Arilson quer ser a voz do Paraná em Brasília
Presidente do PT Paraná e candidato a deputado federal, conhecido como “a voz de Lula no Paraná”, Arilson defende duas pautas que, segundo ele, começam na vida real: mais tempo para viver e mais segurança para voltar para casa
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| Deputado Arilson Chiorato - Reprodução |
Dois dias para descansar. Segurança para viver.
Quem acorda cedo, pega ônibus, enfrenta trânsito, bate ponto e só volta para casa no fim do dia sabe que a vida não cabe apenas entre o trabalho e o descanso de um único domingo.
Foi falando justamente sobre essa rotina que o deputado Arilson Chiorato levou à Assembleia Legislativa do Paraná, na última segunda-feira (24), duas bandeiras que ele pretende ampliar para além das fronteiras do Estado: a escala 5×2, com dois dias de descanso e salário preservado, e uma política de segurança pública mais estruturada, integrada e baseada em inteligência.
Presidente do PT Paraná e conhecido politicamente como “a voz de Lula no Paraná”, Arilson agora quer dar um passo adiante. Nas próximas eleições, ele disputa uma vaga para representar os paranaenses em Brasília, com o número 1313.
E a mensagem que pretende levar é simples: ser a voz do presidente Lula no Paraná também significa ser a voz dos trabalhadores, das famílias e de quem espera mais segurança para viver.
Tempo para trabalhar, mas também para viver
Ao defender a jornada 5×2, Arilson fala de uma mudança que, para ele, vai muito além de uma discussão sobre números e horas trabalhadas.
É sobre ter tempo para os filhos. Para acompanhar a família. Para descansar. Para cuidar da casa. Para simplesmente respirar depois de uma semana inteira de trabalho.
“Um dia não dá conta da vida. O nosso povo trabalha muito. Acorda cedo, pega ônibus, bate ponto e sustenta a família. O que estamos defendendo é simples: cinco dias de trabalho, dois de descanso e salário preservado. Trabalhador não é máquina.”
A proposta já aprovada pela Câmara prevê jornada semanal de 40 horas e dois dias de descanso remunerado. Na última sexta-feira (21), o texto chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. E ainda existe possibilidade de ser votada antes das eleições.
Arilson também fez questão de marcar uma diferença política. De um lado, está a proposta defendida pelo presidente Lula, de redução da jornada com preservação do salário. Do outro, segundo ele, está a ideia defendida pelo senador Flávio Bolsonaro de pagamento por hora trabalhada, com direitos calculados proporcionalmente.
“Eu sei de que lado estou: do lado da 5×2 e de quem trabalha”, afirmou.
Segurança não se resolve com vídeo na internet
A outra pauta apresentada por Arilson toca em uma preocupação ainda mais imediata para milhões de brasileiros: a segurança para sair de casa e voltar em paz.
Na avaliação do deputado, combater a criminalidade exige estrutura, integração entre as forças de segurança, tecnologia, investigação e inteligência.
É essa a lógica da PEC da Segurança Pública, apresentada pelo Governo Lula e que também chegou à CCJ do Senado na sexta-feira. A proposta busca ampliar a cooperação entre União, estados e municípios e melhorar a troca de informações no enfrentamento ao crime organizado.
Para Arilson, segurança pública precisa deixar de ser tratada apenas como palco para discursos inflamados.
“Bandido não vai desaparecer porque político fez vídeo bravo na internet, gritou ou falou frase de efeito. Crime organizado se enfrenta com polícia forte, inteligência, investigação, tecnologia e asfixia financeira.”
Mas, para ele, também existe um personagem que não pode ser esquecido nessa discussão: o profissional que está na rua fazendo a segurança acontecer.
Arilson defende melhores salários, estrutura e condições dignas de trabalho para os policiais paranaenses.
“Não adianta dizer que defende a polícia e esquecer do policial na hora de garantir salário e dignidade. Defender a Segurança Pública é também defender quem faz a segurança acontecer todos os dias”, afirmou.
Do Paraná para Brasília
As duas bandeiras ajudam a explicar o caminho político que Arilson pretende construir na próxima eleição.
Depois de anos atuando no Paraná e de se consolidar como uma das principais vozes do PT no Estado, ele quer transformar essa experiência em representação federal.
Se hoje é conhecido como “a voz de Lula no Paraná”, a proposta de Arilson é que, em Brasília, essa voz também seja a de quem trabalha, de quem pega ônibus cedo, de quem quer mais tempo com a família e de quem não abre mão do direito de viver com segurança.
A disputa será por uma cadeira na Câmara dos Deputados. O número é 1313.
Mais do que levar uma posição política para Brasília, Arilson tenta apresentar sua candidatura como uma ponte entre as decisões tomadas na capital federal e a vida cotidiana dos paranaenses.
Porque, no fim das contas, para quem trabalha e sustenta uma família, ter dois dias de descanso não é luxo. E voltar para casa em segurança não é favor. É direito.

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