quinta-feira, 26 de março de 2026

Gleisi sobe o tom contra Moro e expõe contradições que ecoam forte no Paraná

Em vídeo direto e sem rodeios, ministra Gleisi Hoffman confronta narrativa do ex-juiz, questiona alianças com o bolsonarismo e recoloca o debate no chão paranaense

Por Ronald Stresser, Jr. — Sulpost — Jornalismo que respira com o leitor — Curitiba, 26 de março de 2026

Em vídeo direto e sem rodeios, ministra Gleisi Hoffman confronta narrativa do ex-juiz, questiona alianças com o bolsonarismo e recoloca o debate no chão paranaense

O vídeo de Gleisi não começa apenas com uma fala. Começa com um incômodo. É daqueles conteúdos que não passam despercebidos no feed — não pelo algoritmo, mas pelo peso político que carregam. A imagem é simples, a fala direta, como é a do hábito de Gleisi Hoffmann, mulher autêntica e direta que é. Mas o que está em jogo ali é bem maior do que um embate entre dois nomes conhecidos. É sobre narrativa, coerência, tradição política e memória.

Na tarde desta quarta-feira (25), a ministra da SRI — Articulação Política do governo Lula e pré-candidata ao Senado pelo Paraná — Gleisi Hoffmann, resolveu não suavizar. Foi direta ao ponto — e ao alvo: Sérgio Moro.

“O PT não governa o Paraná” — quando o discurso desmonta a si mesmo

Logo nos primeiros segundos, Gleisi faz o que poucos conseguem com tanta precisão: desmonta o argumento antes mesmo dele ganhar corpo.

“Moro diz que quer tirar o PT do poder. O PT não governa o Paraná, Moro, e nem você é candidato a presidente.”

A frase não é apenas uma resposta. É um enquadramento. Ao trazer o debate de volta ao território real — o Paraná — Gleisi expõe uma desconexão que muitos eleitores já percebem, mas que raramente é verbalizada com tanta clareza: afinal, a candidatura de Moro é sobre o estado, sobre um projeto pessoal de poder ou sobre uma guerra ideológica permanente?

O “arauto da moralidade” e o peso das próprias escolhas

É quando o vídeo avança que o tom muda. Fica mais denso, mais incisivo.

“O que você tem que explicar, arauto da moralidade, é seu acordo eleitoral com Flávio Bolsonaro.”, disparou a ministra.

Aqui, Gleisi toca em uma ferida aberta — e que nunca cicatrizou completamente no imaginário político brasileiro. Moro construiu sua trajetória pública ancorado na ideia de combate à corrupção. Esse foi seu capital político. Sua identidade. Sua promessa. Ele é praticamente o fundador da dita "República de Curitiba".

Mas a mesma figura que deixou o governo Bolsonaro acusando interferência na Polícia Federal — inclusive para proteger a família do então presidente — hoje aparece alinhada ao mesmo grupo político. Não é apenas uma contradição. É uma ruptura de narrativa.

E o eleitor percebe. Se os políticos mais antigos, aqueles com vícios eleitores terríveis, costumavam dizer que os eleitores não tem memória, hoje todas e todos tem internet.

Memória política não é detalhe — é julgamento

Gleisi preza pela história e não deixa isso escapar. Pelo contrário, puxa o fio da memória:

“Ele saiu do governo Bolsonaro acusando corrupção… e agora aparece ao lado dele como se nada tivesse acontecido?”, detona a pré-candidata.

A pergunta  reverbera porque não exige resposta imediata. Ela se instala. Num cenário político onde a memória costuma ser curta, há momentos em que ela volta com força — e cobra coerência. Esse é um desses momentos.

O Paraná no centro — ou apenas no discurso?

Enquanto o embate cresce, uma outra questão começa a circular com mais força — menos nos discursos oficiais, mais nas conversas sinceras, aquelas de bastidores, de rua, de quem observa sem filtro: Se Moro é tão forte no Paraná, por que sua própria base familiar buscou São Paulo?

A eleição de Rosângela Moro como deputada federal por outro estado não é apenas um dado eleitoral. É um símbolo. E símbolos, na política, falam alto. A história conta inclusive que o Paraná já foi província de São Paulo e o aniversário do estado é comemorado justamente no dia da emancipação política.

 É este tipo de simbolismo que toca fundo no coração do paranaense, revelando estratégias, fragilidades — e, às vezes, incoerências de alguns políticos locais.

Requião Filho abriu. Gleisi aprofundou. E o cerco se fecha

O ataque de Gleisi não surge isolado. Ele se conecta com um movimento mais amplo. No dia anterior, o deputado estadual Requião Filho já havia colocado Moro em xeque, questionando seu compromisso com o Paraná. Agora, Gleisi amplia o alcance, eleva o tom e nacionaliza o debate.

É como se diferentes vozes começassem a compor uma mesma narrativa: a de que há mais dúvidas do que certezas em torno do projeto político de Moro.

“Alianças que mudam conforme a conveniência”

A frase final do vídeo não é por acaso. É construção.

“Alianças que mudam conforme a conveniência, lealdades que duram até o próximo acordo.”

Mais do que uma crítica, é uma tentativa de definição. Na política, quem define primeiro, larga na frente. E tanto Gleisi quanto os eleitores e eleitoras do Paraná sabem disso.

O que está em jogo não é 2022 — é 2026

Há algo no ar. Não é só disputa. É antecipação. O Paraná começa a viver, ainda que de forma embrionária, o clima de uma eleição que promete ser intensa, marcada por embates duros e memórias revisitadas. A história do estado e o histórico de cada político vão falar alto até o dia da eleição. O Paraná não pode perder sua identidade.

E nesse cenário, Gleisi Hoffmann mostra que não pretende ocupar um papel coadjuvante. Ela entra em campo com discurso, com história — e com disposição para o confronto. Porque, no fim, não se trata apenas de quem fala mais alto. Mas de quem sustenta o que diz e conhece não apenas a história, mas também o sentimento do próprio povo do qual faz parte. Ela é bicho do Paraná!

Moradores da Rua Ernesto Biscardi, na CIC, reclamam da "privatização" do logradouro

Moradores da Cidade Industrial de Curitiba denunciam bloqueios e questionam restrições em via pública, levantando debate sobre o direito constitucional de ir e vir

Moradores da Rua Agostinho Brusamolin, na Cidade Industrial de Curitiba, denunciam bloqueios e questionam restrições em via pública, levantando debate sobre o direito constitucional de ir e vir

O asfalto da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) tem amanhecido sob tensão. Na Rua Ernesto Biscardi, o que antes era apenas mais uma via de circulação cotidiana passou a carregar um incômodo crescente — e coletivo. Denúncias enviadas ao Sulpost por moradores da região, por intermédio do Nelsão da Força, revelam uma sequência de intervenções que, aos poucos, estariam transformando o espaço público em algo cada vez mais restrito.

Segundo os relatos, tudo começou com a instalação de redutores de velocidade. Em seguida, vieram guaritas e a presença de segurança privada. Agora, o cenário teria avançado para bloqueios com cones, cancelas e até atuação da Guarda Municipal, impedindo ou dificultando o acesso de quem não reside diretamente no local. Para muitos, a sensação é clara: a rua estaria deixando de ser de todos.

Foto que acompanha a denuncia, enviada por moradores - Colaboração

Retrato de segregação 

Em uma das manifestações encaminhadas à Prefeitura de Curitiba, o morador Johnny Pinheiro — morador da Rua Agostinho Brusamolin — expressa a preocupação de forma direta: “Acesso à rua […] bloqueada com cancela e cones colocados devido a uma solicitação de um condomínio […] não podemos acessar […] moradores queremos uma posição oficial da regional CIC”. O relato sintetiza o sentimento de quem se vê impedido de circular por um logradouro que, por definição, é público.

O caso escancara uma discussão que vai além da CIC. O direito de ir e vir é garantido pela Constituição Federal e é inalienável a todo cidadão. Qualquer limitação ao uso de uma via pública precisa ser legal, transparente e amplamente justificada — nunca fruto de interesses isolados. Diante das denúncias, a expectativa recai agora sobre uma resposta oficial do poder público. Porque quando uma rua se fecha, o que está em jogo não é apenas o trânsito, mas o próprio acesso à cidade. Isso não fica bonito na foto. É a Curitiba de verdade, não aquela para inglês ver.

A Rua Agostinho Brusamolin, bloqueada - Colaboração 

Nelsão da Força, o morador Johnny Pinheiro e o dirigente sindical Marquinho, entregando a reclamação na regional da CIC hoje pela manhã - Divulgação - Atualizada às 12h13


Artemis II: NASA abre cobertura global e detalha como acompanhar missão histórica à Lua

NASA divulga canais oficiais de transmissão da missão Artemis II, participação virtual e rastreamento em tempo real da cápsula Orion - contagem regressiva está marcada para 1º de Abril  

NASA divulga canais oficiais de transmissão da missão Artemis II, participação virtual e rastreamento em tempo real da cápsula Orion - contagem regressiva está marcada para 1º de Abril

A NASA oficializou a agenda de cobertura da missão Artemis II, que marcará o retorno de astronautas à órbita da Lua após mais de meio século. Em um movimento que reforça o caráter global da missão, a agência norte-americana estruturou uma transmissão aberta e multiplataforma, permitindo que o público acompanhe cada etapa do lançamento e da jornada espacial em tempo real.

A cobertura será distribuída por canais digitais, transmissões ao vivo, atualizações contínuas e recursos interativos — uma estratégia que aproxima a exploração espacial do cotidiano das pessoas e amplia o acesso à informação científica.

Cobertura em tempo real e acesso a conteúdos oficiais

Durante toda a contagem regressiva e ao longo da missão, a NASA publicará atualizações contínuas no blog oficial da Artemis, reunindo informações técnicas, comunicados da equipe e bastidores operacionais.

Imagens oficiais da missão, incluindo registros inéditos em alta resolução, estarão disponíveis em uma central multimídia dedicada.

Já o trajeto da cápsula Orion poderá ser acompanhado em tempo real por meio de uma plataforma de rastreamento desenvolvida pela agência.

Participação virtual aberta ao público

A missão também contará com um programa de participação digital. Qualquer pessoa poderá se registrar como convidado virtual da NASA, recebendo conteúdos exclusivos, notificações sobre o lançamento e acesso a experiências interativas relacionadas à missão.

Após o lançamento, os participantes receberão um selo simbólico no chamado “passaporte virtual” da agência, iniciativa que busca engajar o público em eventos espaciais.

Transmissão em áudio e cobertura técnica

A NASA também disponibilizará cobertura em áudio do abastecimento do foguete e do lançamento, voltada especialmente a veículos de imprensa e público técnico.

Acesso telefônico:
Número: 256-715-9946
Código: 682 040 632

Na região da Space Coast, na Flórida, a transmissão poderá ser acompanhada ainda por frequências de rádio locais, ampliando o alcance da cobertura.

Imprensa e credenciamento

O prazo para credenciamento presencial de veículos de imprensa já foi encerrado. Ainda assim, a NASA mantém canais ativos para suporte à mídia e distribuição de conteúdo oficial.

📩 Contatos:
Johnson Space Center: jsccommu@mail.nasa.gov
Kennedy Space Center: ksc-media-accreditat@mail.nasa.gov
Programação NASA+: nasa-dl-nasaplus-programming@mail.nasa.gov

A política completa de credenciamento segue disponível no portal institucional da agência.

Missão integra nova fase da exploração espacial

A Artemis II faz parte do programa que pretende estabelecer uma presença sustentável da humanidade na Lua. Segundo a NASA, a missão representa um passo estratégico para ampliar a exploração científica, gerar oportunidades econômicas e consolidar tecnologias necessárias para futuras viagens tripuladas a Marte.

Com transmissão global e participação aberta, a agência transforma o lançamento em um evento compartilhado, reforçando o papel da exploração espacial como patrimônio coletivo da humanidade.

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quarta-feira, 25 de março de 2026

Requião Filho sobe o tom contra Moro e transforma disputa de 2026 em duelo direto no Paraná

Em vídeo nas redes, deputado acusa ex-juiz de traição política e mira contradições do adversário em prévia do embate eleitoral

O vídeo postado pelo deputado Requião Filho (PDT) - que está viralizando no Instagram - começa como uma cena de novela. Não é exagero. A fala é construída com calma, tom de voz firme, quase como quem puxa o espectador para dentro de uma história conhecida. Mas a curva vem rápido. Em poucos segundos, a metáfora vira confronto. E o alvo é direto: Sérgio Moro, recém filiado ao PL.

Nas redes sociais, o deputado estadual e pré-candidato ao governo do Paraná, Requião Filho (PDT), decidiu abandonar qualquer zona de conforto e partir para o embate aberto com o ex-juiz da Lava Jato. O tom não é de crítica pontual. É de ruptura narrativa, é contundente.

“Toda história tem um vilão que posa de bonzinho. No final, cai a máscara”, afirma no vídeo publicado no Instagram, em um recado que funciona menos como opinião e mais como sinal político claro de que a disputa de 2026 já começou.

A construção do personagem

Requião Filho não faz um ataque direto logo de início. Ele constrói um enredo. Relembra ao eleitor a saga do ex-juiz. Recupera a imagem pública de Moro ao longo dos anos: o juiz rigoroso, o símbolo do combate à corrupção, o homem que dizia evitar a política para não comprometer sua credibilidade.

Em seguida, desmonta essa narrativa.

O deputado relembra declarações antigas do ex-juiz, quando afirmava que entrar na política poderia colocar em dúvida a integridade do seu trabalho. A partir daí, estabelece o ponto central da crítica: Moro teria se transformado exatamente naquilo que dizia rejeitar.

Alianças que viraram munição

Requião Filho avança para um terreno ainda mais sensível. O deputado cita a aproximação de Moro com figuras como Valdemar Costa Neto e o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A estratégia é evidente. Trazer à tona contradições públicas e expor mudanças de posicionamento. Mostrar o verdadeiro Sérgio Moro e não aquele vendido por hábeis marketeiros políticos.

Ele relembra o rompimento de Moro com Bolsonaro, marcado por acusações graves à época, e contrapõe com o apoio atual ao mesmo grupo político. O argumento é de incoerência.

O deputado também toca em um ponto que ainda reverbera nos bastidores do Paraná: a relação com Álvaro Dias. Segundo ele, Moro teria traído o ex-senador ao mudar de rota eleitoral, episódio que deixou marcas no cenário local.

Ambição versus projeto

A crítica não fica apenas na trajetória. Ela tenta atingir o núcleo da candidatura adversária.

Para Requião Filho, Moro não apresenta um projeto consistente para o Paraná, mas sim um movimento guiado por ambição pessoal. Em um dos trechos mais incisivos do vídeo, afirma que a política do ex-juiz seria centrada nele mesmo, distante das necessidades reais da população.

A tentativa é clara: retirar Moro do campo simbólico da moralidade e trazê-lo para o terreno concreto da política, onde contradições pesam.

O início de um confronto inevitável

A postagem do pré-candidato ao governo do Paraná, não surge isolada. Ela faz parte de um movimento maior.

Requião Filho aparece hoje como um dos principais nomes da oposição no Paraná, com crescimento nas pesquisas e articulação de alianças no campo progressista. Moro, por sua vez, ainda lidera cenários, sustentado por uma base consolidada, embora também carregue rejeições importantes.

O que antes era disputa implícita começa a ganhar forma explícita. E o debate deixa de ser apenas institucional para entrar em um campo mais sensível: caráter, coerência e trajetória.

Mais do que um vídeo

No fim, o conteúdo publicado por Requião Filho cumpre um papel estratégico. Não é apenas um ataque. É um marco político.

Marca o momento em que as eleições de 2026 deixam de ser apenas projeções e passam a ser enfrentamento direto. Quando os discursos endurecem e os adversários deixam de ser figuras distantes para se tornarem alvos claros.

No Paraná, ao que tudo indica, o embate entre Requião Filho e Sérgio Moro não será apenas eleitoral. Será construído também no campo da narrativa, da memória e da disputa por significado. No paranismo, ao bem da palavra. Nosso estado é conhecido pela autenticidade das pessoas e não pela falsidade, afinal a vida real se distancia das novelas, mas em um ponto se aproxima, os vilões.

Metalúrgicos do Paraná se mobilizam para conferência nacional e eleições de 2026

Reunião da classe metalúrgica paranaense, no MetalClube de Guaraqueçaba, visa Conferência Nacional da Classe Trabalhadora que acontece em abril — “Queremos saber quais são os candidatos que vão assumir compromisso com os trabalhadores”, diz Butka

Reunião da classe metalúrgica paranaense, no MetalClube de Guaraqueçaba, visa Conferência Nacional da Classe Trabalhadora que acontece em abril — “Queremos saber quais são os candidatos que vão assumir compromisso com os trabalhadores”, diz Butka

O presidente do SMC, Sérgio Butka, de microfone em punho, declarou: “Estamos aqui em Guaraqueçaba para a reunião da Federação”, ele abriu os trabalhos em tom direto, conversando olho no olho com cada trabalhador. A pauta, segundo ele, ultrapassa os limites do estado: trata-se da preparação para a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, marcada para o dia 15 de abril.

Butka destacou que o movimento sindical entrou em um ciclo estratégico. Às vésperas do 1º de Maio e em um ano eleitoral, a prioridade é clara: consolidar propostas e cobrar compromissos concretos de quem pretende disputar as eleições 2026.

“Queremos saber quais são os candidatos que vão assumir compromisso com os trabalhadores.”

A fala não vem isolada. Ela ecoa uma preocupação antiga, mas que ganha força em ano eleitoral: quem, de fato, governa e propõe leis pensando nos trabalhadores?

Entre o capital e o trabalho: o modelo em disputa

No centro do debate está uma escolha que não é nova, mas segue atual — e urgente. Butka coloca de forma direta: o país precisa decidir que tipo de gestão quer para os próximos quatro anos.

Um modelo voltado aos trabalhadores? 
Ou um modelo que privilegia o capital financeiro, onde atuam aqueles que vivem da lógica da especulação e do lucro imediato? Que tem voz na hora das negociações por melhores salários, condições de trabalho e benefícios: a classe patronal ou os trabalhadores?

A crítica não é apenas retórica. Ela revela um sentimento compartilhado em diferentes categorias: o distanciamento entre decisões econômicas e a realidade de quem vive do próprio salário. Um sentimento que está reacendendo a luta sindical, a luta da classe trabalhadora brasileira, que foi quase despedaçada durante os quatro anos de Bolsonaro.

Salário, dignidade e condições de trabalho

Ao longo da fala, o presidente do SMC reforçou que a luta não se resume ao reajuste salarial — embora ele seja essencial. Trata-se também de condições dignas, estabilidade e poder de compra real. O ganho do trabalhador tem que acompanhar o preço do combustível, do supermercado, da saúde, da moradia, da cultura, da educação e do entretenimento.

A equação é simples, mas muitas vezes difícil de alcançar quando não existe boa vontade política: mais renda no bolso e mais respeito no ambiente de trabalho. E, para isso, segundo Butka, será preciso organização.

“Os metalúrgicos do Paraná vão estar fomentando suas bandeiras e defendendo de unhas e dentes.”

Chamado às bases

Há um momento no vídeo enviado ao Sulpost em que o discurso deixa de ser institucional e se torna quase um convite — que também serve de alerta.

“Fica atento, esse ano tem eleição.”

A frase é curta, mas carrega peso. Ela aponta para um entendimento cada vez mais presente no movimento sindical: a disputa não acontece apenas nas fábricas ou nas mesas de negociação, mas também nas urnas. As escolhas feitas pelo trabalhador, nas próximas eleições, vão repercutir nas políticas voltadas à classe durante os próximos quatro anos.

A luta que constrói

O encontro em Guaraqueçaba termina com uma frase que sintetiza o espírito da reunião — e talvez do próprio movimento:

“A luta faz a lei.”

Não se trata de um slogan, e sim de um lembrete histórico. Porque, no fim das contas, cada direito conquistado nasceu de algum tipo de mobilização e muitas vezes levou anos para que fossem conquistados. E, ao que tudo indica, 2026 será mais um daqueles momentos em que a história volta a ser escrita — desta vez, com a caneta nas mãos de quem trabalha. A classe trabalhadora não admita nenhum direito a menos.

É como diz o companheiro Nelsão da Força — vice-presidente do SMC — parafraseando Roberto Requião, aquele que sem sombra de dúvidas foi o governador que mais dez pela classe trabalhadora paranaense: "Desistir não desisto, parar não paro, e, se dignidade custa caro, pago o preço."

Veja o vídeo do presidente Sérgio Butka

Sulpost — Jornalismo que respira luta.

Lula batiza primeiro caça Gripen produzido no Brasil

Marco histórico inaugura nova fase da aviação e da indústria de defesa nacional

Marco histórico inaugura nova fase da aviação e da indústria de defesa nacional
Foto: Ricardo Stuckert (PR)

A aeronave, montada na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, não chega como apenas mais um equipamento à Força Aérea Brasileira (FAB). Ela carrega algo mais difícil de medir: a sensação concreta de mudança de patamar.

Pela primeira vez, o Brasil entra no grupo restrito de países capazes de produzir caças supersônicos de alta complexidade. Não na teoria, não no discurso — mas na prática.

Sem fala oficial, Lula observou. E talvez tenha sido o gesto mais coerente com o momento. Há ocasiões em que o silêncio comunica melhor do que qualquer discurso preparado.

Porque o que estava ali não precisava de explicação longa. Precisava ser visto.

Entre o passado dependente e o futuro possível

Durante décadas, a defesa aérea brasileira se apoiou em aeronaves adquiridas no exterior. Equipamentos eficientes, mas que vinham acompanhados de dependência — de peças, de atualizações, de decisões tomadas fora do país.

O programa Gripen muda essa equação.

Desenvolvido em parceria com a sueca Saab e com participação direta da Embraer, ele não se limita à aquisição de aeronaves. Envolve transferência de tecnologia, formação de profissionais brasileiros e inserção da indústria nacional em uma cadeia global altamente especializada.

Os números ajudam a dimensionar, ainda que parcialmente:

- Mais de 2 mil empregos diretos.
- Cerca de 10 mil indiretos.

Mas o dado mais relevante não cabe em planilha: é a autonomia.

“Quem domina tecnologia domina o futuro.”

A frase do vice-presidente Geraldo Alckmin, dita durante o evento, resume uma lógica que vem sendo construída há anos. Segundo ele, o governo federal já disponibilizou R$ 108 bilhões, via BNDES, para projetos voltados à inovação.

O Gripen está dentro desse movimento mais amplo: o de reposicionar o Brasil como produtor — e não apenas consumidor — de tecnologia estratégica.

O ministro da Defesa, José Múcio, reforçou esse ponto ao destacar que o acesso a tecnologias de ponta impacta diretamente a indústria nacional, elevando seu nível de maturidade e capacidade competitiva.

No fundo, a equação é direta:

- defesa gera tecnologia;
- tecnologia gera indústria;
- indústria gera soberania.

E soberania, hoje, vai muito além de fronteiras geográficas.

Um novo capítulo na aviação brasileira

Para o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno, segundo informa a EBC, não há espaço para relativizar o momento.

Ele definiu o Gripen como a aeronave mais importante da história da aviação nacional.

A afirmação pode soar forte — mas encontra respaldo no que está em curso.

Das 36 aeronaves adquiridas pelo Brasil, 15 serão produzidas em solo nacional. Isso significa mais do que montagem: significa domínio progressivo de processos, fortalecimento de cadeia produtiva e geração de conhecimento.

Em outras palavras, significa capacidade de continuidade.

Entre o presente e o que vem depois

Durante a visita, Lula também conheceu um projeto que aponta para outra direção do setor aéreo: o eVTOL da Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer.

Um veículo elétrico, de decolagem vertical, pensado para mobilidade urbana.

A imagem é quase didática sem precisar forçar interpretação:

de um lado, um caça supersônico;
do outro, uma aeronave silenciosa e elétrica.

No meio, o mesmo país tentando ocupar espaços diferentes — mas complementares — no futuro da aviação.

Mais do que um avião

O batismo do Gripen não é apenas um ato cerimonial. É um ponto de virada.

Ele marca a passagem:

- do planejamento para a execução;
- da dependência para a autonomia;
- da promessa para a entrega.

Não resolve tudo. Não muda tudo de uma vez.

Mas desloca o eixo, colocando o Brasil na vanguarda da aviação de caça. E, às vezes, é exatamente isso que define o início de uma nova etapa.

No fim, a aeronave batizada hoje em Gavião Peixoto não foi apenas um caça. É uma possibilidade concreta de país.

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Greve na Brose expõe tensão entre lucro e dignidade do trabalho

Empresa poderá enfrentar multa de até R$ 1 milhão após ação do Ministério Público do Trabalho

O barulho não vem das máquinas. Vem das vozes. Na porta da fábrica da Brose, em São José dos Pinhais, o que se escuta é o eco de uma disputa antiga — trabalho de um lado, poder econômico do outro. Faixas erguidas, passos firmes, olhos atentos. Não é só uma greve. É um recado.

E agora, esse recado começa a ganhar peso jurídico. O Ministério Público do Trabalho da 9ª Região (MPT-PR) entrou com uma Ação Civil Pública contra a empresa após denúncias graves durante a paralisação que mobilizou trabalhadores entre o fim de fevereiro e meados de março. No centro da questão: o respeito — ou a falta dele — ao direito constitucional de greve.

Quando o conflito vira processo

Segundo o MPT, a Brose teria ultrapassado limites legais ao tentar esvaziar o movimento grevista. Entre as práticas denunciadas estão a contratação de trabalhadores temporários para substituir grevistas, restrições ao retorno dos funcionários e até questionamentos sobre a condução interna de processos como a eleição da CIPA.

Na prática, o que está em jogo não é apenas uma disputa trabalhista pontual. É o próprio cumprimento da Lei de Greve (Lei nº 7.783/89), que garante ao trabalhador o direito de parar — sem ser punido por isso.

A decisão é clara: a empresa deverá cumprir integralmente a legislação, sob pena de multa. E não é pouco.

Multa milionária e possível indenização coletiva

O processo prevê penalidades que podem chegar a R$ 100 mil por obrigação descumprida. Somadas, essas infrações podem ultrapassar a casa de R$ 1 milhão.

Além disso, há um pedido de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 1 milhão. Um valor que, mais do que financeiro, carrega um simbolismo: o reconhecimento de que direitos trabalhistas não são negociáveis.

O que o MPT exige da empresa

  • A proibição de contratar trabalhadores substitutos durante a greve
  • O pagamento correto de salários e verbas aos grevistas
  • A anulação de processos internos considerados irregulares, como a eleição da CIPA durante o movimento
  • A garantia de participação ampla dos trabalhadores em novas decisões

Tudo isso sob vigilância direta da Justiça do Trabalho.

Mais do que números, são histórias

Por trás dos autos do processo, existem pessoas. Trabalhadores que acordam cedo, enfrentam ônibus lotados, sustentam famílias e agora enfrentam também a insegurança.

A greve, muitas vezes tratada como incômodo por setores empresariais, é — na essência — um instrumento de defesa. Um último recurso quando o diálogo falha.

E talvez seja isso que mais incomoda: quando o silêncio vira voz coletiva. Direitos trabalhistas foram adquiridos através de muitos anos de luta, isso faz também da greve da Brose, uma questão de soberania. As empresas multinacionais precisam aprender a respeitar a legislação brasileira.

O que está em jogo agora

A Brose ainda poderá se defender no processo. Mas o recado institucional já foi dado: há limites que não podem ser ultrapassados, mesmo em momentos de crise ou pressão produtiva.

Em um país onde direitos trabalhistas são frequentemente colocados à prova, o caso reacende um debate necessário — qual é o custo de ignorar a dignidade no ambiente de trabalho?

A resposta, ao que tudo indica, pode ser alta. Está na hora da própria sociedade dar uma resposta. Quando o mamute Nacional se instala no Brasil fica sujeita à lei brasileira.

Ao que tudo indica a questão será respondida em bom tom,  pois este pode ser um caso emblemático, que não vai se traduzir apenas em multas e indenizações.

A linha de frente também tem nome

Entre as vozes que ecoam na porta da fábrica, uma delas carrega história, insistência e presença constante: Nelsão da Força. Há meses, ele tem sido uma das figuras centrais na articulação da luta dos metalúrgicos da Brose, acompanhando de perto cada avanço e cada tensão.

Sua atuação, mais do que política, tem sido de resistência cotidiana, no resgate da luta sindical brasileira. O nelas é daquelas que não aparecem sempre nos holofotes, mas sustentam o movimento quando o desgaste começa a pesar na vida do trabalhador.

Procurada pela reportagem do Sulpost, a Brose não se manifestou até o fechamento desta matéria.

Clique aqui e veja as fotos e vídeos da manifestação dos trabalhadores, que no último dia 26 de fevereiro protestaram na porta da fábrica, Centro Cívico e em frente à Superintendência do Ministério do Trabalho e do Emprego, em Curitiba. (Google Drive)

terça-feira, 24 de março de 2026

O planeta pede socorro: ONU confirma avanço da emergência climática

Relatório da ONU confirma avanço da emergência climática, com oceanos superaquecidos, eventos extremos e impactos que atravessam gerações

Relatório da ONU confirma avanço da emergência climática, com oceanos superaquecidos, eventos extremos e impactos que atravessam gerações

O dia amanhece bonito. O sol se espalha em tons dourados sobre o mar, como se nada estivesse fora do lugar. A cena é calma — quase enganosa. Porque, por baixo dessa superfície serena, o planeta já não respira no mesmo ritmo.

A Terra está fora de equilíbrio. E desta vez, não é figura de linguagem. É diagnóstico. Um relatório divulgado nesta semana pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), braço da ONU para o clima, coloca em palavras aquilo que os eventos extremos já vinham gritando: o sistema climático entrou em estado de emergência. Não é previsão. É presente.

Quando o calor deixa de ser exceção

Há padrões que demoram décadas para se formar. Outros, quando se repetem demais, deixam de ser padrão — viram ruptura. Entre 2015 e 2025, o planeta registrou os 11 anos mais quentes desde o início das medições. Onze, seguidos.

O ano de 2025, sozinho, já figura entre os mais quentes da história, com temperatura média global cerca de 1,43°C acima dos níveis pré-industriais. Pode parecer pouco. Não é.

“Quando a história se repete onze vezes, deixa de ser coincidência. É um chamado à ação”, resumiu o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O que assusta não é só o número — é a velocidade com que tudo está acontecendo.

Rápido demais para os ecossistemas. Rápido demais para as cidades. Rápido demais para quem precisa se adaptar.

Planeta em desequilíbrio

Pela primeira vez, o relatório coloca no centro um indicador silencioso — mas decisivo: o desequilíbrio energético da Terra. Na prática, significa que o planeta está acumulando mais energia do que consegue devolver ao espaço.

A causa é conhecida, repetida, ignorada: gases de efeito estufa em níveis recordes, os mais altos em centenas de milhares de anos. O efeito disso não aparece só no termômetro. Ele se distribui pelo sistema inteiro:

  • 91% do calor extra vai para os oceanos
  • cerca de 5% aquece os continentes
  • apenas 1% permanece na atmosfera que sentimos

Ou seja: aquilo que já incomoda — o calor, as ondas extremas — é só a parte visível de um processo muito mais profundo.

O oceano segura — até onde consegue

Durante anos, o oceano funcionou como um amortecedor invisível. Absorveu calor, conteve o impacto, ganhou tempo para a humanidade. Mas esse tempo está acabando.

Nas últimas duas décadas, os mares passaram a absorver, a cada ano, o equivalente a 18 vezes todo o consumo de energia da humanidade.

Em 2025, esse acúmulo atingiu o maior nível já registrado. O que antes era proteção começa a virar limite. Os sinais estão por toda parte:

  • ecossistemas marinhos em desgaste
  • biodiversidade em queda
  • tempestades mais intensas
  • perda da capacidade natural de absorver carbono

E há algo ainda mais difícil de encarar: parte dessas mudanças já não pode ser revertida no tempo de uma vida humana. São processos que atravessam séculos.

O gelo cede — o mar avança

Enquanto o oceano aquece, o gelo recua. O Ártico e a Antártida seguem registrando níveis historicamente baixos de gelo marinho. Geleiras perdem massa em ritmo acelerado.

O resultado aparece em números — e em mapas que começam a mudar: o nível médio do mar já está cerca de 11 centímetros acima do registrado em 1993. Pode parecer pouco no papel. Mas, na prática, significa:

  • áreas costeiras mais vulneráveis
  • salinização de água doce
  • cidades sob risco crescente

Não é um problema distante. É um processo em curso que está ocorrendo neste exato momento, e, pior, fugindo ao controle.

O clima extremo virou rotina

Se antes os eventos extremos eram exceção, hoje eles se espalham como padrão. Ondas de calor, incêndios florestais, secas prolongadas, tempestades violentas, enchentes.

Em 2025, esses eventos deixaram um rastro concreto: milhares de mortes, milhões de pessoas afetadas e bilhões em perdas econômicas.

Mas o impacto não termina quando a água baixa ou o fogo apaga. Ele se prolonga — e se infiltra:

  • na produção de alimentos
  • nos deslocamentos forçados
  • na expansão de doenças como a dengue
  • na sobrecarga dos sistemas de saúde

Hoje, mais de 1,2 bilhão de trabalhadores já enfrentam riscos relacionados ao calor em suas atividades.

É o clima afetando diretamente o corpo, o trabalho e a sobrevivência.

O problema já não é falta de aviso

Os dados estão consolidados. As medições são precisas. Os alertas são públicos.

Não falta informação. O que falta — e o relatório deixa isso evidente, mesmo sem dizer diretamente — é decisão.

“A dependência de combustíveis fósseis está desestabilizando o clima e a segurança global”, afirmou António Guterres.

E completou, sem suavizar: o caos climático está acelerando — e o atraso custa vidas.

O amanhã em disputa

O tema do Dia Meteorológico Mundial deste ano carrega uma mensagem simples: “Observar hoje para proteger o amanhã.”

A ciência observa. Mede. Explica. Mas proteger… isso já não é tarefa dos dados. É escolha. O planeta já respondeu de várias formas — no calor, na água, no vento, no gelo.

A pergunta que permanece não é mais sobre o que está acontecendo. É sobre o que será feito a partir daqui. E essa resposta, ao contrário do clima… ainda pode mudar.

- Com informações da: Organização Meteorológica Mundial (WMO/ONU); e Agência Brasil.

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segunda-feira, 23 de março de 2026

Nos bastidores do poder: sucessão no Paraná deixa de ser especulação e entra em fase decisiva

Saída de Rafael Greca do PSD, avanço de Alexandre Curi e silêncio estratégico de Ratinho Júnior redesenham o futuro político do estado

Por Ronald Stresser,Jr — Sulpost — 23 de março de 2026
 
Paraná - Rafael Greca e Alexandre Curi abraçados, o casal 20 das eleições 2026.

O Paraná acordou em silêncio nesta penúltima segunda-feira de março — mas não é um silêncio vazio. É daqueles que antecedem decisões grandes. Nos corredores do poder, nos cafés discretos, nas conversas que não chegam às manchetes — mas são a pauta do dia na Boca Maldita — o que se desenha já não é mais hipótese. É movimento, é articulação política forte, realizada pelo grupo político mais poderoso hoje no estado.

Em poucos dias, o tabuleiro político do estado mudou de lugar. E mudou rápido. A orbita foi completa. A saída de Rafael Greca do PSD e sua filiação ao MDB não foi apenas uma troca de partido. Foi um gesto calculado, com peso de reposicionamento. Greca não rompeu — ele se reposicionou dentro do mesmo campo, preservando pontes e ampliando possibilidades.

Ao mesmo tempo, o governador Ratinho Júnior mantém o discurso de tranquilidade. Disse publicamente que está confortável com os nomes que tem à disposição. E, de fato, tem. Mas a tranquilidade, nesse caso, parece menos ausência de dúvida e mais controle do tempo — faltam seis meses e pouco mais de uma semana para às eleições.

Quanto maior a aprovação de um governo, maior o peso da escolha de quem vem depois. E, Ratinho Júnior goza de mais de 80% de aprovação, sendo o governador mais popular da história do Paraná. 

A escolha, agora, deixou de ser interna, até poucos dias atrás, a disputa estava concentrada dentro do próprio grupo do governo, com nomes como Alexandre Curi e Guto Silva orbitando o centro das decisões. Era um jogo de equilíbrio interno. Mas a entrada formal de Greca na disputa muda o eixo.

Ele sai de um partido, mas não sai do projeto. Ao declarar apoio a Ratinho Júnior — e mais do que isso, ao sinalizar o governador como um nome nacional — Greca amplia o horizonte da conversa. Ele não fala apenas de 2026. Ele fala de poder.

É nesse ponto que os bastidores começam a ganhar forma mais concreta. Segundo fontes consultadas, a possibilidade de uma composição entre Alexandre Curi e Rafael Greca, que até pouco tempo parecia distante, passa a circular com mais consistência, e inclusive bastante entusiasmo. Não como rumor vazio, mas como alternativa real de equilíbrio político. 

De um lado, Curi carrega a força do interior, a articulação construída ao longo dos anos, o trânsito político que atravessa praticamente todos os municípios do estado. É um nome que conhece o Paraná na prática — não apenas no mapa. O único pré-candidato ao governo do estado que já esteve em todos os 399 municípios do Paraná, sendo que em mais da metade deles esteve várias vezes. Sempre esteve junto ao povo do Paraná, realmente próximo do cidadão.

Do outro, Greca traz o peso simbólico da capital, a imagem consolidada de gestor, a herança de um modelo urbano que colocou Curitiba no radar internacional. Um dos maiores urbanistas do Brasil. A capital paranaense é o rosto visível de um projeto de cidade que se tornou referência. É uma Smart City.

Curi e Greca juntos, formariam uma chapa com densidade política e alcance territorial — capital e interior, falando a mesma língua. Falando a língua do povo do Estado do Paraná, que não cai em conto de aventureiro.

Mas há uma variável que ainda segura o desfecho: o tempo de Ratinho Júnior. O governador sabe que sua decisão não é apenas administrativa. É estratégica. Define não só o futuro do estado, mas também o seu próprio caminho político. Ele é um homem paciente, embora cercado de muita gente ansiosa — como este jornalista que vos escreve, por exemplo.

E é por isso que o silêncio, neste momento, vale mais do que qualquer declaração. Enquanto isso, Guto Silva segue no jogo. Com perfil técnico, proximidade com a gestão e forte ligação com o atual governo, ele representa a continuidade mais orgânica do projeto. Não está fora — está dentro, e com espaço. Mas de acordo com interlocutores, e todos sabem, Ratinho Júnior é um grande articulador político. Guto Silva pode, de repente, sair de uma reunião com uma secretaria do estado ou chefia da casa civil garantida, no caso da eleição de Curi e Greca.

O que se vê, portanto, não é uma disputa comum. É um redesenho cuidadoso de forças. Realizada por um homem que atrás do sorriso carrega uma inteligência privilegiada.

O Paraná, que se orgulha de sua estabilidade, pode estar prestes a viver uma das sucessões mais sofisticadas de sua história recente. Sem rupturas evidentes. Sem confrontos abertos. Mas com movimentos precisos, quase cirúrgicos. Mostrando que a polarização pode ser vencida, mesmo que internamente.

Existe algo maior em jogo. O estado começa a se posicionar como vitrine de um modelo político que tenta se apresentar ao país como alternativa: menos ideologia exposta, mais gestão, mais resultado, mais previsibilidade. Construindo pontes que ligam a tudo e a todos.

Se isso vai se confirmar nas urnas, ainda é cedo para dizer. Mas uma coisa já mudou — e mudou de forma irreversível: a sucessão no Paraná deixou de ser especulação. Ela já começou.

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domingo, 22 de março de 2026

Chuvas acima da média aliviaram o cenário em 17 estados, mas Nordeste ainda enfrenta quadro mais crítico

O céu, em muitas regiões do Brasil, finalmente deu sinais de trégua. Depois de meses em que o calor parecia pesar mais do que o próprio ar, fevereiro trouxe consigo uma mudança quase silenciosa — mas profundamente sentida por quem vive da terra, da água e da esperança.

© Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Dados divulgados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), por meio do Monitor de Secas, revelam que o país registrou um abrandamento do fenômeno em quatro grandes regiões: Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste. A informação foi repercutida pela Agência Brasil.

Na prática, isso significa que a seca perdeu força em boa parte do território nacional. Em janeiro, ela atingia 63% do país. Em fevereiro, esse número caiu para 54%. Ainda é muito — mas já não é o mesmo cenário sufocante.

Um alívio que chega em ondas

Ao todo, 17 estados apresentaram melhora na severidade da seca. Entre eles, nomes que vinham enfrentando situações delicadas, como Minas Gerais, Bahia, Goiás e São Paulo. Em muitos desses locais, as chuvas vieram acima da média, mudando o ritmo da paisagem.

No Sudeste, por exemplo, o impacto foi visível. Minas Gerais e Rio de Janeiro receberam volumes expressivos de chuva, permitindo o recuo da seca grave e moderada. No Espírito Santo, o fenômeno simplesmente desapareceu — um dado que, por si só, já diz muito.

No Centro-Oeste, o cenário também melhorou. A seca perdeu força no norte do Mato Grosso e em áreas críticas de Goiás e Mato Grosso do Sul. No Distrito Federal, a chuva fez mais do que amenizar: eliminou completamente a seca.

Nem tudo são nuvens carregadas

Mas o mapa do Brasil ainda carrega contrastes fortes.

O Nordeste segue como o epicentro da seca no país. Em fevereiro, 95% da região apresentou algum nível do fenômeno — sendo a única com registro de seca extrema. Estados como Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte tiveram 100% do território afetado.

Ainda assim, até ali houve respiros. A seca extrema deixou de ser registrada na Bahia e no Piauí, graças às chuvas mais intensas.

Enquanto isso, no Norte, embora o percentual de área afetada seja menor (29%), alguns pontos acenderam alerta. Houve agravamento da seca em partes de Roraima e avanço do fenômeno no Amazonas.

O Sul em compasso de espera

No Sul, a situação pouco mudou — e isso também preocupa.

Com 63% do território afetado, a região manteve estabilidade no quadro geral. Mas, em áreas específicas do Rio Grande do Sul e do Paraná, a seca avançou, impulsionada por chuvas abaixo do esperado.

É o tipo de estabilidade que não traz conforto. Apenas pausa.

Um retrato em movimento

O Monitor de Secas, criado em 2014, funciona como um termômetro contínuo do país. Ele não mede apenas a falta de chuva, mas os impactos reais — no solo, na agricultura, nos reservatórios e na vida cotidiana.

Entre janeiro e fevereiro, a área total afetada pela seca caiu de 5,4 milhões para 4,5 milhões de quilômetros quadrados. Ainda é mais da metade do Brasil.

Ainda é muito.

Mas também é um lembrete: o clima não é estático. Ele respira, oscila, responde — às vezes tarde, às vezes de forma desigual —, mas responde.

E, neste fevereiro, respondeu com chuva.

Fonte: Agência Brasil, com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)

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sábado, 21 de março de 2026

No equinócio de outono, Chik Jeitoso faz previsões que atravessam o poder e levantam um alerta inquietante sobre o futuro

Em entrevista exclusiva ao Sulpost, o bruxo curitibano fala em atentados, retorno de líderes globais e um possível abalo nas estruturas do Brasil e do mundo

Em entrevista exclusiva ao Sulpost, o bruxo curitibano fala em atentados, retorno de líderes globais e um possível abalo nas estruturas do Brasil e do mundo

O céu muda devagar. Quase ninguém percebe o exato momento em que o verão termina — mas ele acontece. Ontem, às 11h, o outono começou. E com ele, para quem acredita, abre-se também um desses portais simbólicos onde o tempo parece mais fino, mais sensível… mais revelador.

É nesse tipo de dia que Chik Jeitoso costuma falar. Não por acaso. O bruxo curitibano — que hoje também é um fenômeno digital nas redes sociais — construiu ao longo dos anos uma audiência fiel, seguidores que acompanham suas duas lives semanais quase como quem acompanha um ritual. Não é só curiosidade. Existe algo ali que cativa. Um misto de mistério, fascínio e expectativa.

Porque, goste-se ou não, algumas de suas previsões já ecoaram longe. Outras não se cumpriram. E ele próprio não esconde isso.

“A partir do momento em que minhas lâminas mágicas mostram o futuro, ele é revelado — e então pode ser mudado, evitado ou realizado.”

Talvez seja exatamente essa frase que explique tudo. O futuro, na visão dele, não é fixo. É uma disputa. É mutável, ainda não aconteceu, mas pode sim se materializar, afinal tudo é possível.

Um mundo que parece sair do eixo

Na entrevista ao Sulpost, Chik não começa leve. Ele vai direto ao ponto — e o ponto não é confortável.

Segundo ele, o mundo atravessa uma fase de tensão que ainda não terminou de se revelar. As guerras em curso, na sua leitura, não são eventos isolados. São gatilhos.

Gatilhos para algo maior.

“Ou a ONU muda a sua estratégia de ajuda ou ela vai acabar também.”

A frase não vem como análise técnica. Vem como sentença. E carrega um sentimento que muita gente já tem, mesmo fora do campo místico: o de que as estruturas globais estão falhando em seu papel de manutenção da paz mundial.

Quando o poder entra na mira das previsões

É quando a conversa entra no terreno político que o tom muda de vez. Chik cita nomes. Situações. Possibilidades que, se um dia se confirmarem, podem mudar completamente o cenário internacional.

Ele afirma que Barack Obama vai voltar ao poder nos Estados Unidos.

E, em seguida, faz um alerta direto sobre Donald Trump:

“O Trump vai sofrer dois atentados, em um deles ele vai estar junto com o presidente de Israel.”

Não há provas. Não há dados. Há apenas a leitura dele — um sortilégio, simbólico, intuitivo. Ainda assim, o impacto está justamente aí: na força da imagem que isso cria. Todos sabemos que através dos séculos há histórias de várias profecias e vidências que realmente se concretizaram.

No Brasil, o tom fica ainda mais tenso

Se no cenário internacional as previsões já causam desconforto, com guerras e atentados, no Brasil elas se tornam ainda mais diretas na esfera da justiça.

Chik menciona o ministro André Mendonça de forma explícita. E o alerta é imediato:

“Ele tem que tomar cuidado… com envenenamento… com o restaurante que ele frequenta. Mas ninguém derruba o ministro. A justiça é a reserva moral deste país.”

É o tipo de fala que exige responsabilidade na leitura. Não se trata de informação confirmada — mas de uma declaração que, por si só, já revela o clima de tensão que atravessa o imaginário coletivo. 

Em outro momento, ele cita o empresário Daniel Vorcaro e sugere um desdobramento de grande escala:

“Na delação dele… ele vai parar o mundo. A delação dele será como uma bomba atômica.”

Chik também menciona mais um possível escândalo envolvendo o Banco Master, com repercussões que, segundo ele, poderiam atingir estruturas profundas do poder no país e envolver muita gente poderosa.

"A delação do Vorcaro vai atingir em cheio a família Bolsonaro", afirma.

Mais do que prever, Chik parece captar algo que já está no ar: a sensação de que há movimentos acontecendo nos bastidores. 

No meio do caos, um discurso inesperado

Curiosamente, nem tudo na entrevista é sombra. Em vários momentos, o bruxo muda o tom. Sai da previsão e entra quase num apelo. Fala de fome. De desigualdade. De abandono global.

“Os 70 países do mundo têm que socorrer os 30 menores países que estão na extrema pobreza.”

E fala, com ainda mais ênfase, de algo que não aparece tanto quanto deveria:

“O número de pessoas que estão sofrendo pânico, insônia e depressão é gravíssimo.”

Nesse ponto, a entrevista deixa de ser sobre o futuro… e passa a ser sobre o presente.

A próxima revelação já tem data

Antes de encerrar, Chik deixa claro que o que foi dito ainda não é tudo. Segundo ele, abril será o mês das previsões mais completas — incluindo leituras políticas estado por estado no Brasil.

Há, portanto, uma continuidade. Um roteiro do ano com desdobramentos que ainda estão sendo revelado aos poucos pela vidência do bruxo.

O que fica depois da leitura

No fim, não é sobre acreditar ou não. É sobre o incômodo que permanece. Por que esse tipo de fala encontra eco? Por que tanta gente para para ouvir? Talvez porque, no fundo, todos sentimos que algo está fora do lugar.

E quando alguém aparece dizendo que consegue enxergar esse “algo”… mesmo que não explique, mesmo que não prove… ainda assim, mexe. Chik Jeitoso não entrega respostas prontas. Mas ele acende perguntas. E, às vezes, isso já é suficiente para tirar o sono.

O que Chik Jeitoso diz ter visto: um resumo das previsões

Ao longo da conversa, as falas de Chik Jeitoso não seguem uma linha única. Elas vêm em ondas — ora políticas, ora espirituais, ora sociais. Mas, quando organizadas, formam um mosaico de previsões que, segundo ele, já estariam em movimento.

Abaixo, os principais pontos revelados na entrevista:

  • Estados Unidos: Barack Obama voltaria ao poder em um movimento inesperado, alterando o equilíbrio político global.
  • Donald Trump: enfrentaria duas tentativas de atentado, em meio a um cenário de alta tensão política.
  • Brasil – Judiciário: o ministro André Mendonça precisaria redobrar cuidados com sua segurança pessoal, com menções a riscos envolvendo envenenamento.
  • Brasil – bastidores do poder: um caso envolvendo o Banco Master teria potencial para provocar um abalo profundo nas estruturas políticas e institucionais do país.
  • Delações e impacto global: segundo Chik, revelações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro poderiam “parar o mundo”, indicando desdobramentos de grande escala.
  • Ambiente político brasileiro: menções a impactos que poderiam atingir diretamente a família Bolsonaro de forma “avassaladora”.
  • Risco e tensão: ele afirma que há múltiplas ameaças envolvendo figuras centrais desses processos, indicando um cenário de instabilidade e disputa.
  • Crise global: aumento do risco de terrorismo como consequência direta das guerras em andamento.
  • Organizações internacionais: a ONU estaria próxima de um colapso estrutural caso não mude sua forma de atuação.
  • Desigualdade mundial: necessidade urgente de que países ricos socorram nações em extrema pobreza, sob risco de agravamento da crise humanitária.
  • Saúde mental: crescimento acelerado de casos de depressão, ansiedade e pânico, descrito por ele como uma emergência global.
  • Abril como marco: novas previsões, mais detalhadas — incluindo cenários políticos nos 27 estados brasileiros — seriam reveladas no próximo ciclo.

No fim, o que fica não é apenas o conteúdo das previsões, mas o clima que elas desenham: um mundo em transição, onde, segundo o próprio Chik, o futuro ainda está em aberto — e pode, a qualquer momento, tomar outro rumo.

As previsões, como alerta Jeitoso, servem justamente feitas para que possa ser evitado o pior, assim como fazia outrora o notório vidente Nostradamus. Chik Jeitoso é alto astral. Ele só faz o bem e suas previsões não significam mau agouro e sim um aviso. 

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