas importantes em todas as regiões do Paraná.

Ao longo das últimas semanas, Gleisi participou de agendas ligadas ao Novo PAC, à liberação de investimentos federais para municípios paranaenses, para a área de saúde, mobilidade urbana, educação, cultura e à articulação entre prefeituras, governo estadual e União.

A deputada aposta em uma narrativa baseada em entregas concretas. Habitação popular, investimentos em saúde, ampliação de programas sociais, obras de infraestrutura e recursos para municípios aparecem no centro de sua estratégia política.

Os números da pesquisa mostram que essa movimentação começa a produzir efeitos. Gleisi está indo ao encontro dos paranaenses e surge consolidada na faixa da segunda vaga ao Senado. E, mais importante, Hoffmann mantém a posição mesmo nos cenários alternativos testados pelo instituto.

Há, entretanto, um obstáculo relevante. A ex-ministra também lidera os índices de rejeição da pesquisa, reflexo da forte polarização política que ainda divide parte do eleitorado brasileiro. Seu desafio será ampliar o diálogo para além da base tradicional do PT. Para conseguir uma vaga ao Senado, ela precisa falar para além de seu tradicional eleitorado.

Direita ainda procura nome para segunda vaga

Outro dado importante da pesquisa é a fragmentação do campo conservador. Deltan Dallagnol e Filipe Barros aparecem dividindo o mesmo espaço eleitoral. O resultado prático é que Gleisi acaba sendo favorecida pela dispersão dos votos da direita, dividida pelas ligações entre Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o filme Dark Horse.

O cenário sem Deltan, testado pela Vox, mostra que seus eleitores não migram automaticamente para um único candidato. Parte vai para Filipe Barros, parte para Alexandre Curi, parte para outros nomes e uma parcela significativa simplesmente retorna à indecisão.

Essa dispersão ajuda a explicar por que Gleisi permanece em segundo lugar mesmo diante de uma rejeição, que embora ainda elevada, vem caindo mês a mês.

E a disputa pelo Governo do Paraná?

Nos bastidores, o debate sobre o Senado acontece paralelamente a outra disputa que promete dominar o noticiário político dos próximos meses. A sucessão do governador Ratinho Junior.

As movimentações mais recentes indicam que o cenário pode caminhar para um segundo turno entre Requião Filho e Sérgio Moro.

O pedetista vem ampliando sua presença no interior e consolidando um discurso de oposição ao atual modelo de gestão estadual. Já Moro continua figurando entre os favoritos, mas enfrenta um período de desgaste político.

Entre os fatores que vêm sendo explorados pelos adversários está a repercussão envolvendo o chamado caso Dark Horse, assunto que tem circulado com frequência crescente nos bastidores políticos e que, segundo analistas, pode estar contribuindo para a redução gradual de seu desempenho em pesquisas recentes.

Ainda é cedo para conclusões definitivas, mas os levantamentos mais recentes mostram uma disputa mais aberta do que se imaginava há alguns meses.

Mais da metade do eleitorado ainda não decidiu

Talvez o dado mais relevante da pesquisa Vox não esteja na liderança de Alvaro nem na ascensão de Gleisi. O número que realmente chama atenção é o tamanho da indecisão.

Quando somadas as respostas de eleitores que ainda não sabem em quem votar ou que pretendem anular o voto para uma das vagas, o contingente continua enorme. Isso significa que a corrida ao Senado está longe de estar definida.

Até outubro, os paranaenses terão a oportunidade de observar quem apenas aparece nas pesquisas e quem realmente apresenta propostas, percorre os municípios, busca investimentos e demonstra compromisso com os desafios do estado.

Porque, no fim das contas, pesquisa aponta tendências. Mas o voto continua sendo decidido pela confiança que cada candidato consegue construir ao longo do processo eleitoral.

E a confiança não nasce apenas nos números das sondagens. Nasce do trabalho que cada candidata, que cada candidato, entrega ao seu eleitorado e mostra estar realizando pelo Paraná.

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Roberto Requião (PDT) aposta na experiência e anuncia retorno à disputa por uma vaga na Câmara Federal

Ex-governador e ex-senador do Paraná destaca legado administrativo, mantém apoio a Lula e promete atuação independente em Brasília

Roberto Requião (PDT) aposta na experiência e anuncia retorno à disputa por uma vaga na Câmara Federal. Ex-governador e ex-senador do Paraná destaca legado administrativo, mantém apoio a Lula e promete atuação independente em Brasília. Em uma época em que a política parece cada vez mais acelerada, dominada por vídeos curtos e debates que duram apenas alguns segundos, um dos nomes mais conhecidos da história política do Paraná decidiu voltar ao centro da disputa eleitoral. Roberto Requião, ex-governador e ex-senador, lançou sua pré-candidatura a deputado federal pelo PDT e afirma acreditar que pode contribuir mais para o estado em Brasília do que ocupando uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Em uma época em que a política parece cada vez mais acelerada, dominada por vídeos curtos e debates que duram apenas alguns segundos, um dos nomes mais conhecidos da história política do Paraná decidiu voltar ao centro da disputa eleitoral. Roberto Requião, ex-governador e ex-senador, lançou sua pré-candidatura a deputado federal pelo PDT e afirma acreditar que pode contribuir mais para o estado em Brasília do que ocupando uma cadeira na Assembleia Legislativa

.Aos 85 anos, Requião retorna ao debate público carregando um currículo invejável, que atravessa diferentes períodos da história política paranaense. Foi deputado estadual, prefeito de Curitiba, senador da República e governador do Paraná por três mandatos. Poucos nomes da política estadual acumularam uma trajetória tão extensa em cargos eletivos.

Uma carreira construída em décadas de vida pública

Advogado e jornalista de formação, Requião construiu sua imagem política associada à defesa das empresas públicas, ao fortalecimento do papel do Estado e ao desenvolvimento econômico com foco nacional. Ao longo de sua trajetória, tornou-se conhecido pelo estilo direto, muitas vezes confrontador, que lhe rendeu admiradores e críticos em igual medida.

Mesmo quem discorda de suas posições costuma reconhecer que sua passagem pelos principais cargos do Paraná deixou marcas permanentes na administração pública estadual.

Programas que continuam presentes no cotidiano dos paranaenses

Entre os projetos mais lembrados de seus governos está o Programa Leite das Crianças, criado em 2003 para atender famílias em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa distribuiu leite enriquecido para milhares de crianças em todo o estado e acabou incorporada às políticas públicas paranaenses, permanecendo ativa mesmo após o término de sua gestão.

Outro tema que marcou sua passagem pelo Palácio Iguaçu foi a disputa contra os contratos de pedágio firmados na década de 1990. Durante anos, Requião travou batalhas políticas e judiciais contra as concessionárias, defendendo a redução das tarifas e questionando o modelo adotado nas rodovias paranaenses.

Sua administração também ficou associada à defesa de empresas estratégicas do estado, como a Copel e a Sanepar, consolidando uma posição historicamente contrária às privatizações. Quando o governador, ele também mandou fechar todas as casas de jogos de azar do Paraná.

Um político da velha guarda que encontrou espaço nas redes sociais

Se antes seus discursos repercutiam principalmente na televisão e nos jornais, hoje muitos dos posicionamentos de Requião alcançam milhares de pessoas pelas redes sociais. Vídeos curtos publicados em plataformas digitais frequentemente viralizam ao abordar temas como privatizações, sistema financeiro, concentração de renda, soberania nacional e o papel do Estado na economia.

Seu estilo continua praticamente o mesmo: frases diretas, linguagem simples e disposição para entrar em debates que outros políticos muitas vezes evitam enfrentar. Inclusive ele mora no mesmo endereço, com a esposa Maristela, há mais de 40 anos.

Apoio a Lula sem abrir mão das cobranças

Na eleição de 2026, Requião está alinhado ao campo político que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também defende a candidatura de seu filho, o deputado estadual Requião Filho, à sucessão do governo do Paraná.

Ao mesmo tempo, mantém uma característica que o acompanha há décadas: a independência para criticar decisões com as quais não concorda. Em entrevistas e manifestações públicas recentes, o ex-governador demonstrou apoio ao governo federal, mas também fez cobranças relacionadas à política econômica, à condução de empresas estratégicas e ao que considera a necessidade de um projeto nacional mais robusto de desenvolvimento.

Para seus apoiadores, essa postura representa coerência política. Para seus críticos, trata-se de uma estratégia para preservar autonomia dentro do próprio campo político.

A experiência como principal bandeira

Ao anunciar sua pré-candidatura, Requião deixou claro qual pretende ser seu principal argumento junto ao eleitorado: a experiência acumulada em décadas de vida pública.

Em um cenário político marcado pela renovação constante de nomes e pela ascensão de influenciadores digitais à política institucional, o ex-governador aposta justamente no caminho oposto. Sua mensagem é simples: apresentar o histórico de realizações, os cargos exercidos e as posições defendidas ao longo da carreira para que o eleitor faça sua própria avaliação.

Se essa estratégia será suficiente para transformá-lo novamente em um dos protagonistas da política paranaense, a resposta virá das urnas. Mas uma coisa parece certa: Roberto Requião continua disposto a participar ativamente dos debates que definirão os próximos anos do Paraná e do Brasil. Inclusive ele tem apresentado muito mais energia do que um monte de gente jovem, que está aí pré-candidata mas carece tanto de currículo, quanto de projetos. Raquel é conhecido por ser aquele tipo de político raro, que promete e realmente faz. 


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El Niño avança e ONU faz mobilização inédita por causa do risco de eventos climáticos extremos

Fenômeno já está ativo no Pacífico Tropical e pode provocar ondas de calor, secas, enchentes e impactos na agricultura, saúde e economia em diversas regiões do planeta

 

O planeta já começa a sentir os sinais de uma nova mudança climática de grande escala. Enquanto ondas de calor castigam cidades do Hemisfério Norte e eventos extremos se multiplicam em diferentes continentes, cientistas acompanham a rápida evolução do fenômeno El Niño, que voltou a se estabelecer no Oceano Pacífico e pode atingir intensidade forte nos próximos meses.

Diante desse cenário, a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada das Nações Unidas, anunciou uma mobilização sem precedentes para coordenar ações de preparação e resposta em diversos países. O objetivo é simples e urgente: salvar vidas, proteger meios de subsistência e reduzir os impactos econômicos e sociais de um clima cada vez mais instável.

Pacífico mais quente preocupa especialistas

Segundo o mais recente boletim climático da OMM, as águas das regiões central e leste do Pacífico Equatorial já apresentam aquecimento significativo. Em algumas áreas monitoradas, a temperatura da superfície do mar pode ultrapassar 2°C acima da média histórica entre julho e setembro.

Para os meteorologistas, esse é um dos principais indicadores de que o El Niño está se fortalecendo rapidamente.

A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que os sistemas de previsão sazonal e os alertas antecipados serão fundamentais para minimizar danos. A agência trabalha em conjunto com governos, organizações humanitárias e setores estratégicos, como agricultura, saúde e defesa civil.

Mais calor e eventos extremos

O boletim da ONU aponta uma probabilidade extremamente elevada de temperaturas acima da média em praticamente todas as regiões habitadas do planeta, abrangendo áreas entre 60° de latitude sul e 60° de latitude norte.

Além do Pacífico Equatorial, os oceanos Índico e Atlântico Tropical também apresentam temperaturas superiores à média, ampliando a quantidade de energia disponível na atmosfera.

Na prática, isso significa um ambiente mais favorável para secas prolongadas, ondas de calor, tempestades intensas, enchentes e incêndios florestais.

A própria OMM ressalta que eventos naturais como El Niño e La Niña agora ocorrem em um contexto de mudanças climáticas provocadas pela ação humana, o que tende a potencializar seus efeitos.

Chuvas devem mudar em várias regiões do mundo

As projeções para os próximos meses indicam alterações importantes nos regimes de precipitação.

O Pacífico Equatorial central e oriental deve registrar volumes de chuva acima da média. Em contrapartida, há maior probabilidade de seca em partes do Oceano Índico Tropical, no subcontinente indiano e em grande parte da Austrália.

Na Europa, o cenário previsto é de contraste: enquanto países do sul tendem a receber mais chuva, regiões do norte podem enfrentar precipitações abaixo da média.

Nas Américas, a previsão aponta redução das chuvas em partes do Caribe, da América Central e do noroeste da América do Sul, enquanto áreas do sudoeste dos Estados Unidos devem registrar condições mais úmidas.

Preparação e alerta

A OMM vem ampliando reuniões técnicas, intercâmbios de informações e sistemas de monitoramento para ajudar os países a se prepararem para os impactos do fenômeno.

Segundo a organização, o fortalecimento dos sistemas de alerta precoce continua sendo uma das ferramentas mais eficazes para reduzir perdas humanas e econômicas.

Embora o El Niño ocorra naturalmente a cada dois a sete anos, especialistas alertam que seus efeitos podem ser mais severos em um planeta já aquecido pelas mudanças climáticas.

O recado dos cientistas é claro: os próximos meses exigirão atenção redobrada de governos, produtores rurais, gestores públicos e da população. O clima global está entrando em uma nova fase de instabilidade — e a preparação pode fazer a diferença entre prevenção e desastre.

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STF encaminha caso Dark Horse para relatoria de André Mendonça e amplia debate sobre ligações com Banco Master

Decisão não reconhece crime nem abre investigação automática, mas leva notícia-crime envolvendo Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Daniel Vorcaro para o mesmo eixo processual de casos relacionados ao Banco Master

Brasília vive mais um capítulo de uma história que mistura política, financiamento privado e disputa pelo protagonismo da direita brasileira. Um despacho assinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, colocou o filme Dark Horse no centro de uma nova discussão jurídica e política.

Brasília vive mais um capítulo de uma história que mistura política, financiamento privado e disputa pelo protagonismo da direita brasileira. Um despacho assinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, colocou o filme Dark Horse no centro de uma nova discussão jurídica e política.

A decisão determinou que a PET 16.292/DF, notícia-crime apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), seja redistribuída ao ministro André Mendonça. O motivo é a conexão apontada pelo STF entre os fatos narrados no pedido e outros procedimentos já sob relatoria de Mendonça envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master.

O despacho não reconhece a existência de crime e tampouco representa abertura automática de investigação. A medida apenas define qual ministro ficará responsável por analisar o caso dentro da estrutura do Supremo.

O que está sendo questionado

A notícia-crime apresentada ao STF levanta a hipótese de possíveis conexões entre o financiamento do filme Dark Horse, o empresário Daniel Vorcaro, o Banco Master, o senador Flávio Bolsonaro e a atuação internacional do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro.

As alegações ainda dependem de análise jurídica e eventual manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

No despacho, Fachin destaca que os fatos narrados possuem relação com outros procedimentos já distribuídos por prevenção ao gabinete de André Mendonça, justificando a redistribuição do caso.

Por que a decisão chama atenção

Embora ainda não exista qualquer conclusão judicial, a decisão produz efeitos no debate político.

O filme Dark Horse foi concebido para retratar a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem sido associado à estratégia de reconstrução da imagem pública do campo bolsonarista para as eleições presidenciais de 2026.

Com a redistribuição do caso, o debate deixa de se concentrar apenas na produção audiovisual e passa a incluir questionamentos sobre sua estrutura de financiamento e possíveis conexões com personagens já presentes em procedimentos relacionados ao Banco Master.

Reflexos no Paraná

A movimentação também repercute no cenário político paranaense.

Flávio Bolsonaro tem participado de articulações que envolvem lideranças como o senador Sergio Moro (PL), o deputado federal Filipe Barros (PL) e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo), nomes frequentemente apontados como protagonistas do campo conservador no estado.

Analistas avaliam que o avanço do caso no STF pode ampliar a pressão por esclarecimentos públicos sobre as relações políticas e empresariais que cercam a produção do filme.

O episódio ocorre em um momento de reorganização da direita brasileira, marcado por divergências internas, disputas por espaço político e movimentos que já apontam para as eleições presidenciais de 2026 e para a sucessão das lideranças do campo conservador nos anos seguintes.

Próximos passos

O futuro do caso dependerá das análises do ministro André Mendonça e de eventuais manifestações da Procuradoria-Geral da República. Até o momento, não existe denúncia formal, acusação aceita pela Justiça ou decisão que atribua responsabilidade criminal aos citados.

O que há, neste momento, é um novo capítulo de uma discussão que envolve política, financiamento privado, estratégias eleitorais e a crescente disputa por espaço dentro da direita brasileira.

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Curitiba ganha ligação direta com a Europa e encurta caminho para cruzar o Atlântico

Novo voo da TAP para Lisboa elimina escalas, reduz tempo de viagem e coloca o Paraná na rota direta do continente europeu

Durante décadas, viajar da capital paranaense para a Europa significou uma espécie de ritual obrigatório: malas, conexões, horas de espera em aeroportos lotados e, quase sempre, uma parada em São Paulo antes da travessia do Atlântico.

Agora, essa história muda outra vez. Curitiba passou a contar com seu primeiro voo regular direto para a Europa. A ligação entre o Aeroporto Internacional Afonso Pena (CWB) e Portugal, começou a operar nesta semana pela TAP Air Portugal. A nova operação da TAP marca um momento aguardado há anos por empresários, turistas, estudantes e famílias que mantêm laços com o continente europeu.

Mais do que uma nova rota aérea, o voo simboliza um salto de conectividade para o Paraná.

Menos espera, mais destino

Quem já enfrentou uma viagem internacional saindo de Curitiba sabe que boa parte do desgaste acontecia antes mesmo do embarque para o exterior. Era preciso voar até outro grande aeroporto brasileiro, enfrentar conexões e aguardar por horas até o próximo voo.

Com a nova operação, o passageiro embarca em São José dos Pinhais e segue diretamente para Lisboa (LIS), sem escalas.

Na prática, isso representa mais conforto e uma economia de tempo que pode chegar a cerca de três horas em comparação com muitos roteiros que exigiam conexão em Guarulhos.

O trajeto tem duração aproximada entre 12 e 12 horas e meia, dependendo das condições climáticas e operacionais.

Quando acontecem os voos?

A TAP programou três frequências semanais entre Curitiba e Lisboa.

As partidas acontecem às terças-feiras, quintas-feiras e domingos, oferecendo uma alternativa regular para quem viaja a turismo, trabalho ou estudos.

A expectativa é que a nova rota fortaleça o fluxo de passageiros não apenas do Paraná, mas também de estados vizinhos e até de países do Mercosul.

Quanto custa viajar?

Como acontece em qualquer rota internacional, os valores variam conforme a antecedência da compra, a época do ano e a disponibilidade de assentos.

Levantamentos recentes mostram passagens de ida e volta na faixa de R$ 6,6 mil em classe econômica, embora promoções e períodos de menor procura possam apresentar preços mais baixos.

Nas primeiras vendas da rota, algumas tarifas promocionais chegaram a aparecer próximas de R$ 2,5 mil em datas específicas.

Uma porta aberta para toda a Europa

O destino final do voo é Lisboa, mas a viagem não precisa terminar ali.

A capital portuguesa funciona como um dos principais centros de conexões da Europa. A partir dela, os passageiros podem seguir para dezenas de cidades utilizando a malha da própria TAP e de companhias parceiras.

Entre os destinos mais procurados estão Paris, Londres, Roma, Madri, Barcelona, Berlim, Amsterdã, Frankfurt e Milão.

Na prática, o novo voo aproxima Curitiba não apenas de Portugal, mas de boa parte do continente europeu.

Um antigo desejo que finalmente saiu do papel

A conquista da rota direta é resultado de anos de negociações entre governos, autoridades aeroportuárias e o setor aéreo.

Para uma cidade que se consolidou como polo econômico, tecnológico e universitário do Sul do Brasil, a ausência de uma ligação direta com a Europa era vista por muitos como uma lacuna difícil de explicar.

Agora, o cenário muda. Pela primeira vez, passageiros poderão embarcar no Paraná e desembarcar na Europa sem escalas pelo caminho.

Uma viagem que antes começava com uma conexão obrigatória, no Rio ou São Paulo. Agora o voo cruza o Atlântico partindo diretamente do Aeroporto.Afinso Pena (CWB).

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Brasil atraiu 40% do investimento estrangeiro da América Latina e Caribe em 2025

Relatório da ONU mostra que o país recebeu US$ 77 bilhões em investimentos e, em meio a um cenário global de incertezas, concentrou a maior fatia dos recursos destinados à região

 
Enquanto boa parte do mundo tenta decifrar os impactos de disputas comerciais, tensões geopolíticas e mudanças nas regras da economia internacional, um dado chama atenção do outro lado do mapa: o Brasil segue sendo um dos destinos mais procurados para investimentos estrangeiros.  Segundo relatório divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), órgão das Nações Unidas, o Brasil recebeu US$ 77 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2025. O valor representa cerca de 40% de todo o investimento destinado à América Latina e ao Caribe no período.  Na prática, isso significa que quatro em cada dez dólares investidos por empresas estrangeiras na região tiveram o Brasil como destino. País que cada vez oferece segurança jurídica, econômica e política, mostrando uma democracia forte e saudável. Abrindo as portas, com responsabilidade para o investimento estrangeiro.  Brasil lidera com folga O levantamento mostra que a América Latina e o Caribe receberam, ao todo, US$ 194 bilhões em investimentos estrangeiros diretos em 2025, um crescimento modesto de 1,7% em relação ao ano anterior. O Brasil liderou com ampla vantagem. Em segundo lugar apareceu o México, com US$ 43 bilhões, equivalente a 22% do total regional.  Juntas, as duas maiores economias latino-americanas concentraram 62% de todos os investimentos recebidos. Depois vieram Chile, Peru, Colômbia, Guiana, Costa Rica e República Dominicana.  Segundo a CEPAL, os fluxos destinados ao Brasil cresceram e se aproximaram dos níveis mais elevados observados na década de 2010, reforçando a posição estratégica do país no cenário internacional.  O que está por trás desses números? O chamado Investimento Estrangeiro Direto ocorre quando empresas ou grupos econômicos de outros países aplicam recursos em operações produtivas, expansão industrial, infraestrutura, tecnologia, serviços ou novos negócios.  Diferentemente de aplicações financeiras de curto prazo, esse tipo de investimento costuma ter horizonte mais longo e potencial para gerar empregos, movimentar cadeias produtivas e estimular inovação.  A maior parte dos recursos recebidos pela região em 2025 foi direcionada ao setor de serviços, que concentrou 53% do total. As manufaturas ficaram com 31%, enquanto os recursos naturais responderam por 16%.  Cenário global turbulento O resultado ganha relevância porque ocorreu em um período marcado por forte instabilidade internacional.  A CEPAL destaca que a rivalidade tecnológica e geopolítica entre grandes potências, somada às novas políticas tarifárias dos Estados Unidos, aumentou a incerteza nos mercados globais. Mesmo assim, o Brasil conseguiu manter sua capacidade de atrair capital estrangeiro. Os dados comprovam que o governo brasileiro está fazendo um excelente trabalho   Para o secretário executivo da CEPAL, José Manuel Salazar-Xirinachs, os países da região precisam aproveitar esses investimentos de forma estratégica, conectando políticas de comércio exterior, inovação, desenvolvimento produtivo e qualificação profissional.  A avaliação é que o investimento estrangeiro pode gerar ganhos duradouros de produtividade e competitividade quando integrado a uma estratégia nacional de desenvolvimento.  Estados Unidos e Europa seguem liderando Entre os investimentos cuja origem pôde ser identificada, 67% vieram dos Estados Unidos e da Europa.  Os Estados Unidos responderam por 35% dos recursos destinados à região, enquanto os países europeus participaram com 32%.  O relatório aponta, porém, uma mudança importante: os investimentos vindos dos Estados Unidos recuaram em 2025, enquanto os fluxos originados da Europa cresceram.

Enquanto boa parte do mundo tenta decifrar os impactos de disputas comerciais, tensões geopolíticas e mudanças nas regras da economia internacional, um dado chama atenção do outro lado do mapa: o Brasil segue sendo um dos destinos mais procurados para investimentos estrangeiros.

Segundo relatório divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), órgão das Nações Unidas, o Brasil recebeu US$ 77 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2025. O valor representa cerca de 40% de todo o investimento destinado à América Latina e ao Caribe no período.

Na prática, isso significa que quatro em cada dez dólares investidos por empresas estrangeiras na região tiveram o Brasil como destino. País que cada vez oferece segurança jurídica, econômica e política, mostrando uma democracia forte e saudável. Abrindo as portas, com responsabilidade para o investimento estrangeiro.

Brasil lidera com folga

O levantamento mostra que a América Latina e o Caribe receberam, ao todo, US$ 194 bilhões em investimentos estrangeiros diretos em 2025, um crescimento modesto de 1,7% em relação ao ano anterior. O Brasil liderou com ampla vantagem. Em segundo lugar apareceu o México, com US$ 43 bilhões, equivalente a 22% do total regional.

Juntas, as duas maiores economias latino-americanas concentraram 62% de todos os investimentos recebidos. Depois vieram Chile, Peru, Colômbia, Guiana, Costa Rica e República Dominicana.

Segundo a CEPAL, os fluxos destinados ao Brasil cresceram e se aproximaram dos níveis mais elevados observados na década de 2010, reforçando a posição estratégica do país no cenário internacional.

O que está por trás desses números?

O chamado Investimento Estrangeiro Direto ocorre quando empresas ou grupos econômicos de outros países aplicam recursos em operações produtivas, expansão industrial, infraestrutura, tecnologia, serviços ou novos negócios.

Diferentemente de aplicações financeiras de curto prazo, esse tipo de investimento costuma ter horizonte mais longo e potencial para gerar empregos, movimentar cadeias produtivas e estimular inovação.

A maior parte dos recursos recebidos pela região em 2025 foi direcionada ao setor de serviços, que concentrou 53% do total. As manufaturas ficaram com 31%, enquanto os recursos naturais responderam por 16%.

Cenário global turbulento

O resultado ganha relevância porque ocorreu em um período marcado por forte instabilidade internacional.

A CEPAL destaca que a rivalidade tecnológica e geopolítica entre grandes potências, somada às novas políticas tarifárias dos Estados Unidos, aumentou a incerteza nos mercados globais. Mesmo assim, o Brasil conseguiu manter sua capacidade de atrair capital estrangeiro. Os dados comprovam que o governo brasileiro está fazendo um excelente trabalho 

Para o secretário executivo da CEPAL, José Manuel Salazar-Xirinachs, os países da região precisam aproveitar esses investimentos de forma estratégica, conectando políticas de comércio exterior, inovação, desenvolvimento produtivo e qualificação profissional.

A avaliação é que o investimento estrangeiro pode gerar ganhos duradouros de produtividade e competitividade quando integrado a uma estratégia nacional de desenvolvimento.

Estados Unidos e Europa seguem liderando

Entre os investimentos cuja origem pôde ser identificada, 67% vieram dos Estados Unidos e da Europa.

Os Estados Unidos responderam por 35% dos recursos destinados à região, enquanto os países europeus participaram com 32%.

O relatório aponta, porém, uma mudança importante: os investimentos vindos dos Estados Unidos recuaram em 2025, enquanto os fluxos originados da Europa cresceram.

O desafio agora

Apesar dos números positivos para o Brasil, a CEPAL alerta que o cenário internacional continua instável.

A entidade recomenda que os países latino-americanos ampliem mercados de exportação, diversifiquem parceiros econômicos e fortaleçam suas políticas de atração de investimentos.

Para o Brasil, o resultado reforça uma posição que há décadas o coloca entre os principais destinos de capital estrangeiro no mundo. Em um período de incertezas globais, o dado divulgado pela ONU sinaliza que investidores internacionais continuam enxergando oportunidades relevantes na economia brasileira. Elevando a confiança do investidor estrangeiro em nosso país.

Acesse o relatório na íntegra: La Inversión Extranjera Directa en América Latina y el Caribe, 2026

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Fazenda Rio Grande vive semana turbulenta: prefeito volta ao cargo enquanto vereador é alvo de operação da PF

Em menos de 48 horas, Fazenda Rio Grande viu retorno de prefeito afastado e nova investigação atingir parlamentar municipal do mesmo partido, o PSD de Ratinho Júnior

Os primeiros dias desta semana trouxeram uma sequência de acontecimentos que recolocou Fazenda Rio Grande no centro das atenções políticas do Paraná. Em um intervalo de menos de dois dias, a Região Metropolitana de Curitiba (RMC), assistiu ao retorno do prefeito Marco Marcondes (PSD) ao comando da Prefeitura e, quase ao mesmo tempo, ao surgimento de uma nova investigação policial envolvendo um vereador do município, do mesmo partido.  Os dois episódios não possuem relação entre si, mas acabaram se encontrando no noticiário e reacendendo discussões sobre transparência, fiscalização e confiança nas instituições públicas. O Brasil têm 5.570 prefeituras.

Os primeiros dias desta semana trouxeram uma sequência de acontecimentos que recolocou Fazenda Rio Grande no centro das atenções políticas do Paraná. Em um intervalo de menos de dois dias, a Região Metropolitana de Curitiba (RMC), assistiu ao retorno do prefeito Marco Marcondes (PSD) ao comando da Prefeitura e, quase ao mesmo tempo, ao surgimento de uma nova investigação policial envolvendo um vereador do município, do mesmo partido.

Os dois episódios não possuem relação entre si, mas acabaram se encontrando no noticiário e reacendendo discussões sobre transparência, fiscalização e confiança nas instituições públicas. O Brasil têm 5.570 prefeituras.

Prefeito reassume após meses de afastamento

Na noite de terça-feira (1º), Marco Marcondes anunciou seu retorno ao cargo de prefeito de Fazenda Rio Grande após decisão judicial que permitiu sua recondução à chefia do Executivo municipal.

Marcondes estava afastado desde outubro de 2025, quando foi preso durante a Operação Fake Care, conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). A investigação apura suspeitas de irregularidades e possíveis desvios de recursos destinados à área da saúde do município.

Embora tenha recuperado o direito de reassumir a Prefeitura, as investigações continuam em andamento e ainda não houve encerramento do processo ou julgamento definitivo sobre os fatos apurados. O retorno do prefeito encerra um período de cerca de oito meses de gestão conduzida interinamente por sua substituição legal.

Vereador entra na mira da Polícia Federal

Enquanto a cidade acompanhava a volta do prefeito ao gabinete, outra notícia ganhou força. A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta semana a Operação Adumbra, que investiga um suposto esquema de contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão está o vereador Sandro do Proteção (PSD).

Segundo as informações divulgadas pela PF, os investigadores apuram a possível participação do parlamentar em atividades relacionadas à logística, armazenamento, distribuição e comercialização de cigarros contrabandeados.

Durante as diligências, agentes também realizaram apreensões e recolheram materiais que deverão integrar a investigação. A Polícia Federal informou ainda que busca esclarecer a origem e a movimentação de recursos financeiros supostamente ligados ao esquema.

Até o momento, não há condenação nem decisão judicial definitiva contra o vereador. O caso segue em fase de investigação.

Investigações distintas, mas impacto político semelhante

Apesar da coincidência temporal, os dois casos não possuem ligação conhecida. A Operação Fake Care é conduzida pelo MP do Paraná e trata de supostas irregularidades na administração municipal. Já a Operação Adumbra é conduzida pela Polícia Federal e investiga um possível esquema de contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro.

A coincidência chama atenção por envolver duas figuras públicas da mesma cidade e de um mesmo partido, o PSD, mas em investigações distintas. Tudo acontece justamente no momento em que o município tenta retomar a normalidade administrativa após meses de instabilidade política. Os casos, embora distintos, podem também afetar a percepção do eleitor quanto a legenda que ambos pertencem, o mesmo partido do governador do Paraná.

Momento de expectativa

Com o retorno do prefeito ao cargo e uma nova investigação envolvendo um integrante da Câmara Municipal, Fazenda Rio Grande entra em um período de expectativa.

De um lado, a população acompanha os desdobramentos das apurações que seguem em andamento. De outro, observa como a administração municipal e o Legislativo irão responder aos desafios políticos e institucionais surgidos nesta semana.

Enquanto isso, permanece valendo um princípio fundamental do Estado de Direito: o pressuposto de inocência, todos os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório até que os fatos sejam definitivamente esclarecidos. 

Nota da redação: O espaço permanece aberto para manifestações da defesa e dos representantes dos citados nesta reportagem, bom como do PSD Paraná, partido ao qual os citados estão filiados. Caso haja posicionamentos oficiais, o conteúdo será atualizado.

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Curitiba ganha ônibus superarticulados de 23 metros e quase 200 lugares

Novos superarticulados começam a operar na linha Pinhais–Rui Barbosa, uma das mais movimentadas da região metropolitana, transportando cerca de 15 mil passageiros por dia

Os novos super ônibus de Curitiba - Ricardo Ribeiro/AEN/Divulgação 

Quem depende do transporte coletivo na Região Metropolitana de Curitiba já pode começar a notar uma mudança nas ruas. Os primeiros ônibus superarticulados de 23 metros de comprimento começaram a entrar em operação nesta quarta-feira (1º), trazendo uma promessa que interessa diretamente a milhares de trabalhadores: mais espaço, mais conforto e menos aperto nos horários de pico.

A entrega dos veículos foi realizada pelo governador em exercício, Darci Piana, como parte de um pacote de renovação da frota metropolitana que soma R$ 51,6 milhões em investimentos. Ao todo, serão incorporados 27 novos ônibus ao sistema, sendo 19 superarticulados e oito veículos convencionais.

Mais capacidade para uma das linhas mais movimentadas

Os dez primeiros superarticulados começam a atender imediatamente a linha Pinhais–Rui Barbosa, ligação fundamental entre o Terminal de Pinhais e o Centro de Curitiba pela canaleta exclusiva da Avenida Affonso Camargo.

O corredor é um dos mais movimentados da Rede Integrada Metropolitana (RIT), transportando aproximadamente 15 mil passageiros diariamente.

A principal diferença está no tamanho — e na capacidade. Enquanto os articulados tradicionais possuem cerca de 18,5 metros e levam em torno de 140 passageiros, os novos modelos chegam a 23 metros e podem transportar até 194 pessoas por viagem.

Na prática, isso significa mais lugares disponíveis justamente nos horários em que os terminais e estações costumam registrar maior movimento.

Ar-condicionado, carregador de celular e menos poluição

Além do aumento de capacidade, os novos veículos chegam equipados com itens que os passageiros costumam cobrar há anos no transporte coletivo: ar-condicionado, carregadores para celulares e portas dos dois lados, facilitando a operação em diferentes plataformas de embarque.

Os ônibus também utilizam motorização Euro 6, tecnologia mais moderna que reduz a emissão de poluentes e ajuda a diminuir os impactos ambientais do transporte urbano.

Segundo a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), os outros nove superarticulados previstos no contrato serão incorporados até o final deste ano.

Renovação da frota segue avançando

De acordo com o Governo do Paraná, a renovação da frota metropolitana já substituiu 525 ônibus desde 2019, o equivalente a cerca de 65% dos veículos que operam na rede.

Até setembro, a previsão é que outros 171 ônibus novos sejam incorporados ao sistema que atende Curitiba e municípios da região metropolitana.

Durante a entrega, Darci Piana afirmou que o objetivo é melhorar as condições de deslocamento para quem utiliza o transporte público diariamente.

“Estamos cumprindo a missão de atender aqueles que mais precisam, que saem de casa para trabalhar e precisam voltar com segurança. É um trabalho para atender cada vez melhor a nossa população”, declarou.

O que muda para quem usa a linha?

Para os passageiros da ligação entre Pinhais e Curitiba, a chegada dos superarticulados representa uma tentativa de reduzir a superlotação observada nos horários de entrada e saída do trabalho. Embora o tamanho maior dos veículos não resolva sozinho todos os desafios do transporte metropolitano, a ampliação da capacidade é vista como um reforço importante em um dos corredores mais movimentados da Grande Curitiba.

Agora, a expectativa dos usuários é que o aumento da oferta de lugares não venha acompanhado de aumento de tarifas. Que os novos ônibus sigam intervalos adequados e tenham manutenção eficiente. A novidade significa mais qualidade no dia a dia de quem passa horas dentro dos ônibus para estudar, trabalhar ou voltar para casa. 

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ONU faz alerta inédito sobre inteligência artificial: “não há tempo a perder”, diz Guterres

Relatório elaborado por 40 cientistas independentes aponta que a IA está evoluindo mais rápido do que a capacidade humana de regulá-la, compreender seus impactos e garantir que permaneça sob controle

Unsplash/Aidin Geranrekab A Inteligência Artificial está avançando numa velocidade supreendente

Enquanto milhões de pessoas usam ferramentas de inteligência artificial para trabalhar, estudar, criar imagens ou buscar informações, um alerta importante acaba de ser emitido pelas Nações Unidas. A tecnologia está avançando em ritmo tão acelerado que governos, instituições e até a própria comunidade científica enfrentam dificuldades para acompanhar suas consequências.

O aviso consta no primeiro relatório do Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial, formado por 40 especialistas de diferentes países e reunido pela ONU para avaliar, com base científica, os impactos reais da tecnologia sobre a economia, a política, a democracia e a sociedade.

“Não percam tempo”

Ao apresentar o documento, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo direto aos governos.

Segundo ele, as evidências reunidas pelo painel devem começar a orientar decisões políticas imediatamente.

“Quanto mais a IA avança sem regras compartilhadas, menos influência governos e pessoas terão sobre o resultado”, alertou o chefe das Nações Unidas.

O relatório destaca que a inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta capaz de reconhecer padrões ou responder comandos. Os sistemas mais avançados já demonstram capacidade crescente de raciocínio, planejamento e execução de ações de forma autônoma.

Os benefícios existem — mas os riscos também

Os pesquisadores reconhecem que a IA pode trazer ganhos significativos para áreas como saúde, educação, pesquisa científica, agricultura, acessibilidade e produtividade econômica.

Mas o documento também chama atenção para uma série de riscos que já começam a se manifestar.

Entre eles estão a concentração de poder tecnológico em poucas empresas, o impacto sobre empregos, o uso da tecnologia para manipulação de informações e o fortalecimento de campanhas de desinformação produzidas em escala industrial.

A jornalista filipina e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Maria Ressa, que copreside o painel, afirmou que o mundo não pode mais alegar desconhecimento diante dos alertas apresentados.

Ela destacou três pontos considerados especialmente preocupantes: a velocidade crescente da evolução da IA, a concentração de poder em poucas organizações e a ausência de garantias de que os seres humanos conseguirão manter controle efetivo sobre sistemas cada vez mais sofisticados.

Para Ressa, a proliferação de conteúdos artificiais ameaça diretamente a qualidade da informação pública.

“Sem fatos não há verdade, sem verdade não há confiança, e sem esses três elementos não existe realidade compartilhada”, afirmou.

A preocupação com sistemas fora de controle

Um dos trechos mais sensíveis do relatório envolve a capacidade de supervisão humana sobre os sistemas de inteligência artificial.

O cientista da computação Yoshua Bengio, considerado uma das maiores referências mundiais em IA e também copresidente do painel, afirmou que ainda não existem garantias técnicas de que esses sistemas seguirão sempre instruções, normas ou leis.

Segundo ele, evidências recentes apontam situações em que modelos avançados demonstraram comportamentos enganosos para atingir determinados objetivos ou contornar mecanismos de controle.

Embora especialistas ressaltem que não se trata de máquinas conscientes, o alerta reforça uma preocupação crescente dentro da comunidade científica: a necessidade de desenvolver mecanismos robustos de segurança antes que sistemas mais poderosos sejam amplamente difundidos.

Um debate que já começou

O relatório servirá de base para o Primeiro Diálogo Global sobre Governança da Inteligência Artificial, promovido pela ONU em Genebra.

A expectativa é que o encontro reúna governos, pesquisadores, empresas e representantes da sociedade civil para discutir regras internacionais capazes de equilibrar inovação tecnológica e proteção social.

A principal mensagem do documento é clara: a inteligência artificial pode trazer benefícios extraordinários para a humanidade, mas o mundo precisa agir agora para garantir que essa transformação permaneça alinhada aos interesses humanos.

Como resumiu António Guterres, a questão já não é mais se a IA mudará o mundo. Ela já está mudando. O desafio passa a ser quem definirá as regras dessa mudança.

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Cacique Raoni volta à UTI em São Paulo após hemorragia digestiva

Líder indígena de 93 anos permanece consciente, sem febre e respirando sem aparelhos; estado de saúde mobiliza atenção no Brasil e no exterior

 
Em um quarto de hospital na capital paulista, um dos rostos mais conhecidos da luta indígena brasileira segue travando uma batalha silenciosa pela recuperação. O cacique Raoni Metuktire, de 93 anos, retornou nesta quarta-feira (1º) à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), após apresentar uma hemorragia digestiva.

Em um quarto de hospital na capital paulista, um dos rostos mais conhecidos da luta indígena brasileira segue travando uma batalha silenciosa pela recuperação. O cacique Raoni Metuktire, de 93 anos, retornou nesta quarta-feira (1º) à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), após apresentar uma hemorragia digestiva.

Segundo a equipe médica, Raoni permanece consciente, sem febre e respirando sem auxílio de aparelhos. O líder indígena passou por uma endoscopia e por procedimentos para controlar o sangramento ocorrido na terça-feira (30).

Os médicos também identificaram acúmulo de líquido na região do pulmão direito. A drenagem foi realizada sem intercorrências, e o paciente continua sob acompanhamento intensivo.

Recuperação delicada

Raoni está internado em São Paulo desde o dia 19 de junho. Ele foi transferido de Sinop, no Mato Grosso, após ser estabilizado em um hospital da região, onde havia dado entrada em estado grave.

Ao chegar à capital paulista, os médicos diagnosticaram um quadro de obstrução intestinal alta e pneumonia aspirativa. No dia 20 de junho, o cacique foi submetido a uma cirurgia intestinal e, desde então, segue em recuperação.

A evolução do quadro vinha sendo considerada positiva nos últimos dias, mas a hemorragia digestiva levou a equipe médica a reforçar os cuidados e manter o paciente em observação permanente.

Quem é Raoni

Para compreender a repercussão da notícia, é preciso entender quem é o homem que hoje ocupa um leito hospitalar em São Paulo.

Raoni Metuktire é uma das mais importantes lideranças indígenas da história do Brasil. Nascido entre o povo Kayapó, na região do Xingu, dedicou décadas à defesa dos povos originários, da floresta amazônica e dos direitos indígenas.

Sua imagem atravessou fronteiras e se transformou em símbolo mundial da preservação ambiental. Ao longo da vida, encontrou-se com chefes de Estado, líderes religiosos e personalidades internacionais, ajudando a levar a pauta indígena brasileira para o centro do debate global.

Para muitos indígenas, Raoni representa mais do que uma liderança política. É um guardião da memória, da cultura e da resistência de povos que habitam a Amazônia há milhares de anos.

Mobilização e expectativa

O estado de saúde do cacique vem sendo acompanhado com atenção por lideranças indígenas, autoridades, ambientalistas e organizações de diversos países.

Aos 93 anos, Raoni continua sendo uma referência viva da luta pela proteção dos territórios indígenas e da floresta amazônica. Sua recuperação é aguardada com esperança por aqueles que enxergam em sua trajetória uma parte importante da própria história do Brasil.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Nova pesquisa mostra Lula à frente na corrida presidencial de 2026

Levantamento AtlasIntel/Bloomberg aponta liderança do presidente no primeiro turno e vantagem em todos os cenários de segundo turno testados

 
Nova pesquisa mostra Lula à frente na corrida presidencial de 2026. Levantamento AtlasIntel/Bloomberg aponta liderança do presidente no primeiro turno e vantagem em todos os cenários de segundo turno testados

Os números chegaram nesta terça-feira (1º) e rapidamente movimentaram o debate político nacional. A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança da disputa presidencial de 2026, tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Em tempos de forte polarização política, pesquisas eleitorais costumam gerar reações apaixonadas. Ainda assim, elas continuam sendo uma das principais ferramentas para medir tendências do eleitorado em determinado momento. Não são previsão de resultado, mas um retrato estatístico do cenário atual.

Lula abre vantagem no primeiro turno

No principal cenário testado pelo levantamento, Lula aparece com 46,3% das intenções de voto. Em segundo lugar está o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 36,6%. Renan Santos registra 7,8%.

A diferença entre os dois primeiros colocados é de 9,7 pontos percentuais, margem considerada significativa dentro dos parâmetros da pesquisa, cuja margem de erro é de um ponto percentual.

Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (2,9%), Romeu Zema (2%), Joaquim Barbosa (1%), Aécio Neves (0,7%), Samara Martins (0,6%), Augusto Cury (0,5%), Cabo Daciolo (0,3%) e Rui Costa Pimenta (0,1%).

Cenários alternativos mantêm liderança

Em uma simulação com menos candidatos, Lula sobe para 47,2%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36,3%.

Quando Michelle Bolsonaro é apresentada como candidata do PL, Lula aparece com 47,1%. Michelle obtém 19,3%, seguida por Romeu Zema (8,6%), Renan Santos (8,1%) e Ronaldo Caiado (8,1%).

Os números sugerem que o presidente mantém uma posição competitiva independentemente do nome escolhido pela oposição para disputar o Palácio do Planalto.

Segundo turno favorece o presidente

A AtlasIntel/Bloomberg também simulou confrontos diretos de segundo turno.

  • Lula 48,8% x 42,3% Flávio Bolsonaro;
  • Lula 48,2% x 38,5% Romeu Zema;
  • Lula 48,0% x 39,0% Ronaldo Caiado;
  • Lula 49,2% x 28,9% Renan Santos;
  • Lula 48,7% x 38,9% Michelle Bolsonaro.

Em todos os cenários testados, Lula aparece numericamente à frente dos adversários.

O que os números mostram neste momento

Pesquisas eleitorais não definem eleições. Elas registram tendências, humores e preferências do eleitorado dentro de um período específico. A história política brasileira já mostrou campanhas que cresceram, perderam força ou mudaram de rumo ao longo dos meses.

Por isso, especialistas costumam recomendar cautela tanto para quem comemora quanto para quem critica resultados de levantamentos. O dado mais relevante é a fotografia do momento: hoje, segundo a AtlasIntel/Bloomberg, Lula larga em posição de vantagem na disputa presidencial de 2026.

A pesquisa ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. O levantamento possui margem de erro de um ponto percentual, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.

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Cultiva Lab transforma área da Esplanada em laboratório vivo de biodiversidade, ciência e produção de alimentos

Novo espaço do SESI Lab reúne espécies de quatro biomas brasileiros, promove educação ambiental, pesquisa científica e deve produzir toneladas de alimentos destinadas a projetos sociais

 

Cultiva Lab transforma área da Esplanada em laboratório vivo de biodiversidade, ciência e produção de alimentos. Novo espaço do SESI Lab reúne espécies de quatro biomas brasileiros, promove educação ambiental, pesquisa científica e deve produzir toneladas de alimentos destinadas a projetos sociais.
Sesi Lab, museu de arte, ciência e tecnologia em Brasília, implanta sistema agroecológico educativo em sua área externa - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entre os prédios monumentais de Brasília, uma nova paisagem começa a chamar a atenção. Em meio ao concreto da Esplanada dos Ministérios, árvores nativas, plantas alimentícias e sistemas agroflorestais passam a ocupar uma área que foi transformada em um verdadeiro laboratório vivo de sustentabilidade, num pomar urbano.

Inaugurado nesta semana pelo SESI Lab, o Cultiva Lab reúne natureza, ciência, arte e tecnologia em um mesmo espaço. A proposta é aproximar o público da biodiversidade brasileira e demonstrar, na prática, como a regeneração ambiental pode caminhar ao lado da inovação, da pesquisa e da educação.

Quatro biomas em um único espaço

O projeto ocupa uma área externa do museu de arte, ciência e tecnologia SESI Lab e reúne cerca de 340 mudas de aproximadamente 90 espécies nativas distribuídas entre quatro importantes biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga.

O plantio foi planejado para reproduzir as relações naturais encontradas nos ecossistemas, incluindo zonas de transição entre os biomas. Entre as espécies escolhidas estão a sumaúma, o açaí, o guaraná, o ipê, o pequizeiro, o pau-brasil e diferentes espécies de cactos.

Ao lado das árvores também serão cultivados alimentos de ciclo curto, como milho, mandioca, abóbora, hortaliças e ervas medicinais, ampliando a função educativa e produtiva do espaço.

Produção de alimentos com impacto social

Além de servir como ambiente de aprendizado e pesquisa, o Cultiva Lab terá uma função social concreta. A expectativa é que os sistemas agroflorestais produzam entre três e cinco toneladas de alimentos nos dois primeiros anos de funcionamento.

Segundo o SESI Lab, a produção será destinada inicialmente a cerca de dez instituições sociais por ano, unindo sustentabilidade, segurança alimentar e responsabilidade social em uma mesma iniciativa.

Agricultura regenerativa no coração de Brasília

O projeto utiliza princípios da agricultura regenerativa, modelo que busca restaurar a saúde do solo e fortalecer os processos naturais dos ecossistemas.

Para isso, o terreno receberá constante enriquecimento com matéria orgânica, favorecendo a retenção de água, o aumento da biodiversidade subterrânea e o desenvolvimento de organismos essenciais para a fertilidade do solo, como fungos, microrganismos e minhocas.

As medições ambientais também farão parte das pesquisas realizadas no local. A estimativa é que o sistema seja capaz de capturar aproximadamente 10 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) por ano, gerando dados para estudos sobre regeneração ambiental e agroflorestas urbanas.

Sesi Lab, museu de arte, ciência e tecnologia em Brasília, implanta sistema agroecológico - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Educação, ciência e arte em contato direto com a natureza

O Cultiva Lab, segundo informa a Agência Brasil, foi concebido para funcionar como um espaço vivo de aprendizagem. Estudantes poderão participar de visitas guiadas, oficinas, atividades de observação e até colheitas educativas, acompanhando o desenvolvimento das espécies ao longo do tempo.

Como o sistema continuará crescendo e se transformando nos próximos anos, as atividades também serão constantemente renovadas. A proposta é que cada fase do desenvolvimento das plantas ofereça novas experiências para visitantes, pesquisadores e educadores.

O projeto prevê ainda programas de residência para artistas e pesquisadores, que poderão desenvolver trabalhos relacionados à biodiversidade, captura de carbono, recuperação de áreas degradadas e sistemas agroflorestais.

Um convite à convivência com a natureza

Mais do que uma exposição permanente, o Cultiva Lab pretende provocar reflexão sobre a relação entre cidade, tecnologia e meio ambiente. Em um dos espaços públicos mais simbólicos do país, o projeto aposta na experiência direta com a natureza como ferramenta de conscientização e transformação.

Ao caminhar entre espécies de diferentes regiões do Brasil, os visitantes poderão observar processos ecológicos acontecendo em tempo real — uma lembrança de que a regeneração ambiental não é apenas um conceito debatido em conferências e relatórios, mas algo que pode ser construído, cultivado e compartilhado no cotidiano.

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STF encerra aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes e abre debate sobre efeitos em casos antigos

Decisão unânime da Primeira Turma reforça entendimento de que magistrados condenados por faltas graves devem perder o cargo; alcance sobre punições já aplicadas ainda deve gerar discussões jurídicas


© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/ARQUIVO

Há decisões judiciais que mudam procedimentos. Outras mudam símbolos. A tomada nesta semana pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) parece reunir os dois elementos.

Por unanimidade, os ministros mantiveram o entendimento de que a aposentadoria compulsória não pode mais ser aplicada como punição máxima a magistrados condenados por infrações disciplinares graves, como corrupção, venda de sentenças, assédio moral ou assédio sexual. A medida consolida uma mudança histórica em um dos temas mais sensíveis do Judiciário brasileiro.

O que muda na prática

O entendimento liderado pelo ministro Flávio Dino sustenta que a Reforma da Previdência de 2019 retirou o fundamento constitucional para a aposentadoria compulsória como sanção disciplinar.

Segundo a tese acolhida pelo STF, infrações graves devem resultar na perda do cargo. Como juízes possuem garantia constitucional de vitaliciedade, essa destituição dependerá de análise judicial pelo próprio Supremo após provocação da Advocacia-Geral da União (AGU), quando houver decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesse sentido.

Ao defender sua posição, Dino argumentou que não faria sentido transferir para os contribuintes o custo da punição de magistrados condenados por condutas graves. Na avaliação do ministro, a aposentadoria compulsória deixou de cumprir a função de sanção efetiva e passou a representar uma distorção incompatível com o sistema previdenciário atual.

E os juízes já aposentados compulsoriamente?

Essa foi a pergunta que rapidamente passou a circular nos meios jurídicos após a confirmação da decisão. Até o momento, o STF não determinou a revisão automática das aposentadorias compulsórias já aplicadas pelo CNJ ao longo das últimas duas décadas. Em regra, o princípio da segurança jurídica impede que mudanças de entendimento produzam efeitos retroativos automáticos sobre situações já consolidadas.

Por outro lado, o tema está longe de ser encerrado. A própria decisão que deu origem ao novo entendimento surgiu a partir da contestação de uma aposentadoria compulsória específica. Na ocasião, Flávio Dino anulou aquela punição e comunicou o CNJ para avaliar os reflexos da decisão no sistema disciplinar da magistratura.

Na prática, especialistas avaliam que casos individuais poderão voltar a ser discutidos judicialmente, especialmente quando ainda houver recursos pendentes ou questionamentos em tramitação. O que não existe, até agora, é qualquer determinação geral que alcance automaticamente todos os magistrados anteriormente punidos.

Um recado político e institucional

Os números ajudam a dimensionar o impacto da mudança. Desde sua criação, em 2005, o CNJ aplicou 126 penas de aposentadoria compulsória a magistrados em processos disciplinares.

Por muitos anos, a punição foi alvo de críticas de setores da sociedade, que viam contradição no fato de juízes condenados por condutas graves continuarem recebendo remuneração paga pelos cofres públicos após deixarem a função.

A decisão da Primeira Turma não altera apenas um procedimento administrativo. Ela envia um sinal político e institucional sobre a forma como o sistema de Justiça pretende lidar com desvios de conduta dentro da própria magistratura.

Com o julgamento encerrado, a atenção agora se volta para os próximos passos do CNJ, da AGU e do próprio STF. Será nos casos concretos que chegarão à Corte nos próximos meses que se saberá o alcance efetivo da nova interpretação — e se ela permanecerá restrita ao futuro ou abrirá espaço para novas disputas envolvendo punições do passado.

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Gleisi acompanha investimentos em Campo Largo e destaca parceria institucional em favor da população

Deputada federal participou de agenda de entregas e visitas a obras realizadas com recursos da Itaipu Binacional e do Governo Federal; ações reforçam investimentos em saúde, educação, infraestrutura e espaços públicos

 
Deputada federal participou de agenda de entregas e visitas a obras realizadas com recursos da Itaipu Binacional e do Governo Federal; ações reforçam investimentos em saúde, educação, infraestrutura e espaços públicos
Gleisi Hoffmann participou de agenda de acompanhamento de investimentos e obras em Campo Largo ao lado de lideranças municipais e representantes da Itaipu Binacional - Divulgação

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) esteve ontem, terça-feira (30) em Campo Largo. Ela foi acompanhar uma série de entregas, anúncios de investimentos e visitas técnicas a obras realizadas por meio da parceria entre o Governo Federal, a Itaipu Binacional e a Prefeitura de Campo Largo.

A agenda reuniu autoridades municipais, vereadores, secretários, representantes da Itaipu e lideranças políticas da região. Entre os participantes estavam o prefeito Maurício Rivabem, a vice-prefeita Cristiane Chemim, o presidente da Câmara Municipal Alexandre Guimarães, o vereador de Curitiba e presidente do PT Curitiba Ângelo Vanhoni, o vice-presidente do SMC e da Força Sindical do Paraná, Nelsão da Força, além de secretários municipais, vereadores, ex-vereadores e lideranças históricas do município.

Investimentos que chegam à população

Durante a visita, Gleisi acompanhou a entrega de equipamentos e o andamento de investimentos voltados para áreas estratégicas como saúde, educação, mobilidade urbana, infraestrutura, esporte e sustentabilidade.

Entre as ações contempladas estão melhorias para o SAMU, transporte escolar, coleta seletiva, construção de unidades educacionais e de saúde, além de obras de pavimentação e espaços destinados ao esporte e à convivência comunitária.

Praça da Ferraria entra na reta final

A comitiva também visitou a Praça da Ferraria, uma das obras mais aguardadas pela comunidade local. O espaço já conta com seus equipamentos instalados, a nova quadra esportiva está concluída e os trabalhos entram na fase final de acabamento para entrega à população.

A revitalização representa a concretização de uma reivindicação histórica da comunidade e amplia as opções de lazer, esporte e convivência para moradores da região.

Parceria acima das diferenças políticas

“O importante é discutir política pelos resultados que chegam para a população. Quando diferentes esferas de governo trabalham juntas, quem ganha é a comunidade.”

A agenda evidenciou um ambiente de cooperação institucional entre diferentes agentes políticos e administrativos, reforçando a ideia de que os interesses da população devem estar acima das divergências partidárias.

O acompanhamento realizado por Gleisi Hoffmann reforça o compromisso de monitorar a aplicação dos recursos destinados ao município e garantir que os investimentos anunciados se traduzam em melhorias concretas para a população de Campo Largo.



🔗 Veja as imagens e vídeos deste grande dia para Campo Largo e RMC, de entregas do Governo Federal, com o acompanhamento da deputada Gleisi Hoffmann no blog Papo reto com o Nelsão.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Fim da escala 6x1 volta ao centro do debate: “Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão”, diz Boulos

Em entrevista ao Bom Dia, Ministro, titular da Secretaria-Geral da Presidência criticou a demora na tramitação da proposta no Senado e defendeu a redução da jornada como medida de qualidade de vida para os trabalhadores brasileiros

O debate sobre o fim da escala 6x1 voltou a ganhar força nesta terça-feira (30). Em Brasília, uma discussão que parecia caminhar lentamente voltou ao centro das atenções após declarações do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC.

Ao defender a proposta de redução da jornada semanal de trabalho, o ministro afirmou que a mudança representa mais do que uma alteração na legislação trabalhista. Para ele, trata-se de uma questão que afeta diretamente a saúde física, mental e social de milhões de brasileiros.

“Um grito de liberdade para o trabalhador”

Boulos argumentou que o avanço da proposta reflete uma demanda crescente da população por melhores condições de vida e mais tempo para o convívio familiar.

“Estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas. Estamos falando de tirar milhões de brasileiros da exaustão, de garantir que possam ter mais tempo com a sua família.”

Segundo o ministro, não foi por acaso que o tema ganhou espaço no debate público nos últimos meses. Na avaliação dele, a proposta representa uma resposta ao desgaste enfrentado por trabalhadores submetidos a longas jornadas e períodos reduzidos de descanso.

O que prevê a proposta

O texto em discussão no Congresso Nacional propõe reduzir a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, ampliando o período de descanso dos trabalhadores sem redução salarial.

De acordo com informações divulgadas pelo governo federal, cerca de 37 milhões de brasileiros poderiam ser beneficiados diretamente pela mudança caso a proposta avance nas etapas legislativas.

Críticas à demora no Senado

Durante a entrevista, Boulos também criticou o ritmo da tramitação da matéria no Senado. O ministro afirmou que uma pauta que, segundo ele, conta com amplo apoio popular não deveria permanecer parada por tanto tempo sem avançar para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Sem economizar nas palavras, ele sugeriu que interesses econômicos estariam influenciando a lentidão do processo e acusou setores empresariais de atuarem contra a proposta.

Segundo o ministro, argumentos de que a redução da jornada provocaria impactos insustentáveis na economia repetem previsões feitas em outros momentos da história trabalhista brasileira que, posteriormente, não se confirmaram.

Debate longe do fim

O tema continua dividindo opiniões. Enquanto sindicatos e movimentos ligados aos trabalhadores defendem a medida como um avanço social, representantes de parte do setor produtivo alertam para possíveis reflexos nos custos das empresas e na geração de empregos.

Independentemente do resultado da votação, o assunto já se consolidou como uma das discussões trabalhistas mais relevantes de 2026. E, ao que tudo indica, seguirá ocupando espaço nas conversas do Congresso, dos locais de trabalho e das redes sociais nos próximos meses.

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