quarta-feira, 1 de abril de 2026

Banca do Maninho cresce e ocupa esquina histórica nas Mercês após mais de seis décadas de tradição

Ponto clássico de Curitiba se reinventa e amplia estrutura na Prudente de Moraes com a Martim Afonso

O movimento é constante. Gente que passa, gente que para. Um cumprimento rápido, um jornal dobrado no balcão, um café improvisado na rotina. No cruzamento da Alameda Prudente de Moraes com a Rua Martim Afonso, nas Mercês, a cena se repete há décadas — mas agora, com um detalhe novo: a banca cresceu.

A tradicional Banca do Maninho, em funcionamento desde 1963 — hoje a propriedade do neto do fundador — entra em uma nova fase. Depois de mais de 60 anos atendendo gerações de curitibanos, o espaço está sendo ampliado e passa a ocupar praticamente toda a esquina — um movimento raro para um tipo de comércio que, em muitas cidades, encolheu ou desapareceu.

Ampliação recente faz com que a banca passe a ocupar toda a esquina nas Mercês

Localizada em uma das regiões mais tradicionais de Curitiba, a banca faz parte do cotidiano do bairro Mercês — uma área marcada por história, convivência e identidade urbana. Ao longo dos anos, o ponto acompanhou as mudanças do entorno sem perder sua essência. A Alameda Prudente de Morais está se firmando como o mais in Boulevard curitibano, repleto de cultura, gastronomia, diversidade e vida.

Mais do que um ponto de venda, o local consolidou-se como uma referência de vizinhança. Ao longo das décadas, atravessou transformações no consumo de informação, na dinâmica do comércio de rua e nos hábitos da cidade — mantendo o vínculo direto com quem passa por ali todos os dias, desde os tempos do seo Maninho até o Josué, neto do pioneiro. É um negócio familiar.

Espaço tradicional acompanha a transformação urbana sem perder o caráter original

Registrada também como papelaria e tabacaria, a banca expandiu ao longo do tempo sua oferta de produtos e serviços, acompanhando a diversificação típica desse tipo de negócio. A nova ampliação reforça esse movimento e aponta para uma operação ainda mais voltada à conveniência.

A esquina onde tudo acontece não é qualquer ponto. O cruzamento da Prudente de Moraes com a Martim Afonso concentra fluxo constante e reforça o valor estratégico da expansão — agora mais visível, mais presente e integrada ao cotidiano do bairro.

Localização estratégica reforça presença da banca no cotidiano das Mercês

Em uma cidade que frequentemente vê seus espaços tradicionais desaparecerem, a expansão da Banca do Maninho segue na contramão. Em vez de fechar, cresce. Em vez de desaparecer, se reposiciona.

E talvez seja exatamente isso que explique sua longevidade: a capacidade de mudar sem deixar de ser o que sempre foi.

Uma banca. Mas também um ponto de memória viva de Curitiba.

Esquina da Martim Afonso com a Al. Prudente de Morais. A banca está ganhando uma boa ampliação está deixando o bairro curioso com o que vem por aí. O proprietário Josué promete mais conveniência para os moradores da região - Sulpost 

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Licença-paternidade começa a mudar no Brasil — mas a ampliação será aos poucos

Nova lei entra em vigor em 2027 e prevê aumento gradual até chegar a 20 dias de afastamento em 2029

O nascimento de um filho costuma bagunçar o tempo — noites mais curtas, rotinas reinventadas, prioridades que mudam sem aviso. Agora, aos poucos, a legislação brasileira tenta acompanhar esse novo ritmo dentro de casa.

Foi publicada nesta quarta-feira (1º), no Diário Oficial da União, a lei que amplia a licença-paternidade no país. A mudança não é imediata, mas marca um avanço importante: o tempo de afastamento dos pais vai crescer de forma progressiva a partir de 2027.

Até lá, nada muda. Em 2026, segue valendo o modelo atual de cinco dias — o mesmo que já existe há décadas.

O que muda, na prática

A nova legislação estabelece um cronograma escalonado. O aumento acontece ano a ano, até atingir um novo patamar em 2029:

  • 2027: 10 dias de licença
  • 2028: 15 dias de licença
  • 2029: 20 dias de licença

O direito vale não apenas para pais biológicos, mas também em casos de adoção ou guarda judicial para fins de adoção, ampliando o alcance da medida.

Mais proteção ao trabalhador

A lei também cria uma camada extra de segurança para quem está vivendo esse momento. Fica proibida a demissão sem justa causa desde o início da licença até um mês após o seu término.

Na prática, isso reduz o risco de instabilidade justamente em um período delicado para a família.

Férias em sequência

Outro ponto relevante: o trabalhador poderá emendar férias logo após a licença-paternidade. Para isso, é necessário avisar o empregador com pelo menos 30 dias de antecedência da data prevista para o parto (ou da formalização judicial, nos casos de adoção).

É uma possibilidade que, na vida real, pode significar mais tempo de adaptação — algo que muitos pais nunca tiveram.

E quando há complicações?

Se houver internação da mãe ou do recém-nascido relacionada ao parto, a licença será prorrogada pelo mesmo período da internação. A contagem recomeça apenas após a alta hospitalar — de quem sair por último.

É uma medida que reconhece uma realidade muitas vezes invisível nas estatísticas: nem todo nascimento segue o roteiro esperado.

Como funciona o pagamento

O chamado salário-paternidade continua sendo garantido aos trabalhadores segurados pela Previdência Social, nos mesmos moldes do salário-maternidade.

Para acessar o benefício, é necessário apresentar a certidão de nascimento, ou, nos casos aplicáveis, o termo de adoção ou guarda judicial.

Um avanço — ainda que gradual

A ampliação da licença-paternidade não resolve tudo. Mas sinaliza uma mudança de direção: a de que o cuidado com os filhos não é responsabilidade exclusiva de um lado da família.

No cotidiano, esses dias a mais podem parecer poucos no papel. Mas, dentro de casa, fazem diferença — especialmente no começo de tudo, quando cada hora conta.

Veja mais no Repórter Brasil, da TV Brasil/p>

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terça-feira, 31 de março de 2026

Enquanto o Brasil olha para o campo, pintou um clima no Paraná

Ratinho Junior oficializa convite a Cristina Graeml no PSD e reposiciona — sem alarde — o tabuleiro político para 2026

A noite cai com um roteiro conhecido. Televisão ligada, narração alta, gente espalhada pelo sofá — o país inteiro, de algum jeito, orbitando em torno da mesma coisa. Futebol. Sempre ele.

Mas nem todo mundo está olhando para o campo. No Paraná, quase fora de cena, o movimento já aconteceu. Sem coletiva, sem cerimônia longa, sem aquele barulho tradicional de anúncio político. Um vídeo. Direto. Calculado.

Ratinho Junior chamou Cristina Graeml para o PSD.

E não foi gesto impulsivo. No vídeo publicado nas próprias redes — aquele tipo de comunicação que já nasce sabendo exatamente para quem fala — o governador deixa escapar mais do que parece à primeira vista:

Aquilo que nos une são os valores de família, liberdade econômica, propriedade privada, liberdade de imprensa… e acima de tudo o nosso Estado, o Paraná.

Não é frase solta. É recorte de posicionamento. E tem outro detalhe, mais revelador ainda, quase dito de passagem:

Já há alguns dias a gente tem conversado bastante sobre Paraná, sobre Brasil, sobre futuro.”

Ou seja — não começou agora. Cristina entra na cena com um tom diferente. Menos institucional, mais de quem ainda está se ajustando ao ambiente — o que, curiosamente, reforça autenticidade:

Estou aqui nesse início de jornada política… ainda tem essa questão de política partidária, mas a gente tem que ir construindo alianças.”

Ela não tenta esconder o processo. Assume. E aí vem a frase que muda o eixo:

Pensando num projeto maior.

Curta. Direta. Aberta o suficiente para caber 2026 inteiro ali dentro.

Não é só filiação — é encaixe

Cristina Graeml não chega como aposta aleatória. O nome já vinha circulando com peso — especialmente em cenários de Senado, onde apareceu competitiva nas últimas medições públicas.

Não é outsider puro. Também não é política tradicional. É um meio-termo que, em eleição recente, mostrou tração. Do outro lado, Ratinho Junior faz o que vem fazendo há algum tempo — reorganiza, aproxima, amplia. Sem pressa visível, mas sem parar. Peça por peça.

A entrada dela no PSD resolve uma equação simples: comunicação + voto potencial + alinhamento de discurso. E isso, em política, raramente é coincidência.

O que foi dito… e o que ficou implícito

O vídeo termina com uma frase que parece leve demais para o peso que carrega:

Esse é o Paraná, unidos em paz.”

Funciona bem para o público geral. Mas, nos bastidores, a leitura é outra. Unidos: dentro de um grupo político. Em paz: sem ruído público, e evitando a polarização, o confronto que fere, que tanto tem prejudicado a sociedade brasileira. Traduzindo: a articulação, pela paz, foi feita antes de virar notícia. 

Enquanto isso, do lado de fora…

A maioria nem viu. E talvez nem veja agora. Porque política de verdade — aquela que desenha cenário futuro — dificilmente acontece no momento em que todo mundo está prestando atenção. Ela prefere esses intervalos. Esses “enquanto isso”.

Um vídeo aqui. Uma conversa ali. Um alinhamento que, quando aparece, já não é mais hipótese. É estrutura. E no Paraná, com esse movimento, fica difícil dizer que ainda estamos só no aquecimento. Precisamos nos lembrar de quem tempos de Guerra a paz é a arma mais poderosa porque ela sempre vence no final.

A sorte, mais uma vez, está lançada. E parece que a dupla é pé quente, faltando pouco mais de um minuto para terminar o jogo Martinelli marcou o gol. Não sei de onde ele é, mas o nome é bem paranaense. Brasil 3 X 0 Croácia. E, falando em sorte, este ano as previsões do bruxo Chik Jeitoso vão se materializando. A política paranaense tem seu lado místico.

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Sindicalismo testa caminho eleitoral para ocupar o vazio político

Lideranças da Força Sindical avaliam candidaturas como resposta à baixa representação da classe trabalhadora no Legislativo

Nelsão da Força e Sérgio Butka: Lideranças da Força Sindical avaliam candidaturas como resposta à baixa representação da classe trabalhadora no Legislativo
Nelsão e Butka - Imagem meramente ilustrativa/IA/Sulpost

O ruído das fábricas nunca foi só metálico. Ele carrega, junto com o som das máquinas, uma espécie de tensão permanente — a sensação de que decisões importantes estão sempre sendo tomadas longe dali, em gabinetes onde raramente entra alguém com chão de fábrica nos sapatos.

É justamente esse vazio que volta ao centro do debate no Paraná

A recente orientação da Força Sindical nacional — incentivando que lideranças nos estados disputem cargos de deputado estadual e federal — encontrou eco direto na Grande Curitiba. E não por acaso.

Em entrevista, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) e também da Força Sindical no Paraná, Sérgio Butka, tratou o movimento como mais do que estratégico: quase uma necessidade.

Segundo ele, o problema já está colocado há algum tempo: “hoje, infelizmente, são poucos os deputados federais ou estaduais que abraçam a bandeira dos trabalhadores.”

Entre a representação e a perda de direitos

Butka aponta que a dificuldade não está apenas em eleger aliados, mas em confiar a terceiros a defesa de agendas complexas e, muitas vezes, impopulares no ambiente político.

“A dificuldade hoje de você entregar uma bandeira de luta dos trabalhadores para ser defendida no Congresso Nacional, na Assembleia Legislativa, é muito grande.”

Há, nesse ponto, uma mudança de lógica. Em vez de pressionar de fora, cresce a ideia de ocupar por dentro.

O diagnóstico é direto: sem renovação política com maior vínculo com o mundo do trabalho, o risco deixa de ser abstrato.

“Se não houver renovação desses deputados federais e estaduais que tenham envolvimento com a classe trabalhadora, nós iremos perder mais direitos.”

Candidatura ainda em aberto — mas no radar

Questionado sobre uma eventual candidatura própria, Butka não confirmou, mas também não descartou. Preferiu o tom de cautela, típico de quem mede o peso político de cada passo.

“Existe, sim, a possibilidade de estudarmos a possibilidade de sermos candidato a estadual ou a federal para fortalecer a representação dos trabalhadores.”

A decisão, segundo ele, ainda depende de avaliações internas e do cenário nos próximos dias.

Enquanto isso, a sinalização já cumpre um papel importante: reposicionar o sindicalismo não apenas como força de mobilização, mas como agente direto na disputa institucional.

Sérgio Butka, Fernanda Queiroz e Nelsão da Força, em 2026 o SMC vai às urnas - Divulgação 

A política volta ao chão da fábrica?

O movimento da Força Sindical sugere uma tentativa de reconectar duas esferas que, nos últimos anos, se afastaram: o cotidiano do trabalhador e o processo legislativo.

Não se trata apenas de lançar candidaturas. Trata-se de disputar narrativa, espaço e prioridade.

No fundo, a pergunta que paira é simples — e incômoda: quem, de fato, está falando pelos trabalhadores dentro das casas legislativas?

Se depender do sinal emitido no Paraná, a resposta pode começar a mudar nas próximas eleições. “Um grande abraço — e não esqueça: a luta faz a lei.”, encerra Butka.

A redação do Sulpost apurou que os nomes preferidos entre a classe, para Deputado Estadual, são o de Nelsão da Força (PT) e da Fernanda Queiroz (PDT), já para o Congresso Nacional o nome do presidente Sérgio Butka (PT) parece ser o mais forte. Os desdobramentos da política sindical local é que irão ditar o caminho, do SMC e da Força Sindical do Paraná, nas próximas eleições.

Paraná adere a plano de Lula para reduzir preço do diesel

Estado do Paraná aceita dividir subsídio com a União para conter alta impulsionada por crise internacional

Ratinho Junior e Lula: Estado aceita dividir subsídio com a União para conter alta impulsionada por crise internacional
Imagem meramente ilustrativa/IA/Sulpost

O preço do diesel sobe silenciosamente nas bombas — mas o impacto faz barulho em toda a economia. Do frete ao alimento, tudo sente. E foi nesse cenário que o Paraná decidiu se mover.

Nesta terça-feira (31), o governador Ratinho Junior confirmou a adesão do estado ao programa do governo federal que busca reduzir o custo do diesel no país. A medida, proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, surge como resposta direta à escalada dos preços provocada por tensões no Oriente Médio.

A escolha do Paraná destoa de boa parte dos estados brasileiros, que vêm resistindo à proposta por temer perdas significativas de arrecadação.

Como funciona o acordo

O modelo apresentado pela União prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel, dividido igualmente entre os entes federativos.

  • R$ 0,60 pagos pela União
  • R$ 0,60 assumidos pelos estados que aderirem

A participação é voluntária e terá validade inicial de dois meses, a partir da edição da medida provisória federal.

No caso do Paraná, a decisão veio após discussões técnicas no âmbito do Confaz. Mesmo diante do impacto fiscal estimado em R$ 77,5 milhões por mês — cerca de R$ 155 milhões no período total — o governo estadual optou por seguir com a adesão.

Pressão nos preços

Desde o início do conflito no Oriente Médio, o diesel acumulou alta de 22,53% no Brasil, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Um aumento que não fica restrito aos postos: ele atravessa cadeias inteiras — transporte, produção, consumo.

O Paraná, que importa cerca de 2 bilhões de litros de diesel por ano, sente esse efeito com intensidade. É o terceiro maior importador do país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

Divergência entre estados

Enquanto o Paraná sinaliza alinhamento com a União, o cenário nacional está longe de consenso.

O Comsefaz, que reúne os secretários estaduais da Fazenda, já manifestou resistência à proposta. O principal argumento é direto: a redução do ICMS comprometeria receitas essenciais para áreas como saúde e educação.

  • Sul, Sudeste e Centro-Oeste tendem a rejeitar a medida
  • Nordeste demonstra maior inclinação ao apoio

Estratégia federal

Além do subsídio compartilhado, o governo federal já zerou tributos federais (PIS/Cofins) sobre o diesel. A ideia é conter o avanço da inflação e evitar efeitos em cascata — especialmente no custo do frete, um dos principais vetores de pressão sobre os preços.

O que diz o governo do Paraná

Segundo o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, a decisão busca equilíbrio entre responsabilidade fiscal e impacto social.

“O Paraná mantém seu compromisso com a preservação da atividade econômica e proteção do povo paranaense. Buscamos um entendimento coletivo que permita reduzir a carga tributária sem estimular guerra fiscal entre os estados.”

O que vem agora

As negociações continuam em nível nacional. A adesão de mais estados será decisiva para determinar o alcance real da medida — e sua capacidade de, de fato, segurar os preços nas bombas.

Por enquanto, o Paraná se posiciona como um dos primeiros a entrar no esforço conjunto. E, num cenário de incerteza global, qualquer movimento conta.


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Entre previsões e bastidores: Chik Jeitoso projeta cenário para as eleições de 2026 no Paraná (com vídeo)

Vidente curitibano volta ao debate público com leitura polêmica sobre disputa estadual, alianças e possíveis reconfigurações no tabuleiro político

Vidente curitibano volta ao debate público com leitura polêmica sobre disputa estadual, alianças e possíveis reconfigurações no tabuleiro político
Imagem meramente ilustrativa/IA/Sulpost 

O clima político no Paraná as vezes ainda parece distante das eleições que se aproximam— mas, nos bastidores, os movimentos já estão acontecendo de maneira decisiva. E, como costuma acontecer em momentos de transição, vozes fora do eixo tradicional voltam a ganhar espaço.

Foi o que aconteceu nesta semana, quando o vidente Chik Jeitoso, figura conhecida por suas previsões polêmicas, voltou a público com uma nova rodada de projeções. Desta vez, com foco direto na disputa pelo governo do Estado.

Segundo ele, o cenário mais provável apontaria para um segundo turno entre Paulo Martins e Requião Filho. A leitura, feita a partir do que chama de “lâminas sagradas”, sugere uma disputa acirrada e carregada de tensão política.

Outro ponto que chama atenção nas declarações é a menção ao ex-juiz e senador Sergio Moro. De acordo com Chik, haveria um período de forte desgaste político pela frente — descrito por ele como um “inferno astral” — associado a embates e posicionamentos adotados nos últimos anos.

No campo das alianças, o vidente afirma ver Cristina Graeml como possível vice na chapa de Paulo Martins, destacando o que define como uma “força feminina” ganhando protagonismo no processo eleitoral.

Chik também menciona a possibilidade de apoio político do atual governador Ratinho Júnior ao nome de Paulo Martins — um movimento que, se confirmado no campo real, poderia alterar significativamente o equilíbrio da disputa.

Para o Senado, o cenário projetado por ele envolve nomes já conhecidos do eleitorado paranaense. Entre os possíveis protagonistas da disputa estariam Álvaro Dias, Gleisi Hoffmann e Alexandre Cury, em uma corrida que tende a ser altamente competitiva, não apenas no campo astral.

As previsões, no entanto, não se limitam ao Paraná. Em paralelo, Chik voltou a mencionar o cenário internacional, sugerindo — mais uma vez — a possibilidade de retorno de Barack Obama ao centro do poder nos Estados Unidos, algo que, segundo ele, já teria sido indicado em leituras anteriores.

Sobre a corrida presidencial brasileira de 2026, o vidente afirmou que novas revelações devem ser feitas após o dia 15 de abril, indicando que esse seria um ponto de virada em suas leituras mais recentes.

No fim, mais do que antecipar nomes ou resultados, as falas de Chik Jeitoso ajudam a captar o clima de um ciclo político que começa a se desenhar: incerto, polarizado e aberto a múltiplas narrativas — algumas vindas das urnas, outras, do campo simbólico.

Veja o vídeo em que Chik lê a sorte do Paraná 

Fonte: Instagram oficial do bruxo Chik Jeitoso 

 

segunda-feira, 30 de março de 2026

Curitiba inaugura primeiro Museu da Limpeza do Brasil e transforma rotina invisível em memória viva

Espaço interativo valoriza trabalhadores essenciais e resgata a história silenciosa por trás da cidade considerada a mais limpa do país

Curitiba inaugura primeiro Museu da Limpeza do Brasil e transforma rotina invisível em memória viva
Atividade essencial: nos 333 anos, Curitiba ganha primeiro Museu da Limpeza do Brasil - Foto: Ari Dias/AEN

O dia amanhece em Curitiba como tantos outros — calçadas varridas antes do fluxo, ruas que parecem acordar já organizadas, o rastro quase invisível de um trabalho que começa antes de tudo. Há algo de silencioso nesse cuidado. E, por muito tempo, também de invisível.

Mas isso começa a mudar.

Nos 333 anos da capital paranaense, celebrados no último domingo (29), a cidade ganhou um espaço que olha justamente para esse cotidiano esquecido: o primeiro Museu da Limpeza do Brasil. Inaugurado nesta segunda-feira (30), no bairro São Francisco, o local nasce com uma proposta clara — transformar o que sempre esteve à margem em patrimônio reconhecido.

Mais do que um acervo, é um gesto.

Criado pela Fundação de Asseio e Conservação, Serviços Especializados e Facilities do Paraná (Facop), o museu é o segundo do mundo dedicado exclusivamente ao tema. A iniciativa posiciona Curitiba — já conhecida como Capital Ecológica e referência em urbanismo — em um novo tipo de protagonismo: o de contar a história de quem mantém a cidade funcionando sem aplausos.

Durante a inauguração, o vice-governador Darci Piana destacou o simbolismo da entrega. Segundo ele, a cidade, frequentemente reconhecida pela limpeza e organização, “merecia um espaço como este”. Não apenas pela reputação construída ao longo das décadas, mas pelo trabalho coletivo que sustenta essa imagem.

E esse coletivo tem números expressivos.

No Brasil, mais de 2,5 milhões de pessoas atuam na área de limpeza urbana e conservação. Só no Paraná, são cerca de 100 mil trabalhadores. Gente que varre, limpa, conserva, organiza — e que agora passa a ter sua trajetória registrada, exposta e valorizada.

Para o presidente da Facop, Manassés Oliveira da Silva, o museu cumpre exatamente esse papel: dar visibilidade. “É uma homenagem aos trabalhadores. Um reconhecimento que chega junto com o aniversário da cidade, que também é símbolo de cuidado e sustentabilidade”, afirmou.

Dentro do espaço, o visitante encontra mais do que objetos antigos. Há uma linha do tempo construída com detalhes do cotidiano: vassouras usadas por gerações, enceradeiras que marcaram época, aspiradores de pó em seus primeiros formatos, além da evolução de equipamentos e tecnologias que hoje fazem parte da limpeza profissional.

Mas o museu não fica preso ao passado.

Com apoio da Lei Rouanet, o local aposta em recursos digitais e totens interativos para contar essa história de forma dinâmica. É possível navegar por diferentes períodos, entender como a limpeza urbana se transformou ao longo do tempo e até observar, na prática, como se conserva um espaço museológico.

Funciona, também, como um museu-escola.

Ali, o público aprende que limpar não é apenas uma tarefa — é técnica, método, conhecimento acumulado. Uma atividade essencial para a saúde coletiva, para o funcionamento das cidades e para o bem-estar cotidiano.

O endereço não é por acaso. Instalado na Rua Mateus Leme, 324, ao lado do Museu Casa Alfredo Andersen e próximo ao Largo da Ordem, o espaço ocupa um imóvel reconhecido como Unidade de Interesse de Preservação. A restauração do prédio dialoga com a proposta do próprio museu: preservar, cuidar, manter.

Aberto de terça a domingo, das 10h às 17h, com entrada gratuita, o local passa a integrar o circuito cultural da cidade — mas com uma narrativa que raramente ganha vitrine.

Durante a cerimônia, o prefeito Eduardo Pimentel reforçou esse reconhecimento coletivo. Segundo ele, o título recorrente de “cidade mais limpa do Brasil” não é resultado de políticas isoladas, mas do trabalho diário de milhares de profissionais. “Isso só é possível por causa desses homens e mulheres”, disse.

Há, nesse novo museu, uma inversão importante.

Aquilo que sempre foi visto como rotina passa a ser visto como história. O que era invisível ganha espaço, iluminação, contexto. E Curitiba, ao completar 333 anos, escolhe celebrar não apenas seus títulos ou conquistas urbanísticas — mas as mãos que sustentam tudo isso todos os dias.

Talvez seja esse o verdadeiro marco.

Não apenas inaugurar um museu, mas reconhecer que há dignidade, memória e identidade em cada gesto cotidiano que mantém a cidade de pé — limpa, viva e em movimento.


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domingo, 29 de março de 2026

Calor invisível: favelas do Rio registram temperaturas até 10 °C mais altas que o resto da cidade

Após testes no Complexo do Alemão, prefeitura amplia monitoramento climático para Manguinhos e Salgueiro com foco em justiça ambiental

Após testes no Complexo do Alemão, prefeitura amplia monitoramento climático para Manguinhos e Salgueiro com foco em justiça ambiental
Ruas estreitas deixam pouco espaço para o verde no Morro do Salgueiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O calor não chega igual para todos — e no Rio de Janeiro isso deixou de ser percepção para virar dado.

Mesmo com o verão se despedindo em março, o que ficou no ar foi um incômodo persistente, quase físico: a sensação de que algumas partes da cidade queimam mais que outras. Nas favelas, essa diferença já não é mais invisível.

Entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, o recém-criado Observatório do Calor, instalado no Complexo do Alemão, fez 710 medições de temperatura. O resultado é contundente: no dia 26 de dezembro, os termômetros marcaram 43,92 °C no Morro do Adeus — quase 10 graus acima dos 34 °C registrados oficialmente pelo sistema Alerta Rio naquele mesmo dia.

A cidade, ao que tudo indica, não esquenta por igual.

Quando o território vira forno

O fenômeno tem nome técnico — ilhas de calor —, mas nas comunidades ele se traduz em algo mais direto: ruas abafadas, noites difíceis de dormir, casas que acumulam calor como se fossem caixas fechadas.

A explicação está no desenho urbano. Pouca arborização, alta densidade de construções, vielas estreitas e ventilação quase inexistente criam um ambiente propício para retenção térmica. Some-se a isso o concreto, o asfalto e a ausência de áreas permeáveis.

É um calor que não circula. Fica.

Diante desse cenário, a Prefeitura do Rio decidiu expandir o Observatório do Calor para outras duas áreas: Manguinhos e Morro do Salgueiro, também na zona norte.

A proposta é simples no papel, mas ambiciosa na prática: medir, entender e intervir.

Ciência com sotaque local

Diferente de levantamentos tradicionais, o projeto aposta em uma lógica descentralizada. A coleta de dados será feita por moradores das próprias comunidades, três vezes ao dia, em pontos estratégicos.

Não é apenas ciência — é participação.

Os dados serão analisados com apoio da UFRJ e da Uerj, mas a segunda fase vai além dos números. Pesquisadores vão ouvir quem vive o calor na pele.

“Entendemos a importância de ouvir as pessoas que vivenciam o calor no seu cotidiano”, explica a professora Giselle Arteiro, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ.

A ideia é cruzar percepção e medição. Sensação e estatística.

Justiça climática, na prática.

Dois territórios, dois desafios

Manguinhos e Salgueiro apresentam realidades distintas — e isso é parte central do estudo.

Manguinhos é plano, denso e cercado por vias expressas como a Avenida Brasil. A qualidade do ar ali já é historicamente baixa, e o verde é escasso. Um contraste com o passado: a região já abrigou a maior horta urbana da América Latina, hoje desativada.

Ali, as soluções devem passar por reintrodução de vegetação, criação de áreas de sombra e reorganização do espaço urbano para permitir circulação de ar.

Já o Morro do Salgueiro oferece um cenário diferente. Localizado na zona de amortecimento do Parque Nacional da Tijuca, mantém áreas verdes, hortas comunitárias e quintais produtivos.

O calor existe — mas se comporta de outro jeito.

“Temos uma percepção de calor diferente de áreas menos arborizadas”, explica Emerson Menezes, do Instituto Sal-Laje. Ainda assim, ele ressalta um ponto comum: o acesso desigual a soluções.

“Não temos aparelhos de refrigeração como moradores do asfalto têm.”

O que pode mudar

Os dados coletados devem orientar intervenções urbanísticas concretas. Entre as possibilidades:

  • criação de microcorredores verdes
  • plantio estratégico de árvores
  • áreas de sombreamento
  • espaços abertos para ventilação
  • reaproveitamento de terrenos ociosos

Não são soluções complexas — mas exigem planejamento, investimento e continuidade. E, sobretudo, escuta.

Mais que temperatura, é desigualdade

O Observatório do Calor nasce como ferramenta técnica, mas rapidamente revela algo maior: o clima também é uma questão social.

Onde há menos árvore, sobra mais calor.
Onde há menos espaço, falta mais vento.
Onde há menos renda, há menos acesso a alívio.

No fim, o termômetro mede mais do que graus. Ele aponta desigualdades históricas que agora começam a ganhar contorno científico — e, talvez, caminhos de correção. Porque o calor, no Rio, não é só climático. É estrutural.

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sábado, 28 de março de 2026

Soja entra na reta final no Paraná com 82% da safra colhida

Colheita de verão se aproxima do fim com produção robusta; milho surpreende e a mudança de estação já começa a redesenhar o campo

Colheita de verão se aproxima do fim com produção robusta; milho surpreende e a mudança de estação já começa a redesenhar o campo

O barulho das colheitadeiras perdeu intensidade — mas não sumiu. Em muitas regiões do Paraná, ele ainda atravessa a tarde como um lembrete de que o ciclo está terminando. A AEN Paraná informa que a safra de soja 2025/2026 caminha para o fim com 82% da área já colhida.

Na prática, isso significa que cerca de 5,77 milhões de hectares já passaram pelas máquinas, segundo o mais recente levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura. A produção estimada chega a 21,88 milhões de toneladas — um volume alto, consistente, dentro de um padrão que o estado vem sustentando nos últimos anos. Não é uma safra recorde. Mas também não há sinal de recuo.

Milho foge da regra e pode fazer história

Se a soja confirma regularidade, o milho da primeira safra aparece como exceção — e das mais interessantes. Houve aumento de 25% na área plantada. Em condições normais, isso dilui produtividade. Desta vez, o campo respondeu diferente.

A projeção aponta para 3,8 milhões de toneladas, com rendimento acima de 11 mil quilos por hectare. Se esse número se confirmar, será a maior média já registrada no Paraná, superando o recorde anterior. É o tipo de resultado que não vem só do clima — passa por manejo, tecnologia e timing.

O outono já muda o desenho do campo

Com a soja praticamente resolvida, o olhar do produtor começa a virar. O próximo ciclo já está em jogo — e ele não repete exatamente o anterior.

A cevada ganha espaço. Puxada pela demanda da indústria de malte e pela boa saída da safra passada, a cultura deve crescer 14% em área, chegando a 118 mil hectares. Mantido o rendimento, pode ultrapassar meio milhão de toneladas.

Do outro lado, o trigo recua. A estimativa é de queda de 6% na área, pressionada principalmente pela expansão do milho safrinha.

Movimentos paralelos no agro

Enquanto os grãos dominam o cenário, outras cadeias também mostram sinais relevantes:

  • Mel: o Paraná consolida a vice-liderança nas exportações no início de 2026, com US$ 2,3 milhões e expectativa de avanço nos próximos meses.
  • Batata: primeira safra praticamente encerrada, com preços reagindo à qualidade do produto.
  • Feijão: área menor, refletindo um mercado menos atrativo neste momento.
  • Caqui: colheita em andamento, com preço médio de R$ 5,77/kg e tendência de ajuste conforme a oferta aumenta.

Base estrutural segue firme

Mesmo com mudanças pontuais entre culturas, o Paraná mantém uma base produtiva difícil de deslocar. O estado chega a 19 anos consecutivos como líder nacional na produção de carnes — um indicador que vai além de uma safra específica.

Os números ajudam a dimensionar:

  • 34,4% do abate de frango do Brasil
  • 2,299 bilhões de aves abatidas em 2025
  • 1,226 milhão de toneladas de carne suína
  • 4,3 bilhões de litros de leite produzidos

Mais do que volume, o padrão, desenvolvido por de décadas, é de ganho contínuo de qualidade e eficiência.

Um ciclo que termina, outro que começa

A safra atual não crava um novo recorde geral — mas reforça algo mais silencioso e talvez mais importante: estabilidade em alto patamar.

A soja fecha bem. O milho pode surpreender até o fim. E a mudança de estação já reorganiza o mapa produtivo do estado. No campo, raramente há pausa. O que existe é trabalho.. uma união de forças entre os governos federal, estadual e os semeadores do solo do Paraná.

Edição: Ronald Stresser Jr.

Itaipu mostra transparência nas contas

Mesmo sob pressão cambial e desafios econômicos, a hidrelétrica mantém equilíbrio financeiro e amplia investimentos sociais e ambientais em 2025

Mesmo sob pressão cambial e desafios econômicos, a hidrelétrica mantém equilíbrio financeiro e amplia investimentos sociais e ambientais em 2025

O movimento das águas no Rio Paraná segue constante — firme, silencioso, quase indiferente às oscilações do mundo lá fora, deixando a represa de Itaipu em seu patamar ideal de geração de energia. Mas, nos bastidores da maior geradora de energia limpa do planeta, 2025 foi um ano de tensão calculada, decisões estratégicas e números que contam uma história maior do que aparentam.

As Demonstrações Contábeis da Itaipu Binacional referentes ao exercício de 2025 foram aprovadas pelo Conselho de Administração e pelo Conselho Fiscal, consolidando um ciclo marcado por desafios cambiais e, ao mesmo tempo, por um volume expressivo de investimentos em áreas sociais e ambientais. Os dados já estão disponíveis no Portal de Transparência da empresa.

Investimento que vai além da energia

A Itaipu segue operando como algo maior do que uma usina. Para Brasil e Paraguai, ela funciona como um motor de desenvolvimento — silencioso, mas decisivo.

Em 2025, os investimentos socioambientais alcançaram US$ 1,213 bilhão. Desse total, US$ 689,1 milhões foram destinados ao lado brasileiro, evidenciando o peso das ações no território nacional.

Uma parte significativa desses recursos — US$ 306,5 milhões, equivalente a 45% — foi direcionada à modicidade tarifária. Na prática, isso significa energia mais acessível para o consumidor brasileiro, por meio de repasses à conta de comercialização administrada pela ENBPar.

O restante, US$ 382,6 milhões (55%), financiou um conjunto amplo de iniciativas. São projetos que atravessam áreas como conservação ambiental, apoio a comunidades indígenas, infraestrutura, saúde, educação e inclusão social. Um mosaico de ações que, somadas, ajudam a desenhar o impacto real da usina além da geração de energia.

O peso invisível do câmbio

Se por um lado os investimentos avançaram, por outro o cenário cambial trouxe um desafio relevante — daqueles que não aparecem diretamente para o consumidor, mas influenciam profundamente as contas.

Em 2025, o Real brasileiro se valorizou 11,1% frente ao dólar. O Guarani paraguaio foi ainda além, com alta de 16,0%. Para uma empresa que opera com o dólar como moeda funcional — conforme determina o Tratado de Itaipu — esse movimento gera impacto direto nas demonstrações financeiras.

Na prática, a valorização das moedas locais pressiona os resultados contábeis. Ainda assim, a Itaipu conseguiu manter o equilíbrio financeiro e cumprir integralmente seus compromissos — um indicativo de solidez operacional em meio a um ambiente econômico instável.

Transparência e governança

Os efeitos da variação cambial estão detalhados nas Demonstrações Contábeis e nas Notas Explicativas, seguindo padrões internacionais de transparência e governança corporativa.

É um movimento que reforça a posição da Itaipu não apenas como gigante energética, mas também como instituição pública binacional comprometida com prestação de contas e clareza na gestão.

No fim das contas, enquanto a água segue seu curso natural, os números revelam algo mais profundo: a capacidade de adaptação de uma estrutura complexa, que precisa equilibrar interesses de dois países, oscilações econômicas globais e, ao mesmo tempo, continuar entregando energia — e desenvolvimento.

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sexta-feira, 27 de março de 2026

Ataques atingem museus no Irã e colocam em risco séculos de história persa

Bombardeios atribuídos a EUA e Israel danificam ao menos 120 locais culturais, incluindo patrimônios reconhecidos pela Unesco

Gettyimages.ru / Fatemeh Bahrami/Anadolu

O silêncio de um museu não é vazio — ele guarda vozes antigas. No Irã, esse silêncio foi interrompido por explosões.

Relatórios divulgados nesta sexta-feira (27), pela agência de notícias iraniana, indicam que ataques aéreos atribuídos aos Estados Unidos e a Israel atingiram ao menos 120 museus e marcos históricos em diferentes regiões do país, incluindo áreas na capital, Teerã. Os dados foram apresentados por Ahmad Alavi, chefe do Comitê de Patrimônio Cultural da cidade, em entrevista à agência iraniana ISNA.

Entre os locais afetados estão estruturas que não pertencem apenas ao Irã — mas à história da humanidade.

O Palácio Golestan, em Teerã, um dos símbolos da arquitetura persa e reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco, está entre os atingidos. Também foram registrados danos no Palácio de Mármore, no Museu Teymourtash e no complexo de Saadabad, que abriga não apenas museus, mas também instalações ligadas à presidência iraniana.

A destruição não se limita à capital.

Na histórica cidade de Isfahan, considerada uma das joias arquitetônicas do mundo islâmico, ataques afetaram a Mesquita Jameh e o Palácio Chehel Sotoun, além de impactos relatados na icônica Praça Naqsh-e Jahan, construída no século XVII. No oeste do país, áreas arqueológicas no Vale de Khorramabad também sofreram danos.

A própria Unesco confirmou que ao menos quatro dos 29 sítios iranianos reconhecidos como Patrimônio da Humanidade foram atingidos. Em nota, a organização alertou para danos a “diversos sítios de importância cultural” na região.

Outras perdas incluem casas históricas na cidade de Bushehr — estruturas que ajudam a contar a vida cotidiana de diferentes períodos da história iraniana.

O Irã abriga um dos acervos culturais mais antigos do planeta. Sua herança remonta à civilização persa, consolidada no Planalto do Irã a partir do século VI antes de Cristo. Cada palácio, mesquita ou sítio arqueológico carrega camadas de tempo que atravessam impérios, religiões e transformações políticas.

Quando um desses espaços é atingido, não é apenas pedra que se perde. Perde-se contexto. Perde-se memória. Perde-se uma parte da narrativa humana que não pode ser reconstruída com precisão.

Em cenários de guerra, a destruição de patrimônio cultural costuma ser tratada como dano colateral. Mas, em muitos casos, ela também carrega um peso simbólico: atingir a identidade de um povo, sua história e seus marcos civilizatórios.

Entre a estratégia militar e a preservação cultural, a linha é frágil — e, muitas vezes, ignorada. No fim, a pergunta que fica não é apenas sobre quem avança ou recua em um conflito. É sobre o que sobra quando o conflito termina.

Edição: Ronald Stresser Jr

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Rumo à Lua: Artemis II entra na reta final e reacende o sonho de uma geração

Com lançamento previsto para 1º de abril, missão da NASA marca o retorno de astronautas à órbita lunar — pela primeira vez uma mulher vai deixar a orbita da Terra 

A tripulação da Artemis II (da esquerda para a direita): o astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense) Jeremy Hansen e os astronautas da NASA Christina Koch, Victor Glover e Reid Wiseman.

Ontem, 25 de março, os astronautas que compõe a tripulação da missão Artemis II já add, chegaram oficialmente à base de lançamento que pode recolocar a humanidade no caminho da Lua. Sorriram para fotos, acenaram discretamente — mas havia algo mais ali: consciência do momento.

O lançamento segue previsto para quarta-feira, 1º de abril, dentro de uma janela de duas horas que se abre às 18h24 (horário do leste dos Estados Unidos). Até lá, a rotina é técnica, quase clínica: revisão de cronogramas, exames médicos, simulações, reuniões. Mas por trás dessa disciplina, pulsa o lado mais humano da missão — despedidas, silêncios, e o peso simbólico de deixar a Terra, ainda que por poucos dias.

E talvez seja justamente esse lado humano que ganhou forma em um pequeno detalhe anunciado ali mesmo, no Kennedy Space Center.

Durante um breve discurso, o comandante Reid Wiseman apresentou ao mundo o companheiro mais improvável da missão: um pequeno objeto de pelúcia chamado “Rise”.

Branco, arredondado, com um rosto sorridente e um chapéu que mistura as cores da Terra com desenhos de galáxias, estrelas e foguetes, o mascote carrega mais do que fofura. Ele será o indicador de gravidade zero — aquele momento simbólico em que, ao flutuar, revela que a nave deixou definitivamente o abraço do planeta.

Mas “Rise” não nasceu dentro da NASA. Ele veio da imaginação de Lucas Ye, um jovem de Mountain View, na Califórnia. Seu desenho foi escolhido entre mais de 2.600 propostas enviadas por estudantes de mais de 50 países — uma espécie de votação global, silenciosa, sobre como representar o sonho de voltar à Lua.

O nome não é por acaso. Inspirado na icônica imagem do “nascer da Terra”, registrada durante a missão Apollo 8, “Rise” carrega uma ideia simples e poderosa: subir, erguer-se, olhar de novo para casa — só que de longe.

Entre os finalistas estavam criações vindas da Finlândia, Peru, Canadá e Estados Unidos. Histórias diferentes, culturas distintas, todas convergindo para um mesmo ponto no céu. No fim, venceu o desenho que melhor traduziu aquilo que a missão também tenta resgatar: o encantamento.

Enquanto isso, do lado de fora das narrativas simbólicas, a engenharia segue seu curso implacável. O foguete SLS (Space Launch System), a cápsula Orion e toda a infraestrutura de solo continuam em preparação intensa. Cada válvula, cada sistema, cada linha de código sendo revisada — porque no espaço, margem de erro não é um conceito aceitável.

A Artemis II não pousará na Lua. Não desta vez. Sua missão é outra: testar, validar, garantir que o caminho está seguro para os próximos passos — aqueles que, de fato, pretendem levar humanos novamente à superfície lunar.

Mas seria um erro dizer que esta é apenas uma etapa técnica.

Há mais de 50 anos, a humanidade olhou para a Lua com olhos de descoberta. Agora, olha novamente — mas com outra consciência. Mais conectada, mais global, mais plural. A presença de um astronauta canadense na tripulação e de um mascote criado por um estudante mostram isso com clareza: o espaço já não pertence a uma bandeira só.

Ele pertence à curiosidade humana.

Nos próximos dias, enquanto os astronautas alternam entre protocolos e momentos com suas famílias, o mundo também entra em contagem regressiva — ainda que nem todos percebam.

Porque, no fundo, cada lançamento como esse reacende uma pergunta antiga, quase infantil, mas essencial: até onde a gente consegue ir?

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Serviço — Missão Artemis II

  • Lançamento previsto: 1º de abril de 2026
  • Janela: a partir das 18h24 (horário do leste dos EUA)
  • Duração da missão: cerca de 10 dias
  • Tripulação: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch (NASA) e Jeremy Hansen (CSA)
  • Objetivo: voo tripulado ao redor da Lua, sem pouso, para validação de sistemas

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quinta-feira, 26 de março de 2026

Requião volta ao centro do jogo e sinaliza candidatura à Câmara com força eleitoral rara

Ex-governador critica “comercialização” da política e desponta como um dos nomes mais competitivos do Paraná para 2026

Ex-governador critica “comercialização” da política e desponta como um dos nomes mais competitivos do Paraná para 2026

Tem gente que entra na disputa. E tem gente que muda o clima da disputa só de aparecer. Roberto Requião é desse segundo tipo.

A sinalização feita ontem, 25 de março, em suas redes sociais, não é um gesto isolado — é um movimento que reposiciona o debate político no Paraná e projeta efeitos diretos na corrida pela Câmara dos Deputados. Em um cenário ainda disperso, ele surge, desde já, como o pré-candidato mais popular a colocar o nome na mesa.

E popularidade, nesse estágio do jogo, não é detalhe. É vantagem. Requião fala como sempre falou: sem curva, sem filtro e sem preocupação em agradar.

Eles transformaram o Congresso Nacional no mercado. Eles negociam os seus interesses pessoais em troca de emendas (…) o novo para eles é transformar a política num negócio.”

A crítica atinge em cheio o coração de uma das maiores tensões atuais em Brasília: o uso político das emendas parlamentares. Mas, no caso de Requião, não soa como discurso oportunista. Soa como a continuidade deu uma figura rara da política brasileira, um homem realmente autêntico, um dos maiores políticos que o Paraná já produziu.

Ele mesmo faz questão de lembrar o caminho que percorreu:

Já fui muita coisa na política (…) O que eu vi de tudo isso é que nós temos que evitar, de qualquer forma, que a política se transforme num comércio para favorecimentos pessoais.”

Prefeito de Curitiba, três vezes governador do Paraná, duas vezes senador. Não é um currículo qualquer — é uma biografia que atravessa gerações e diferentes momentos do país, desde sua redemocratização. E talvez seja justamente este seu diferencial.

Experiência como ativo — e não como peso

Em um tempo em que muitos tentam se vender como “novos”, Requião aposta no contrário: na experiência como ativo político.

A minha política é a política da firmeza, uma linha reta do começo ao fim.”

A frase funciona como síntese. Não há tentativa de suavizar o personagem — ele continua sendo o político de posições duras, de embates públicos e de discurso nacionalista que marcou sua trajetória.

Mas o contexto mudou. Hoje, em meio à fragmentação e à desconfiança generalizada, esse tipo de previsibilidade pode virar vantagem eleitoral.

Largada à frente em um cenário indefinido

Enquanto outros nomes ainda ensaiam suas candidaturas, testam rejeição ou sequer conseguiram se apresentar ao grande público, Requião já parte de outro patamar.

Ele é conhecido. É lembrado. E, principalmente, identificado. Gostem ou não dele, fato é que a maioria esmagadora da população paranaense o conhece. 

Isso o coloca, com relativa folga, entre os nomes mais competitivos na disputa por uma cadeira na Câmara Federal pelo Paraná — possivelmente o mais forte entre os que já se colocaram como pré-candidatos até aqui.

Não se trata apenas de recall eleitoral. É capital político acumulado — algo que não se constrói de uma eleição para outra.

Um retorno que carrega disputa de narrativa

Mais do que uma candidatura, o que Requião coloca em campo é uma leitura de país.

Nós temos que evitar, de qualquer forma, que a política se transforme num comércio para favorecimentos pessoais.”

A frase resume o eixo da sua intervenção: a política como espaço de interesse público, em oposição ao que ele enxerga como um modelo dominado por negociações e trocas.

É uma disputa de sentido. E, como toda disputa real, não será silenciosa. Requião volta ao jogo com algo que poucos têm ao mesmo tempo: memória, base consolidada e disposição para o confronto. Num cenário ainda morno, isso aquece e leva à ebulição. E pode, mais uma vez, fazer diferença nas urnas.

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