Gleisi leva campanha ao interior e entra no corpo a corpo pela disputa ao Senado no Paraná

Em Umuarama, candidata reforçou pautas como saúde, atendimento aos idosos, tecnologia e ferrovias; disputa pelas duas vagas ao Senado segue aberta e marcada por decisões judiciais

Em Umuarama, candidata reforçou pautas como saúde, atendimento aos idosos, tecnologia e ferrovias; disputa pelas duas vagas ao Senado segue aberta e marcada por decisões judiciais

A campanha pelo Senado no Paraná começa a ganhar cada vez mais temperatura. Enquanto os números das pesquisas mostram uma disputa ainda aberta pelas duas cadeiras que estarão em jogo em outubro, Gleisi Hoffmann tem levado sua candidatura para o interior do Estado e apostado no contato direto com a população.

Na quarta-feira (16), a candidata esteve em Umuarama, na Sociedade Rural, onde participou de entrevista e cumpriu compromissos políticos com lideranças e candidatos da região. Entre os temas apresentados por Gleisi estiveram saúde, atendimento à população idosa, tecnologia e a ampliação do transporte ferroviário no Paraná.

“A eleição para o Senado não pode ser apenas uma disputa de nomes. É preciso discutir o Paraná que queremos construir e o que o Estado precisa defender em Brasília.”

A presença no interior ocorre em um momento de forte movimentação na corrida eleitoral. Pesquisas divulgadas nos últimos dias mostram diferentes configurações para a disputa, mas colocam Gleisi e Alexandre Curi entre os nomes competitivos na corrida pelas duas vagas.

Uma disputa ainda aberta

Levantamento da Neokemp/OCP News, realizado nos dias 15 e 16 de setembro com 2.016 eleitores de 266 municípios paranaenses, registrou Gleisi com 28,5% e Alexandre Curi com 28,2% na soma das duas opções de voto para o Senado. Deltan Dallagnol apareceu com 48,8% e Filipe Barros com 31,4%.

Os números, porém, precisam ser lidos com cautela. Como serão escolhidos dois senadores pelo Paraná, cada eleitor poderá votar em dois candidatos. Além disso, diferentes institutos apresentam fotografias distintas do momento eleitoral. Além de que a candidatura de Deltan está sob judice e o TSE terá a palavra final, isto mesmo com o parecer favorável julgado este mês pelo TRE-PR.

Pesquisa Alfa Inteligência divulgada nesta semana, por exemplo, apontou Alexandre Curi com 32% e Gleisi com 27%, mostrando uma configuração diferente daquela encontrada pelo levantamento da Neokemp.

Gleisi também leva o debate político para o TSE

Além da agenda eleitoral, Gleisi protagonizou nos últimos dias uma iniciativa no Tribunal Superior Eleitoral relacionada ao direito de voto das mulheres.

A candidata acionou o TSE contra publicações que defendem o fim do voto feminino. Na representação, pediu a retirada dos conteúdos e a preservação de dados relacionados ao alcance e à eventual monetização das publicações.

O episódio recoloca no centro da campanha um tema que acompanha a trajetória política de Gleisi: a participação das mulheres na vida pública e a defesa de seus direitos políticos.

A situação de Dallagnol

A disputa também é influenciada pela situação jurídica de Deltan Dallagnol, que aparece na liderança de alguns levantamentos recentes.

É importante, porém, fazer uma distinção. O Tribunal Superior Eleitoral cassou o registro de candidatura de Dallagnol nas eleições de 2022, quando ele concorria à Câmara dos Deputados. Para a eleição de 2026, entretanto, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná deferiu o registro de sua candidatura ao Senado por 4 votos a 3. A decisão ainda pode ser questionada no Tribunal Superior Eleitoral.

Por isso, neste momento, não é correto tratar como definitiva uma eventual inelegibilidade de Dallagnol para a disputa ao Senado em 2026, mesmo ele já tendo sido julgado inelegível até 2010 pelo TSE.

Uma campanha que começa a ganhar as ruas

Com duas cadeiras em disputa, o Paraná terá uma das corridas mais observadas da eleição de outubro. Gleisi e Curi aparecem próximos em alguns dos levantamentos recentes, mas outros candidatos também apresentam desempenho significativo.

Mais do que os números de uma pesquisa isolada, a próxima etapa da campanha deverá ser marcada pela capacidade de cada candidato de percorrer o Estado, apresentar propostas e estabelecer uma conexão direta com o eleitor.

Em Umuarama, Gleisi deu mais um passo nessa direção. Entre propostas para o desenvolvimento regional e temas nacionais que fazem parte de sua trajetória política, a candidata tenta transformar a disputa pelo Senado em uma conversa mais próxima da vida cotidiana dos paranaenses.

A corrida ainda está aberta — e, até o dia 4 de outubro, muita coisa pode mudar. Certo é que a sorte está lançada e tanto Gleisi quanto Curi tem estado diariamente na estrada, visitando as famílias paranaenses. Ao passo que os candidatos da extrema direita, ao nosso ver, parecem um tanto acomodados, talvez devido ao desempenho nas pesquisas. Importante é escolher aqueles que lutam pelos pessoasbres, vulneráveis e principalmente pela classe trabalhadora. Discurso é uma coisa, trabalho efetivo pelo Estado e pelas pessoas é outra.

Hoje Gleisi Hoffmann esteve em Campo Mourão, confira na postagem abaixo. A candidata que tem o número de urna o 131.


Comentários

Leia também >>

Lula reúne multidão na Boca Maldita e fala de trabalho, dignidade e humanidade no Paraná

O outro braço da história: cineasta paranaense quer levar a alma da Amazônia para as telas do Brasil

Requião Filho encerra sabatina da RPC com Copel, educação e críticas aos adversários no centro do debate

Depois da Boca Maldita, a política continuou à mesa no Nina

Diplomatas europeus veem dificuldade em atender novo pedido bilionário da Ucrânia — WP

Centrais sindicais levam às ruas campanha pelo fim da escala 6x1 e cobram posição de parlamentares

Força Sindical prepara reta final da campanha e cobra mais presença nas ruas e fábricas

A conta chegou — e Moro pode ser o fator de união entre antigos adversários

De União da Vitória para o Paraná: a história de Santin Roveda e os projetos que ele traz para 2026

Liminar impede remoção das famílias Kaigang do Centro Cultural Wãre, em Londrina