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Mostrando postagens de dezembro, 2020

'Canção do Exílio', poema de Gonçalves Dias

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"Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar — sozinho, à noite — Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá." Fonte: Poema transcrito do livro: "Canção do Exilio", por Gonçalves Dias "Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá." Este livro faz parte da coleção Poesia para todas as idades...

Roger Waters e alguns de seus pensamentos arrebatadores

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Sir Roger Waters - divulgação - internet " Quando a roda de dor para de girar E o ferro em brasa ardente pára Quando as crianças podem ser filhos Quando o desesperado enfraquecer Quando a maré chegar a cumprimentá-los E a lei natural da ciência Cumprimenta os humildes e os poderosos E um bilhão de velas queimando Acende o lado escuro de cada mente humana." “Eu poderia ter sido um arquiteto, mas eu não acho que eu seria muito feliz. Quase toda a arquitetura moderna é um jogo bobo, tanto quanto eu posso ver." "Quem é o mais forte, quem é o melhor, quem segura os ases, no Oriente ou no Ocidente. Esta é a merda que nossas crianças estão aprendendo." "Cada pequena vela Acende um canto da escuridão." "É muita gentileza para nós Caso gentileza seja arquivada juntamente com empatia Nós sentimos pela criança Cada vez que uma bomba inteligente faz sua mira e erra Filho de outra pessoa morre em ações de aumento de defesa América, América, por favor nos ouve...

Negrinha, de Monteiro Lobato

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Este conto de Monteiro Lobato, narra a vida triste de uma menina que ficou órfã aos 4 anos de idade. Ela vivia assustada. Era muito pequenina quando sua mãe, uma escrava, tapava-lhe a boca para que sua senhora não ouvisse o choro da menina. A senhora se chamava 'Santa' Inácia. Uma mulher triste, amarga e malvada, que ficara viúva e não tinha filhos. Talvez por este motivo Dona Inácia não gostava de crianças e ficava profundamente perturbada ao ouvir uma chorar. Quando a mãe da menina morreu, Inácia mantinha a menininha sempre ao seu lado e a pobrezinha mal podia se mexer. Dona Inácia costuma exclamar: "— Sentadinha aí, e bico, hein? Negrinha imobilizava-se no canto, horas e horas. — Braços cruzados, já, diabo!" A má senhora, D. Inácia, nunca lhe dera um carinho sequer e costumava se dirigir à menininha utilizando-se de apelidos terríveis, mas mesmo assim afirmava ter um coração caridoso, por criar a órfã. Além disso, todo os outros moradores da casa viviam batendo na ...

Oswald de Andrade: "A Descoberta"

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"Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam por a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito bem olharmos Não tínhamos nenhuma vergonha." Oswald de Andrade Fonte: ANDRADE, Oswald. Poesias Reunidas (Companhia das Letras; 1ª edição) Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978