'Soneto de Fidelidade', por Vinícius de Moraes


"De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure."

Vinícius de Moraes



Recomendado: clique aqui e tenha acesso para adquirir a obra de Vinícius de Moraes...


Comentários

Leia também >>

Globo abre auditoria sobre negócios de Luciano Huck com Daniel Vorcaro

O outro braço da história: cineasta paranaense quer levar a alma da Amazônia para as telas do Brasil

Moraes pede manifestação da PGR sobre visita de Flávio Bolsonaro ao pai

Anjo da Guarda forte: ciclista escapa por pouco de ser atingido por caminhonete que capotou no Paraná

El Niño pode entrar para a lista dos mais intensos desde 1950

Jovens brasileiros representarão o país em conferência da ONU sobre a água

“O Outro Braço da Cruz”: cinema, memória e a estrada que fez — e seguirá fazendo — a história de Rondônia

Segundo turno no Brasil: quem é o favorito na visão da imprensa internacional, do mercado e das grandes potências?

Do botox ao ovo: os momentos mais bizarros que marcaram o primeiro turno das eleições

Paraná tem risco elevado de tempestades; Inmet alerta para grande perigo no Sul