sábado, 20 de junho de 2026

Frio avança sobre o Sudeste e chuva se concentra no Sul neste fim de semana

Massa de ar frio mantém temperaturas baixas nas áreas serranas do Sudeste, enquanto Paraná segue em alerta para temporais e chuvas intensas

O inverno ainda nem começou oficialmente, mas já dá sinais claros de sua presença. O fim de semana será marcado por temperaturas baixas no Sudeste e por instabilidades que mantêm o Sul do Brasil sob atenção, especialmente no Paraná.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o sábado (20) será de frio mais intenso nas regiões serranas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde os termômetros podem registrar mínimas próximas de 4°C durante o amanhecer. Em áreas do sul paulista e do sul mineiro, as temperaturas devem variar entre 5°C e 10°C.

Enquanto isso, no Sul do país, a chuva perde força em comparação aos dias anteriores, mas continua presente em parte do Paraná. As precipitações acompanhadas de trovoadas isoladas devem se concentrar principalmente nas regiões norte e leste do estado, incluindo áreas próximas à Região Metropolitana de Curitiba.

Curitiba sob alerta

Para Curitiba e região, a previsão indica um sábado de céu encoberto, períodos de chuva e temperaturas entre 8°C e 15°C. O INMET mantém alerta para chuvas intensas e tempestades, com possibilidade de rajadas de vento, granizo e acumulados significativos de chuva ao longo do dia.

A recomendação é de atenção redobrada em áreas sujeitas a alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Domingo traz melhora gradual

No domingo (21), primeiro dia oficial do inverno, a tendência é de melhora gradual das condições do tempo em boa parte do Paraná. A chuva perde intensidade e surgem períodos de abertura de sol, embora as temperaturas continuem baixas durante a madrugada e o início da manhã.

Em Curitiba, os termômetros devem oscilar entre 8°C e 20°C, proporcionando uma tarde mais agradável, mas ainda com sensação típica de inverno.

Geada volta ao radar

O INMET também aponta possibilidade de geada em áreas mais elevadas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Nas regiões serranas do Sul, as mínimas podem ficar próximas de 3°C ao amanhecer.

Já no Sudeste, o frio continua predominando nas áreas montanhosas, enquanto o norte de Minas Gerais permanece com temperaturas mais elevadas, podendo alcançar até 31°C.

Resumo do fim de semana

Sábado (20)

  • Chuva e risco de temporais no Paraná.
  • Alerta do INMET para tempestades em Curitiba e região.
  • Frio intenso nas serras do Sudeste.
  • Possibilidade de geada no Sul.

Domingo (21)

  • Melhora gradual do tempo no Paraná.
  • Sol entre nuvens em Curitiba.
  • Manhã fria e tarde mais amena.
  • Início oficial do inverno com temperaturas típicas da estação.

O principal destaque é que o sábado exige atenção por causa das tempestades previstas, enquanto o domingo deve marcar uma transição para um cenário mais estável, porém com frio persistente nas primeiras horas do dia.

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Brasil cresce em campo, empolga a torcida e chega forte para vencer a Escócia

Com Vinícius Júnior em grande fase, Lucas Paquetá comandando o meio-campo e Matheus Cunha decisivo, seleção de Ancelotti assume a liderança do grupo e reacende o sonho do hexacampeonato

Com Vinícius Júnior em grande fase, Lucas Paquetá comandando o meio-campo e Matheus Cunha decisivo, seleção de Ancelotti assume a liderança do grupo e reacende o sonho do hexacampeonato. Com Vinícius Júnior em grande fase, Lucas Paquetá comandando o meio-campo e Matheus Cunha decisivo, seleção de Ancelotti assume a liderança do grupo e reacende o sonho do hexacampeonato

O apito final na Filadélfia trouxe mais do que uma vitória. Trouxe de volta uma sensação que o torcedor brasileiro conhece bem. Depois de uma estreia cercada de dúvidas e de um empate que gerou questionamentos, a Seleção Brasileira finalmente mostrou sinais claros de evolução na Copa do Mundo de 2026.

O triunfo por 3 a 0 sobre o Haiti, na noite de sexta-feira (19), colocou o Brasil na liderança do Grupo C e deixou a classificação para a próxima fase muito bem encaminhada. Mais importante que o resultado, porém, foi a forma como a equipe se comportou em campo.

Seleção mostra evolução coletiva

Os grandes campeões costumam crescer durante a competição. É uma velha máxima do futebol que voltou a ser lembrada pela torcida após a atuação brasileira nos Estados Unidos.

Com mais intensidade, melhor organização tática e um ataque funcionando com naturalidade, a equipe comandada por Carlo Ancelotti apresentou um futebol técnico, envolvente e eficiente. A sensação deixada foi de que o trabalho do treinador italiano começa a ganhar forma justamente quando a Copa entra em sua fase decisiva.

Diante de mais de 68 mil torcedores, o Brasil controlou praticamente toda a partida e construiu o placar sem sustos.

Matheus Cunha brilha e Vini Jr segue decisivo

O grande destaque da noite foi Matheus Cunha. Escolhido por Ancelotti para começar entre os titulares, o atacante respondeu com dois gols e uma atuação segura, aproveitando as oportunidades criadas pelo setor ofensivo brasileiro.

Mas o camisa 9 não brilhou sozinho.

Vinícius Júnior mais uma vez foi protagonista. O atacante participou diretamente das principais jogadas ofensivas, marcou um gol e segue envolvido em todos os gols da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo. Em sua partida de número 500 como profissional, mostrou velocidade, personalidade e capacidade de decidir.

Lucas Paquetá também teve atuação de destaque. Inteligente na marcação e criativo na construção das jogadas, o meia foi peça fundamental para desmontar o sistema defensivo haitiano e dar ritmo ao meio-campo brasileiro.

Defesa volta a transmitir confiança

Outro aspecto que agradou a comissão técnica foi o comportamento defensivo da equipe. Depois de oito partidas consecutivas sofrendo gols, o Brasil voltou a encerrar um compromisso sem ser vazado.

A atuação segura de Alisson, a experiência de Marquinhos e a consistência do sistema defensivo ajudaram a transmitir uma sensação de equilíbrio que vinha sendo cobrada pela torcida.

A única preocupação ficou por conta de Raphinha. O atacante deixou o gramado ainda no primeiro tempo sentindo dores musculares e será avaliado nos próximos dias para saber se terá condições de enfrentar a Escócia.

Expectativa por Neymar aumenta

Se existe um assunto que domina as conversas entre os torcedores brasileiros neste momento, ele atende por um nome: Neymar.

O craque ainda não entrou em campo nesta Copa do Mundo, mas cresce a expectativa de que Carlo Ancelotti possa relacioná-lo para o confronto decisivo diante da Escócia, marcado para a próxima quarta-feira (24).

A comissão técnica mantém cautela, mas a possibilidade de ver Neymar estreando no torneio já mobiliza os torcedores. Caso seja utilizado, a tendência é que receba uma das maiores ovacões da competição.

Brasil sonha novamente com o Hexa

Com quatro pontos conquistados, liderança do grupo e uma atuação convincente, o ambiente ao redor da seleção mudou significativamente em poucos dias. Cresce a expectativa de ver Neymar em campo. O mundo está de olho na Seleção Brasileira.

Nas ruas, nos bares e nas redes sociais, o sentimento predominante voltou a ser o da confiança. O futebol apresentado diante do Haiti mostrou uma equipe em evolução, mais próxima da identidade que o torcedor espera ver em uma Copa do Mundo.

A Escócia aparece agora como o último obstáculo da fase de grupos. Pelo futebol mostrado até aqui, o Brasil entra como favorito para confirmar a classificação e avançar com moral para o mata-mata. E, pelo futebol apresentado hoje, vai dar boa. Com certeza vale a torcida.

Ainda é cedo para qualquer previsão definitiva. Mas quando a Seleção Brasileira começa a crescer durante uma Copa do Mundo, o sonho ganha força. E, mais uma vez, milhões de brasileiros voltam a acreditar que o caminho para o tão esperado hexacampeonato pode estar sendo construído diante dos nossos olhos. O Brasil cresceu e tem tudo para conquistar a taça. 

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Governo explica nova ficha digital de hospedagem e desmente boato sobre monitoramento de hóspedes

Nova ferramenta substitui antigos formulários em papel, agiliza o check-in e mantém as mesmas regras de proteção de dados já existentes — boato sobre suposto monitoramento de hóspedes é desmentido

 

Check-in entrada de hotel - Foto: Roberto Castro/MTur
 

Quem já chegou cansado de uma viagem e precisou preencher longos formulários na recepção de um hotel sabe como alguns processos parecem ter parado no tempo. Agora, uma mudança silenciosa, mas rápida, começa a transformar essa rotina em todo o Brasil — mas também virou alvo de desinformação nas redes sociais.

Nas últimas semanas, circulou a informação de que o governo federal passaria a monitorar turistas por meio da nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital. A alegação, porém, não corresponde aos fatos.

O que entrou em vigor em abril de 2026 foi apenas a digitalização de um procedimento obrigatório que já existe há décadas nos meios de hospedagem brasileiros. Antes preenchida em papel, a ficha agora passa a funcionar de forma eletrônica, permitindo que o viajante realize o cadastro antes mesmo de chegar ao hotel.

O que mudou na prática

O sistema foi desenvolvido pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serpro e pode ser acessado por QR Code, link enviado pelo estabelecimento ou diretamente por meio da conta Gov.br. Para quem já possui cadastro na plataforma federal, o preenchimento leva apenas alguns segundos.

Com a mudança, o processo de check-in fica mais rápido, ágil, reduz filas e elimina boa parte da burocracia que existia nos balcões de hotéis, pousadas, hostels e outros locais de hospedagem no Brasil. Com o FNRH Digital é possível:

  • Preenchimento online e antecipado;
  • Check-in mais rápido;
  • Menos papel e menos burocracia;
  • Informações organizadas em sistema digital integrado.

O que a ficha digital não faz

Ao contrário do que afirmam publicações compartilhadas nas redes sociais, a ferramenta não foi criada para rastrear pessoas, acompanhar deslocamentos ou monitorar viagens.

Os dados solicitados continuam sendo basicamente os mesmos que já eram exigidos anteriormente para identificação dos hóspedes. Não há coleta de informações sobre gastos, consumo ou comportamento dos turistas.

Segundo o governo, o sistema não acompanha rotas, não monitora deslocamentos e não permite o rastreamento individual de cidadãos.

Para que servem os dados

As informações registradas alimentam o Sistema Nacional de Registro de Hóspedes, permitindo uma visão mais precisa sobre o fluxo turístico no país, como número de visitantes, perfil dos turistas e taxas de ocupação da rede hoteleira.

Esses dados são utilizados de forma agregada, sem identificação individual dos viajantes, para apoiar políticas públicas, orientar investimentos e melhorar serviços voltados ao turismo.

Segurança e proteção das informações

O Ministério do Turismo afirma que a FNRH Digital segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo proteção às informações pessoais dos usuários.

Além disso, a digitalização tende a aumentar a segurança em relação ao modelo antigo em papel, reduzindo riscos de extravio, perda de documentos e acessos indevidos. Tudo isso e ainda preservando o meio ambiente, pois elimina a ficha de papel do processo de check-in.

Modernização, não vigilância

A nova ficha digital foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República em 2024. O setor de hospedagem apoiou a iniciativa, que marca a substituição definitiva dos formulários em papel por um sistema eletrônico integrado.

Em tempos de informações que circulam em alta velocidade, o episódio serve como alerta sobre a importância de verificar a origem das notícias antes de compartilhá-las. No caso da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digital, a mudança representa uma modernização administrativa — e não um mecanismo de monitoramento e espionagem de turistas.

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PF apreende dólares, relógios e documentos em operação que mirou Jaques Wagner

Senador do PT afirma que valores encontrados têm origem legal e diz confiar que investigação esclarecerá os fatos

 
Senador Jaques Wagner -  Lula Marques/ Agência Brasil

O dia amanheceu turbulento nos bastidores de Brasília nesta quinta-feira (18). A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo o sistema financeiro nacional e pessoas ligadas ao Banco Master.

Dinheiro em espécie e relógios apreendidos

Durante as diligências na residência do parlamentar, em Brasília, os agentes apreenderam cerca de US$ 49 mil em espécie — valor equivalente a aproximadamente R$ 250 mil — além de outras quantias em moedas estrangeiras, documentos e uma coleção de relógios. A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de recebimento de vantagens econômicas indevidas por parte do senador, supostamente relacionadas ao empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

Suspeitas investigadas

Entre os pontos analisados pelos investigadores estão a possível aquisição de um apartamento de alto padrão em Salvador, repasses financeiros para empresa administrada por familiares do senador, utilização de aeronaves particulares e benefícios ligados a viagens e eventos.

A PF também investiga se houve atuação do parlamentar em matérias legislativas que poderiam beneficiar interesses do grupo econômico ligado ao Banco Master.

Senador nega irregularidades

Jaques Wagner rejeita todas as suspeitas. Em entrevista concedida à Band News, após a operação, e em nota divulgada por sua assessoria, o senador afirmou que não é réu, não foi denunciado e não responde a qualquer processo relacionado aos fatos investigados.

Sobre o apartamento citado pela investigação, Wagner declarou que o imóvel nunca fez parte de seu patrimônio. Segundo ele, havia apenas a intenção de comprá-lo futuramente para auxiliar uma de suas filhas.

Em relação ao dinheiro apreendido, o parlamentar sustenta que os valores possuem origem legal e foram devidamente declarados. De acordo com sua versão, parte dos recursos corresponde a diárias recebidas em missões oficiais internacionais e não utilizadas, além de recursos próprios mantidos em cofre para futuras viagens.

Investigação continua

Além dos mandados de busca, a operação incluiu medidas cautelares determinadas pelo STF, como restrições de contato entre investigados e suspensão de passaportes de alguns dos alvos.

A defesa do empresário Augusto Ferreira Lima afirmou que as diligências foram desnecessárias e reiterou que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

O caso permanece sob investigação. Até o momento, não há denúncia formal apresentada pelo Ministério Público nem condenação judicial contra os envolvidos.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Apagões, falta de combustível e sanções empurram Cuba e Venezuela para nova crise humanitária

Na Venezuela, falhas crônicas na rede elétrica afetam água, transporte e hospitais. Em Cuba, apagões prolongados e escassez de combustível provocam protestos e desabastecimento - impacto de sanções internacionais e guerra agravam crise que atinge milhões de pessoas


Cuba sem energia elétrica - AFP

Quando a energia elétrica desaparece, não é apenas a luz que se apaga. Geladeiras deixam de funcionar, sistemas de abastecimento de água param, hospitais operam sob pressão e atividades básicas do cotidiano se tornam um desafio. Esse cenário vem se aprofundando em Cuba e na Venezuela, dois países que enfrentam uma das mais graves crises energéticas de sua história recente.

Embora cada país tenha suas particularidades, especialistas apontam uma combinação de fatores comuns: anos de investimentos pífios em infraestrutura, dificuldades econômicas persistentes, problemas de gestão e o peso das sanções internacionais, que dificultam o acesso a recursos financeiros, equipamentos e combustíveis.

Venezuela: um país rico em petróleo, mas com milhões vivendo às escuras

Apesar de possuir algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela continua convivendo com frequentes apagões e oscilações de tensão. Fora da capital, Caracas, interrupções no fornecimento de energia fazem parte da rotina de grande parte da população.

Os efeitos vão muito além do desconforto doméstico. Falhas no sistema elétrico comprometem o abastecimento de água, prejudicam o funcionamento de unidades de saúde, afetam o transporte público e provocam perdas de alimentos e medicamentos que dependem de refrigeração.

Especialistas internacionais estimam que boa parte da capacidade de geração do país permanece fora de operação. A recuperação completa do sistema exigiria investimentos bilionários e vários anos de obras e modernização.

Nos últimos dias, o governo venezuelano anunciou novos acordos para tentar recuperar parte da capacidade energética nacional e atrair investimentos para o setor, numa tentativa de reduzir a vulnerabilidade da rede elétrica, mas a crise preocupa.

Cuba: combustível escasso e protestos após longos apagões

Em Cuba, a situação se tornou ainda mais dramática. O sistema elétrico nacional continua operando com grandes déficits de geração, obrigando milhões de pessoas a enfrentar apagões que, em algumas regiões, ultrapassam 20 horas por dia.

A escassez de combustível é apontada pelas autoridades como um dos principais fatores da crise. A Venezuela era o maior fornecedor da ilha caribenha, mas o país também comprava o petróleo do Irã. Com dificuldades para importar petróleo e derivados, diversas usinas operam abaixo da capacidade ou permanecem paradas.

O impacto é sentido em toda a economia. Alimentos estragam, sistemas de refrigeração deixam de funcionar, o transporte enfrenta limitações e serviços essenciais passam a operar em condições precárias.

O agravamento da situação levou moradores de diferentes localidades a protestar contra os cortes prolongados de energia. As manifestações refletem a crescente insatisfação popular diante das dificuldades enfrentadas diariamente. Em Cuba a crise não é só humanitária, é também política. O povo está nas ruas e a temperatura sobe a cada dia.

Guerra no Oriente Médio aumenta incertezas

Enquanto Cuba e Venezuela tentam administrar suas crises internas, a instabilidade internacional adiciona novas preocupações. O conflito envolvendo o Irã e as tensões com os Estados Unidos continuam influenciando os mercados globais de energia.

Mesmo com sinais de redução temporária das tensões diplomáticas, as sanções contra Teerã permanecem em vigor. Isso contribui para manter o mercado de combustíveis sob pressão e afeta especialmente países que dependem de importações energéticas para sustentar suas economias.

Uma crise que vai além da eletricidade

O que acontece em Cuba e na Venezuela já não pode ser visto apenas como um problema de geração de energia. A falta de eletricidade compromete o acesso à água potável, à alimentação, à saúde e à mobilidade urbana, criando um efeito dominó que atinge diretamente a qualidade de vida da população.

Para milhões de cubanos e venezuelanos, a crise energética deixou de ser uma questão técnica. Ela passou a determinar o funcionamento da vida cotidiana, transformando-se em um dos principais desafios humanitários da América Latina na atualidade.

Os Estados Unidos tem uma grande parcela de culpa no sofrimento essas duas nações. Devido a interesses econômicos e geopolíticos, o governo Trump endureceu as já pesadas tarifas e embargos aos produtos venezuelanos e cubanos. Nessa, e em outras questões, parece faltar humanidade ao presidente estadunidense.

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Nota de falecimento: Sr. Salvatore Russo

CABS International Ltda. e Nitida Serv Industriais Ltda., comunicam o falecimento de Salvatore Russo e informam detalhes das cerimônias de despedida


É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do *Sr. Salvatore Russo.*   Informamos que o velório será realizado dia 19/06 (sexta-feira) na Capela Vaticano, das 8h às 12h. Após a cerimônia de despedida, o corpo seguirá para a Itália.  Neste momento de dor, manifestamos nossa solidariedade e nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com o Sr. Salvatore Russo.   *CABS International Ltda e Nitida Serv Industriais Ltda*

A redação do Sulpost recebeu há pouco, através do companheiro Nelsão da Força, a notícia do falecimento do senhor Salvatore Russo, aos 80 anos. A pedidos do Nelsão, reproduzimos a nota, na íntegra, e nos unimos à corrente de pesar, enviando nossas sinceras condolências à família, amigos e colaboradores.

"É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do Sr. Salvatore Russo. 

Informamos que o velório será realizado dia 19/06 (sexta-feira) na Capela Vaticano, das 8h às 12h. Após a cerimônia de despedida, o corpo seguirá para a Itália.

Neste momento de dor, manifestamos nossa solidariedade e nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com o Sr. Salvatore Russo.

CABS International Ltda e Nitida Serv Industriais Ltda"

Indígenas de Tamarana conquistam 100 casas do Minha Casa, Minha Vida Rural

Moradias atenderão famílias da Terra Indígena Apucaraninha e representam avanço histórico na redução do déficit habitacional da comunidade

Foto: Ricardo Stuckert/PR
 

Durante anos, o sonho da casa própria pareceu distante para as famílias da Terra Indígena Apucaraninha, em Tamarana, no norte do Paraná. Em moradias improvisadas ou estruturas já desgastadas pelo tempo, centenas de indígenas conviviam diariamente com dificuldades que vão além da falta de conforto. A ausência de uma habitação adequada impacta diretamente na saúde, segurança e qualidade de vida das famílias indígenas.

Agora, esse cenário começa a mudar. A comunidade conquistou 100 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida Rural, uma das mais importantes iniciativas de habitação voltadas para populações do campo e comunidades tradicionais. As moradias beneficiarão famílias das aldeias Sede, Água Branca e Barreiro, que compõem a Terra Indígena Apucaraninha e abrigam cerca de 2,3 mil indígenas.

A conquista é resultado de uma articulação envolvendo lideranças indígenas, movimentos sociais e representantes políticos. O trabalho foi conduzido pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), em parceria com Ivan Kaingang e o cacique Jucelino Vergílio. As lideranças atuaram junto ao Movimento Nacional de Luta pela Moradia, à Associação Casa da Família do Estado do Paraná e a ministérios do Governo Federal para viabilizar a inclusão da comunidade no programa habitacional.

A demanda por moradia na região é antiga. Levantamentos realizados junto à Aldeia Sede apontam a necessidade de pelo menos 400 novas residências apenas naquela localidade. A chegada das 100 novas casas ainda não elimina o déficit existente, mas representa um avanço significativo para dezenas de famílias que aguardam há anos por uma solução habitacional.

Segundo Zeca Dirceu, a conquista demonstra a importância de garantir que as políticas públicas alcancem populações historicamente excluídas.

“Moradia digna é um direito básico e essencial para qualquer família. Essa conquista é fruto da organização da comunidade, da luta de suas lideranças e do trabalho de articulação que fizemos junto ao Governo Lula. Seguiremos trabalhando para ampliar esse atendimento e garantir mais investimentos para a população indígena”, afirmou o deputado.

Ivan Kaingang destacou que a habitação esteve entre as principais reivindicações apresentadas pela comunidade durante as conversas realizadas com o mandato parlamentar.

“Essa é uma reivindicação antiga das famílias da Apucaraninha. Sabemos que ainda há muito a ser feito, mas a aprovação dessas 100 casas já representa uma vitória para centenas de pessoas”, ressaltou.

Moradia adaptada à realidade das comunidades

O Minha Casa, Minha Vida Rural é uma modalidade do programa habitacional do Governo Federal destinada a agricultores familiares, trabalhadores rurais e comunidades tradicionais, como povos indígenas e quilombolas. O objetivo é garantir moradias seguras e adequadas, respeitando os modos de vida, a cultura e as necessidades específicas de cada população atendida.

Para as famílias da Terra Indígena Apucaraninha, a chegada das novas casas representa mais do que a construção de paredes e telhados. É um passo concreto na busca por dignidade, segurança e melhores condições de vida para uma comunidade que há décadas reivindica investimentos capazes de atender às suas necessidades.

Com informações da assessoria do deputado Zeca Dirceu.

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Brasil entra em campo e supermercados do Paraná fecham mais cedo nesta sexta-feira

Grandes redes varejistas vão encerrar o atendimento entre 21h e 21h30 para liberar funcionários antes da partida da Seleção Brasileira; consumidores devem antecipar as compras

Grandes redes varejistas vão encerrar o atendimento entre 21h e 21h30 para liberar funcionários antes da partida da Seleção Brasileira; consumidores devem antecipar as compras

O carrinho de compras corre um pouco mais rápido nesta sexta-feira (19). Em bairros de Curitiba, Londrina, Cascavel, Ponta Grossa e tantas outras cidades do Paraná, muita gente vai antecipar a compra da carne, das bebidas e dos petiscos. Quando a bola começar a rolar pela Copa do Mundo FIFA 2026, às 21h30, boa parte dos supermercados do estado já terá fechado as portas.

O motivo é simples: permitir que milhares de trabalhadores acompanhem a partida da Seleção Brasileira contra o Haiti, válida pela segunda rodada da fase de grupos do Mundial. Em um país onde o futebol ainda tem o poder de reunir famílias, amigos e vizinhos diante da televisão, o comércio também se adapta ao calendário da bola.

ATENÇÃO: Quem deixar para comprar carne, carvão, bebidas ou petiscos na última hora pode encontrar as portas fechadas. As principais redes supermercadistas do Paraná vão encerrar o expediente antes do início da partida. Zé Delivery segue normal.

Brasil precisa vencer

A expectativa da torcida é grande. Depois do empate suado, por 1 a 1 com o Marrocos, logo na estreia, a Seleção entra em campo pressionada pela necessidade de conquistar os três pontos para ganhar tranquilidade no Grupo C e se aproximar da classificação para a próxima fase. Se o Brasil não ganhar, o risco de fazer as malas e voltar mais cedo para casa é grande.

Sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, a Seleção busca apresentar um futebol mais consistente e eficiente diante dos haitianos. A equipe mostrou momentos de qualidade na estreia, mas também deixou escapar oportunidades importantes que poderiam ter garantido a vitória.

Outro ingrediente que aumenta a atenção dos torcedores é a situação de Neymar. O camisa 10 segue em processo de recuperação física e continua sendo assunto entre os brasileiros, que aguardam a possibilidade de vê-lo novamente em campo durante a competição. Mesmo sem a presença do craque, a expectativa é de um grande apoio da torcida para empurrar a equipe rumo à vitória.

Em tempos de redes sociais, transmissões em múltiplas telas e uma rotina cada vez mais acelerada, a Copa do Mundo continua sendo um dos raros eventos capazes de mobilizar o país inteiro ao mesmo tempo. E nesta sexta-feira não será diferente.

Veja como ficam os horários dos supermercados

As principais redes de supermercados do Paraná adotaram fechamento antecipado para liberar seus funcionários antes do início da partida.

  • Condor: todas as lojas fecham às 21h.
  • Muffato e Max Atacadista: encerramento das atividades às 21h.
  • Festval: atendimento até 21h30.
  • Jacomar: fechamento às 21h.
  • Companhia Beal / Super Festval: unidades operam até 21h.

As redes também recomendam que os consumidores façam suas compras ao longo da tarde ou no início da noite. Nenhuma das lojas que adotará o fechamento antecipado voltará a abrir após o término da partida, que deve se encerrar próximo das 23h30.

Torcida também entra em campo

Além da disputa por uma vaga na próxima fase, o confronto desta sexta-feira carrega um componente emocional que faz parte da história do futebol brasileiro. É o momento em que bares lotam, churrasqueiras são acesas, bandeiras reaparecem nas janelas e milhões de pessoas compartilham a mesma expectativa.

Com Neymar ou sem Neymar, com nervosismo ou confiança, a verdade é que a torcida brasileira também entra em campo. E, nesta sexta-feira, até os supermercados do Paraná vão parar um pouco mais cedo para acompanhar o sonho do hexacampeonato. Você também pode optar em fazer suas compras adiantado, pela Amazon.

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UFSC receberá supercomputador para impulsionar pesquisas em inteligência artificial

Equipamento de alto desempenho doado pela Intel amplia a capacidade científica da universidade em áreas estratégicas como IA generativa, bioinformática, ciência de dados e saúde digital

 
Equipamento de alto desempenho doado pela Intel amplia a capacidade científica da universidade em áreas estratégicas como IA generativa, bioinformática, ciência de dados e saúde digital

Enquanto a inteligência artificial avança rapidamente e redefine setores inteiros da economia, universidades brasileiras buscam fortalecer sua capacidade de pesquisa para acompanhar essa transformação. Em Florianópolis, um novo passo foi anunciado nesta semana: a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) receberá um supercomputador de alto desempenho que deverá ampliar significativamente o desenvolvimento de estudos e aplicações em inteligência artificial.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (17) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, durante um encontro que reuniu representantes de universidades, centros de pesquisa, empresas, instituições de fomento e organizações ligadas ao ecossistema de inovação catarinense.

O equipamento, um Intel Habana Gaudi2 doado pela Intel, passa a integrar a infraestrutura científica da UFSC e será utilizado em pesquisas avançadas envolvendo inteligência artificial generativa, grandes modelos de linguagem, ciência de dados, visão computacional, bioinformática e processamento de imagens médicas.

“A entrega deste supercomputador representa mais um passo na construção da soberania tecnológica brasileira. Estamos ampliando a capacidade das nossas universidades de desenvolver conhecimento, formar talentos e criar soluções inovadoras para os desafios do país”, afirmou a ministra Luciana Santos.

Para a comunidade acadêmica, o novo equipamento representa mais do que um avanço tecnológico. A expectativa é que ele permita acelerar pesquisas complexas, reduzir o tempo de processamento de grandes volumes de dados e ampliar a colaboração entre diferentes áreas do conhecimento.

O reitor da UFSC, Irineu de Souza, destacou o caráter multidisciplinar da iniciativa. Segundo ele, a nova estrutura deverá beneficiar pesquisas em ciência, saúde, tecnologia e inteligência artificial, gerando impactos positivos tanto para a universidade quanto para a sociedade.

O reitor da UFSC, Irineu de Souza, destacou o caráter multidisciplinar da iniciativa. Segundo ele, a nova estrutura deverá beneficiar pesquisas em ciência, saúde, tecnologia e inteligência artificial, gerando impactos positivos tanto para a universidade quanto para a sociedade.
Foto: Luara Baggi (Ascom/MCTI)

Formação de profissionais para a era da IA

Durante o evento, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação também lançou o programa Residência em TICs – Trilhas IA, coordenado pelo Instituto Eldorado. A iniciativa contará com investimento de R$ 129 milhões e tem como meta formar 1.800 desenvolvedores e capacitar outros 4 mil usuários de ferramentas de inteligência artificial até 2028.

O programa busca atender à crescente demanda por profissionais qualificados em tecnologia da informação e inteligência artificial, áreas consideradas estratégicas para a competitividade do país nos próximos anos.

Investimentos bilionários em Santa Catarina

Além dos anúncios voltados à inteligência artificial, o MCTI apresentou um panorama dos investimentos federais destinados ao estado. Entre 2023 e 2025, Santa Catarina recebeu R$ 5,6 bilhões em recursos para ciência, tecnologia e inovação, valor superior ao triplo do registrado nos quatro anos anteriores.

Desse total, R$ 5,1 bilhões foram aplicados por meio da Finep em 706 projetos distribuídos por 148 municípios catarinenses, contemplando universidades, institutos de pesquisa, parques tecnológicos e empresas inovadoras.

Segundo o diretor regional Sul da Finep, Bruno Camargo, os recursos ajudam a fortalecer todo o ambiente de inovação. O apoio contempla desde Instituições de Ciência e Tecnologia até empreendimentos de base tecnológica, contribuindo para ampliar a pesquisa científica e transformar conhecimento em desenvolvimento econômico e social.

Com a chegada do novo supercomputador da Intel à UFSC e a ampliação dos investimentos em formação e pesquisa, Santa Catarina reforça sua posição como um dos principais polos de ciência, tecnologia e inovação do país, em um momento em que a inteligência artificial se torna cada vez mais estratégica para o futuro da economia e da produção de conhecimento.

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Dia do Orgulho Autista: quando compreender a diversidade muda vidas

Primeira celebração oficial da data no Brasil reforça a importância da inclusão, do respeito e da valorização da neurodiversidade

Primeira celebração oficial da data no Brasil reforça a importância da inclusão, do respeito e da valorização da neurodiversidade

Há diferenças que passam despercebidas para quem está de fora, mas acompanham uma pessoa durante toda a vida. Estão nas dificuldades de participar de uma conversa em grupo, no desconforto diante de ambientes cheios, na necessidade de seguir uma rotina bem definida ou na sensação constante de não se encaixar.

Para muitas pessoas autistas, a infância e a adolescência são marcadas justamente por esse sentimento silencioso de estar um passo fora do ritmo dos demais.

Neste 18 de junho, o Brasil celebra pela primeira vez oficialmente o Dia Nacional do Orgulho Autista. Mais do que uma data simbólica, o momento convida a sociedade a enxergar o transtorno do espectro autista (TEA) para além dos estereótipos e dos preconceitos que ainda cercam o tema.

A história do juiz paranaense Ricardo Fulgoni ajuda a ilustrar essa realidade. Durante anos, ele conviveu com dificuldades de interação social sem saber exatamente o motivo. Era chamado de antissocial, chato ou distante. O diagnóstico só veio na vida adulta, após um período de intensa sobrecarga emocional durante a pandemia.

Quando finalmente compreendeu que era autista, encontrou respostas para situações que o acompanharam desde a infância.

"Quando eu comecei a ler sobre o que era o autismo, os sintomas e as características, estava ali um manual de instruções da minha vida", relatou em entrevista à Agência Brasil.

A descoberta não mudou quem ele era. Mas trouxe algo que durante muito tempo parecia impossível: compreensão.

“Não existe uma única forma de ser autista. O espectro reúne experiências, habilidades e desafios diferentes, reforçando a importância do respeito à neurodiversidade e da inclusão.”

Um espectro de muitas realidades

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas pessoas autistas continua sendo o desconhecimento da sociedade sobre o que realmente significa o espectro autista.

Durante décadas, prevaleceu a ideia equivocada de que todas as pessoas autistas seriam iguais ou apresentariam as mesmas características. Hoje, especialistas sabem que a realidade é muito mais complexa.

Segundo o neuropsicólogo Mayck Hartwig, o autismo se manifesta de maneiras bastante diferentes em cada indivíduo.

"O autismo hoje é compreendido como um espectro de manifestação fenotípica bastante heterogênea, ou seja, existem várias manifestações diferentes do autismo. E essas manifestações ocorrem também com sinais mais ou menos evidentes em algumas pessoas."

Em outras palavras, não existe um único perfil de pessoa autista. Há pessoas que precisam de apoio constante ao longo da vida. Outras estudam, trabalham, formam famílias e constroem carreiras de destaque. Algumas possuem grande sensibilidade a sons, luzes ou ambientes movimentados. Outras apresentam interesses muito específicos e intensa capacidade de concentração em determinadas áreas.

O que une essas diferentes experiências são características relacionadas à comunicação social, à interação com outras pessoas e à forma como o cérebro percebe e organiza informações do mundo ao redor.

Entre desafios e potencialidades

O transtorno do espectro autista é uma condição do neurodesenvolvimento que normalmente se manifesta nos primeiros anos de vida. Os primeiros sinais podem surgir ainda na infância, embora muitos diagnósticos continuem acontecendo apenas na adolescência ou na fase adulta.

Nos últimos anos, o avanço do conhecimento científico e o aumento da conscientização têm permitido que milhares de pessoas finalmente encontrem explicações para situações que carregaram por décadas. Esse entendimento também ajuda a combater uma visão limitada que reduz o autismo apenas às dificuldades.

Embora os desafios existam e não devam ser ignorados, pessoas autistas também possuem talentos, habilidades, formas criativas de pensar e contribuições importantes para a sociedade. O reconhecimento dessas potencialidades faz parte da proposta do movimento do orgulho autista.

Mais respeito, menos preconceito

Diferentemente do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, o Dia do Orgulho Autista nasceu de movimentos liderados pelas próprias pessoas autistas. A ideia não é negar as dificuldades que podem acompanhar a condição, mas defender que essas diferenças sejam compreendidas sem estigmas e sem discriminação.

Em um mundo que frequentemente pressiona todos a agir, sentir e se comunicar da mesma forma, o orgulho autista surge como um convite à escuta. Escutar quem vive essa realidade. Escutar as famílias. Escutar os profissionais que trabalham com inclusão. E, principalmente, reconhecer que diversidade também significa aceitar diferentes maneiras de perceber e interagir com o mundo.

Neste primeiro Dia Nacional do Orgulho Autista celebrado oficialmente no Brasil, a mensagem é simples, mas poderosa: compreender as diferenças continua sendo um dos caminhos mais importantes para construir uma sociedade verdadeiramente inclusiva.


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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Margareth Menezes lança em Colombo, na RMC, programa que une cultura, clima e desenvolvimento social

Ministra da Cultura reuniu lideranças políticas, movimentos culturais e representantes da sociedade civil na Região Metropolitana de Curitiba para apresentar os Territórios Verdes da Cultura, iniciativa voltada à sustentabilidade, inclusão e fortalecimento das periferias

Ministra Margareth Menezes, hoje (17), no CEU das Artes de Colombo
Nelsão da Força

O fim da tarde desta quarta-feira (17) trouxe um encontro pouco comum ao CEU das Artes de Colombo. Em um mesmo espaço, artistas, agentes culturais, lideranças comunitárias, sindicalistas, parlamentares e representantes do Governo Federal se reuniram para discutir um tema que até pouco tempo atrás parecia distante do universo cultural: as mudanças climáticas.

Foi nesse cenário que a ministra da Cultura, Margareth Menezes, lançou oficialmente o programa Territórios Verdes da Cultura, uma nova política pública federal que pretende transformar equipamentos culturais em espaços de resiliência climática, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário.

"A cultura deixa de ser apenas espaço de expressão artística e passa a ocupar também um papel estratégico na adaptação das comunidades aos desafios climáticos."

A agenda mobilizou diferentes setores da sociedade e reuniu autoridades como as deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, a deputada estadual Ana Júlia Ribeiro, o deputado estadual, presidente do PT Paraná e líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, Arilson Chiorato, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e da Força Sindical Paraná, Sérgio Butka e seu vice-presidente Nelsão da Força, o vereador e presidente do PT Curitiba, Angelo Vanhoni, entre outros representantes de movimentos sociais, coletivos culturais, organizações da Região Metropolitana de Curitiba e populares.

A presença da ministra também evidenciou a crescente aproximação entre as políticas culturais e as pautas ambientais. O Territórios Verdes da Cultura nasce com a proposta de transformar CEUs das Artes, CEUs da Cultura e unidades do programa MovCEU em polos comunitários capazes de desenvolver soluções locais para os desafios climáticos enfrentados pelas cidades brasileiras.

A iniciativa está estruturada sobre três pilares principais: Soluções Baseadas na Natureza, com implantação de áreas verdes e infraestrutura sustentável; educação ambiental e criativa, voltada à formação de crianças, jovens e comunidades; e ações comunitárias que buscam estimular a construção coletiva de respostas para problemas urbanos e ambientais.

Na prática, o programa prevê ações como hortas comunitárias, sistemas de captação de água da chuva, projetos de economia circular, arborização urbana e atividades educativas integradas à produção cultural.

Cultura que nasce do território

Ao longo do evento, uma das ideias mais presentes foi a de que as periferias não devem ser vistas apenas como destinatárias de políticas públicas, mas como protagonistas na construção de soluções para seus próprios desafios.

Essa visão também apareceu nas manifestações da deputada estadual Ana Júlia Ribeiro, que destacou a importância da juventude e das comunidades periféricas na construção de alternativas para enfrentar os impactos da crise climática e ampliar o acesso à cultura.

A deputada federal Gleisi Hoffmann, uma das principais lideranças políticas do Paraná e pré-candidata ao Senado em 2026, acompanhou o lançamento ao lado da ministra e reforçou a importância dos investimentos federais voltados ao fortalecimento dos territórios populares.

Mais do que um lançamento institucional, o encontro buscou demonstrar como diferentes políticas públicas podem atuar de forma integrada. Em Colombo, o Territórios Verdes da Cultura passa a dialogar com programas já existentes, como o Periferias Verdes Resilientes e o Periferia Viva, ampliando a conexão entre cultura, desenvolvimento social e adaptação aos eventos climáticos extremos.

Projetos locais ganham espaço

A cerimônia também contou com a participação de iniciativas que já atuam diretamente nas comunidades da Região Metropolitana.

Entre elas estavam o Comitê de Cultura do Paraná, responsável por facilitar o acesso de artistas e agentes culturais a políticas públicas e mecanismos de financiamento; o Laboratório de Cultura Digital da Universidade Federal do Paraná (LabCD-UFPR), dedicado à construção de soluções ligadas à cultura digital; e o Projeto Arvoredo, que desenvolve ações de infraestrutura verde no Jardim das Graças II, em Colombo.

Para João Paulo Mehl, diretor do Coletivo Soylocoporti, uma das organizações envolvidas nas atividades, a presença da ministra representa o fortalecimento da atuação federal nos territórios periféricos e reafirma a importância da integração entre cultura e meio ambiente.

Do litoral à Região Metropolitana

Antes de chegar a Colombo, Margareth Menezes cumpriu agenda em Paranaguá, no litoral paranaense. A ministra visitou o Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR e acompanhou apresentações ligadas ao fandango caiçara, uma das manifestações culturais mais tradicionais do Paraná.

A passagem pelo litoral e pela Região Metropolitana de Curitiba revelou duas faces complementares da política cultural brasileira: a preservação da memória e do patrimônio histórico, de um lado, e a construção de novos caminhos para o futuro das comunidades, de outro.

Em Colombo, a mensagem deixada pelo evento foi clara. Diante dos desafios ambientais que se tornam cada vez mais visíveis nas cidades brasileiras, a cultura deixa de ocupar apenas os palcos e centros culturais. Ela passa a fazer parte das estratégias de transformação social, educação ambiental e fortalecimento da vida comunitária. Meio ambiente também é cultura.

Gleisi Hoffmann, Sérgio Butka e Arilson Chiorato, pré-candidatos, respectivamente, a Senadora, Deputado Estadual e Deputado Federal, com o companheiro Nelsão da Força, no CEU das Artes de Colombo

James Webb revela exoplaneta extremo que chega a ser “assado” por sua estrela

Observações do telescópio espacial da NASA mostram mudanças radicais de temperatura e química em um gigante gasoso localizado fora do Sistema Solar

Em algum ponto distante da Via Láctea, um planeta gigante mergulha em direção à sua estrela como se estivesse em uma trajetória de autodestruição. A cada aproximação, sua atmosfera é submetida a um calor brutal. Nuvens podem desaparecer, moléculas se reorganizam e a temperatura dispara em poucas horas. Agora, graças ao Telescópio Espacial James Webb, os cientistas conseguiram observar esse fenômeno com um nível de detalhe sem precedentes.

Observações do telescópio espacial da NASA mostram mudanças radicais de temperatura e química em um gigante gasoso localizado fora do Sistema Solar Em algum ponto distante da Via Láctea, um planeta gigante mergulha em direção à sua estrela como se estivesse em uma trajetória de autodestruição. A cada aproximação, sua atmosfera é submetida a um calor brutal. Nuvens podem desaparecer, moléculas se reorganizam e a temperatura dispara em poucas horas. Agora, graças ao Telescópio Espacial James Webb, os cientistas conseguiram observar esse fenômeno com um nível de detalhe sem precedentes.
Concepção artística do exoplaneta HD 80606 b - NASA WEBB
O exoplaneta HD 80606 b apresentou um aumento de temperatura superior a 600°C durante sua passagem mais próxima da estrela, tornando-se um dos mundos mais extremos já estudados pelo James Webb.

O protagonista dessa descoberta é o exoplaneta HD 80606 b, um gigante gasoso com aproximadamente quatro vezes a massa de Júpiter. Diferentemente da maioria dos chamados "Júpiteres quentes", que orbitam muito próximos de suas estrelas, ele segue uma trajetória extremamente alongada, semelhante a um estilingue cósmico.

Essa órbita incomum faz com que o planeta passe longos períodos relativamente distante da estrela e, depois, mergulhe rapidamente em sua direção. Durante essa aproximação, conhecida pelos astrônomos como periastron, o calor aumenta de forma dramática.

Os dados obtidos pelo James Webb revelaram que a temperatura do planeta sobe cerca de 1.100 graus Fahrenheit — aproximadamente 610 graus Celsius — durante esse processo. O resultado é uma transformação atmosférica intensa, capaz de alterar a composição química e a formação de nuvens praticamente em tempo real.

Segundo a pesquisadora Tiffany Kataria, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, HD 80606 b já era considerado um dos exoplanetas mais extremos conhecidos, mas as novas observações mostraram que o comportamento do planeta é ainda mais impressionante do que se imaginava.

Para estudar o fenômeno, a equipe utilizou o instrumento MIRI (Mid-Infrared Instrument), especializado em observações no infravermelho. A técnica empregada foi a espectroscopia, que permite decompor a luz em diferentes comprimentos de onda para identificar substâncias químicas, medir temperaturas e compreender propriedades físicas dos corpos celestes.

Os cientistas acompanharam o planeta antes, durante e depois da passagem mais próxima da estrela. A operação exigiu anos de planejamento, já que HD 80606 b completa uma órbita a cada 111 dias e o James Webb possui janelas específicas para observação, determinadas pela posição da Terra ao redor do Sol.

Embora a análise dos dados esteja apenas começando, os pesquisadores já identificaram sinais químicos importantes, incluindo moléculas como metano e dióxido de carbono. Essas informações poderão ajudar a compreender não apenas esse planeta específico, mas também dezenas de outros gigantes gasosos espalhados pela galáxia.

Os resultados foram apresentados durante a 248ª reunião da Sociedade Astronômica Americana, realizada em Pasadena, na Califórnia. Para os astrônomos, o conjunto de dados obtido pelo James Webb é tão rico que deverá gerar novos estudos por muitos anos.

O telescópio espacial, considerado atualmente o observatório científico mais avançado do mundo, continua ampliando o conhecimento humano sobre planetas distantes, sistemas estelares e as origens do próprio Universo. E, desta vez, mostrou que existem mundos onde o clima não muda apenas entre estações — ele pode se transformar radicalmente em questão de horas.

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Brasil amplia verba ambiental e registra maior investimento da série histórica no combate às queimadas

Com crédito extraordinário de R$ 337,5 milhões, governo federal reforça fiscalização, contratação de brigadistas e estrutura de combate aos incêndios florestais em todo o país

Reforço aumenta capacidade de prevenção e resposta aos incêndios florestais e eventos climáticos extremos
Foto: Vinícius Mendonça/Ibama

Com a liberação de R$ 337,5 milhões em crédito extraordinário, o governo federal afirma ter alcançado em 2026 o maior volume de recursos da série histórica para combate ao desmatamento, fiscalização ambiental e prevenção de incêndios florestais.

Quando a fumaça avança sobre o horizonte, ela costuma chegar antes das manchetes. Em muitos pontos do Brasil, especialmente durante os meses mais secos do ano, o fogo transforma paisagens inteiras, ameaça comunidades, afeta a fauna e coloca equipes de emergência diante de uma corrida contra o tempo.

Foi nesse cenário que o governo federal anunciou nesta segunda-feira (15) um novo reforço orçamentário para ações ambientais. Com a publicação da Medida Provisória nº 1.367/2026, foram liberados R$ 337,5 milhões em crédito extraordinário para fortalecer o combate ao desmatamento, a fiscalização ambiental e a prevenção de incêndios florestais.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o aporte faz com que o orçamento destinado a essas ações alcance o maior volume da série histórica. De acordo com os dados oficiais, o montante disponível em 2026 supera em 24% os recursos registrados em 2025, que até então representavam o maior patamar de investimento na área.

Os recursos serão executados pelo Ibama e pelo ICMBio, órgãos responsáveis por grande parte das operações de fiscalização ambiental e proteção das unidades de conservação federais.

Do total anunciado, R$ 194,4 milhões serão destinados ao Ibama. O valor deverá financiar operações de campo, contratação de brigadistas temporários, aquisição de equipamentos de proteção individual, deslocamento de equipes e locação de aeronaves utilizadas no combate ao fogo e em ações de fiscalização.

Já o ICMBio receberá R$ 143,1 milhões para ampliar o monitoramento ambiental, reforçar equipes, adquirir equipamentos e fortalecer a estrutura operacional nas unidades de conservação espalhadas pelo país.

A medida ocorre em um momento de preocupação crescente com os efeitos das mudanças climáticas. Ondas de calor mais intensas, períodos prolongados de estiagem e eventos climáticos extremos vêm aumentando o risco de incêndios florestais em diferentes regiões brasileiras.

Nos últimos anos, o governo federal também ampliou o número de brigadistas. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o contingente mobilizado para 2026 soma 4.410 profissionais, o maior já contratado pela União para esse tipo de operação. A estrutura inclui ainda 19 helicópteros, 18 aviões para lançamento de água, uma aeronave para transporte de brigadistas, veículos especiais e bases operacionais de apoio.

Outro eixo da estratégia envolve recursos do Fundo Amazônia. Desde 2023, foram aprovados R$ 405 milhões para apoiar os Corpos de Bombeiros dos estados da Amazônia Legal. A partir de 2025, o financiamento também passou a contemplar ações de prevenção e combate a incêndios no Cerrado e no Pantanal.

A nova liberação de recursos também atende determinações do Supremo Tribunal Federal relacionadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e enfrentamento dos incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal.

Além dos investimentos operacionais, o governo destaca a implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, sancionada em 2024, que busca coordenar ações entre União, estados, municípios, produtores rurais, pesquisadores e organizações da sociedade civil.

Dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente apontam que, em 2025, a área queimada no Brasil ficou 39% abaixo da média registrada entre 2017 e 2024. No mesmo período, a redução teria alcançado 91% no Pantanal e 75% na Amazônia, segundo levantamento citado pelo governo com base em estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Com a aproximação do período mais crítico para queimadas em diversas regiões do país, a expectativa é que o reforço financeiro amplie a capacidade de resposta das equipes em campo. O desafio, entretanto, continua proporcional às dimensões continentais do território brasileiro e aos impactos cada vez mais visíveis das mudanças climáticas sobre os biomas nacionais.

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Eduardo Bolsonaro é condenado pelo STF e fica inelegível por oito anos

Decisão unânime da Primeira Turma impõe pena de prisão, perda do cargo na Polícia Federal e amplia os impactos políticos sobre o futuro do bolsonarismo

Decisão unânime da Primeira Turma impõe pena de prisão, perda do cargo na Polícia Federal e amplia os impactos políticos sobre o futuro do bolsonarismo
Flávio e Eduardo Bolsonaro, ambos do PL, em frente à Casa Branca, nos EUA - Reprodução/Instagram

A história da política brasileira ganha mais um capítulo de forte repercussão. Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, além de decretar sua inelegibilidade por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

A decisão foi tomada por quatro votos a zero, acompanhando o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes. Também votaram pela condenação os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Segundo a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo Bolsonaro teria atuado junto ao governo dos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar influenciar o andamento dos processos envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado anteriormente pelo STF no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.

Para os ministros da Corte, houve elementos suficientes para caracterizar o crime de coação no curso do processo. O julgamento considerou, entre outros pontos, a articulação de medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil, incluindo tarifas sobre produtos brasileiros, restrições de vistos e sanções econômicas aplicadas com base na chamada Lei Magnitsky.

A condenação de Eduardo Bolsonaro reacende o debate sobre os limites da atuação política internacional de agentes públicos brasileiros e adiciona um novo elemento de incerteza ao futuro eleitoral do bolsonarismo.

Durante o julgamento, o subprocurador-geral da República, Antônio Edilio Magalhães Teixeira, sustentou que as ações atribuídas a Eduardo Bolsonaro tinham o objetivo de constranger instituições brasileiras e interferir no andamento dos processos judiciais em curso.

A defesa, realizada pela Defensoria Pública da União (DPU), apresentou uma tese oposta. O defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho argumentou que Eduardo não possuía qualquer poder de decisão sobre a política externa dos Estados Unidos e que sua atuação se limitou a interlocuções políticas e manifestações públicas de opinião.

Atualmente vivendo nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro já havia perdido o mandato parlamentar após sucessivas ausências às sessões da Câmara dos Deputados. Na prática, a execução da pena enfrenta obstáculos enquanto ele permanecer fora do Brasil.

Impactos políticos

Além dos efeitos jurídicos, a condenação abre uma nova frente de discussão sobre o futuro político do grupo liderado pela família Bolsonaro, que no Paraná tem o senador Sérgio Moro como candidato ao Governo do Estado.

Analistas observam que a decisão pode aumentar as dificuldades de expansão eleitoral do bolsonarismo para além de sua base mais fiel. Ao mesmo tempo, apoiadores do ex-presidente tendem a interpretar o julgamento como mais um episódio de perseguição política, reforçando a mobilização do núcleo duro do movimento conservador.

A situação também produz reflexos sobre os projetos eleitorais da família para 2026. Eduardo era visto como um dos principais articuladores internacionais do bolsonarismo e um aliado estratégico de eventuais candidaturas ligadas ao grupo. Sua condenação e inelegibilidade reduzem seu espaço de atuação política institucional e transferem ainda mais atenção para as disputas judiciais envolvendo o entorno do ex-presidente.

Entre os desdobramentos observados por analistas está o possível impacto sobre a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro. A avaliação predominante é que novos episódios judiciais envolvendo integrantes da família podem dificultar a conquista de eleitores moderados e indecisos, embora também tenham potencial para fortalecer a identificação da base bolsonarista mais fiel.

Enquanto apoiadores e críticos travam uma nova batalha de narrativas nas redes sociais, a decisão da Suprema Corte marca mais um capítulo da longa crise política iniciada após as eleições de 2022 — uma disputa altamente polarizada, que continua produzindo desdobramentos capazes de influenciar diretamente o cenário eleitoral brasileiro nos próximos anos.

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terça-feira, 16 de junho de 2026

Sérgio Butka é indicado pré-candidato à deputado estadual

Sindicalistas ligados à Força Sindical do Paraná e Metalúrgicos da Grande Curitiba aprovam regimento de candidatura coletiva e indicam seu principal líder, Sérgio Butka pré-candidato a Deputado Estadual para defender os direitos dos trabalhadores, questões sociais e atendimento aos mais necessitados

Sindicatos ligados à Força Sindical do Paraná e Metalúrgicos da Grande Curitiba aprovam regimento de candidatura coletiva e indicam seu principal líder, Sérgio Butka pré-candidato a Deputado Estadual para defender os direitos dos trabalhadores, questões sociais e atendimento aos mais necessitados

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) e da Força Sindical Paraná, Sérgio Butka (PT), teve nesta terça-feira (16) seu nome indicado como pré-candidatura a deputado estadual. A indicação partiu de lideranças sindicais, representantes de categorias organizadas dos metalúrgicos da RMC e dirigentes ligados ao movimento sindical paranaense.

O regimento de candidatura coletiva apresentado por Butka vai além da disputa eleitoral. Caso seja eleito para a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), o dirigente pretende implementar um modelo de mandato coletivo, com participação efetiva das lideranças sindicais do Paraná na definição das ações parlamentares. 

Segundo o regimento divulgado, a estrutura será formada por comitês regionais distribuídos em diferentes regiões do Estado, incluindo Curitiba e Região Metropolitana, Litoral, Norte, Oeste e Campos Gerais. A ideia é que representantes dessas regiões participem da construção das pautas legislativas, da definição de prioridades e do acompanhamento do mandato.

“Essa candidatura nasce da organização dos trabalhadores. O objetivo é construir um mandato que represente coletivamente quem produz a riqueza do Paraná e que historicamente teve pouca participação nos espaços de decisão política”, afirmou Butka.

Com trajetória consolidada no movimento sindical, Butka está à frente do SMC, uma das maiores entidades sindicais do Paraná, e também preside a Força Sindical no estado. Ao longo dos últimos anos, participou de grandes vitórias para a classe trabalhadora paranaense. Foram várias negociações salariais, campanhas pela manutenção de empregos e debates sobre desenvolvimento industrial ligado à empregabilidade.

O modelo de mandato coletivo apresentado prevê que as principais decisões políticas sejam discutidas por um conselho formado por lideranças sindicais e representantes regionais. A proposta também inclui mecanismos de prestação de contas periódica e participação das bases na definição de prioridades para investimentos públicos e destinação de recursos parlamentares.

Aliança política para 2026

De acordo com o dirigente Nelson Silva, o Nelsão da Força, as lideranças resolveram indicar Sérgio Butka como pré-candidato a Deputado Estadual, por ele ser a principal liderança do movimento sindical no Paraná. O foco do coletivo é a defesa dos direitos dos trabalhadores, atenção às causas e questões sociais, bem como promover o atendimento aos mais necessitados e nenhum direito a menos.

O coletivo nasce em alinhamento político com o projeto da reeleição do presidente Lula, o apoio à pré-candidatura da ministra Gleisi Hoffmann ao Senado Federal, com a participação efetiva na construção da aliança política no Paraná, em torno do nome do deputado estadual Requião Filho (PDT) para o Governo do Estado.

Segundo Nelsão da Força, a proposta busca fortalecer um projeto político voltado ao fortalecimento do movimento sindical, à valorização do trabalho e principalmente do trabalhador, à geração de mais empregos através do desenvolvimento industrial do estado. Um coletivo que vai ampliar a participação popular nas decisões públicas.

Dirigentes sindicais e lideranças políticas ouvidas pelo Sulpost destacaram que o Paraná vive um momento de reorganização das forças progressistas para as eleições que se avizinham. As lideranças defendem a construção de uma frente política capaz de reunir os sindicalistas, movimentos sociais e partidos comprometidos com a defesa dos trabalhadores. Uma frente Progressista ampla, em defesa das trabalhadores e trabalhadores.

O coletivo de Butka integra as articulações políticas que começam a ganhar forma, e que certamente tem a força e o fôlego necessários para vencer a disputa eleitoral de 2026, quando as brasileiras e brasileiros, escolherão governador, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Quem é Sérgio Butka

Metalúrgico e dirigente sindical, Sérgio Butka preside o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) e da Força Sindical Paraná. É reconhecido há décadas por sua atuação em varias negociações coletivas. 

Butka foi protagonista de inúmeras vitórias para a classe metalúrgica paranaense e é reconhecido pela defesa firme das pautas relacionadas ao emprego, à valorização salarial, melhores condições de trabalho, desenvolvimento industrial, econômico e principalmente pela qualidade de de vida da trabalhadora e do trabalhador paranaense.

A crise climática já bate à porta da infância: 1,1 bilhão de crianças vivem sob múltiplas ameaças ambientais

Novo relatório do Unicef revela que quase metade das crianças e adolescentes do planeta está exposta simultaneamente a secas, ondas de calor, enchentes e outros eventos extremos. No Brasil, 16 milhões enfrentam três ou mais riscos climáticos

 
Novo relatório do Unicef revela que quase metade das crianças e adolescentes do planeta está exposta simultaneamente a secas, ondas de calor, enchentes e outros eventos extremos. No Brasil, 16 milhões enfrentam três ou mais riscos climáticos

O calor chega mais cedo. A chuva, quando vem, muitas vezes vem demais. Em algumas regiões, a seca se prolonga por meses. Em outras, enchentes transformam ruas em rios da noite para o dia. Para milhões de crianças ao redor do planeta, essas cenas deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte da rotina.

Um novo alerta divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra a dimensão desse fenômeno. Segundo o Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, lançado nesta semana, quase metade das crianças e adolescentes do mundo — cerca de 1,1 bilhão de pessoas — está exposta simultaneamente a pelo menos três ameaças climáticas capazes de comprometer sua saúde, educação, segurança alimentar e até mesmo sua sobrevivência.

O levantamento revela uma realidade preocupante: praticamente todas as crianças do planeta convivem hoje com ao menos um risco relacionado às mudanças climáticas. Em casos mais extremos, mais de 4 milhões de meninos e meninas enfrentam até seis ameaças diferentes ao mesmo tempo.

No Brasil, os números também chamam atenção. Segundo o estudo, aproximadamente 16 milhões de crianças e adolescentes brasileiros vivem em áreas sujeitas a três ou mais riscos climáticos, como secas prolongadas, calor extremo e ondas de calor. O número representa cerca de três em cada dez crianças do país.

Quando o critério considera a exposição a dois ou mais riscos climáticos, o contingente sobe para mais de 30 milhões de crianças e adolescentes — o equivalente a seis em cada dez brasileiros nessa faixa etária.

Onde a infância encontra a emergência climática

O relatório utilizou os dados mais recentes disponíveis para mapear oito ameaças climáticas consideradas recorrentes em diferentes regiões do planeta: enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes fluviais, tempestades de areia e poeira e tempestades tropicais.

Pela primeira vez, o estudo consegue mostrar com precisão onde essas ameaças se sobrepõem e de que forma afetam os serviços públicos essenciais dos quais as crianças dependem diariamente, como escolas, hospitais, abastecimento de água e sistemas de proteção social.

A diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, destaca que os efeitos das mudanças climáticas já interferem diretamente na vida de milhões de crianças.

Ondas de calor cada vez mais intensas, incêndios florestais, enchentes e secas prolongadas não representam apenas eventos meteorológicos. Eles interrompem aulas, aumentam doenças, afetam a produção de alimentos e ampliam situações de vulnerabilidade social.

A combinação mais comum: seca e calor

Entre todos os cenários analisados, a combinação mais frequente é formada por seca, calor extremo e ondas de calor.

Mais de 296 milhões de crianças vivem sob essa tripla ameaça.

Já a segunda combinação mais comum — seca, calor extremo e tempestades tropicais — afeta mais de 115 milhões de crianças e adolescentes em diversas partes do mundo.

Na região africana do Sahel, uma das mais vulneráveis aos impactos climáticos, mais de 4 milhões de crianças enfrentam simultaneamente ondas de calor, temperaturas extremas e tempestades de areia.

Na Ásia, países como Bangladesh, Mianmar e Paquistão concentram algumas das situações mais críticas identificadas pelo levantamento, reunindo alta intensidade e grande número de ameaças climáticas sobrepostas.

Mas os impactos não se restringem aos países mais pobres. Na Itália, por exemplo, mais de 6 milhões de crianças e adolescentes estão expostos simultaneamente a secas e ondas de calor prolongadas.

Um risco invisível que atinge quase todas as crianças

Além dos eventos climáticos extremos, o estudo também analisou dois fatores fortemente influenciados pelas mudanças do clima: a poluição do ar e a malária. Os resultados mostram que a poluição atmosférica afeta praticamente todas as crianças do planeta.

No Brasil, cerca de 47 milhões de crianças e adolescentes — aproximadamente 95% da população infantil — vivem expostos à poluição do ar. Já a malária continua sendo uma ameaça relevante. Segundo o relatório, cerca de 5,6 milhões de crianças brasileiras estão em áreas vulneráveis à doença.

Quando esses fatores se somam aos eventos climáticos extremos, criam uma camada adicional de risco para uma população que já se encontra entre as mais vulneráveis.

O futuro ainda pode ser alterado

O relatório faz um alerta direto: sem uma redução urgente das emissões de gases de efeito estufa, os eventos climáticos extremos tendem a se tornar mais frequentes, mais severos e mais caros para governos e sociedades. O resultado pode ser uma pressão crescente sobre sistemas de saúde, educação, saneamento e assistência social, comprometendo o desenvolvimento de toda uma geração.

Para enfrentar esse cenário, o Unicef defende uma combinação de medidas que inclui a redução gradual do uso de combustíveis fósseis, investimentos em energias renováveis, fortalecimento de escolas e unidades de saúde resilientes ao clima, ampliação dos sistemas de alerta antecipado, segurança alimentar e acesso à água potável.

O organismo também destaca a importância de incluir crianças e adolescentes nas decisões relacionadas ao enfrentamento da crise climática. Mais do que vítimas de um problema global, eles serão os adultos que herdarão seus efeitos. E, segundo o alerta do Unicef, o tempo para agir já começou a correr.

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Carne sem abate: o Brasil avança numa tecnologia que pode mudar a forma como o mundo produz alimentos

Pesquisas da Embrapa colocam o país na corrida global da carne cultivada em laboratório, uma inovação que promete reduzir impactos ambientais, mas ainda enfrenta desafios técnicos, econômicos e culturais

Carne sem abate: o Brasil avança numa tecnologia que pode mudar a forma como o mundo produz alimentos. Pesquisas da Embrapa colocam o país na corrida global da carne cultivada em laboratório, uma inovação que promete reduzir impactos ambientais, mas ainda enfrenta desafios técnicos, econômicos e culturais

Imagine entrar em um supermercado daqui a alguns anos e encontrar na prateleira um filé de frango que nunca veio de um abatedouro. Nenhum animal foi criado para aquele produto. Nenhum pasto foi aberto para produzi-lo. Ainda assim, trata-se de carne de verdade.

O que parece roteiro de ficção científica já está sendo desenvolvido em laboratórios brasileiros. E não por uma startup do Vale do Silício, mas pela Embrapa, uma das instituições mais respeitadas da pesquisa agropecuária mundial.

O anúncio recente dos avanços brasileiros em carne cultivada colocou o país em uma disputa tecnológica que reúne cientistas, empresas e governos de diferentes continentes. A questão não é apenas produzir um novo alimento. O que está em jogo é a possibilidade de transformar profundamente a forma como a humanidade produz proteína animal.

O que é a carne cultivada?

A técnica começa com uma pequena coleta de células de um animal vivo, procedimento semelhante a uma biópsia. Essas células então são levadas para um ambiente controlado, onde recebem oxigênio, nutrientes, aminoácidos, sais minerais e glicose, tudo o que elas precisam para crescer. Ali elas se multiplicam até formar tecido muscular, o mesmo encontrado na carne tradicional.

Em vez de criar milhares de animais durante meses ou anos, a proposta é produzir carne diretamente a partir das células. Segundo a veterinária Naiara Milagres Augusto da Silva, analista da Embrapa, disse à EBC, os pesquisadores conseguem selecionar os tipos celulares desejados e multiplicá-los em grande escala para formar o produto final.

"Conseguimos isolar as diferentes células que compõem o tecido muscular vivo e multiplicar em grande quantidade aquelas que interessam para a produção da carne", explica a pesquisadora.

Não basta criar células. É preciso criar carne.

Um dos desafios mais complexos não é fazer as células crescerem. É fazer com que elas se organizem de forma semelhante à encontrada na natureza. Para isso, os cientistas utilizam estruturas microscópicas chamadas scaffolds, que funcionam como uma espécie de suporte para o crescimento celular.

Essas estruturas ajudam a determinar características fundamentais do produto final, como textura, firmeza, retenção de água e até mesmo a sensação durante a mastigação.

Em outras palavras: produzir células é relativamente simples. Produzir algo que realmente lembre um filé ou uma linguiça continua sendo um dos grandes desafios científicos da área.

O papel das proteínas vegetais

Outra frente importante da pesquisa brasileira acontece no Laboratório de Nanobiotecnologia da Embrapa, em Brasília. Lá, os pesquisadores desenvolvem biomateriais feitos a partir de proteínas vegetais que servem de base para o crescimento das células animais.

As estruturas são tão pequenas que parecem folhas de papel quando vistas a olho nu. No microscópio, revelam uma superfície cheia de poros que imita a matriz natural existente dentro dos organismos vivos.

O mesmo laboratório também produz, em caráter experimental, alimentos impressos em 3D com base vegetal, incluindo versões de carne vermelha, salmão, caviar e lula.

A estratégia é clara: reduzir ao máximo a dependência de insumos de origem animal durante o processo produtivo.

Por que o mundo está investindo bilhões nessa tecnologia?

A principal resposta está no meio ambiente. A pecuária tradicional ocupa grandes áreas de terra, demanda enormes volumes de recursos naturais e contribui para a emissão de gases de efeito estufa, especialmente o metano liberado pelos animais ruminantes.

Se a carne cultivada conseguir atingir escala industrial, os benefícios podem ser significativos.

  • Redução das emissões de metano;
  • Menor pressão sobre áreas de floresta;
  • Menor necessidade de expansão de pastagens;
  • Redução do uso de recursos naturais;
  • Produção de proteína animal em ambientes controlados.

Para muitos pesquisadores, trata-se de uma ferramenta potencialmente importante no enfrentamento das mudanças climáticas.

Mas existem dúvidas e limitações

O entusiasmo em torno da carne cultivada não elimina os desafios. O primeiro deles é econômico. Produzir alguns quilos em laboratório já é realidade. Produzir milhares de toneladas a preços acessíveis ainda está longe de ser uma tarefa simples.

Há também a questão energética. Os biorreatores utilizados no processo precisam funcionar continuamente. Se a energia utilizada vier de fontes fósseis, parte dos benefícios ambientais pode ser reduzida.

Outro obstáculo é cultural. Muitas pessoas demonstram curiosidade sobre a novidade. Outras enxergam a ideia com desconfiança. A aceitação do consumidor será tão importante quanto os avanços científicos.

E a fome no mundo?

Embora a tecnologia seja frequentemente associada ao combate à fome, especialistas fazem uma ressalva importante. O planeta já produz alimentos suficientes para alimentar a população mundial. O problema está principalmente na desigualdade, na pobreza, nos conflitos e nas dificuldades de distribuição.

A carne cultivada poderá ampliar a oferta de proteínas e tornar a produção mais eficiente. Mas dificilmente resolverá sozinha um problema que é também econômico, político e social.

Brasil entra na corrida global

Países como Singapura, Estados Unidos, Israel, Austrália e Países Baixos já possuem projetos avançados e estruturas regulatórias para a carne cultivada. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em 2023 as regras para avaliação desses produtos, criando as bases para futuras aplicações comerciais.

Enquanto isso, a Embrapa trabalha para transformar pesquisas em tecnologias capazes de chegar ao setor produtivo. Entre os projetos mais próximos da aplicação prática está uma película comestível destinada ao revestimento de embutidos produzidos por meio da técnica de carne cultivada. A expectativa é que o produto esteja pronto para transferência tecnológica em 2027.

Revolução silenciosa

Por enquanto, a carne cultivada continua longe das gôndolas brasileiras. Ainda há barreiras técnicas, econômicas e regulatórias a superar. 

Mas algo importante já está acontecendo dentro dos laboratórios. Pela primeira vez na história, cientistas trabalham seriamente para produzir carne sem depender da criação em larga escala de animais. É uma mudança de paradigma que parecia impossível há apenas duas décadas.

Talvez a tecnologia nunca substitua completamente a pecuária tradicional. Talvez venha apenas para complementar a produção de alimentos. Mas uma coisa já parece evidente: o futuro da comida começou a ser desenhado muito antes de chegar ao prato. E o Brasil não pretende assistir essa transformação da arquibancada.

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