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Mostrando postagens de abril, 2020

Shakespeare: "Noite"

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"Como voltar feliz ao meu trabalho  se a noite não me deu nenhum sossego?  A noite, o dia, cartas dum baralho  sempre trocadas neste jogo cego.  Eles dois, inimigos de mãos dadas,  me torturam, envolvem no seu cerco  de fadiga, de dúbias madrugadas:  e tu, quanto mais sofro mais te perco.  Digo ao dia que brilhas para ele,  que desfazes as nuvens do seu rosto;  digo à noite sem estrelas que és o mel  na sua pele escura: o oiro, o gosto.  Mas dia a dia alonga-se a jornada  e cada noite a noite é mais fechada." William Shakespeare

"Ruínas", poema de Machado de Assis

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MACHADO DE ASSIS "Cobrem plantas sem flor crestados muros;  Range a porta anciã; o chão de pedra  Gemer parece aos pés do inquieto vate.  Ruína é tudo: a casa, a escada, o horto,  Sítios caros da infância.  Austera moça  Junto ao velho portão o vate aguarda;  Pendem-lhe as tranças soltas  Por sobre as roxas vestes.  Risos não tem, e em seu magoado gesto  Transluz não sei que dor oculta aos olhos;  Dor que à face não vem, medrosa e casta,  Íntima e funda; e dos cerrados cílios  Se uma discreta muda  Lágrima cai, não murcha a flor do rosto;  Melancolia tácita e serena,  Que os ecos não acorda em seus queixumes,  Respira aquele rosto. A mão lhe estende  O abatido poeta.  Ei-los percorrem  Com tardo passo os relembrados sítios,  Ermos depois que a mão da fria morte  Tantas almas colhera. Desmaiavam,  Nos serros do poen...

Leiam este poema escrito há aproximadamente 220 anos

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"E as pessoas ficaram em casa. E leram livros e escutaram. E descansaram e se exercitaram. E fizeram artes e jogaram. E aprenderam novas formas de ser. E pararam. E escutaram mais profundamente. Alguns meditaram. Alguns rezavam. Alguns dançavam. Alguns se encontraram com sua própria sombra. E as pessoas começaram a pensar de forma diferente. E as pessoas se curaram. E na ausência de pessoas que vivem de maneira ignorante. Perigosa. Sem sentido e sem coração. Inclusive a Terra começou a sarar. E quando o perigo terminou. E as pessoas se encontraram de novo. Choraram pelos mortos. E tomaram novas decisões. E sonharam novas visões. E criaram novas formas de viver. E curaram a Terra completamente. Tal e como eles foram curados." (K.O'Mera - Poema escrito durante a epidemia de peste em 1800) Atualização, via FATO OU FAKE (G1)  01/05/2020:  " Circula nas redes sociais um poema que relata a vida durante a quarentena. A mensagem diz que ...