sábado, 27 de junho de 2026

Licitação dos ônibus trava na Justiça e Curitiba volta à perguntar: quem paga a conta do transporte coletivo?

Liminar suspende publicação do edital por até 180 dias e coloca em foco uma discussão que vai muito além da troca de contratos: o verdadeiro tamanho da conta do sistema de transporte coletivo da capital paranaense

Licitação dos ônibus trava na Justiça e Curitiba volta à perguntar: quem paga a conta do transporte coletivo? Liminar suspende publicação do edital por até 180 dias e coloca em foco uma discussão que vai muito além da troca de contratos: o verdadeiro tamanho da conta do sistema de transporte coletivo da capital paranaense

Milhares de curitibanos e turistas entram diariamente em um ônibus sem pensar nos números que sustentam a viagem. A preocupação costuma ser outra: conhecer a cidade, chegar ao trabalho, à escola, à consulta médica ou voltar para casa depois de um dia longo. Mas uma decisão da Justiça do Paraná, tomada nesta semana, colocou os bastidores financeiros do sistema de transporte coletivo no centro da discussão pública.

A nova licitação do sistema de ônibus de Curitiba, considerada pela Prefeitura como a maior reformulação do transporte urbano das últimas décadas, foi suspensa por decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). Com isso, a publicação do edital prevista para o próximo dia 30 de junho não poderá ocorrer, ao menos por enquanto.

A decisão foi assinada pelo desembargador Leonel Cunha, da 5ª Câmara Cível, atendendo parcialmente pedido apresentado por empresas que atualmente operam o sistema e pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Curitiba (Setransp).

Na prática, a liminar interrompe o avanço da concorrência por até 180 dias e recoloca sobre a mesa uma pergunta que acompanha o transporte coletivo da capital há anos: antes de contratar os próximos 15 anos do sistema, quem vai acertar as contas dos contratos atuais?

A disputa não é apenas jurídica

À primeira vista, o caso parece mais uma discussão técnica, entre empresas, Prefeitura e órgãos de controle. Mas o impacto potencial parece ir muito além de disputas judiciais.

As empresas alegam que os contratos atuais acumulam desequilíbrios econômicos e financeiros que precisariam ser analisados antes da abertura de uma nova concessão. Segundo elas, fatores como a pandemia, a queda do número de passageiros, o aumento dos custos operacionais e investimentos realizados ao longo dos anos teriam provocado distorções que ainda precisam ser calculadas e atualizadas.

A Justiça não reconheceu esses valores como dívida nem determinou qualquer pagamento imediato. Também não alterou a tarifa técnica nem modificou o valor cobrado atualmente dos passageiros. Mesmo assim, a decisão lança luz sobre um tema delicado: se existir um passivo relevante, alguém terá de assumir a conta.

E as opções são limitadas. O custo pode acabar distribuído entre subsídios públicos, renegociações contratuais, recursos do orçamento municipal ou, em um cenário extremo, pressão sobre a tarifa paga pelo usuário. Em outras palavras, o embate jurídico pode acabar chegando ao bolso dos usuários.

O projeto da nova concessão

A Prefeitura de Curitiba e a Urbs defendem que a nova licitação representa uma transformação profunda do sistema. O modelo apresentado prevê contratos de 15 anos, divididos em cinco lotes operacionais, além de investimentos estimados em R$ 3,9 bilhões.

Entre as promessas estão a ampliação da frota elétrica, novos ônibus com ar-condicionado, integração temporal entre linhas, monitoramento por câmeras, indicadores mais rigorosos de qualidade e melhorias na experiência dos passageiros.

Segundo a administração municipal, o projeto foi desenvolvido com apoio técnico do BNDES, participação popular e acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCEPR). A Prefeitura já informou que vai recorrer da decisão judicial para tentar retomar o cronograma da licitação.

A conta que continua sem resposta

O principal efeito da liminar talvez não seja o atraso do edital, mas a exposição de uma questão que vinha sendo discutida principalmente em relatórios, pareceres e reuniões técnicas. Qual é, afinal, o tamanho da conta acumulada do sistema de transporte coletivo de Curitiba?

As empresas afirmam que existe um desequilíbrio. A Prefeitura sustenta que a nova modelagem é viável. O usuário, por sua vez, ainda não conhece em detalhes os valores que sustentam cada argumento.

Quanto foi pago em subsídios nos últimos anos? Qual é o valor real da tarifa técnica? Existem investimentos ainda não amortizados? Há passivos reconhecidos ou apenas estimativas apresentadas pelas operadoras? Estas são perguntas fundamentais para uma cidade que movimenta diariamente centenas de milhares de passageiros.

O passageiro já paga essa conta

Existe um detalhe frequentemente esquecido nesse debate. O passageiro não participa das reuniões técnicas nem das disputas judiciais. Mas já financia o sistema de diferentes maneiras. Quando paga a passagem na catraca, ele contribui diretamente para a operação do sistema.

Quando recursos públicos são destinados para complementar custos do transporte, ele contribui novamente, como contribuinte pagador de impostos. E quando enfrenta ônibus lotados, atrasos ou longos deslocamentos, paga também com tempo de vida.

Por isso, a discussão não pode ficar restrita a planilhas e termos jurídicos. Se a nova concessão pretende inaugurar um novo ciclo para o transporte coletivo da capital, a população tem o direito de conhecer com clareza a situação financeira do ciclo que está terminando.

Curitiba construiu fama internacional por seu sistema de ônibus biarticulados e por soluções urbanas que inspiraram cidades em vários países. Mas prestígio histórico não resolve os desafios atuais.

A suspensão da licitação oferece uma oportunidade rara: transformar um embate jurídico em um exercício de transparência. Antes de decidir quem operará os ônibus pelos próximos 15 anos, a cidade precisa responder uma pergunta simples, mas decisiva.

Curitiba vai auditar e explicar a conta antiga do transporte coletivo ou apenas transferi-la, mais uma vez para a tarifa e impostos?

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Lula defende indústria naval e cobra continuidade de investimentos durante lançamento de nova fragata da Marinha

Presidente participou da cerimônia em Itajaí (SC) e afirmou que o Brasil precisa fortalecer sua capacidade de defesa, gerar tecnologia e ampliar a produção nacional de equipamentos estratégicos

O som dos apitos e o movimento dos estaleiros em Itajaí, no litoral catarinense, marcaram nesta sexta-feira (26) mais um 7 da modernização da Marinha brasileira. Diante de militares, marinheiros, trabalhadores da indústria naval e autoridades civis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do lançamento da Fragata Cunha Moreira, terceiro navio do Programa Fragatas Classe Tamandaré.
Marinha do Brasil

O som dos apitos e o movimento dos estaleiros em Itajaí, no litoral catarinense, marcaram nesta sexta-feira (26) mais um 7 da modernização da Marinha brasileira. Diante de militares, marinheiros, trabalhadores da indústria naval e autoridades civis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do lançamento da Fragata Cunha Moreira, terceiro navio do Programa Fragatas Classe Tamandaré.

Mais do que uma cerimônia militar, o evento acabou se transformando em uma vitrine para uma discussão cada vez mais presente no cenário internacional: a necessidade de os países manterem capacidade própria de produção industrial e tecnológica em setores estratégicos.

Em seu discurso, Lula destacou a importância da indústria de defesa para o desenvolvimento econômico do país e defendeu a continuidade dos investimentos no setor. Segundo o presidente, projetos como o das fragatas não representam apenas equipamentos militares, mas também geração de empregos qualificados, transferência de tecnologia e fortalecimento da capacidade produtiva nacional.

"Nenhum país pode abrir mão de sua soberania tecnológica", afirmou Lula ao comentar a importância de produzir equipamentos estratégicos dentro do território brasileiro.

A embarcação lançada ao mar foi construída em Itajaí com participação de empresas brasileiras e transferência de tecnologia da Alemanha. O projeto integra o Programa Fragatas Classe Tamandaré, considerado atualmente o maior programa de construção naval militar em andamento no Brasil.

Com mais de 107 metros de comprimento e deslocamento próximo de 3.500 toneladas, a Fragata Cunha Moreira foi projetada para atuar em missões de patrulhamento, defesa marítima, proteção de infraestruturas estratégicas e operações de alta complexidade. O navio conta com modernos sistemas de sensores, radares, armamentos e capacidade para operar helicópteros embarcados.

Durante a solenidade, o comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, reforçou a relevância estratégica da chamada Amazônia Azul — área marítima sob jurisdição brasileira que concentra riquezas naturais, infraestrutura energética e rotas essenciais para o comércio exterior do país.

O lançamento da nova fragata ocorre em um momento de crescente preocupação global com segurança marítima, proteção de cadeias logísticas e fortalecimento das capacidades de defesa nacionais. Nos últimos anos, diversos países têm ampliado investimentos em suas forças navais diante das tensões geopolíticas internacionais.

Além da Fragata Cunha Moreira, outras três embarcações da mesma classe estão em diferentes fases de construção e incorporação à Esquadra. O governo federal também negocia a viabilização de um segundo lote de quatro novos navios, o que poderá ampliar ainda mais os investimentos no setor naval brasileiro.

Para Lula, o desafio vai além da defesa militar. Segundo o presidente, programas desse porte ajudam a consolidar conhecimento técnico, formar profissionais especializados e criar uma cadeia produtiva capaz de gerar inovação e desenvolvimento econômico de longo prazo.

No discurso que chamou atenção durante a cerimônia, o presidente procurou associar soberania nacional, geração de empregos e fortalecimento industrial a um mesmo projeto estratégico. Em um mundo cada vez mais competitivo e instável, a mensagem foi clara: o Brasil pretende continuar navegando na direção da autonomia tecnológica.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

PF conclui que Flávio Bolsonaro caluniou Lula em postagem nas redes; caso segue para a PGR

Relatório da Polícia Federal afirma que senador atribuiu falsamente ao presidente crimes como tráfico internacional de drogas, armas e lavagem de dinheiro.

O senador Flávio Bolsonaro durante entrevista - Foto: Lula Marques/Agência Brasil

As palavras foram publicadas na instantaneidade das redes sociais. Mas os efeitos após atravessar meses de investigação, chegam agora ao STF.

A PF concluiu nesta sexta-feira (26) que o senador Flávio Bolsonaro cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O crime teria ocorrido quando ele publicou uma mensagem na rede X, associando o Presidente da República a crimes como tráfico internacional de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

A conclusão consta do relatório final do inquérito aberto por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A investigação teve origem em uma postagem feita por Flávio Bolsonaro em 3 de janeiro, logo após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Na publicação, o senador escreveu que “Lula será delatado” e relacionou o presidente a uma série de crimes graves, além de mencionar o Foro de São Paulo. A Polícia Federal avaliou que as acusações foram feitas sem qualquer comprovação e que houve atribuição falsa de fatos criminosos ao presidente da República.

Em um dos trechos do relatório, os investigadores afirmam que ficou caracterizada a imputação falsa dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, todos previstos na legislação penal brasileira.

O que acontece agora

Com a investigação encerrada, o relatório foi encaminhado ao STF e seguirá para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR). Caberá ao Ministério Público decidir se apresenta denúncia formal, solicita novas diligências ou arquiva o caso.

Até a noite desta sexta-feira, a defesa do senador não havia apresentado manifestação pública sobre a conclusão da Polícia Federal. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.

Entre a política e os fatos

O episódio chama atenção porque a publicação investigada reproduziu uma acusação de enorme alcance político, sugerindo envolvimento do presidente da República com organizações criminosas internacionais. Após meses de apuração, porém, a Polícia Federal concluiu que não encontrou elementos que dessem qualquer sustentação às acusações feitas pelo parlamentar e pré-candidato à presidência da república..

O desfecho jurídico ainda está longe de ser definitivo. A palavra final caberá à Procuradoria-Geral da República e, eventualmente, ao STF. Ainda assim, a conclusão da PF representa um revés para uma narrativa que ganhou ampla repercussão nas redes sociais no início do ano.

Em tempos de desinformação acelerada, o caso serve também como lembrete de que acusações públicas envolvendo crimes graves continuam dependendo do mesmo requisito básico de sempre: provas.

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Anvisa barra plataforma que prescrevia canetas emagrecedoras pela internet

Decisão atinge empresa que oferecia consultas online, indicação de medicamentos para obesidade e intermediação na entrega dos medicamentos aos pacientes

Anvisa barra plataforma que prescrevia canetas emagrecedoras pela internet. Decisão atinge empresa que oferecia consultas online, indicação de medicamentos para obesidade e intermediação na entrega dos medicamentos aos pacientes.

Em poucos minutos, bastava responder um questionário pela internet. Do outro lado da tela, uma avaliação remota poderia resultar na prescrição de medicamentos usados para perda de peso, incluindo as chamadas "canetas emagrecedoras", cada vez mais populares entre brasileiros em busca de emagrecimento rápido.

Esse modelo de negócio sofreu um revés nesta sexta-feira (26). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão das atividades da plataforma Voy, que oferecia tratamentos personalizados para obesidade por meio de consultas online e encaminhamento para medicamentos prescritos de maneira digital. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Segundo a Anvisa, plataformas que realizam indicação de medicamentos e definem dosagens são enquadradas como softwares médicos e precisam atender exigências regulatórias específicas. De acordo com a EBC, a agência sanitária afirma que a empresa responsável pela plataforma, a Revia Gestão de Negócios Ltda., não possui autorização de funcionamento para exercer esse tipo de atividade.

Além disso, o órgão regulador destacou que a empresa não está registrada como farmácia ou drogaria, condição necessária para comercializar medicamentos. Com a medida, a plataforma fica impedida de oferecer ou divulgar os serviços relacionados ao tratamento.

A decisão ocorre em um momento de explosão da procura por medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, substâncias utilizadas originalmente para diabetes, mas que ganharam notoriedade pelos efeitos na redução de peso. O crescimento da demanda impulsionou uma série de serviços digitais voltados ao emagrecimento, combinando teleatendimento, prescrição médica e entrega domiciliar dos produtos.

A Anvisa alertou ainda que medicamentos adquiridos fora de estabelecimentos regularizados não oferecem garantias sobre origem, composição ou qualidade, o que pode representar riscos ao consumidor.

O que diz a empresa

Procurada pela imprensa, a Revia Gestão de Negócios informou que está analisando a decisão internamente e deverá se manifestar em breve. Em nota enviada à Agência Brasil, a empresa afirmou que acompanha os desdobramentos da medida e avalia os próximos passos.

Em declarações divulgadas posteriormente, a Voy sustentou que a discussão envolve o enquadramento regulatório de seu questionário digital e afirmou que já adotou medidas administrativas para contestar a decisão. A empresa também argumenta que não comercializa diretamente medicamentos e que o processo ainda não teria sido encerrado definitivamente.

Mais do que uma disputa regulatória, o caso lança luz sobre um mercado que cresce rapidamente no Brasil: o da saúde digital associada ao emagrecimento. A facilidade de receber orientação médica sem sair de casa atrai consumidores, mas o episódio mostra que a inovação tecnológica continua esbarrando em uma exigência básica — cumprir as regras sanitárias criadas para proteger os pacientes.

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Darci Piana assume o governo enquanto Ratinho Jr. viaja aos EUA e sucessão entra em fase decisiva

Ausência temporária do governador ocorre às vésperas das convenções partidárias e alimenta dúvidas e movimentações nos bastidores da disputa pelo Palácio Iguaçu em 2026

Darci Piana assume o governo enquanto Ratinho Jr. viaja aos EUA e sucessão entra em fase decisiva. Ausência temporária do governador ocorre às vésperas das convenções partidárias e alimenta dúvidas e movimentações nos bastidores da disputa pelo Palácio Iguaçu em 2026.

O Centro Cívico amanheceu nesta sexta-feira (26) com uma mudança de comando que, no papel, segue a rotina institucional. Na prática, porém, a transferência temporária do cargo de governador para Darci Piana acontece justamente quando a política paranaense entra em uma de suas fases mais delicadas.

Com Ratinho Junior em viagem aos Estados Unidos, o vice-governador assumiu interinamente o comando do Estado e fez questão de registrar o momento nas redes sociais.

“O importante é trabalhar sempre ao lado dos melhores. Assumo hoje, interinamente, o governo do Paraná durante viagem internacional do governador Ratinho Junior”, escreveu Piana.

O gesto administrativo seria apenas mais um entre tantos ao longo de um mandato. Mas o calendário eleitoral transformou a substituição temporária em assunto político.

Faltam poucas semanas para o início das convenções partidárias que vão definir os candidatos ao Governo do Paraná. É justamente nesse momento que aliados do próprio grupo governista demonstram preocupação com a ausência do governador em uma etapa considerada estratégica para a construção das alianças que sustentarão a disputa de outubro. O governador é tido como o grande "puxador de votos" do PSD no Paraná.

Nos corredores da Assembleia Legislativa (ALEP), e nas conversas reservadas entre prefeitos e lideranças regionais, a avaliação é que a sucessão estadual entrou em sua reta de definição final. E, nesse cenário, nesta fase do processo democrático, cada reunião, cada articulação e cada demonstração de liderança passam a ter um peso maior.

O desafio de Sandro Alex

O principal herdeiro político do grupo governista é o secretário de Infraestrutura, Sandro Alex, apontado como pré-candidato preferencial do PSD para disputar o Palácio Iguaçu. Nome inclusive já anunciado por Ratinho Júnior à sua sucessão.

O problema, segundo relatos de bastidores, é que a candidatura depende fortemente da capacidade de mobilização política e popular de Ratinho Júnior. Prefeitos, deputados e dirigentes partidários aguardam definições sobre alianças, composição de chapas e distribuição de espaços políticos antes de assumirem compromissos definitivos.

Por isso, parte dos aliados considera que o governador deveria estar pessoalmente envolvido nas negociações mais sensíveis. Afinal, estamos no momento pré-eleitoral que vai decidir o rumo do Estado nos próximos 4 anos.

A preocupação não está relacionada à legalidade da viagem, realizada durante período de férias. O debate gira em torno do efeito político produzido pela ausência justamente quando as peças do tabuleiro começam a se mover com mais intensidade. Segundo fontes, circula nos corredores da Assembleia, inclusive entre apoiadores do Governo do Estado, que Ratinho não escolheu um bom momento para se ausentar.

Greca observa a movimentação

Enquanto o grupo governista busca manter a unidade, adversários acompanham atentamente o cenário. O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, tem ampliado sua presença no debate sucessório e procura dialogar com setores políticos que ainda não fecharam posição para 2026.

Nos bastidores, lideranças observam especialmente os movimentos da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. O bloco é visto como peça-chave para qualquer projeto competitivo devido à sua estrutura regional, número de prefeitos e influência na montagem das chapas proporcionais.

Dependendo das negociações das próximas semanas, o apoio da federação poderá se transformar em um dos fatores mais importantes da disputa estadual.

Tempo cada vez mais curto

O calendário eleitoral também aumenta a pressão sobre todos os grupos políticos. As convenções partidárias ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto, período em que as candidaturas serão oficialmente homologadas. Ao mesmo tempo, a legislação eleitoral começa a impor restrições que reduzem a margem de manobra dos governos na reta final antes das eleições.

Na prática, isso significa que o tempo para resolver pendências políticas, consolidar alianças e acomodar interesses regionais está ficando cada vez mais curto.

É nesse contexto que Darci Piana assume temporariamente a administração estadual. A máquina pública segue funcionando normalmente. As secretarias continuam executando suas atividades e não há qualquer sinal de instabilidade administrativa. Mas a política raramente se resume aos atos formais.

Enquanto a caneta do governo permanece nas mãos do vice-governador, os olhares dos bastidores continuam voltados para a sucessão. E a pergunta que circula entre lideranças, prefeitos e parlamentares não é quem ocupa a cadeira de governador neste momento.

A dúvida que realmente movimenta Curitiba, e que ressoa por todo o estado, é quem chegará mais forte à largada oficial da disputa pelo Palácio Iguaçu. De acordo com as sondagens públicas mais recentes, Sandro Alex (PSD), candidato de Ratinho Júnior à sucessão, é o quarto colocado nas pesquisas. Ele está atrás de: Sérgio Moro (PL), Requião Filho (PDT) e Rafael Greca (MDB).

Enquanto o Ratinho Júnior embarca rumo aos EUA, talvez para assistir alguma partida da Copa do Mundo? Na visão de muitos, a campanha de seu candidato ainda não decolou. 

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Nelsão apresenta certidões eleitorais e desafia Deltan Dallagnol a fazer o mesmo

Líder sindical afirma estar apto para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná e cobra transparência sobre a situação eleitoral de possíveis adversários, em especial de Deltan Dallagnol 

Nelsão apresenta certidões eleitorais e desafia Deltan Dallagnol a fazer o mesmo.Líder sindical afirma estar apto para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná e cobra transparência sobre a situação eleitoral de possíveis adversários, em especial de Deltan Dallagnol.

As eleições de 2026 ainda estão no horizonte, mas a temperatura política no Paraná já começou a subir. O sindicalista Nelson Silva de Souza, o Nelsão da Força, divulgou nesta semana certidões atualizadas da Justiça Eleitoral e lançou um desafio público ao ex-deputado federal Deltan Dallagnol.

Segundo Nelsão, os documentos comprovam sua regularidade perante a Justiça Eleitoral e reforçam sua intenção de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) no próximo pleito.

Entre as certidões apresentadas está a de quitação eleitoral, que atesta que o eleitor está em dia com suas obrigações perante a Justiça Eleitoral. Outra certidão informa não constar condenação criminal eleitoral transitada em julgado em nome do sindicalista.

Com os documentos em mãos, Nelsão passou a questionar publicamente a situação eleitoral de Deltan Dallagnol, cujo mandato de deputado federal foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023.

Em áudio encaminhado ao Sulpost, o sindicalista afirma que qualquer cidadão pode solicitar certidões semelhantes junto à Justiça Eleitoral e defende que o mesmo procedimento seja adotado pelo ex-procurador da Lava Jato.

"Vai no TRE e comprova. Eu tenho as certidões. Se for necessário, mostro minha legitimidade para disputar as eleições."

Debate sobre elegibilidade

A situação de Deltan Dallagnol continua sendo alvo de interpretações divergentes no meio jurídico e político. Em maio de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral cassou seu registro de candidatura e o mandato de deputado federal.

Desde então, apoiadores do ex-deputado sustentam que ele poderá disputar as eleições de 2026, enquanto críticos argumentam que os efeitos da decisão ainda podem gerar questionamentos no momento do registro de eventual candidatura.

Até o momento, não há decisão específica da Justiça Eleitoral sobre um eventual pedido de candidatura de Dallagnol para as eleições de 2026, uma vez que o período oficial de registro ainda não foi aberto.

Pré-campanha ganha força

A divulgação das certidões e o desafio lançado por Nelsão revelam que a disputa política paranaense começa a se movimentar antes mesmo da abertura oficial do calendário eleitoral.

Ao apresentar documentos que apontam regularidade perante a Justiça Eleitoral, o sindicalista busca fortalecer sua pré-candidatura e, ao mesmo tempo, levar para o debate público uma discussão sobre transparência e elegibilidade dos futuros candidatos.

Com a aproximação do período eleitoral, temas jurídicos e políticos tendem a ganhar cada vez mais espaço na agenda dos pré-candidatos e no interesse do eleitorado paranaense.

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Quando o Brasil entra em campo, Itaipu muda a geração de energia para acompanhar a torcida

Jogos da Seleção na Copa de 2026 provocam quedas e picos no consumo de eletricidade, exigindo resposta rápida da maior usina em geração acumulada do mundo

2026 - Quando o Brasil entra em campo, Itaipu muda a geração de energia para acompanhar a torcida. Jogos da Seleção na Copa de 2026 provocam quedas e picos no consumo de eletricidade, exigindo resposta rápida da maior usina em geração acumulada do mundo.
Sala de Controle Central da Itaipu Binacional - Foto: William Brisida

Quando o juiz apita e a bola começa a rolar, não é apenas a atenção dos brasileiros que muda de direção. Em milhares de cidades, televisores são ligados, cozinhas entram em pausa, chuveiros esperam e até o preparo do café fica para depois. O resultado desse comportamento coletivo aparece em um lugar improvável: a sala de controle da Itaipu Binacional.

Durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo de 2026, a usina tem acompanhado uma mudança curiosa e previsível no consumo de energia elétrica do país. Minutos antes do apito inicial, a demanda cai. No intervalo, milhões de pessoas voltam a circular pela casa ao mesmo tempo, provocando uma rápida elevação do consumo. Depois, durante o segundo tempo, a carga diminui novamente e volta a crescer quando a partida termina.

O fenômeno, conhecido informalmente como “efeito torcida”, exige atenção constante dos operadores do sistema elétrico nacional. Como uma das principais fornecedoras de energia para o Brasil, a Itaipu participa de um esquema especial coordenado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para garantir estabilidade antes, durante e após cada jogo da Seleção.

Quedas e picos  poucos minutos

Na estreia contra o Marrocos, a energia fornecida por Itaipu ao Brasil caiu cerca de 7% na hora que antecedeu o início da partida. No Sistema Interligado Nacional (SIN), a redução chegou a 8,6%. Terminado o jogo, a demanda voltou a crescer rapidamente, exigindo uma retomada de 4.307 megawatts em apenas 21 minutos — volume equivalente ao consumo médio de todo o estado do Rio Grande do Sul.

O comportamento se repetiu no confronto diante do Haiti. Em aproximadamente 40 minutos antes do início da partida, Itaipu reduziu em 17% o fornecimento ao sistema brasileiro. Logo após o apito final, a usina elevou a geração em 7% em apenas 14 minutos para acompanhar o retorno do consumo.

Segundo a binacional, a expectativa é de que o mesmo cenário ocorra nos próximos compromissos da Seleção. A partida decisiva contra a Escócia deve provocar novas oscilações na demanda de energia, exigindo novamente a rápida capacidade de resposta da usina.

Uma Copa que mexe com a rede elétrica

Nos jogos da seleção paraguaia, o fenômeno também acontece, mas em escala menor. Isso ocorre porque o consumo total de energia do Paraguai é significativamente inferior ao do Brasil, tornando os impactos menos perceptíveis no sistema operado por Itaipu.

Mais do que uma curiosidade da Copa, o fenômeno mostra como hábitos cotidianos de milhões de pessoas podem influenciar, em questão de minutos, o funcionamento de uma das mais importantes estruturas de geração de energia da América do Sul.

Fonte: Itaipu Binacional.

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Ibama multa Prefeitura de Curitiba em R$ 511 mil

Autuação federal aponta intervenções ambientais em área de preservação durante execução de obras do corredor de transporte na região do Portão

 
Ibama multa Prefeitura de Curitiba em R$ 511 mil. Autuação federal aponta intervenções ambientais em área de preservação durante execução de obras do corredor de transporte na região do Portão.

O som das máquinas segue fazendo parte da rotina de quem passa pela Avenida Presidente Arthur Bernardes. Entre tapumes, desvios e obras que prometem transformar a mobilidade urbana de Curitiba, uma nova questão entrou no debate sobre o projeto do Novo Inter 2: uma multa ambiental aplicada pelo Ibama à Prefeitura de Curitiba.

O órgão federal autuou o município em R$ 511 mil, apontando irregularidades ambientais relacionadas às intervenções realizadas na região durante a execução das obras. Segundo as informações divulgadas, a fiscalização identificou supressão de vegetação e intervenções em áreas protegidas sem a devida autorização federal. A autuação está vinculada às obras do Novo Inter 2 no trecho da Arthur Bernardes, uma das áreas mais discutidas do projeto nos últimos anos.

A Prefeitura de Curitiba informou que pretende apresentar defesa administrativa e contestar a multa. Pela legislação, a autuação não representa uma decisão definitiva e o processo ainda passará pelas etapas de análise e julgamento dentro da esfera administrativa. A prefeitura sustenta que as intervenções fazem parte de um projeto estruturante para o transporte coletivo e que o empreendimento passou por processos de licenciamento ambiental.

Obra estratégica para a mobilidade

As obras da Arthur Bernardes integram o Lote 1 do Novo Inter 2, um dos maiores investimentos recentes em mobilidade urbana da capital paranaense. O projeto prevê faixas exclusivas para ônibus, melhorias na drenagem, novas calçadas, paisagismo e requalificação viária. A administração municipal estima que o sistema beneficie milhares de passageiros diariamente e reduza o tempo de deslocamento em diversos bairros da cidade.

Desde o início das intervenções, a obra tem sido alvo de discussões envolvendo mobilidade, preservação ambiental e participação popular. Movimentos de moradores e entidades ambientais questionaram o impacto sobre a arborização da região, enquanto a prefeitura afirma ter promovido consultas públicas e realizado alterações no projeto para reduzir a supressão de árvores.

Próximos passos

A multa do Ibama adiciona um novo capítulo a uma obra que já vinha dividindo opiniões. Enquanto o município prepara sua defesa, a discussão sobre o equilíbrio entre desenvolvimento urbano e preservação ambiental volta ao centro do debate em Curitiba.

Após a autuação, a Prefeitura de Curitiba poderá apresentar defesa técnica e jurídica ao Ibama. O órgão federal analisará os argumentos antes de decidir pela manutenção, redução ou cancelamento da penalidade. Até a conclusão do processo administrativo, a multa ainda não é considerada definitiva.

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Tecnologia facilita descarte gratuito de geladeiras e eletrônicos em todo o Brasil

Plataforma conecta consumidores e recicladores, oferece coleta domiciliar gratuita e ajuda a reduzir o impacto ambiental do lixo eletrônico

 
Tecnologia facilita descarte gratuito de geladeiras e eletrônicos em todo o Brasil. Plataforma conecta consumidores e recicladores, oferece coleta domiciliar gratuita e ajuda a reduzir o impacto ambiental do lixo eletrônico.

Uma geladeira queimada encostada na garagem. Um micro-ondas sem conserto ocupando espaço na cozinha. Um notebook antigo guardado no armário há anos. Para muita gente, o desafio não termina quando o equipamento deixa de funcionar. A dúvida costuma vir logo depois: onde descartar tudo isso sem prejudicar o meio ambiente?

De acordo com reportagem da Agência Brasil, foi exatamente essa preocupação que levou a comerciante Débora Leitão, moradora de São Paulo, a procurar uma solução para sua geladeira antiga. Ao descobrir que o aparelho não tinha mais recuperação, ela comprou um novo equipamento, mas se viu diante de outro problema: como dar destino correto ao eletrodoméstico queimado.

A resposta veio pela internet. Débora encontrou um serviço gratuito de coleta para equipamentos com mais de 30 quilos e ficou surpresa com a rapidez do atendimento.

“Eu fiz o cadastro e logo entraram em contato comigo. Vieram retirar a geladeira na minha casa. Achei muito rápido e eficiente”, relata.

A experiência da comerciante ilustra um desafio cada vez mais comum no Brasil. Com os avanços tecnológicos, os eletrodomésticos modernos consomem menos energia, oferecem mais recursos e acabam acelerando a substituição dos equipamentos antigos. O resultado é um aumento constante do volume de resíduos eletrônicos que precisam de destinação adequada.

E é justamente aí que surge uma oportunidade para a chamada economia circular.

Quando o lixo vira matéria-prima

Por trás do serviço está a plataforma Circulare, desenvolvida pela empresa Circular Brain. A proposta é simples: conectar consumidores que precisam descartar equipamentos aos fabricantes que possuem responsabilidade legal sobre a logística reversa desses produtos.

Em vez de acabar em terrenos baldios, rios ou lixões, metais, plásticos, placas eletrônicas e outros componentes retornam ao ciclo produtivo, reduzindo impactos ambientais e a necessidade de extração de novos recursos naturais.

Segundo o cofundador da empresa, Marcello Fornari, o objetivo é reinserir os materiais descartados na cadeia produtiva, transformando resíduos em novas matérias-primas.

Uma rede espalhada pelo Brasil

O funcionamento do sistema depende de uma ampla rede de parceiros. A plataforma conecta fabricantes, importadores, recicladores, empresas, órgãos públicos, assistências técnicas e consumidores em um único ecossistema digital.

Quando uma solicitação é feita, a plataforma identifica operadores próximos capazes de realizar a coleta e encaminhar os materiais para reciclagem ou reaproveitamento. Todos os parceiros passam por processos de auditoria, acompanhamento documental e monitoramento operacional.

Além da coleta, o sistema registra informações sobre os equipamentos recebidos, garantindo rastreabilidade do processo e permitindo acompanhar o destino final de cada material.

Sustentabilidade e geração de negócios

A iniciativa também impulsiona pequenos recicladores e operadores locais. Em diversas regiões do país, empresas de reciclagem recebem orientação técnica para atender às exigências da indústria e ampliar sua capacidade de atuação.

O resultado é uma cadeia que gera renda, movimenta a economia verde e fortalece práticas sustentáveis.

A lógica faz sentido. Sem uma rede integrada de parceiros, o custo da coleta e do transporte seria elevado demais para viabilizar o serviço em escala nacional.

Milhares de toneladas retiradas do meio ambiente

Em 2025, a operação processou cerca de 80 mil toneladas de materiais eletrônicos. Desse total, aproximadamente 500 toneladas tiveram origem em coletas realizadas diretamente em residências e empresas. Foram mais de 12 mil atendimentos para garantir que os resíduos recebessem destinação ambientalmente adequada.

Os números ajudam a enfrentar um problema crescente. O Brasil produz milhões de toneladas de lixo eletrônico todos os anos, e boa parte desse material ainda acaba descartada de forma incorreta.

Como solicitar a coleta gratuita

O serviço atende todo o território nacional.

Para equipamentos grandes, como geladeiras, máquinas de lavar, fogões elétricos e outros eletroeletrônicos acima de 30 quilos, é possível solicitar coleta domiciliar gratuita diretamente pela plataforma. A retirada pode ser agendada pela internet e o contato de confirmação é feito por WhatsApp.

Já para produtos menores, existem milhares de pontos de entrega espalhados pelo Brasil. Cabos, fios, celulares, notebooks, secadores, chapinhas e diversos outros eletrônicos podem ser encaminhados para reciclagem sem custo ao consumidor.

  • Celulares
  • Notebooks
  • Cabos
  • Fios
  • Secadores de cabelo
  • Chapinhas
  • Pequenos eletroeletrônicos em geral

Mais do que uma facilidade, o descarte correto evita a contaminação do solo, protege os lençóis freáticos e ajuda a recuperar materiais valiosos que voltam para a indústria.

No fim das contas, aquilo que parecia apenas um problema acumulando poeira em casa pode se transformar em matéria-prima para um novo ciclo produtivo — uma pequena atitude individual com impacto ambiental que se espalha por todo o país.

Solicite a coleta ou encontre um ponto de descarte:
https://circulare.com.br/como-descartar-eletronicos/

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Brasil goleia a Escócia, avança em primeiro e Ancelotti prega cautela para o mata-mata

Com dois gols de Vinícius Júnior e retorno de Neymar, Seleção vence por 3 x 0 em Miami e aguarda definição do próximo adversário na Copa do Mundo, que sai nesta quinta-feira (25)

Brasil goleia a Escócia, avança em primeiro e Ancelotti prega cautela para o mata-mata. Com dois gols de Vinícius Júnior e retorno de Neymar, Seleção vence por 3 a 0 em Miami e aguarda definição do próximo adversário na Copa do Mundo.

O clima mudou em torno da Seleção Brasileira. Depois de uma estreia irregular e de uma vitória sem brilho suficiente para convencer, o Brasil apresentou sua melhor atuação na Copa do Mundo de 2026 e derrotou a Escócia por 3 a 0 na noite desta quarta-feira (24), em Miami, garantindo a liderança do Grupo C.

O grande destaque foi Vinícius Júnior. O atacante marcou duas vezes e chegou a quatro gols no Mundial, consolidando-se como um dos principais nomes da competição. Matheus Cunha completou o placar na etapa final. A partida também marcou o retorno de Neymar, que voltou a vestir a camisa da Seleção após se recuperar de uma lesão na panturrilha.

Com sete pontos, o Brasil encerrou a fase de grupos na primeira colocação e agora aguarda a definição do Grupo F para conhecer seu adversário na próxima fase. A equipe volta a campo na segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston, contra o segundo colocado da chave que reúne Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.

Apesar da atuação convincente, o técnico Carlo Ancelotti evitou qualquer clima de euforia. Na entrevista coletiva após a partida, o treinador italiano destacou a evolução da equipe, mas pediu serenidade para a sequência do torneio.

“Calma. Muita calma.”

Foi assim que Ancelotti respondeu ao ser questionado sobre a empolgação da torcida brasileira após a melhor apresentação da Seleção desde o início da competição, na qual a Seleção vem evoluindo jogo após jogo.

Segundo o treinador, o Brasil mostrou mais ritmo, eficiência e segurança em comparação aos primeiros compromissos da Copa. Ainda assim, ele acredita que a equipe pode evoluir, especialmente na velocidade da troca de passes e na construção das jogadas ofensivas.

O técnico também destacou o desempenho de Vinícius Júnior, que participou diretamente da maior parte dos gols brasileiros no Mundial, além de elogiar a atuação do jovem Rayan, que aproveitou a oportunidade entre os titulares e teve participação importante no primeiro gol da partida.

Com a classificação assegurada e a confiança em alta, o plano da comissão técnica é manter a base do time, preservar o equilíbrio emocional do grupo e chegar ao mata-mata sem excessos de confiança. A liderança do grupo também traz uma vantagem logística importante: a Seleção poderá permanecer baseada nos Estados Unidos durante toda a campanha, reduzindo deslocamentos e favorecendo a recuperação física dos atletas.

Agora, a expectativa fica por conta da definição do Grupo F. Holanda, Japão e Suécia ainda disputam as vagas que determinarão o próximo adversário do Brasil. A resposta virá nesta quinta-feira (25), quando a fase de grupos se aproxima do fim e o caminho do mata-mata começa a ganhar forma.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Terremoto histórico mergulha a Venezuela em mais uma tragédia

Dois abalos sísmicos de grande magnitude atingiram a região central do país em menos de um minuto. Prédios desabaram, aeroportos foram afetados e autoridades ainda tentam dimensionar o tamanho da catástrofe


O fim da tarde e início de noite desta quarta-feira (24) transformou a rotina de milhões de venezuelanos em uma cena de medo, correria e incerteza. Em poucos segundos, o chão tremeu duas vezes. Primeiro um terremoto de magnitude 7,2. Logo depois, apenas 39 segundos mais tarde, um segundo abalo ainda mais forte, de magnitude 7,5.

O resultado foi devastador. Os tremores tiveram epicentro próximo à cidade de Montalbán, no estado de Carabobo, a oeste de Caracas, mas seus efeitos foram sentidos em praticamente toda a região central da Venezuela. Em diversos bairros da capital, edifícios desabaram parcial ou totalmente, ruas ficaram cobertas por escombros e milhares de pessoas correram para áreas abertas temendo novos tremores.

Caracas vive horas de angústia

Relatos vindos da capital apontam para dezenas de edifícios severamente danificados ou completamente destruídos em áreas densamente povoadas. Vídeos divulgados por moradores nas redes sociais mostram nuvens de poeira subindo entre os prédios, enquanto equipes improvisadas tentam localizar familiares e vizinhos desaparecidos.

Também foram registrados danos importantes no Aeroporto Internacional de Maiquetía, principal porta de entrada aérea do país. Parte da estrutura do terminal sofreu avarias, o teto desabou e as operações precisaram ser suspensas para avaliação das condições de segurança da pista.

Número de vítimas ainda é incerto

As autoridades venezuelanas ainda não divulgaram um balanço consolidado de mortos e feridos. Entretanto, sistemas internacionais de avaliação de desastres classificaram o evento como potencialmente catastrófico.

As estimativas preliminares apontam que o número de vítimas fatais pode variar de dezenas de milhares até mais de cem mil pessoas, embora esses cálculos sejam apenas projeções estatísticas baseadas na intensidade dos tremores, densidade populacional e padrão das construções atingidas. O quadro real somente deverá ser conhecido nos próximos dias.

Uma tragédia sobre outra crise

O desastre atinge um país que já enfrentava enormes desafios econômicos e sociais. Nos últimos anos, a Venezuela conviveu com inflação elevada, dificuldades de abastecimento, deterioração de infraestrutura e sucessivas disputas políticas internas.

Agora, as equipes de resgate trabalham sob pressão para localizar sobreviventes em meio aos escombros, enquanto hospitais e serviços de emergência tentam responder a uma demanda crescente por atendimento.

Réplicas mantêm população em alerta

Autoridades venezuelanas confirmaram a mobilização de equipes de emergência em diversas regiões afetadas. Como medida preventiva, o fornecimento de gás foi interrompido em alguns setores para reduzir o risco de explosões e incêndios.

Réplicas continuam sendo registradas, aumentando o temor de novos desabamentos. Alertas de tsunami chegaram a ser emitidos para áreas do Caribe logo após os tremores, mas posteriormente foram cancelados.

Brasil e Estados Unidos ainda não se pronunciaram oficialmente

Até o momento da publicação desta reportagem, não havia registro de pronunciamentos oficiais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem do presidente Donald Trump sobre os terremotos. Também não haviam sido anunciadas medidas formais de ajuda humanitária por parte dos governos brasileiro ou norte-americano.

A expectativa é de que novas informações sejam divulgadas nas próximas horas, à medida que a dimensão da tragédia se torne mais clara para a comunidade internacional.

Uma noite que ficará marcada na história venezuelana

Enquanto sirenes ecoam pelas ruas de Caracas e equipes de resgate seguem vasculhando montanhas de concreto em busca de sobreviventes, a Venezuela enfrenta uma das maiores emergências de sua história recente.

Ainda é cedo para medir a extensão total das perdas humanas e materiais. Mas uma coisa já parece certa: milhares de famílias passarão esta noite aguardando notícias de parentes e amigos, enquanto o país tenta compreender a dimensão de uma tragédia que poderá deixar marcas profundas por muitos anos.

O governo or8enta que as pessoas se abriguem em locais seguros, junto com suas famílias. Vários imóveis foram seriamente danificados que ainda correm risco de desabamentos.

Atualização: manifestação do presidente Lula

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Carros elétricos: governo renova cota zero por seis meses e aposta em mais concorrência e empregos

Medida busca manter preços mais acessíveis ao consumidor enquanto montadoras ampliam produção no Brasil

Carros elétricos: governo renova cota zero por seis meses e aposta em mais concorrência e empregos. Medida busca manter preços mais acessíveis ao consumidor enquanto montadoras ampliam produção no Brasil

O governo federal decidiu renovar por mais seis meses as cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), em uma tentativa de equilibrar dois objetivos: estimular a expansão dos carros elétricos e híbridos no mercado brasileiro e, ao mesmo tempo, fortalecer a indústria nacional.

A medida entra em vigor em 1º de julho e autoriza a importação de até US$ 463 milhões em componentes e veículos nos regimes CKD e SKD, que permitem a montagem final dos automóveis em território brasileiro.

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a decisão foi tomada pensando principalmente no consumidor.

“Os veículos elétricos já fazem parte da paisagem das cidades brasileiras. A decisão não foi tomada para prejudicar a produção nacional, mas para favorecer o mercado e ampliar as opções para o consumidor”, afirmou durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.

Mais fábricas, mais empregos

O governo argumenta que a renovação da cota ocorre justamente em um momento de transição, em que montadoras estrangeiras estão instalando ou ampliando operações produtivas no país.

Empresas do setor já iniciaram projetos industriais em estados como São Paulo e Bahia, com foco na fabricação de veículos híbridos e híbridos flex, tecnologia vista como estratégica para o mercado brasileiro.

A expectativa oficial é que a expansão dessas plantas gere empregos, aumente investimentos e fortaleça a cadeia produtiva automotiva nacional.

Críticas da indústria tradicional

A decisão, porém, não foi recebida de forma unânime. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) manifestou preocupação com a manutenção das cotas de importação sem imposto, argumentando que a medida pode afetar fabricantes instalados no Brasil, fornecedores de autopeças e postos de trabalho ligados à indústria nacional.

O governo rebate afirmando que os principais programas de financiamento e incentivo continuam voltados para empresas que produzem efetivamente dentro do país.

Imposto continua subindo

Embora tenha renovado a cota temporária, o governo manteve o cronograma de aumento das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos.

Os veículos eletrificados semidesmontados (SKD) passarão a pagar tarifa de 35% já a partir de julho. Já os modelos desmontados (CKD) continuarão sujeitos à alíquota de 14% até o fim de 2026, chegando também a 35% em janeiro de 2027.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, a estratégia busca evitar uma abertura irrestrita das importações, ao mesmo tempo em que mantém um período de adaptação para as empresas que estão investindo na produção local.

Mercado em transformação

A discussão ocorre em um momento de forte crescimento dos veículos eletrificados no Brasil. Nos últimos anos, a presença de carros elétricos e híbridos deixou de ser uma raridade para se tornar cada vez mais comum nas ruas das grandes cidades.

Para o governo, ampliar a concorrência e facilitar o acesso a novas tecnologias pode beneficiar o consumidor. Já para parte da indústria instalada no país, o desafio continua sendo garantir que a expansão desse mercado venha acompanhada de produção nacional, empregos e desenvolvimento tecnológico.

O resultado dessa equação deverá ficar mais claro nos próximos meses, à medida que novas fábricas entram em operação e o mercado brasileiro define qual será o ritmo da transição para a mobilidade elétrica.

Keiko Fujimori conquista vitória irreversível no Peru após duas semanas de apuração - Sánchez contesta resultado

Com vantagem superior ao número de votos ainda pendentes, candidata conservadora retorna ao centro do poder político peruano em uma eleição marcada pela polarização e contestação dos resultados

Keiko Fujimori conquista vitória irreversível no Peru após duas semanas de apuração. Com vantagem superior ao número de votos ainda pendentes, candidata conservadora retorna ao centro do poder político peruano em uma eleição marcada pela polarização e contestação dos resultados.

Depois de mais de duas semanas de espera, recursos judiciais, questionamentos e uma contagem que parecia não ter fim, o cenário eleitoral peruano finalmente ganhou contornos definitivos. Nesta quarta-feira (24), a candidata conservadora Keiko Fujimori alcançou uma vantagem considerada matematicamente irreversível e venceu o segundo turno das eleições presidenciais do Peru.

Os números divulgados pelas autoridades eleitorais mostram uma disputa extremamente apertada. Keiko soma 50,11% dos votos válidos, contra 49,89% do candidato de esquerda Roberto Sánchez. A diferença ultrapassa 43 mil votos, enquanto restam deuco mais de 40 mil votos pendentes de contabilização, tornando impossível uma virada no resultado.

Embora a proclamação oficial ainda dependa dos procedimentos finais da Justiça Eleitoral peruana, a vitória já é tratada como consolidada por analistas e veículos internacionais que acompanham a apuração.

Uma eleição marcada pela incerteza

O resultado encerra uma das disputas presidenciais mais acirradas da história recente do Peru. Desde o segundo turno, realizado em 7 de junho, a diferença entre os candidatos permaneceu mínima, alimentando um clima de expectativa e tensão política em todo o país.

Nos últimos dias, Roberto Sánchez passou a questionar publicamente a legitimidade da apuração, alegando possíveis irregularidades na votação de peruanos residentes no exterior. Até o momento, porém, observadores internacionais e autoridades eleitorais não identificaram evidências capazes de comprometer a validade do processo eleitoral.

O retorno do fujimorismo ao poder

A vitória representa um marco para Keiko Fujimori, que disputava a Presidência da República pela quarta vez. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, figura que ainda desperta fortes paixões e rejeições no país, ela construiu sua campanha com foco em segurança pública, combate à criminalidade e recuperação da estabilidade política.

O novo governo assumirá um país que atravessa anos de turbulência institucional. O Peru acumulou sucessivas trocas de presidentes, crises entre Executivo e Congresso e um crescente desgaste da confiança popular nas instituições políticas.

Impactos para a América Latina

A eleição peruana também é observada com atenção por analistas internacionais devido ao seu potencial impacto regional. O resultado ocorre em um momento de rearranjo político na América Latina, onde diferentes países vêm registrando avanços de candidaturas conservadoras e mudanças no comportamento do eleitorado.

Questões como segurança pública, crescimento econômico, inflação e estabilidade institucional passaram a ocupar posição central no debate político em diversos países da região, influenciando diretamente os resultados eleitorais. O tempo que assusta ver setores, mais favorecidos da sociedade, contrários aos programas sociais que auxiliam os menos favorecidos.

Apesar da vitória consolidada, o desafio de Keiko Fujimori está apenas começando. A estreita margem que definiu a eleição revela um país profundamente dividido. Mais do que administrar o Estado, a futura presidente terá diante de si a tarefa de reconstruir pontes políticas e recuperar a confiança de uma sociedade que saiu das urnas praticamente dividida ao meio.

O cenário no Peru é de polarização extrema. Sánchez, da esquerda, já declarou que não aceita o resultado das eleições e que houve fraude. A América do Sul e o mundo seguem observando.

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Frio intenso em Curitiba acende alerta: dia 29/06 a vacinação contra a gripe será liberada para toda a população paranaense

Com a chegada do inverno e o aumento dos casos de doenças respiratórias, imunização passa a ser oferecida para todas as pessoas acima de seis meses de idade a partir de 29 de junho

Frio intenso em Curitiba acende alerta: dia 29/06 a vacinação contra a gripe será liberada para toda a população paranaense . Com a chegada do inverno e o aumento dos casos de doenças respiratórias, imunização passa a ser oferecida para todas as pessoas acima de seis meses de idade a partir de 29 de junho.

O dia amanheceu gelado hoje em Curitiba. Enquanto edita essa postagem os termômetros marcam 6°C aqui na capital paranaense. A fumaça do café quente sobe devagar das xícaras e os casacos, japonas, luvas e cachecóis voltam a dominar as ruas. É uma cena típica do inverno paranaense, que traz com ele um alerta silencioso: junto com o frio chegam as gripes, os resfriados e o aumento das doenças respiratórias.

Diante do cenário invernal, uma notícia importante para a saúde pública do Estado foi confirmada esta semana. A partir da próxima segunda-feira, dia 29 de junho, a vacinação contra a gripe será ampliada para toda a população paranaense acima de seis meses de idade.

A decisão foi pactuada entre a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), que representa os 399 municípios paranaenses. A medida leva em consideração o período de maior circulação do vírus influenza e busca ampliar a proteção da população durante os meses mais frios do ano.

Segundo a Sesa, cada município poderá organizar sua estratégia de vacinação conforme a realidade local e a capacidade de atendimento da rede pública de saúde.

Inverno aumenta circulação de vírus respiratórios

A chegada do inverno costuma trazer ambientes mais fechados, menor circulação de ar e maior proximidade entre as pessoas, fatores que favorecem a transmissão de vírus respiratórios.

O Paraná já registra números que preocupam. De acordo com o mais recente informe epidemiológico estadual, foram contabilizados 10.119 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 441 mortes. Entre esses registros, 1.535 casos e 88 óbitos tiveram como causa a influenza.

Os dados reforçam a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra as complicações mais graves da doença.

Cobertura ainda está longe da meta

Mesmo apresentando desempenho acima da média nacional, o Paraná ainda não alcançou a cobertura considerada ideal entre os grupos prioritários.

A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é vacinar 90% desse público. Atualmente, o Estado registra cobertura de 47,18% entre idosos, gestantes e crianças de seis meses a menores de seis anos.

As gestantes apresentam o melhor índice de adesão, com 63,56% de cobertura. Entre os idosos, o percentual chega a 49,32%. Já entre as crianças, o índice é de 39,34%, um número que continua preocupando especialistas em saúde pública.

Mais de 2,2 milhões de doses já aplicadas

Até o momento, o Paraná recebeu e distribuiu mais de 4,2 milhões de doses da vacina contra a gripe e já aplicou 2.258.571 imunizantes.

Com esse resultado, o Estado ocupa a quinta posição nacional em número absoluto de aplicações, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Quem deve procurar a vacinação

Embora a campanha seja aberta para toda a população a partir da próxima semana, a Secretaria da Saúde reforça que os grupos prioritários continuam sendo os mais vulneráveis às complicações da gripe.

  • Crianças de seis meses a menores de seis anos;
  • Gestantes e puérperas;
  • Idosos;
  • Profissionais da saúde;
  • Professores e trabalhadores da educação;
  • Pessoas com doenças crônicas;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Povos indígenas;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Caminhoneiros e trabalhadores do transporte;
  • Integrantes das forças de segurança, salvamento e Forças Armadas;
  • Trabalhadores do sistema prisional e população privada de liberdade.

Um gesto simples que pode salvar vidas

Em tempos de temperaturas baixas, a vacina continua sendo uma das ferramentas mais eficazes para reduzir internações, evitar complicações e salvar vidas.

A chegada do inverno não precisa significar uma temporada de hospitais lotados ou famílias preocupadas com doenças respiratórias. Para milhões de paranaenses, a proteção pode estar a poucos minutos de casa, em uma das mais de 1,8 mil salas de vacinação espalhadas pelo Estado.

Com o frio avançando e os vírus circulando com mais intensidade, a recomendação dos profissionais de saúde é simples: não espere os sintomas aparecerem. Vacinar-se continua sendo o melhor caminho para atravessar o inverno com mais segurança.

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terça-feira, 23 de junho de 2026

Quando até os antigos críticos mudam o discurso: os números que estão redesenhando o debate sobre políticas sociais no Brasil

Queda histórica do desemprego, aumento da renda e ampliação da isenção do Imposto de Renda colocam os resultados econômicos do governo Lula no centro da disputa política nacional

Eleições 2026: quando os números começam a aparecer na vida real, eles acabam entrando na conversa das famílias, dos trabalhadores e até dos adversários políticos. Foi justamente essa percepção que motivou um artigo publicado pelo deputado estadual Arilson Chiorato (PT-PR), presidente estadual do Partido dos Trabalhadores no Paraná.  No texto, o parlamentar argumenta que parte da oposição estaria tentando se aproximar de políticas públicas que durante anos foram alvo de críticas, especialmente programas de transferência de renda e medidas voltadas à população de menor renda. Independentemente das posições ideológicas, alguns fatos ajudam a explicar por que esse debate ganhou força.

Há algo mudando no ambiente político brasileiro — e não é apenas o discurso dos candidatos para as eleições de 2026. Nos últimos meses, indicadores econômicos e sociais passaram a ocupar um espaço que antes era dominado quase exclusivamente pelas narrativas partidárias.

O motivo é simples: quando os números começam a aparecer na vida real, eles acabam entrando na conversa das famílias, dos trabalhadores e até dos adversários políticos. Foi justamente essa percepção que motivou um artigo publicado pelo deputado estadual Arilson Chiorato (PT-PR), presidente estadual do Partido dos Trabalhadores no Paraná.

No texto, o parlamentar argumenta que parte da oposição estaria tentando se aproximar de políticas públicas que durante anos foram alvo de críticas, especialmente programas de transferência de renda e medidas voltadas à população de menor renda. Independentemente das posições ideológicas, alguns fatos ajudam a explicar por que esse debate ganhou força.

Desemprego em nível histórico

Dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil registrou em 2025 a menor taxa média anual de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.

A taxa média de desocupação ficou em 5,6%, enquanto o número de brasileiros ocupados superou a marca de 103 milhões de pessoas. Na prática, significa mais gente trabalhando, consumindo e movimentando a economia.

O avanço também aparece na renda. O rendimento médio dos trabalhadores brasileiros alcançou patamar recorde, refletindo uma combinação de mercado de trabalho aquecido e aumento do poder de compra de parte da população.

Menos imposto para quem ganha menos

Outro tema que ganhou destaque nacional foi a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais.

A medida, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve beneficiar aproximadamente 15 milhões de brasileiros, segundo estimativas oficiais. Para muitos trabalhadores, isso representa mais dinheiro disponível no orçamento doméstico ao final de cada mês.

São números como esses que ajudam a explicar por que políticas sociais e medidas de redistribuição de renda voltaram ao centro da discussão política brasileira.

O que diz Arilson Chiorato

Em seu artigo, Arilson afirma que o reconhecimento crescente dessas políticas por parte de setores da oposição teria motivações eleitorais. Algumas dessas declarações, porém, pertencem ao campo da análise política e da opinião, não podendo ser tratadas como fatos comprovados sem investigação independente.

"Quando Flávio Bolsonaro passa a elogiar políticas como o Bolsa Família e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, estamos diante de uma tentativa de se aproximar de medidas que conquistaram apoio popular e melhoraram a vida das pessoas.", diz Arilson, afirmando ainda que: "Esse apoio é estritamente eleitoreiro." ... "A família Bolsonaro tentou durante anos convencer o país de que programas sociais criavam dependência e impediam o crescimento econômico."

Os fatos e a disputa política

O debate político brasileiro costuma ser marcado por paixões, acusações e versões conflitantes dos acontecimentos. Mas, em determinados momentos, os números falam mais alto que os discursos.

É difícil ignorar indicadores que apontam crescimento do emprego, aumento da renda e redução da carga tributária para milhões de trabalhadores de menor renda. Da mesma forma, é natural que esses resultados passem a ser disputados politicamente por diferentes grupos.

Isso não significa que os problemas do país tenham desaparecido. A desigualdade social continua sendo um desafio enorme. A saúde pública precisa de investimentos permanentes. A educação enfrenta gargalos históricos. A segurança pública segue preocupando milhões de brasileiros.

Mas os indicadores econômicos recentes sugerem que crescimento e inclusão social não são objetivos incompatíveis. Ao contrário: podem caminhar lado a lado quando políticas públicas conseguem combinar geração de emprego, valorização da renda e fortalecimento do consumo das famílias.

No fim das contas, talvez seja justamente essa a principal reflexão provocada pelo artigo de Arilson Chiorato.

Os discursos eleitorais mudam. As estratégias políticas também. Já os resultados concretos — quando efetivamente chegam à mesa dos trabalhadores brasileiros — acabam se tornando parte da realidade cotidiana do país.

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IBGE lança plataforma para ajudar municípios a enfrentar desastres climáticos e avanço do El Niño

Nova ferramenta reúne dados territoriais, mapas e treinamento para que prefeituras, câmaras municipais e órgãos públicos possam agir antes que tragédias aconteçam

© Paulo Pinto/Agência Brasil
 

O inverno de 2026 começou sob um sinal de alerta. Com a possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño ao longo dos próximos meses e um planeta cada vez mais quente, governos e especialistas intensificam os esforços para reduzir os impactos de eventos extremos como enchentes, deslizamentos, secas e tempestades.

Nesse contexto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta terça-feira (23) o Singed Lab Desastres, uma nova plataforma voltada à preparação de gestores públicos e privados para situações de emergência climática. A ferramenta começará a operar oficialmente em 1º de julho e integra a estratégia nacional de atenção ao El Niño.

A iniciativa surge em um momento especialmente sensível para o país. Nos últimos anos, eventos climáticos extremos provocaram prejuízos bilionários, deslocaram milhares de famílias e colocaram à prova a capacidade de resposta de estados e municípios. O caso mais emblemático foi a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul, que reforçou a necessidade de investimentos em prevenção e inteligência territorial.

Dados para agir antes da tragédia

Segundo disse o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, à Agência Brasil, o objetivo é mudar a lógica tradicional da gestão de desastres.

"O Singed Lab Desastres inaugura uma nova fronteira para o Estado brasileiro: usar inteligência territorial e estatística não apenas para contar perdas, mas para evitar que elas aconteçam."

A plataforma permitirá que gestores tenham acesso rápido a informações estratégicas sobre seus territórios. Entre os dados disponíveis estarão:

  • População residente em áreas de risco;
  • Número de domicílios potencialmente afetados;
  • Mapas de inundação e áreas suscetíveis a desastres;
  • Informações geográficas e socioeconômicas;
  • Indicadores para planejamento de ações preventivas;
  • Ferramentas de monitoramento e resposta emergencial.

Durante uma ocorrência climática, essas informações poderão ser acessadas virtualmente para apoiar decisões rápidas e mais precisas por parte das equipes locais.

Acesse o Singed Lab Desastres:
https://www.ibge.gov.br/singedlab/

Capacitação para prefeituras e órgãos públicos

Além dos dados, o programa prevê treinamento de gestores municipais, técnicos, vereadores, secretários e servidores públicos. A proposta é que cada município desenvolva sua própria Comissão de Prevenção de Desastres, formada por profissionais capacitados a interpretar informações estatísticas e geográficas durante situações críticas.

A expectativa é fortalecer a capacidade de resposta dos municípios antes, durante e após eventos extremos, tornando a prevenção parte permanente da gestão pública.

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. O nome foi dado por pescadores do Peru e do Equador em referência ao Menino Jesus, pois o aquecimento costuma ser percebido próximo ao período do Natal.

No Brasil, seus efeitos variam conforme a região. Historicamente, o fenômeno está associado ao aumento das chuvas no Sul do país e a períodos mais secos em partes do Norte e Nordeste. Para 2026, meteorologistas e órgãos federais acompanham atentamente os sinais de fortalecimento do fenômeno, que pode influenciar o regime de chuvas e elevar o risco de eventos extremos em diferentes estados.

Informação pode salvar vidas

Para cidades do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — regiões que convivem cada vez mais com enchentes, vendavais e deslizamentos — a nova plataforma representa uma ferramenta importante de planejamento.

Mais do que reagir a emergências, a proposta do IBGE é permitir que prefeitos, câmaras municipais, defesas civis e órgãos estaduais tenham condições de antecipar cenários, identificar vulnerabilidades e reduzir perdas humanas e materiais.

Num país que ainda contabiliza os custos de tragédias recentes, a prevenção pode ser a diferença entre administrar uma crise e evitá-la.

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PF mira banco ligado a Edir Macedo e bloqueia quase R$ 670 milhões em nova operação financeira

Operação Miragem investiga suposta manipulação de balanços, ocultação de prejuízos e fraudes contábeis no Banco Digimais; Justiça autorizou buscas, quebra de sigilos e bloqueio milionário de bens

PF mira banco ligado a Edir Macedo e bloqueia quase R$ 670 milhões em nova operação financeira. Operação Miragem investiga suposta manipulação de balanços, ocultação de prejuízos e fraudes contábeis no Banco Digimais; Justiça autorizou buscas, quebra de sigilos e bloqueio milionário de bens.

O dia, mais uma vez, amanheceu movimentado nos bastidores do sistema financeiro brasileiro. Desde as primeiras horas desta terça-feira (23), agentes da Polícia Federal estão nas ruas cumprindo mandados da Operação Miragem, uma investigação que coloca sob os holofotes o Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Operação mobiliza mais de 50 policiais

A ofensiva mobiliza mais de 50 policiais federais para o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. Além das buscas, a decisão judicial autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e determinou o sequestro e bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 670,3 milhões.

Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro de bens e valores que podem alcançar R$ 670,3 milhões.

Suspeita de manipulação contábil

Segundo a Polícia Federal, a investigação foi construída com base em relatórios técnicos produzidos pelo Banco Central. Os documentos apontariam indícios de irregularidades graves na administração da instituição financeira, incluindo a manipulação sistemática de demonstrativos contábeis e registros regulatórios.

Os investigadores suspeitam que os responsáveis teriam criado mecanismos para ocultar a real situação econômico-financeira do banco, transmitindo ao mercado e aos órgãos de fiscalização uma imagem de solvência que não corresponderia à realidade.

De acordo com a PF, as práticas investigadas podem ter permitido a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas na casa de centenas de milhões de reais.

Quais crimes estão sendo investigados?

Em nota divulgada sobre a operação, a Polícia Federal afirma que as supostas irregularidades envolvem crimes previstos na Lei nº 7.492/1986, conhecida como a Lei dos Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Os investigados poderão responder por gestão fraudulenta de instituição financeira, inserção de informações falsas em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito consideradas vedadas pela legislação.

Edir Macedo está entre os investigados

Entre os investigados está o próprio Edir Macedo, na condição de controlador da instituição financeira. Informações divulgadas por veículos nacionais apontam que não houve mandado de busca contra o líder religioso porque ele reside atualmente fora do Brasil.

A PF também apura a atuação de executivos, administradores e pessoas ligadas a fundos de investimento relacionados ao banco.

Pressão sobre o Digimais

O caso surge em um momento delicado para o Digimais. Nos últimos meses, o banco vinha sendo acompanhado de perto por analistas do mercado financeiro em razão de questionamentos sobre sua estrutura patrimonial e modelos de captação de recursos.

A investigação agora coloca pressão adicional sobre a instituição e poderá gerar novos desdobramentos regulatórios e judiciais nos próximos dias.

Operação segue em andamento

Até a publicação desta reportagem, não havia sido divulgada manifestação oficial do Banco Digimais sobre os fatos investigados pela Polícia Federal.

A Operação Miragem segue em andamento e novas informações poderão surgir ao longo desta terça-feira.

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