Fim da escala 6x1 deve ficar para depois das eleições, diz Alcolumbre
A mudança que pode mexer na rotina de milhões de trabalhadores brasileiros ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (3)
![]() |
| O presidente do Senado Davi Alcolumbre - Agência Senado |
Depois de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovar, na quarta-feira (2), a PEC que acaba com a escala 6x1, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que a proposta deverá ser votada pelo plenário após as eleições.
Na prática, a PEC prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução de salário. A mudança seria feita de forma gradual.
A decisão frustrou a expectativa do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defendia a votação ainda nesta semana. O problema é que, nos bastidores, governistas avaliaram que ainda não havia segurança de votos suficientes para aprovar a proposta no plenário.
Para ser aprovada no Senado, uma PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis, em dois turnos de votação.
O senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais defensores da redução da jornada no Congresso, voltou a pressionar pela votação imediata. Durante a discussão da proposta na CCJ, ele defendeu que o tema não fosse deixado para depois das eleições.
Apesar da declaração de Alcolumbre, a disputa ainda não está completamente encerrada. O governo tenta negociar a possibilidade de uma sessão extraordinária em setembro, antes do primeiro turno das eleições, para que a proposta possa avançar.
Por enquanto, porém, a sinalização do presidente do Senado é de que a votação ficará para depois das eleições.
Para quem trabalha seis dias e folga apenas um, a discussão vai muito além do Congresso. É sobre tempo para descansar, cuidar da família, estudar, conviver e simplesmente viver.
A pergunta agora é: a escala 6x1 vai mesmo esperar o resultado das urnas?

Comentários
Postar um comentário
Deixe seu comentário