A pesquisa de amanhã ainda nem saiu, mas já esquentou a disputa política pelo Governo do Paraná
A Justiça Eleitoral negou o pedido da campanha de Sandro Alex (PSD) para barrar a divulgação da nova pesquisa do Paraná Pesquisas
Traduzindo do juridiquês para a linguagem da Boca Maldita: a pesquisa está liberada para aparecer. O levantamento, registrado sob o número PR-01022/2026, ouviu 1.280 eleitores entre os dias 15 e 17 de setembro e deve trazer novos números para a corrida ao Governo do Paraná e ao Senado.
A campanha de Sandro Alex tentou suspender a divulgação alegando problemas no registro e questionando aspectos do questionário. A liminar, porém, foi negada pela juíza auxiliar Claudia Cristina Cristofani, do TRE-PR.
E aí começa a conversa que interessa
Nos bastidores, o ambiente na campanha do pupilo de Ratinho Jr. não estaria exatamente em clima de festa.
Pessoas que acompanham a movimentação política relatam aumento da tensão diante da expectativa pelos novos números. E existe uma velha verdade eleitoral que nenhum marqueteiro consegue driblar: dinheiro compra mídia. Não compra carisma. Não garante voto digitado na urna. Compra estrutura, mas não compra espontaneidade. Compra exposição, mas não garante reconhecimento.
Sandro Alex já colocou uma estrutura milionária na rua. Mas, pelo que se ouve nos bastidores, começa a surgir a preocupação de que o investimento financeiro ainda não tenha se transformado naquilo que toda campanha procura desesperadamente: conexão com o eleitor.
A pesquisa anterior do Paraná Pesquisas acendeu a luz amarela.
Sergio Moro apareceu com 45%, Requião Filho com 24% e Sandro Alex com 17,5%.
Agora vem um novo retrato. E retrato é registro do momento, que em política, pode ser cruel. Pode mostrar crescimento. Pode mostrar estagnação. Pode mostrar que a estratégia funcionou. Ou não, pode revelar que milhões gastos em campanha não conseguem fabricar aquilo que nasce naturalmente na rua: popularidade.
É por isso que a pesquisa desta sexta-feira está sendo aguardada com tanta ansiedade nos gabinetes, nos comitês e, claro, na velha Boca Maldita. Porque enquanto os candidatos fazem contas, os marqueteiros ajustam discursos e as equipes monitoram cada número...
o eleitor continua sendo o único que não precisa de pesquisa para saber em quem pretende votar. E agora, falta pouco para descobrir o que os 1.280 entrevistados disseram. As urnas ainda estão a duas semanas de distância. A pesquisa, sai amanhã.

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