Furacão Lowell se aproxima do Havaí

Furacão Lowell se dirige às águas do Havaí e mantém alerta para ondas perigosas e ventos acima de 200 km/h

NOAA

O furacão Lowell segue em direção ao norte das ilhas havaianas e mantém o Havaí em estado de atenção. Mesmo após perder parte da força, o ciclone continua extremamente intenso e pode provocar condições perigosas para moradores e comunidades costeiras.

Segundo informações divulgadas pela NBC News neste domingo, o sistema pode trazer ondas muito altas, fortes rajadas de vento e risco de deslizamentos de terra em diferentes áreas do estado. Para quem vive nas regiões mais expostas, a aproximação do furacão representa não apenas um evento meteorológico severo, mas uma ameaça concreta à rotina, à infraestrutura e à segurança.

De categoria 5 a um furacão ainda extremamente intenso

Lowell atingiu a categoria 5 na noite de sexta-feira, com ventos sustentados de pelo menos 253 km/h. No sábado (5), o sistema perdeu um pouco de intensidade e passou ao limite superior da categoria 4, ainda com ventos entre 209 e 251 km/h.

De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, Lowell estava a aproximadamente 1.030 quilômetros a sudoeste de Honolulu e avançava para oeste-noroeste a cerca de 11 km/h. A previsão indica que o furacão poderá passar a oeste das ilhas de Ni'ihau e Kaua'i durante a noite de segunda-feira e a madrugada de terça-feira.

Ondas perigosas colocam comunidades costeiras em alerta

As ilhas de Ni'ihau, Kaua'i e O'ahu estão entre as áreas que podem sentir os efeitos mais fortes da aproximação. Ondas extremamente perigosas são esperadas nas costas sul e oeste dessas ilhas, enquanto fortes ondulações podem atingir outras partes do arquipélago.

Também são previstas rajadas de até 120 km/h no condado de Kaua'i e de até 80 km/h em O'ahu. Além dos ventos, a combinação entre mar agitado e condições adversas aumenta a preocupação com áreas costeiras, encostas e estruturas mais vulneráveis.

Em situações como essa, o perigo não está apenas no centro do furacão. Ondas, ventos, chuvas e deslizamentos podem transformar áreas aparentemente distantes do núcleo do sistema em zonas de risco.

Havaí prepara resposta antes da chegada do ciclone

O governador do Havaí, Josh Green, afirmou que o estado está tratando a ameaça com seriedade e antecipando medidas de resposta. As autoridades trabalham no reforço da segurança dos portos, mobilizam equipes de emergência e acompanham as condições de barragens diante da aproximação do ciclone.

A preparação antecipada é especialmente importante em um arquipélago onde comunidades, estradas, portos e serviços essenciais podem ser afetados rapidamente por condições extremas. Para a população, acompanhar os avisos oficiais e evitar áreas costeiras ou locais sujeitos a deslizamentos durante a passagem do sistema pode fazer diferença.

Um Pacífico cada vez mais observado

A passagem de Lowell acontece em uma semana de intensa atividade no Pacífico Norte. Outros dois sistemas também chamam a atenção dos meteorologistas: Karina, ex-furacão de categoria 4 que se desloca para leste-nordeste de Hilo, no Havaí, e a tempestade tropical Marie, que avança a oeste da ponta sul da Baja California, no México.

Lowell também está associado a águas oceânicas muito quentes relacionadas ao El Niño. O cenário reforça uma questão que vai além da trajetória de um único furacão: o oceano é parte fundamental da história dos ciclones tropicais. Águas mais quentes fornecem energia para esses sistemas e podem favorecer sua intensificação quando outras condições atmosféricas também são adequadas.

Enquanto o Havaí se prepara para a chegada de Lowell, o episódio lembra como o aquecimento dos oceanos e a dinâmica do clima podem ter consequências muito concretas para quem vive próximo ao mar. No fim, falar sobre clima também é falar sobre pessoas, território, infraestrutura e a capacidade das comunidades de se preparar para eventos extremos.

O Sulpost acompanha a evolução do sistema e os impactos sobre as comunidades e o ambiente no Pacífico.

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