quinta-feira, 16 de julho de 2026

Brasil poderá enfrentar até 127 dias de calor extremo por ano até 2075. O tempo para agir está se esgotando

Estudo projeta aumento de 1,7°C na temperatura máxima média do país, mas especialistas alertam que a combinação entre a crise climática e um novo El Niño pode tornar os eventos extremos ainda mais severos nas próximas décadas

Brasil poderá enfrentar até 127 dias de calor extremo por ano até 2075. O tempo para agir está se esgotando. Estudo projeta aumento de 1,7°C na temperatura máxima média do país, mas especialistas alertam que a combinação entre a crise climática e um novo El Niño pode tornar os eventos extremos ainda mais severos nas próximas décadas.

Há poucos anos, uma onda de calor era notícia justamente por ser um acontecimento raro. Hoje, ela já faz parte do cotidiano de milhões de brasileiros. O que antes surpreendia passou a ser esperado. E, se as projeções científicas se confirmarem, as próximas décadas poderão transformar o calor extremo em uma das principais características do clima brasileiro.

Um estudo divulgado pela plataforma de inteligência climática i4sea projeta que o Brasil poderá registrar até 127 dias de calor extremo por ano até 2075. Atualmente, a média nacional é de apenas seis dias anuais nessa condição. A pesquisa utilizou 26 modelos climáticos internacionais, incluindo o MPI-ESM1-2-HR, do Instituto Max Planck de Meteorologia, para construir cenários regionalizados sobre o futuro do clima brasileiro.

O levantamento aponta que a temperatura máxima média do país deverá subir cerca de 1,7°C, mas em algumas regiões, especialmente na Amazônia, o aumento poderá chegar a impressionantes 7°C. Os números, por si só, já são suficientes para acender um sinal de alerta. Mas existe um fator que torna esse cenário ainda mais preocupante.

A crise climática mudou as regras do jogo

Durante décadas, o planeta alternou naturalmente períodos de El Niño e La Niña. Esses fenômenos sempre influenciaram o regime de chuvas e as temperaturas em diversas partes do mundo.

O problema é que o próximo El Niño não encontrará mais o mesmo planeta das décadas passadas.

A Terra já aqueceu aproximadamente 1,3°C desde a Revolução Industrial em consequência das emissões de gases de efeito estufa provocadas pela atividade humana. Em outras palavras, o El Niño continuará sendo um fenômeno natural, mas passará a atuar sobre um sistema climático que já está profundamente alterado pelo aquecimento global.

É como adicionar combustível a um incêndio que já estava em andamento. Por isso, cientistas vêm alertando que os próximos episódios de El Niño poderão potencializar ondas de calor, secas prolongadas, incêndios florestais e eventos extremos de chuva com intensidade superior à registrada em décadas anteriores.

Não é o El Niño, sozinho, que explica o novo cenário. Tampouco apenas a mudança climática. É justamente a combinação entre ambos que preocupa a comunidade científica.

Norte lidera projeções mais preocupantes

Segundo o estudo, a Região Norte será a mais impactada. A temperatura máxima média poderá aumentar 2,8°C, enquanto os dias de calor extremo saltariam para 193 por ano.

Rondônia aparece como o estado com maior aquecimento projetado, seguida por Acre e Roraima.

Neste último, a projeção indica um cenário impressionante: até 250 dias de calor extremo por ano, o equivalente a cerca de dois terços do calendário.

No Centro-Oeste, os dias de calor extremo poderão passar de cinco para 107 por ano.

Mesmo a Região Sul, tradicionalmente associada a temperaturas mais amenas, deverá sentir mudanças importantes. A projeção indica aumento médio de 1,1°C, enquanto os dias de calor extremo cresceriam de quatro para 38 anuais.

O calor não afeta apenas os termômetros

Quando se fala em aquecimento global, muita gente ainda imagina apenas tardes mais quentes. 

Na prática, os impactos são muito maiores. Temperaturas elevadas aumentam o risco de desidratação, agravam doenças cardiovasculares e respiratórias, reduzem a produtividade no trabalho, elevam o consumo de energia elétrica, pressionam os sistemas de saúde e afetam diretamente a agricultura, a produção de alimentos e o abastecimento de água.

As cidades também sofrem. O asfalto deforma, equipamentos urbanos são danificados e bairros com pouca arborização transformam-se em verdadeiras ilhas de calor. É uma mudança que atravessa praticamente todos os setores da sociedade.

A janela para reduzir os impactos ainda existe

Nenhum estudo sério afirma que o futuro está completamente definido. As projeções dependem, em grande medida, das decisões tomadas nas próximas décadas.

Cada tonelada de dióxido de carbono (CO₂) que deixa de ser lançada na atmosfera contribui para limitar o aquecimento futuro. Quanto menores forem as emissões globais, menores tendem a ser os impactos sobre as próximas gerações.

Isso exige uma transformação profunda na forma como produzimos energia, nos deslocamos, consumimos recursos naturais e planejamos nossas cidades.

Não se trata apenas de proteger florestas — embora isso seja indispensável. Trata-se também de acelerar a transição para energias limpas, reduzir o uso de combustíveis fósseis, ampliar o transporte coletivo de qualidade, recuperar áreas degradadas e investir em infraestrutura capaz de suportar um clima cada vez mais extremo.

"A atmosfera é uma só. Não existem fronteiras para o dióxido de carbono. O ar que respiramos é compartilhado por toda a humanidade. Cada tonelada de CO₂ que deixamos de emitir hoje representa um futuro menos hostil para as próximas gerações."

Um desafio coletivo

A emergência climática deixou de ser uma previsão distante para se tornar parte da realidade.

As ondas de calor registradas nos últimos anos, as enchentes históricas, as secas prolongadas, os incêndios florestais e os recordes sucessivos de temperatura mostram que o planeta já responde ao acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera.

Ainda há tempo para evitar os cenários mais severos. Mas esse tempo diminui a cada ano. O carbono lançado hoje permanecerá na atmosfera durante décadas, influenciando o clima que será vivido por nossos filhos e netos.

A ciência continua produzindo conhecimento. As tecnologias para reduzir emissões já existem. O que falta, em grande medida, é transformar esse conhecimento em decisões políticas, econômicas e sociais compatíveis com a dimensão do desafio.

O desafio não pertence apenas aos governos. Também passa pelas empresas, pelas cidades e por cada cidadão. Reduzir emissões, preservar florestas, ampliar o uso de energias renováveis e tornar nossas comunidades mais resilientes são escolhas que definirão a qualidade de vida das próximas gerações.

A atmosfera é um patrimônio comum da humanidade. Cuidar dela deixou de ser apenas uma pauta ambiental. É uma questão de saúde pública, de segurança alimentar, de estabilidade econômica e, sobretudo, de responsabilidade com o futuro.

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EUA confirmam tarifaço contra o Brasil e governo Lula reage: "Não há justificativa para medidas unilaterais"

Palácio do Planalto anuncia reação imediata com base na Lei da Reciprocidade e promete recorrer à OMC. Para o Sulpost, medida ultrapassa o campo comercial e assume contornos políticos

EUA confirmam tarifaço contra o Brasil e governo Lula reage: "Não há justificativa para medidas unilaterais". Palácio do Planalto anuncia reação imediata com base na Lei da Reciprocidade e promete recorrer à OMC. Para o Sulpost, medida ultrapassa o campo comercial e assume contornos políticos.

O dia 15 de julho de 2026 entrou para a história das relações entre Brasil e Estados Unidos como um dos momentos de maior tensão diplomática das últimas décadas. O governo norte-americano confirmou a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla lista de produtos brasileiros, decisão que provocou reação imediata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Palácio do Planalto.

Em nota oficial, o governo brasileiro repudiou a medida, afirmando que não há qualquer justificativa para as sanções comerciais anunciadas por Washington e que as alegações apresentadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) não encontram respaldo nas normas internacionais de comércio.

A resposta brasileira será baseada na Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, além da retomada do contencioso no mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Pix, plataformas digitais e meio ambiente entram na disputa

O aspecto mais surpreendente do documento divulgado pelo USTR é que ele vai muito além de questões tarifárias tradicionais. Entre as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos aparecem críticas ao Pix, à regulação das plataformas digitais, à política ambiental brasileira, à proteção da propriedade intelectual, ao mercado de etanol e até às ações de combate ao desmatamento.

Para o governo brasileiro, essas alegações são descabidas. O Palácio do Planalto reafirma que o Pix se tornou um patrimônio nacional e uma referência internacional em infraestrutura pública de pagamentos, enquanto a regulamentação das plataformas digitais busca proteger crianças, famílias e a própria democracia brasileira.

Também foram rebatidas as críticas relacionadas ao meio ambiente. O governo sustenta que, desde 2023, o país retomou políticas de fiscalização ambiental que reduziram significativamente os índices de desmatamento em diferentes biomas.

Empresas americanas também criticaram o tarifaço

Um dos pontos destacados pelo governo brasileiro é que a própria consulta pública promovida pelo USTR revelou forte resistência à medida. Das 78 manifestações apresentadas durante as audiências, 63 foram contrárias à adoção das novas tarifas, incluindo representantes do setor privado norte-americano.

Outro dado lembrado pelo Planalto enfraquece o argumento de desequilíbrio comercial. Segundo estatísticas oficiais dos próprios Estados Unidos, os norte-americanos acumulam um superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos quinze anos. Além disso, em 2025, mais de três quartos das importações vindas dos EUA entraram no mercado brasileiro sem pagar imposto de importação.

Reação brasileira e diversificação de mercados

Além da reciprocidade comercial, o governo federal informou que pretende ampliar a busca por novos mercados para reduzir a dependência das exportações destinadas aos Estados Unidos. O Plano Brasil Soberano deverá incluir medidas de apoio aos setores mais afetados pelo tarifaço, preservando empregos, investimentos e a capacidade produtiva nacional.

Análise do Sulpost

Na avaliação do Sulpost, o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos extrapola uma disputa estritamente comercial. Ao incluir temas como o Pix, a regulação das plataformas digitais e políticas ambientais entre suas justificativas, Washington amplia o conflito para áreas que dizem respeito à soberania regulatória brasileira.

É natural que países defendam seus interesses econômicos. No entanto, quando instrumentos tarifários passam a ser utilizados para pressionar decisões internas de outra nação, o debate deixa de ser apenas comercial e assume claros contornos políticos e geopolíticos.

Independentemente das divergências entre os governos, a defesa da soberania nacional, do respeito às regras multilaterais e da previsibilidade nas relações internacionais interessa não apenas ao Brasil, mas ao equilíbrio e a segurança do comércio entre nações.

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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Paraná segue favorecido pelas chuvas, enquanto tendência de seca no Centro do Brasil acende alerta para a segunda safra de milho

Boletim Agroclimatológico do Inmet prevê trimestre marcado por calor acima da média e déficit de chuvas nas regiões centrais do país; no Sul, cenário favorece as lavouras, mas exige atenção redobrada ao avanço de doenças fúngicas

Lavoura de milho substitui a soja no inverno e simboliza a pujança do agronegócio em uma das terras mais férteis do país, mas seca ameaça 2ª lavoura de 2026 - Reprodução/Wikimidia

O campo brasileiro entra no segundo semestre olhando para o céu com sentimentos opostos. Enquanto produtores das regiões centrais do país acompanham com preocupação a previsão de um trimestre mais seco e quente, agricultores do Sul convivem com um cenário inverso: chuva abundante, boa umidade do solo e um novo desafio, o controle de doenças nas lavouras.

O alerta faz parte do mais recente Boletim Agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão para o trimestre de julho, agosto e setembro aponta um aprofundamento da seca em boa parte do Centro-Oeste, interior do Norte e do Nordeste, justamente em um período decisivo para parte da segunda safra de milho, para as pastagens e para o planejamento da próxima temporada agrícola.

Milho pode sentir os efeitos da estiagem

Nas áreas onde a colheita do milho de segunda safra ainda está em andamento, a redução das chuvas pode até favorecer a operação das máquinas e diminuir a umidade dos grãos, preservando sua qualidade.

Mas o cenário muda nas lavouras mais tardias. Segundo o Inmet, a combinação entre temperaturas acima da média e falta de chuva deve aumentar o déficit hídrico ao longo de setembro, especialmente em áreas do Tocantins, Amapá e sudeste do Pará. Nessas regiões, a deficiência de água poderá comprometer o enchimento dos grãos e reduzir a produtividade.

Além da agricultura, as pastagens também entram na zona de preocupação. A recuperação mais lenta da cobertura vegetal pode afetar a pecuária, elevando custos de produção e pressionando toda a cadeia de proteína animal nos próximos meses.

Calor aumenta risco de queimadas

Outro ponto que chama atenção no boletim é a previsão de temperaturas acima da média em praticamente todo o país.

Na Região Norte, estados como Amazonas, Acre, Pará, Roraima, Tocantins e norte de Rondônia poderão registrar temperaturas até 2°C acima da média climatológica. Esse cenário favorece a redução do nível dos rios, amplia o risco de incêndios florestais e aumenta a vulnerabilidade dos ecossistemas amazônicos.

No Centro-Oeste, o inverno também deverá ser mais quente e seco. Se, por um lado, o clima favorece a maturação e a colheita do algodão, por outro amplia o risco de perdas na segunda safra do milho e pode refletir no custo da alimentação animal durante o segundo semestre.

Paraná vive cenário mais favorável

Para os produtores paranaenses, o boletim traz uma perspectiva relativamente positiva. As chuvas registradas nas últimas semanas mantiveram boa disponibilidade de água no solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras de milho e das culturas de inverno.

A previsão indica continuidade de precipitações acima da média em boa parte da Região Sul durante este trimestre. Para muitas propriedades rurais, isso representa segurança hídrica e boas condições para o desenvolvimento das culturas.

Mas nem tudo são boas notícias. A elevada umidade, combinada com menor incidência de radiação solar, cria um ambiente ideal para a proliferação de doenças causadas por fungos. O Inmet recomenda monitoramento constante das lavouras, especialmente nas áreas de trigo e demais culturas de inverno, além de atenção às janelas para aplicação de defensivos agrícolas.

Nordeste também entra em alerta

No interior do Nordeste, a preocupação é semelhante à observada no Centro-Oeste. O avanço da estiagem poderá comprometer lavouras de milho e feijão cultivadas em sistema de sequeiro, principalmente durante as fases de floração e enchimento dos grãos.

As lavouras de algodão tendem a se beneficiar das condições mais secas, enquanto as pastagens deverão sofrer queda significativa de produtividade ao longo do trimestre.

El Niño reforça contraste entre Sul e Norte

As previsões mais recentes confirmam que o fenômeno El Niño permanece estabelecido no Oceano Pacífico e deve continuar influenciando o clima brasileiro até o início de 2027.

Na prática, isso reforça um padrão conhecido pelos meteorologistas: mais chuva sobre a Região Sul e maior tendência de seca no centro-norte do Brasil.

O Painel Nacional do El Niño, elaborado por órgãos como Inmet, INPE, ANA e Cemaden, recomenda monitoramento permanente das condições climáticas por produtores rurais e gestores públicos, diante da possibilidade de ondas de calor, queimadas e impactos sobre a produção agrícola.

Para o agronegócio brasileiro, o trimestre que começa agora será marcado menos pela falta de tecnologia e mais pela capacidade de adaptação. Em um país de dimensões continentais, o clima continuará distribuindo oportunidades e riscos de forma desigual — exigindo decisões rápidas dentro e fora das porteiras.

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Loucos, somos então, por que não assumir?

Em um texto de Manaoos Aristides, a reflexão convida o leitor a abraçar a autenticidade, enfrentar os medos e encontrar sentido na simplicidade da vida

 
Loucos, somos então, por que não assumir? Em um texto de Manaoos Aristides, a reflexão convida o leitor a abraçar a autenticidade, enfrentar os medos e encontrar sentido na simplicidade da vida
A foto de capa é de Manaoos Aristides, quando apresentou, como ator, "Diário de um louco", de Gogol, autor Russo. No teatro Amazonas, nos anos de chumbo da ditadura militar (1967) - Arquivo Pessoal

LOUCOS, SOMOS ENTÃO, POR QUE NÃO ASSUMIR?

É o equilíbrio: abraçar, o mundo real passa a ser "loucura" então que seja, mas não se isole ou machuque. Assumir a "loucura" é conquistar a libertação. Muitas vezes, o que chamam de loucura é apenas a coragem de pensar diferente, quebrar regras rígidas ou viver com mais autenticidade.

Muitas vezes, acordamos com pressa para ver o dia terminar em escuridão. Uma lógica, a noite faz parte do tempo. É o tempo que temos para perceber que esse espaço está em branco. Temos como sentido de vida preencher, esquecendo que o dia existiu e vai nascer um novo espaço em branco, e pelos ponteiros do relógio temos que arrumar uma razão para poder abrir os olhos e ver a vida passar e sentir o coração bater para saber que temos.

A vida não acontece só no ato de parir, acontece quando respiramos lentamente, orando e louvando o Senhor. Mesmo nas quietudes dos pequenos começos e grandes fins. Hoje, permita-se respirar com o saber e consciência, somos o que somos. Perceba que cada opção, seja qual for e por menor que seja, mostra o que realmente somos e a essência de cada um de nós, refletindo o que virá: morte ou vida, vida ou morte. Valorize e busque pertencer ao instante que questiona tudo.

Só assim vamos encontrar o significado silencioso do medo e da explosão sonora do grito. É necessário ter coragem e vulnerabilidade para saber que a simplicidade são os alimentos à autodescoberta.

(Texto de Manaoos Aristides)

MANAOOS

Lula amplia vantagem e aprovação volta a crescer, aponta nova Genial/Quaest

Nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) mostra o presidente em trajetória de recuperação política, liderando a corrida presidencial de 2026 e registrando melhora nos índices de aprovação e avaliação do governo

Lula amplia vantagem e aprovação volta a crescer, aponta nova Genial/Quaest. Nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) mostra o presidente em trajetória de recuperação política, liderando a corrida presidencial de 2026 e registrando melhora nos índices de aprovação e avaliação do governo.

O cenário político brasileiro ganhou novos contornos nesta quarta-feira (15). A mais recente pesquisa Genial/Quaest revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolidou um movimento de recuperação observado desde maio: avançou nas intenções de voto para a Presidência da República, ampliou a vantagem sobre os principais adversários nos cenários de segundo turno e voltou a registrar mais aprovação do que desaprovação ao seu trabalho.

O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Primeiro turno: Lula chega a 40%

No principal cenário estimulado, Lula aparece com 40% das intenções de voto, um ponto acima da pesquisa anterior. Flávio Bolsonaro (PL) registra 28%, mantendo-se em segundo lugar, mas em trajetória de queda.

Os demais candidatos aparecem bem distantes:

  • Lula (PT): 40%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 28%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 2%
  • Outros candidatos: 1% ou menos
  • Indecisos: 11%
  • Brancos, nulos ou não votariam: 8%

Na prática, a pesquisa mostra Lula ampliando sua vantagem enquanto a oposição permanece fragmentada entre diferentes pré-candidatos.

Segundo turno amplia vantagem do presidente

A Genial/Quaest também simulou quatro cenários de segundo turno. Em todos eles, Lula aparece à frente.

  • Lula 45% x 37% Flávio Bolsonaro
  • Lula 45% x 36% Ronaldo Caiado
  • Lula 45% x 35% Romeu Zema
  • Lula 45% x 33% Renan Santos

Embora pesquisas retratem apenas o momento da disputa e não representem uma previsão do resultado eleitoral, os números indicam uma liderança consistente do presidente em todos os cenários testados.

Aprovação supera desaprovação

Outro dado que chama atenção é a recuperação da aprovação do trabalho do presidente.

  • Aprovam: 48%
  • Desaprovam: 47%
  • Não souberam responder: 5%

É a primeira vez em vários meses que o índice de aprovação supera numericamente o de desaprovação, interrompendo uma sequência de estabilidade em torno do empate técnico.

Avaliação do governo melhora

A percepção dos brasileiros sobre o governo federal também apresentou melhora.

  • Avaliação positiva: 36%
  • Regular: 26%
  • Negativa: 36%
  • Não responderam: 2%

Na comparação com os levantamentos anteriores, a avaliação positiva cresceu dois pontos e a negativa caiu para o mesmo patamar, indicando uma melhora no humor do eleitorado.

Embora avaliação do governo e aprovação presidencial sejam indicadores diferentes, ambos caminham na mesma direção nesta pesquisa, sugerindo uma recuperação da imagem da administração federal após meses de maior desgaste político.

Um retrato do momento

Faltando poucos meses para o início oficial da campanha eleitoral, a nova Genial/Quaest mostra um cenário favorável ao presidente Lula. Além de ampliar sua liderança no primeiro turno, ele vence todos os adversários testados em um eventual segundo turno e registra melhora tanto na aprovação pessoal quanto na avaliação do governo.

Ao mesmo tempo, o levantamento aponta que ainda existe um contingente expressivo de eleitores indecisos, sinalizando que a disputa permanece aberta e poderá sofrer mudanças conforme o calendário eleitoral avance e as campanhas ganhem as ruas.


terça-feira, 14 de julho de 2026

Emendas sob nova lupa: Flávio Dino dá 30 dias para Congresso explicar como controla bilhões do Orçamento

STF cobra transparência nas emendas parlamentares, exige rastreabilidade dos recursos e amplia a pressão sobre Congresso e Executivo em 30 dias

 

Existe uma pergunta que há anos acompanha o debate sobre o Orçamento da União: afinal, quem decide para onde vai o dinheiro das emendas parlamentares? E, talvez mais importante, quem responde quando esse dinheiro desaparece no labirinto da burocracia ou deixa de produzir o resultado esperado?

Foi justamente sobre essas questões que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, voltou a colocar os holofotes nesta terça-feira (14). Em decisão que pode produzir novos desdobramentos políticos nas próximas semanas, o magistrado determinou que o Congresso Nacional e diversos órgãos do Poder Executivo apresentem, em até 30 dias, informações detalhadas sobre os mecanismos de controle, fiscalização e rastreabilidade das emendas parlamentares.

O objetivo é simples de explicar, embora complexo de executar: garantir que cada centavo liberado pelo Orçamento federal possa ser acompanhado desde a indicação do parlamentar até sua efetiva aplicação.

O problema não é a emenda, mas o caminho do dinheiro

As emendas parlamentares são instrumentos previstos na Constituição e representam uma das principais formas de deputados e senadores destinarem recursos para obras, hospitais, equipamentos públicos e investimentos em estados e municípios. O problema, segundo o STF, surge quando esse percurso deixa de ser transparente.

Relatórios técnicos produzidos pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) apontaram fragilidades importantes na fiscalização dessas verbas, especialmente na área da saúde.

Em alguns casos, auditores identificaram dificuldades para rastrear a execução financeira dos recursos, comprometendo a prestação de contas e a fiscalização. Foi a partir desses documentos que Flávio Dino decidiu ampliar a cobrança por mecanismos de controle.

A crítica à "terceirização" das emendas

O trecho politicamente mais sensível da decisão trata da chamada "terceirização" das emendas parlamentares. Na avaliação do ministro, a indicação de uma emenda é uma atribuição exclusiva do parlamentar eleito e não pode ser exercida informalmente por terceiros, como dirigentes partidários, assessores ou ex-parlamentares.

Ao justificar a medida, Dino foi direto ao afirmar que considera "totalmente anômala" a existência de cotas orçamentárias informais mantidas por pessoas sem mandato. Na prática, o STF pretende impedir que figuras políticas continuem influenciando a destinação de recursos públicos sem responsabilidade institucional ou controle formal.

O que o ministro está fazendo é cuidar do destino do dinheiro suado dos impostos que todos pagamos. Responsabilidade e transparência no uso do dinheiro público.

Investigações ampliam a pressão

A nova decisão também dialoga com investigações em andamento. Na semana passada, Flávio Dino determinou o bloqueio de bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto (PL), e do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos-RJ).

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Federal, ambos são suspeitos de exercer influência sobre a destinação de emendas parlamentares mesmo sem ocuparem mandato eletivo. As apurações seguem em andamento e os envolvidos terão oportunidade de apresentar suas defesas ao longo do processo.

Congresso terá de prestar contas

A decisão alcança diretamente a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o Ministério da Saúde, a CGU, o DenaSUS e outras instituições responsáveis pelo acompanhamento das transferências federais. Os quesitos que todos vão ter que explicar ao STF, são quais mecanismos utilizam para assegurar:

  • Rastreabilidade dos recursos públicos;
  • Publicidade das indicações parlamentares;
  • Fiscalização da execução financeira;
  • Responsabilização dos gestores e beneficiários.

Caso as respostas não sejam consideradas suficientes, o Supremo poderá adotar novas restrições à liberação das emendas parlamentares, impactando diretamente o envio de recursos federais para estados e municípios.

Muito além de uma disputa entre Poderes

Embora o debate costume ser apresentado como mais um capítulo das tensões entre STF e Congresso, o centro da discussão é outro. Em jogo está o controle sobre dezenas de bilhões de reais do Orçamento da União.

A exigência de rastreabilidade busca garantir que o dinheiro público possa ser acompanhado do início ao fim, reduzindo espaços para indicações informais, intermediários sem responsabilidade legal e dificuldades na fiscalização.

Mais do que um embate institucional, a decisão reforça um princípio básico da administração pública: recursos financiados pelos contribuintes devem ser transparentes, identificáveis e sujeitos ao controle da sociedade.

Os próximos 30 dias serão decisivos. Se os esclarecimentos apresentados pelo Congresso e pelos órgãos federais não convencerem o Supremo, o país poderá assistir a uma nova etapa no controle das emendas parlamentares, com regras mais rígidas para um dos instrumentos mais importantes — e também mais controversos — da política brasileira.

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Curitiba respira rock no Dia Mundial do Rock

Entre guitarras, amizades de infância e novas histórias, a Capital Nacional do Rock prova que sua maior riqueza continua sendo a sua tribo

 Por Ronald S. Stresser Jr - jornalista e roqueiro curitibano


Entre guitarras, amizades de infância e novas histórias, a Capital Nacional do Rock prova que sua maior riqueza continua sendo a sua tribo
No momento Empada, celebrando a vida. O bar lotou no sábado (11) - Foto: Sandro

Tem cidades que têm um sotaque. Curitiba tem um riff. Todo 13 de julho acontece a mesma coisa. Basta cair a noite para a cidade ganhar outro ritmo. As guitarras falam mais alto, o baixe a batera marca o compasso do coração enquanto o rock fala direto na tua cabeça. 

Em Curitiba as camisetas pretas, desde o início anos 70 nunca mais deixaram às ruas, os velhos LPs saem das estantes e uma legião de gente que talvez nem se conheça sorri e curte a noite junto como se fosse da mesma família. É por isso que Curitiba carrega com orgulho o título de Capital Nacional do Rock.

Mais do que uma cena musical, existe aqui uma verdadeira tribo. Temos bandas incríveis que nasceram nos anos 70, A Chave, que se não me engano nasceu nos anos 60, em seguida Patrulha do Espaço, a icônica com a banda Blindagem e lá de Ponta Grossa, o Arrigo Barnabé, que tirava um som incrível com a Tetê Espíndola e o Carlos Careqa, mas o pessoal mesmo sendo de Ponta Grossa fez sucesso nacional, a Blindagem tocou no Chacrinha até ... tribo, a gente sabe, não conhece fronteiras. 

Um roqueiro de Curitiba conversa com outro de Londres, Buenos Aires, São Paulo ou Berlim como se fossem velhos conhecidos. Basta citar Beatles, Black Sabbath, Pink Floyd, Rolling Stones, Led Zeppelin ou contar para o pessoal a história das nossas bandas daqui, histórias maravilhosa que sei da Blindagem em Camboriú, que a conversa já começa com um sorriso. A tribo do rock é internacional.

O rock mora nas amizades

Este ano resolvi comemorar de um jeito diferente. Segunda-feira costuma ser o dia em que o corpo cobra a conta do rock do final da semana, afinal já não sou mais nenhum garoto. Aos 56 anos, preferi celebrar aquilo que o rock tem de mais valioso: as amizades que sobrevivem ao tempo, digitando essa postagem.

Enquanto escrevo, assisto aos novos clipes dos Rolling Stones, que com mais de 80 anos de idade estão lançando disco novo, com músicas inéditas e saindo numa turnê mundial. Nesse exato momento aliás, enquanto trabalho, estou ouvindo um clipe do Alpha Blondy no YouTube da TV  é do Reggae, mas somos tribos irmãs. É difícil um roqueiro que não curte reggae de vez em quando e vice-versa. Jah bless!

Passei boa parte de duas noites, que antecedem o 13 de julho, ao lado do meu amigo mais antigo, Sandro Lemos. Guitarrista daqueles que fazem a guitarra cantar de verdade. Daqueles guitarristas que sabem como fazer a guitarra falar.

Nossa amizade começou quando tínhamos uns oito anos de idade. Foi na casa do meu primo distante, Paulo Henrique, na Rua Ângelo Sampaio, aqui nas Mercês bairro onde moro até hoje. O Paulinho morava num prédio, na esquina com a Martim Afonso e o Sandro em outro, na esquina com a Padre Anchieta. Praticamente vizinhos. Ali também vivia o inesquecível Digão, que infelizmente já partiu.

Os dois tinham coleções absurdas de LPs de rock, jazz e rock progressivo. Foi naquele universo de discos de vinil, capas gigantes, agulhas deslizando sobre os sulcos e guitarras que pareciam falar, que descobri o bom e velho rock and roll. Inclusive meu primeiro disco de rock, que eu mesmo comprei foi dos Rolling Stones, o segundo do Kiss, numa lojinha de discos que tinha ali na galeria do TUC.

Algumas amizades são como o rock n'roll, atravessam décadas e não morrem nunca, devido a imensa quantidade de ideias, de sons que propagam, e histórias que todos vivemos juntos.

O último grande show de rock que fui aqui em Curitiba, foi o do Roger Watters, com o meu amigo Fábio e a família dele. Qualquer pessoa que esteve lá na baixada nesse show, sabe as pessoas se olhavam e no olhar parece que se comunicavam: poxa, somos da mesma família.

Sandro Dantas Lemos e Ronald Sanson Stresser Júnior, comemorando o Dia do Rock
O jornalista Stresser e o especialista em guitarras Sandro, nas comemorações do Dia do Rock, em Curitiba a capital do rock (e óbvio que também do heavy metal) - Selfie / RSSJr

Uma paixão que atravessa gerações

Existe outra coisa que me enche de orgulho neste Dia Mundial do Rock. Meu filho, que também se chama Ronald Stresser, herdou muito mais do que o sobrenome. Herdou a paixão pela guitarra. Pelo rock, pelo progressivo e muito metal. E o cara toca muito.

Nem preciso dizer qual é o estilo musical preferido dele. Rock. Claro. Imagina que filho ou filha de roqueiro e roqueira não vai curtir rock?

Ver essa paixão atravessando gerações é emocionante. O rock fez parte da minha infância, marcou minha juventude, continua presente na minha vida adulta e agora também ecoa nas cordas da guitarra do meu filho. 

Existem heranças que não aparecem em cartório. Elas vivem na memória, na música e no coração. Música é vida.

Crossroads, Empada com Birita e galera do bem

As comemorações começaram antes do dia 13. Na sexta-feira estive no Crossroads. No sábado, no Empada com Birita. Dois lugares que fazem parte da história do rock curitibano. O primeiro no Batel, o segundo aqui no alto São Francisco.

Mas olha que o melhor de tudo nem sempre está em cima do palco. Fomos ao Empada especialmente para prestigiar a banda do Jordi, outra figura querida da cena roqueira de Curitiba.

Foi lá que conheci o Alexandre, batera da banda, e sua companheira Anna, professora. Um casal simplesmente fantástico. Daqueles que bastam alguns minutos de conversa para parecer que você conhece há décadas. É uma das magias do rock. Rock n'roll não é só um estilo musical, é um estilo de vida.

É isso que o rock faz. Une pessoas. Cria amizades. Derruba muros. Inspira pessoas que mudam o mundo. Enquanto muita gente insiste em transformar diferenças em motivo para brigar, o rock continua aproximando as pessoas. Vale o ditado dos tempos do Woodstock: faça o amor, não a guerra.

Antigamente diziam que era o futebol que unia todo mundo em um time, em uma torcida, mas que adorava quebrar o pau com a torcida do time adversário. Tipo um vizinho metendo a porrada no outro por causa de futebol... coisa de gente cabeça oca.

Atualmente, e para infelicidade de muitos, a política parece fazer exatamente a mesma coisa. Falta pouco para virar tiro, porrada e bomba. Igual essas brigas de torcida icônicas que a gente vê na TV de vez em quando. As massas, mais uma vez foram enganadas por marqueteiros políticos hábeis e inescrupulosos.

Nós, da tribo do rock, não gostamos desse tipo de tiro, dessa porrada e dessa bomba. Às vezes rola uma briga, gente bonita, cerveja gelada, músicas que disparam neurotransmissores poderosos. Mas geralmente é por causa de ciúmes bobo, ou efeito de abuso.

O nosso tiro é o da baqueta batendo na caixa da bateria. A nossa porrada vem dos riffs dedilhados nas cordas das guitarras. E a única bomba que a gente faz questão, é de ouvir é a explosão dos amplificadores e caixas de som no máximo volume, durante um show ou apresentação de uma ou mais bandas. Porque se uma banda faz um show, duas ou três já fazem um festival

Nosso negócio sempre foi outro. Paz. Amor. Amizade. Respeito. Liberdade. Boa música. Simplesmente, porque arrumar encrenca estraga a diversão. A gente tem o mais profundo a respeito pela vida. Inclusive a tribo do Rock tem um amor tão grande pela vida, que impera o ditado: cada um cuida da sua.

O rock sempre incomodou quem tem medo da verdade

Desde que nasceu, o rock aprendeu a fazer perguntas incômodas. Beatles, Rolling Stones, Pink Floyd, Black Sabbath e tantos outros denunciaram guerras, autoritarismos, injustiças e governantes, políticos, que preferem mandar jovens morrerem enquanto permanecem confortavelmente sentados em seus gabinetes.

No Brasil, ninguém fez isso de maneira tão intensa quanto Cazuza. Continua sendo, para muita gente, o maior nome do rock nacional. Um artista que teve uma partida precoce e dolorosa, mas deixou um legado impossível de apagar.

Suas músicas continuam atuais porque falavam daquilo que nunca deixou de existir: poder, corrupção, hipocrisia e liberdade. O rock nunca foi feito para agradar poderosos e nem para conquistar a confiança e o amor dos reacionários. Foi feito para despertar consciências. Abrir portas e janelas. Construir mais pontes e menos muros. Talvez por isso tenha tanto jornalista fã de rock n'roll e heavy metal.

Curitiba continua respirando rock

Neste Dia Mundial do Rock, Curitiba voltou a mostrar sua força. A programação reuniu casas tradicionais como Sheridan's Irish Pub, Belvedere Bar, Tork n' Roll e Hard Rock Cafe Curitiba, todos celebrando uma das datas mais importantes do calendário da cultura rock. Como é segunda-feira, os empresários do ramo decidiram começar com matinê no final da tarde. Pela manhã saberei de todas as resenhas.

Já no final de semana, milhares de pessoas participaram do World Rock Day, no Complexo Arena White Hall. A Ópera de Arame também entrou na festa com apresentações especiais no Vale da Música, enquanto bares históricos como o Sebas Rock Bar mantiveram viva a chama do rock curitibano.

Uma tribo sem fronteiras

Dizem que hoje o sertanejo é o estilo mais popular do Paraná. Pode até ser. Mas basta andar por Curitiba no dia 13 de julho para perceber que a tribo do rock continua gigantesca. Também Reza a lenda que pelo menos metade dos fãs de música sertaneja também curtem heavy metal e rock n'roll.

E talvez ela seja ainda maior do que imaginam. Porque boa parte de quem ouve sertanejo também conhece de cor uma música dos Beatles, do Pink Floyd, do AC/DC, Frank Zapa, Sabbath ou, aqui em Curitiba também a gente não esquece do Blindagem. Aliás, lembrei agora também da Casa das Máquinas.

No fim das contas, a boa música sempre encontra espaço. Enquanto existirem amigos reunidos, baixos e guitarras ligadas com o chimbal dando ritmo, existem discos girando, as bandas fazendo seu som e gente disposta a celebrar a liberdade, o rock continuará vivo.

E, olhando para tudo o que vivi neste fim de semana, e no final de semana passado também, acabou se prolongando nesta segunda-feira, quando reencontrando velhos amigos, fazendo novos.

Hoje, trabalhando aqui na sala e ouvido meu filho tocar guitarra e violão, ademais conseguindo conciliar seus estudos de música com leitura e matemática. Percebo que essa tribo continua espalhada pelo mundo inteiro.

Os rockeiros procriam também em estilo, não apenas biologicamente, então só consigo terminar a postagem de um jeito. Com um voto, que dessa vez não é para a política: vida longa ao rock n'roll. Vida longa à nossa tribo. E viva Curitiba, a eterna Capital Nacional do Rock.

Homenagem da Mãe Lucília ao Dia do Rock

Encerrando minha crônica do Dia do Rock 2026, na Capital do Rock, público aqui no  Sulpost publica uma seleção especial de fotografias postada no Instagram, pela amiga Lucila Guimarães, em homenagem ao Dia Mundial do Rock.

As imagens registram músicos, bandas amigos, amigas e personagens da cena roqueira curitibana, brasileira e internacional.

A Lucília, que além de fotógrafa profissional também é Mãe de Santo do Terreiro Pai Maneco, eternizou no trabalho dela um pouco da alma de ídolos dessa tribo, que continua fazendo da música um instrumento de liberdade, amizade e resistência. Aliás Lucília, você é 100% Rock n'Roll!

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segunda-feira, 13 de julho de 2026

STF proíbe visitas de Flávio a Jair Bolsonaro até depois do 1º turno e cobra explicações sobre carta

Alexandre de Moraes suspende por 90 dias encontros entre Flávio e Jair e dá 48 horas para defesa do ex-presidente informar se ele autorizou ou sabia da divulgação de carta com conteúdo político

 
O ex-presidente Jair bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília - Reprodução

Em um momento em que a campanha eleitoral de 2026 começa a ganhar intensidade, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) adiciona um novo ingrediente à disputa política. O ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Na prática, os dois só poderão voltar a se encontrar depois do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

A decisão foi tomada após a divulgação, nas redes sociais de Flávio Bolsonaro, de uma carta atribuída ao ex-presidente. Para Moraes, a publicação extrapolou o objetivo do direito de visita concedido pela Justiça, transformando um encontro de caráter familiar em instrumento de manifestação política.

Visitas tinham caráter humanitário

Na decisão, Moraes afirma que as visitas autorizadas ao ex-presidente possuem finalidade estritamente humanitária e familiar. Segundo o ministro, esse direito não pode ser utilizado para contornar a proibição imposta a Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros.

Por essa razão, além de suspender os encontros entre pai e filho pelos próximos 90 dias, o ministro concedeu prazo de 48 horas para que a defesa esclareça se Bolsonaro tinha conhecimento prévio da carta ou se autorizou sua divulgação nas redes sociais.

Impacto na campanha eleitoral

A medida alcança justamente o período mais sensível da campanha eleitoral. Com a suspensão das visitas, Flávio Bolsonaro ficará impedido de manter encontros presenciais com o pai durante praticamente toda a reta final antes do primeiro turno.

Embora Jair Bolsonaro permaneça como uma das principais lideranças da direita brasileira, as restrições impostas pelo STF limitam sua participação direta na articulação política da campanha. Caso fique comprovado que houve utilização das visitas para transmitir mensagens de natureza eleitoral, novas medidas poderão ser adotadas pelo Supremo.

Defesa terá de responder ao Supremo

Agora, a expectativa se concentra na manifestação da defesa do ex-presidente. Os advogados terão 48 horas para informar ao STF se Bolsonaro participou da elaboração da carta, autorizou sua divulgação ou sequer tinha conhecimento de sua publicação.

Após receber essas explicações, Alexandre de Moraes decidirá se o episódio configura descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente e se haverá novos desdobramentos no processo.

💬 Sulpost

A decisão do STF reforça um entendimento que vem sendo adotado pelo Supremo desde a imposição das medidas cautelares ao ex-presidente: direitos concedidos por razões humanitárias não podem ser utilizados como meio indireto de atuação política ou de comunicação pública. O caso ocorre em um momento decisivo do calendário eleitoral e tende a ampliar o debate sobre os limites entre garantias individuais, cumprimento de decisões judiciais e participação política durante a campanha de 2026.

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domingo, 12 de julho de 2026

El Niño ganha força e pode atingir intensidade histórica; Paraná entra em estado de atenção

NOAA eleva para 81% a chance de um El Niño muito forte até o fim de 2026. Para o Sul do Brasil, o cenário aumenta o risco de temporais, enchentes e prejuízos à agricultura

El Niño ganha força e pode atingir intensidade histórica; Paraná entra em estado de atenção. NOAA eleva para 81% a chance de um El Niño muito forte até o fim de 2026. Para o Sul do Brasil, o cenário aumenta o risco de temporais, enchentes e prejuízos à agricultura

O Oceano Pacífico voltou a dar sinais claros de que o clima poderá impor novos desafios ao planeta nos próximos meses. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 81% a probabilidade de que o El Niño alcance a categoria "muito forte" entre outubro e dezembro de 2026, um patamar que pode colocá-lo entre os eventos mais intensos já registrados desde o início das medições, em 1950.

Além disso, os modelos climáticos indicam 97% de chance de que o fenômeno permaneça ativo até o primeiro semestre de 2027. Embora um El Niño muito forte não signifique, obrigatoriamente, a ocorrência de desastres climáticos, ele aumenta significativamente a probabilidade de eventos extremos em diferentes partes do planeta, como ondas de calor, tempestades severas, secas prolongadas e enchentes.

Paraná pode enfrentar primavera e verão mais chuvosos

Para os paranaenses, a notícia merece atenção. Historicamente, os episódios de El Niño provocam um aumento expressivo das chuvas na Região Sul, especialmente entre a primavera e o início do verão. Com uma atmosfera mais quente e carregada de umidade, cresce também o potencial para tempestades intensas.

Na prática, isso significa maior risco de alagamentos em áreas urbanas, transbordamento de rios, deslizamentos de terra, rajadas de vento, queda de granizo e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Municípios que tradicionalmente sofrem com enchentes deverão acompanhar de perto os alertas emitidos pelos órgãos de meteorologia e pela Defesa Civil.

Campo paranaense entra em alerta

O fortalecimento do El Niño também preocupa o setor agropecuário. O Paraná, um dos maiores produtores brasileiros de soja, milho, trigo e feijão, pode enfrentar dificuldades caso as chuvas ocorram acima da média durante os períodos de plantio e colheita.

Embora a umidade beneficie algumas culturas quando distribuída de forma equilibrada, o excesso de precipitação favorece doenças fúngicas, dificulta a entrada de máquinas nas lavouras e pode comprometer a produtividade, gerando prejuízos econômicos para produtores rurais.

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aumento de temperatura altera a circulação dos ventos e modifica o comportamento das chuvas em várias regiões do mundo.

No Brasil, os efeitos costumam seguir um padrão conhecido: enquanto o Sul registra maior volume de precipitações, parte das regiões Norte e Nordeste tende a enfrentar períodos mais secos. Os impactos, entretanto, variam conforme a intensidade do fenômeno.

Segundo a NOAA, o aquecimento das águas do Pacífico se intensificou durante junho, com temperaturas superiores a 1°C acima da média em amplas áreas do oceano. Foi justamente essa evolução que levou os especialistas a aumentar significativamente a probabilidade de um episódio classificado como "muito forte", algo que pode entrar para a história das medições climáticas iniciadas em 1950.

Preparação será fundamental

Ainda não é possível prever exatamente onde ocorrerão os eventos mais severos, mas o novo cenário reforça a importância do planejamento por parte das prefeituras, das defesas civis, das concessionárias de energia e do setor agrícola.

Para a população, acompanhar os boletins meteorológicos e respeitar os alertas de temporais pode fazer toda a diferença. Se as projeções da NOAA se confirmarem, o fim de 2026 e o início de 2027 poderão exigir dos paranaenses atenção redobrada diante de um dos mais intensos episódios de El Niño já observados.

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sábado, 11 de julho de 2026

Impulsionamento de anúncio contra o PT coloca pré-candidatura de Filipe Barros sob questionamento eleitoral

Caso revelado pela imprensa carioca reacende debate sobre os limites da propaganda eleitoral nas redes sociais e pode ampliar a judicialização da disputa pelo Senado no Paraná

Impulsionamento de anúncio contra o PT coloca pré-candidatura de Filipe Barros sob questionamento eleitoral. Caso revelado pela imprensa carioca reacende debate sobre os limites da propaganda eleitoral nas redes sociais e pode ampliar a judicialização da disputa pelo Senado no Paraná.
Imagem de capa ,- Meramente ilustrativa - gerada por IA

A pré-candidatura do deputado federal Filipe Barros (PL) ao Senado entrou no centro de uma nova controvérsia eleitoral após reportagem da coluna do Lauro Jardim, no jornal O Globo revelar o impulsionamento pago de um anúncio com críticas ao PT durante o período de pré-campanha. A publicação reacendeu o debate sobre os limites da propaganda eleitoral nas redes sociais e o uso de publicidade paga para atingir adversários políticos.

Pelas regras da Justiça Eleitoral, pré-candidatos podem manifestar posições políticas e fazer críticas, mas o impulsionamento pago de conteúdo negativo contra adversários é alvo de restrições e costuma gerar questionamentos jurídicos. O tema já motivou diferentes disputas entre partidos neste ano, tornando a pré-campanha de 2026 uma das mais judicializadas da história recente.

Disputa pelo Senado eleva a temperatura política

O episódio ganha peso político porque Filipe Barros integra o grupo de pré-candidatos da direita no Paraná ao lado do senador Sergio Moro (PL) e do ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo). Com duas vagas em disputa para o Senado Federal, a eleição paranaense é considerada uma das mais estratégicas do país e tende a concentrar uma intensa disputa política e jurídica nos próximos meses.

Outro aspecto que chama atenção é o histórico do próprio parlamentar. Segundo informa o blog do Esmael, em 2022, Filipe Barros acionou a Justiça Eleitoral alegando propaganda antecipada do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, passa a enfrentar questionamentos relacionados à legislação eleitoral, embora em contexto diferente e ainda sem qualquer decisão da Justiça.

Ainda não há decisão da Justiça Eleitoral

Até o momento, não há informação pública sobre eventual ação judicial, decisão da Justiça Eleitoral ou manifestação específica de Filipe Barros sobre o caso. Assim, não existe qualquer conclusão de irregularidade ou condenação.

A definição dependerá da análise do conteúdo divulgado, do alcance da campanha, dos valores investidos, do público atingido e da interpretação da Justiça Eleitoral, caso haja provocação formal. Especialistas lembram que a legislação eleitoral estabelece regras específicas para o impulsionamento de conteúdo durante o período de pré-campanha, tema que deve continuar no centro dos debates até a abertura oficial da campanha eleitoral.


Calendário eleitoral de 2026 encurta campanha, acelerando corrida pelo voto

Convenções partidárias começam em 20 de julho e marcam o início de uma das eleições mais rápidas da história recente

Entenda o que muda, conheça as principais datas e saiba por que o calendário reduzido exigirá estratégias diferentes de candidatos, partidos e também dos eleitores

 
Convenções partidárias começam em 20 de julho e marcam o início de uma das eleições mais rápidas da história recente Entenda o que muda, conheça as principais datas e saiba por que o calendário reduzido exigirá estratégias diferentes de candidatos, partidos e também dos eleitores  Calendário eleitoral de 2026 encurta campanha, acelerando corrida pelo voto

A partir do próximo dia 20 de julho, uma segunda-feira, o Brasil entra oficialmente em um novo ciclo eleitoral. Embora a campanha nas ruas só comece em agosto, as convenções partidárias darão início à definição dos nomes que disputarão a Presidência da República, os governos estaduais, o Senado, a Câmara dos Deputados e as Assembleias Legislativas.

Para quem acompanha política diariamente, as datas podem parecer conhecidas. Mas há uma diferença importante em relação às eleições de pouco mais de uma década atrás: o tempo oficial de campanha ficou significativamente menor. A redução, resultado das reformas eleitorais promovidas nos últimos anos, mudou a forma como candidatos, partidos e eleitores vivem o período eleitoral.

Na prática, isso significa que os políticos têm menos dias para convencer o eleitor, menos tempo para corrigir erros de campanha e uma disputa ainda mais intensa pela atenção dos brasileiros. Em um ambiente dominado pelas redes sociais, pela comunicação instantânea e pelo crescimento do uso da inteligência artificial, cada semana passa a valer muito mais.

Uma campanha cada vez mais curta

Até as eleições de 2014, o Brasil convivia com campanhas eleitorais bastante longas. A propaganda oficial se estendia por cerca de três meses. Esse cenário mudou com a Reforma Eleitoral de 2015. Desde então, a campanha oficial foi reduzida para aproximadamente 45 dias. O objetivo declarado do Congresso Nacional foi diminuir os custos das campanhas e tornar a disputa mais equilibrada entre candidatos com diferentes estruturas financeiras.

Mesmo contestado por muitas pessoas, tanto político quanto eleitores, o modelo permanece  em 2026. Assim, embora a movimentação política já aconteça há meses nos bastidores, a propaganda eleitoral autorizada pela Justiça Eleitoral terá início apenas em 16 de agosto.

Na avaliação de especialistas em Direito Eleitoral, esse novo formato tornou a pré-campanha um dos momentos mais importantes da disputa. É nesse período que partidos articulam alianças, consolidam candidaturas e trabalham para aumentar a visibilidade de seus pré-candidatos, sempre observando os limites estabelecidos pela legislação.

Convenções iniciam a fase decisiva da eleição

O primeiro grande marco do calendário eleitoral será a abertura das convenções partidárias. Entre 20 de julho e 5 de agosto, os partidos políticos deverão realizar reuniões internas para definir oficialmente quem disputará cada cargo eletivo. É nesse momento que também são confirmadas coligações nas eleições majoritárias, escolhidos candidatos a vice e aprovadas estratégias eleitorais.

Somente após a aprovação nas convenções os nomes poderão ser registrados junto à Justiça Eleitoral.

O prazo final para o registro das candidaturas termina em 15 de agosto. A partir daí, caberá à Justiça Eleitoral analisar a documentação apresentada, verificar o cumprimento dos requisitos legais e julgar eventuais pedidos de impugnação de candidaturas.

Principais datas das Eleições 2026

▪️20 de julhoInício das convenções partidárias – Abertura do prazo para solicitação de voto em trânsito e pedidos de transferência temporária do local de votação para pessoas com deficiência.

▪️5 de agosto – Encerramento das convenções partidárias.

▪️15 de agosto – Prazo final para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.

▪️16 de agosto – Início oficial da propaganda eleitoral.

▪️28 de agosto – Começa o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.

▪️1º de outubro – Último dia da propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV.

▪️4 de outubro – Primeiro turno das eleições.

▪️25 de outubro – Segundo turno para presidente da República e governadores, onde houver necessidade.

O voto em trânsito continua garantido

Outro prazo importante começa no próprio dia 20 de julho. Os eleitores que souberem antecipadamente que estarão fora de seu domicílio eleitoral poderão solicitar o voto em trânsito, mecanismo que garante a participação nas eleições mesmo longe da cidade onde estão registrados.

O sistema funciona de maneira diferente conforme a localização do eleitor no dia da votação. Quem estiver em outro município do mesmo estado poderá votar para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. Já quem estiver em outro estado poderá votar apenas para presidente da República.

Safra histórica de milho fortalece o campo, impulsiona a economia e ajuda a conter a inflação dos alimentos

Com produção recorde prevista para 2026, Brasil consolida posição entre os maiores produtores mundiais enquanto o Paraná reafirma seu protagonismo no agronegócio nacional

 
Safra histórica de milho fortalece o campo, impulsiona a economia e ajuda a conter a inflação dos alimentos. Com produção recorde prevista para 2026, Brasil consolida posição entre os maiores produtores mundiais enquanto o Paraná reafirma seu protagonismo no agronegócio nacional.

A colheita da segunda safra de milho avança pelo Brasil e já entra para a história. Depois de meses de trabalho intenso, produtores rurais começam a colher uma das maiores safras já registradas no país. O cenário é especialmente positivo no Paraná, que mais uma vez se consolida entre os maiores produtores nacionais do cereal.

Segundo as estimativas mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deverá produzir cerca de 138 milhões de toneladas de milho na safra 2025/2026. Desse total, aproximadamente 22 milhões de toneladas sairão das lavouras paranaenses, resultado que confirma a força do Estado na agricultura brasileira.

Mais do que números impressionantes, a safra representa renda para milhares de famílias do campo, movimenta cooperativas, gera empregos, fortalece a indústria e ajuda a equilibrar os preços dos alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros.

Uma safra construída com trabalho e tecnologia

O desempenho recorde não acontece por acaso. Ele é resultado da combinação entre dedicação dos produtores rurais, uso crescente de tecnologia, sementes mais produtivas, agricultura de precisão, mecanização, assistência técnica e condições climáticas favoráveis durante grande parte do ciclo produtivo.

Nos últimos anos, o produtor brasileiro passou a investir cada vez mais em inovação, elevando significativamente a produtividade das lavouras e tornando o país uma referência mundial na produção de grãos.

Paraná transforma milho em desenvolvimento econômico

No Paraná, o milho vai muito além da exportação. Grande parte da produção abastece as cadeias produtivas de aves, suínos, bovinos de leite e outras atividades pecuárias, que dependem do cereal para a fabricação de ração.

O Estado lidera as exportações brasileiras de carne de frango e ocupa posição de destaque na produção de suínos. Isso significa que uma boa safra de milho beneficia toda uma cadeia econômica, desde o agricultor até a indústria alimentícia, contribuindo para reduzir custos de produção e pressionar menos os preços pagos pelos consumidores.

As maiores regiões produtoras concentram-se principalmente no Oeste e Sudoeste paranaense, com municípios como Cascavel, Toledo, Palotina, Marechal Cândido Rondon, Assis Chateaubriand, Francisco Beltrão, Pato Branco e Guarapuava entre os destaques nacionais.

Crédito rural fortalece quem produz

Embora o protagonismo seja do produtor rural, uma safra desse porte também depende do acesso ao crédito agrícola. Por meio do Plano Safra, o Governo Federal disponibiliza bilhões de reais em financiamentos destinados ao custeio das lavouras, aquisição de máquinas, armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e investimentos em infraestrutura.

Esses recursos permitem que pequenos, médios e grandes produtores tenham condições de investir na modernização da produção, aumentando a produtividade e reduzindo riscos para quem vive da agricultura.

O crédito rural, aliado ao seguro agrícola e aos programas de apoio ao setor, tornou-se uma das principais ferramentas para garantir estabilidade à produção brasileira de alimentos.

O milho movimenta muito mais do que o agronegócio

Engana-se quem imagina que a maior parte do milho segue diretamente para exportação. Entre 70% e 80% da produção nacional é destinada à alimentação animal, abastecendo principalmente a avicultura e a suinocultura.

Outra parcela importante é utilizada pela indústria alimentícia, na fabricação de amidos, farinhas, óleos, bebidas, etanol de milho e diversos produtos presentes no dia a dia da população.

Cada caminhão carregado de milho representa também empregos na logística, nas cooperativas, no transporte, no armazenamento, nas agroindústrias e no comércio.

Uma boa notícia que chega à mesa dos brasileiros

Quando a produção cresce, aumenta também a oferta do cereal no mercado. Isso ajuda a conter os custos da cadeia de proteína animal e reduz pressões sobre os preços de carnes, ovos, leite e diversos alimentos consumidos diariamente pelas famílias brasileiras.

A safra recorde de milho mostra que investir no campo significa investir na segurança alimentar, na geração de empregos e no crescimento econômico. O Brasil colhe, literalmente, os frutos de uma agricultura cada vez mais moderna, eficiente e competitiva, enquanto o Paraná reafirma sua posição como um dos grandes celeiros do país.


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Código oculto com IA em processo do TCE sacode o Legislativo do Paraná

Suposta tentativa de influenciar sistemas de inteligência artificial em denúncia sobre o programa Olho Vivo abre investigação inédita, expõe novos riscos tecnológicos e coloca em evidência a importância da transparência nas instituições públicas

 
Código oculto com IA em processo do TCE sacode o Legislativo do Paraná. Suposta tentativa de influenciar sistemas de inteligência artificial em denúncia sobre o programa Olho Vivo abre investigação inédita, expõe novos riscos tecnológicos e coloca em evidência a importância da transparência nas instituições públicas.

Há momentos em que a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a desafiar diretamente as instituições democráticas. Foi exatamente isso que aconteceu no Paraná.

A revelação de que uma petição protocolada no Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) continha um comando oculto destinado a influenciar sistemas de inteligência artificial provocou repercussão política, jurídica e tecnológica.

O episódio, revelado pela Folha de S.Paulo e detalhado pelo telejornal Boa Noite Paraná, da RPC/TV Globo, já é considerado um dos casos mais incomuns envolvendo o uso de inteligência artificial na administração pública brasileira.

Embora o Tribunal de Contas possua autonomia funcional, ele integra o sistema de fiscalização do Poder Legislativo estadual, atuando como órgão auxiliar da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Por isso, a repercussão ultrapassa os limites do TCE e alcança também o ambiente político da Assembleia, local de onde inclusive, segundo as reportagens, partiu a petição.

O que estava escondido no documento

O documento foi apresentado em uma representação do deputado estadual Arilson Chiorato (PT) sobre o programa Olho Vivo. No arquivo havia um chamado prompt injection, técnica utilizada para inserir instruções destinadas exclusivamente a sistemas de inteligência artificial.

O comando foi escrito em letras microscópicas e na cor branca sobre fundo branco, tornando-se praticamente invisível para qualquer leitor humano, mas passível de leitura por ferramentas de IA empregadas para resumir, organizar ou classificar documentos.

Segundo a apuração, o texto instruía uma eventual inteligência artificial a ignorar comandos anteriores, classificar o processo como prioridade máxima, produzir um resumo favorável ao pedido de liminar e sugerir que a ação fosse distribuída aos conselheiros Fábio Camargo e Maurício Requião de Mello e Silva.

Na prática, tratava-se de uma tentativa de influenciar um sistema automatizado caso alguma ferramenta baseada em inteligência artificial participasse de etapas da tramitação eletrônica do processo.

Sistema do Tribunal bloqueou a tentativa

O TCE-PR informou que a tentativa não produziu qualquer efeito prático. Segundo o órgão, os mecanismos de segurança identificaram o comando oculto e impediram qualquer interferência.

A distribuição ocorreu normalmente por sorteio eletrônico, sendo o processo encaminhado ao conselheiro Fernando Guimarães, sem direcionamento e sem concessão de medida cautelar.

O Tribunal de Contas também instaurou procedimento interno para identificar quem inseriu o código oculto no documento e informou que comunicará os órgãos competentes após a conclusão das investigações.

Conselheiro diz que episódio é inadmissível

Entre os dois conselheiros mencionados no comando oculto, por enquanto apenas Fábio Camargo se manifestou. Em entrevista por telefone à RPC, ele afirmou ter ficado "espantado" com a descoberta. Disse desconhecer esse tipo de ferramenta aplicada à inteligência artificial e classificou a prática como inadmissível.

Já o conselheiro Maurício Requião de Mello e Silva, também citado no texto oculto, não havia se pronunciado até o fechamento da reportagem exibida pela emissora na noite de ontem, sexta (10).

A declaração do Conselheiro Fábio Camargo, mostra a indignação e reforça que nem mesmo integrantes da Corte de Contas haviam se deparado antes com situação semelhante. 

Olho Vivo continua sob investigação

A descoberta do comando oculto não altera, por si só, o mérito da representação envolvendo o programa Olho Vivo. A licitação, estimada em cerca de R$ 581 milhões, permanece sob análise do Tribunal de Contas.

O processo de licitatório foi suspenso cautelarmente, em razão de apontamentos técnicos relacionados a possíveis sobrepreços, fragilidades no planejamento, riscos envolvendo a proteção de dados pessoais, além de eventuais impactos sobre direitos fundamentais.

Essas questões seguem sendo examinadas independentemente da investigação sobre a inserção do código oculto na petição.

Manifestação dos envolvidos

O deputado Arilson Chiorato (PT), afirmou, em nota pública, desconhecer completamente a existência do comando oculto e defendeu uma apuração técnica rigorosa.

O advogado responsável pelo protocolo do documento declarou que a petição recebeu contribuições externas, negou qualquer tentativa deliberada de direcionamento. O assessor jurídico do deputado também pediu investigação completa do ocorrido. Ele sustenta que o foco principal deve permanecer sobre o conteúdo da denúncia relacionada ao programa Olho Vivo.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR) também instaurou procedimento para apurar eventual responsabilidade ético-disciplinar, ressaltando que o uso de Inteligência Artificial jamais pode servir para burlar o devido processo legal.

Tecnologia precisa vir acompanhada de ética

O episódio representa um alerta importante para todas as instituições públicas. Ferramentas de inteligência artificial já fazem parte da rotina de tribunais, escritórios de advocacia e órgãos governamentais. Elas aumentam a produtividade, auxiliam na organização de documentos e tornam procedimentos mais rápidos.

Ao mesmo tempo, surgem novos desafios. Se hoje alguém tentou inserir comandos invisíveis para influenciar uma eventual inteligência artificial, amanhã práticas semelhantes poderão aparecer em licitações, processos administrativos, investigações ou ações judiciais.

A evolução tecnológica é acelerada. Os mecanismos de controle, auditoria e segurança precisam avançar na mesma velocidade para preservar a confiança nos sistemas públicos.

A visão do Sulpost

Mais do que um episódio curioso envolvendo IA, este caso coloca em debate a confiança nas instituições e os limites éticos do uso da tecnologia na administração pública.

É positivo que os sistemas de segurança do TC tenham identificado o comando oculto, impedindo qualquer interferência na distribuição do processo. O episódio demonstra que os mecanismos de controle existentes foram capazes de detectar uma tentativa inédita de manipulação. Mostra uma instituição preparada e atenta para os desafios dessa nova era tecnológica.

Ao mesmo tempo, caso seja confirmada a responsabilidade de algum agente humano, pela inserção deliberada dessas instruções invisíveis, em um documento oficial, trata-se de conduta incompatível com os princípios da transparência, boa-fé e devido processo legal. Em nossa visão, nortes que devem orientar qualquer atuação perante órgãos públicos.

Também seria um equívoco permitir que essa polêmica desvie a atenção do mérito da representação envolvendo o programa Olho Vivo. A eventual autoria do comando oculto precisa ser apurada com rigor, assim como permanecem relevantes os questionamentos que motivaram a denúncia sobre a licitação.

Em uma democracia sólida, tecnologia, transparência e fiscalização caminham lado a lado. Quando qualquer uma delas falha — ou tenta ser manipulada — toda a sociedade tem o direito de exigir investigações independentes, respostas claras e absoluto respeito às instituições.

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Trump ameaça destruir Irã após nova promessa de vingança do regime; tensão entre os dois países volta a escalar

Troca de ameaças entre Washington e Teerã, encerra cessar-fogo elevando o risco de uma nova crise militar no Oriente Médio

 
Trump ameaça destruir Irã após nova promessa de vingança do regime; tensão entre os dois países volta a escalar. Troca de ameaças entre Washington e Teerã eleva o risco de uma nova crise militar no Oriente Médio.

A relação entre Estados Unidos e Irã entrou novamente em um dos momentos mais delicados dos últimos anos. Neste sábado (11), o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que autorizou uma resposta militar devastadora caso o governo iraniano tente assassiná-lo, enquanto o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, voltou a prometer vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei.

A troca de ameaças acontece em um cenário de elevada tensão militar e diplomática no Oriente Médio, aumentando o temor de uma escalada que pode afetar não apenas a região, mas também a economia mundial. 

Trump fala em resposta devastadora

Segundo publicação feita por Trump na rede Truth Social, os Estados Unidos mantêm "mil mísseis prontos e apontados para a República Islâmica do Irã", com "milhares de outros preparados para lançamento imediato" caso Teerã concretize qualquer tentativa de assassinato contra o presidente americano.

Trump afirmou ainda que deixou ordens permanentes para que as Forças Armadas dos Estados Unidos "dizimem e destruam completamente todas as áreas do Irã" durante um período inicial de um ano, caso um atentado seja realizado contra ele.

A mensagem terminou com a expressão "Louvado seja Alá", uma referência incomum em declarações públicas do presidente americano.

Inteligência israelense elevou o alerta

As declarações ocorreram poucos dias depois de o The Wall Street Journal revelar que Israel compartilhou com Washington novas informações de inteligência indicando um suposto plano iraniano para assassinar Donald Trump.

Segundo autoridades ouvidas pela imprensa internacional, os Estados Unidos já acompanhavam possíveis ameaças vindas do Irã, mas os dados fornecidos por Israel apontariam para uma conspiração mais recente. Até o momento, nenhuma prova pública foi apresentada confirmando a existência do suposto plano.

Mojtaba Khamenei promete vingança

Do lado iraniano, o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, reforçou que pretende vingar a morte de seu pai, Ali Khamenei, morto em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.

Em comunicado divulgado pela agência estatal iraniana Fars, Mojtaba declarou que a vingança é "uma exigência da nação iraniana" e prometeu punir os responsáveis.

"Esses criminosos levarão para o túmulo o desejo de morrer em paz, na velhice e em suas camas."

Durante o funeral de Ali Khamenei, apoiadores do regime também entoaram palavras de ordem pedindo a morte de Donald Trump, episódio citado pelo presidente americano como uma das razões para endurecer ainda mais seu discurso.

Uma rivalidade iniciada em 2020

A tensão entre Trump e o regime iraniano remonta a janeiro de 2020, quando o então presidente dos Estados Unidos autorizou a operação militar que matou o general Qassem Soleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica.

Desde então, autoridades iranianas afirmam repetidamente que pretendem retaliar os responsáveis pela morte do militar. Em diferentes ocasiões, o governo americano anunciou investigações sobre supostos planos iranianos para assassinar Trump. Teerã, por sua vez, sempre negou qualquer participação em conspirações desse tipo.

Crise preocupa o mundo

A nova escalada verbal preocupa governos, analistas militares e os mercados internacionais. Um eventual atentado contra o presidente americano ou uma ofensiva militar de grandes proporções contra o Irã teria potencial para desencadear uma guerra regional de consequências imprevisíveis.

Além do impacto humanitário, um conflito dessa magnitude poderia afetar o fornecimento mundial de petróleo, comprometer a segurança da navegação no Estreito de Ormuz e provocar novos choques na economia global.

Enquanto isso, diplomatas de diferentes países tentam manter abertos os canais de negociação entre Washington e Teerã, na esperança de impedir que a atual guerra de palavras se transforme em um confronto militar direto. Por hora, o preço do barril do petróleo voltou a subir e o Irã se mantém irredutível.

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