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Mostrando postagens de novembro, 2020

'Soneto de Fidelidade', por Vinícius de Moraes

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"De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure." Vinícius de Moraes Recomendado: clique aqui e tenha acesso para adquirir a obra de Vinícius de Moraes...

'Pode UC O orgulho na pantera', música libertadora de Tupac

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"Diz-se que todo ato revolucionário é um ato de amor E este é um ato de amor Todo o poder ao povo Eu disse que o P é de poder, de A para a ação O NT, porque agora é o momento para fazê-lo Veja o C é para o coração, e E para o efeito Os R mantenha-o no fim do respeito Quem sou eu? A pantera Quem sou eu? A pantera Quem sou eu? A pantera O que eu tenho Eu tenho alma, o que eu tenho Eu tenho amor O que eu tenho eu tenho orgulho, o que eu quero ser LIVRE Levante suas mãos no ar se você se sentir como eu Quem sou eu? A pantera Quem sou eu? A pantera O que eu tenho Eu tenho alma, o que eu tenho Eu tenho amor O que eu tenho eu tenho orgulho, o que eu quero ser LIVRE Levante suas mãos no ar se você se sentir como eu Você pode ver o orgulho na pantera Como ele brilha em esplendor e graça? Mesmo com obstáculos colocados No caminho da evolução de sua raça? Você pode ver o orgulho na pantera Como ela alimenta seus filhos, sozinho? A semente deve crescer, não obstante Do fato de que é plantada ...

'O Cão Sem Plumas', por João Cabral de Melo Neto

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 "A cidade é passada pelo rio como uma rua é passada por um cachorro; uma fruta por uma espada. O rio ora lembrava a língua mansa de um cão ora o ventre triste de um cão, ora o outro rio de aquoso pano sujo dos olhos de um cão. Aquele rio era como um cão sem plumas. Nada sabia da chuva azul, da fonte cor-de-rosa, da água do copo de água, da água de cântaro, dos peixes de água, da brisa na água. Sabia dos caranguejos de lodo e ferrugem. Sabia da lama como de uma mucosa. Devia saber dos povos. Sabia seguramente da mulher febril que habita as ostras. Aquele rio jamais se abre aos peixes, ao brilho, à inquietação de faca que há nos peixes. Jamais se abre em peixes." João Cabral de Melo Neto Fonte: poema integrante da obra ' O cão sem plumas ', 1º poema de fôlego de João Cabral de Melo Neto , lançado em 1950, foi uma criação decisiva do jovem poeta, que na época vivia em Barcelona, com 30 anos. Este volume reúne também os quatro primeiros livros do poeta - 'Pedra do so...

Olavo Bilac: 'Via-Láctea' XIII

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  Via-Láctea XIII “Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto... E conversamos toda a noite, enquanto A via-láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: “Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando estão contigo?” E eu vos direi:”Amai para entende-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas”. Olavo Bilac Siga este link para conhecer e adquirir a obra de Olavo Bilac, em eBook ou livro físico...