Lula tem agenda em Brasília e São Paulo nesta terça; pesquisas mostram disputa apertada com Flávio Bolsonaro
Presidente anuncia medidas para microempreendedores e participa de ato na capital paulista. Após críticas ao TSE e confrontos nas redes sociais, campanha entra em nova fase a 12 dias do segundo turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, cumpre nesta terça-feira (13) compromissos em Brasília e São Paulo, em uma campanha marcada pelo confronto político com o senador Flávio Bolsonaro (PL). O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para 25 de outubro.
A agenda combina medidas econômicas voltadas aos pequenos empreendedores e mobilização nas ruas. Ao mesmo tempo, as pesquisas mais recentes indicam uma disputa apertada, com vantagem numérica de Flávio Bolsonaro nos dois levantamentos nacionais considerados nesta reportagem.
Agenda de Lula nesta terça-feira (13)
De acordo com a Radioagência Nacional, da EBC, Lula tem dois compromissos principais:
- Pela manhã, em Brasília: anúncio de novas medidas de crédito e de ampliação dos limites de faturamento para microempreendedores individuais (MEIs), no Palácio do Planalto. O pacote prevê avaliar a elevação do teto anual de faturamento da categoria de R$ 81 mil para R$ 140 mil, conforme a agenda divulgada.
- À noite, em São Paulo: participação no “Grande Ato da Virada”, no Largo da Batata, na zona oeste da capital paulista.
A proposta voltada aos MEIs coloca a atividade econômica e as condições de trabalho entre os temas da campanha. Já a mobilização em São Paulo busca ampliar a presença pública do candidato e reunir apoiadores para a reta final da disputa.
O que Lula fez na segunda-feira (12)
No feriado de Nossa Senhora Aparecida, Lula permaneceu em Brasília. O presidente participou de uma missa restrita a autoridades e convidados no Palácio da Alvorada e, depois da celebração, conversou com jornalistas.
Na ocasião, defendeu o respeito à liberdade religiosa e comentou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones para divulgar conteúdos da campanha petista.
Segundo o Poder360, Lula afirmou que o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, não pode tomar partido na disputa política. O presidente também declarou que algumas decisões contra sua campanha estariam extrapolando os limites.
O canal havia sido suspenso por decisão de Nunes Marques, após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. Posteriormente, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a suspensão provisoriamente, até que o plenário do tribunal examine o caso.
A declaração de Lula tornou-se um dos episódios políticos relevantes do dia. A crítica do candidato deve ser compreendida como uma manifestação política, e não como comprovação de parcialidade do tribunal. A decisão definitiva sobre a controvérsia cabe à Justiça Eleitoral.
Polarização se intensifica nas ruas, na religião e nas redes
A disputa pelo segundo turno tem ampliado o confronto entre os dois candidatos, com acusações políticas, mobilizações de apoiadores e disputas judiciais sobre conteúdos divulgados na internet.
Na segunda-feira, apoiadores de Lula realizaram uma manifestação na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. O presidente não participou porque permaneceu em Brasília. Segundo o UOL, o ato ocupou cerca de sete quarteirões da Avenida Atlântica e reuniu militantes, parlamentares, representantes de movimentos sociais e militantes de causas ligadas às bandeiras LGBTQ+.
No domingo (11), Lula havia participado de uma mobilização na Avenida Paulista, em São Paulo. A campanha também acionou o TSE para pedir a suspensão de vídeos que, segundo a coligação, manipulavam imagens do evento para associar manifestantes a vandalismo, uso de drogas e grupos terroristas. O caso foi abordado pelo UOL News, que ouviu uma especialista em direito eleitoral sobre o aumento das disputas jurídicas e os desafios da desinformação digital.
A religião também entrou no centro do debate. Durante o feriado da Padroeira do Brasil, Lula e Flávio fizeram manifestações dirigidas ao público católico, em meio à controvérsia provocada por informações falsas sobre uma suposta proposta para retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira nacional.
O cenário mostra que a polarização não se limita às diferenças entre programas de governo. Ela também envolve identidade religiosa, confiança nas instituições, circulação de conteúdos digitais e acusações entre adversários.
O desafio para o eleitor é distinguir declarações de campanha, fatos comprovados e alegações ainda submetidas à apuração ou à análise judicial.
Duas pesquisas recentes: Flávio numericamente à frente
Os levantamentos nacionais mais recentes localizados até a manhã desta terça-feira mostram Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula, mas os resultados precisam ser interpretados considerando as respectivas margens de erro.
1. BTG Pactual/Nexus — divulgada em 13 de outubro
Na pesquisa divulgada nesta terça-feira, Flávio Bolsonaro aparece com 48% das intenções de voto totais, contra 45% de Lula. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 2% não sabem ou não responderam.
No cálculo dos votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio registra 52% e Lula, 48%.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre 10 e 12 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-07997/2026. Confira os números e a metodologia na página oficial da Nexus.
2. AtlasIntel/Bloomberg — divulgada em 9 de outubro
No levantamento AtlasIntel/Bloomberg, Flávio Bolsonaro aparece com 51,1% dos votos válidos, contra 47,2% de Lula. No cenário de votos totais, os percentuais são 51,1% para Flávio e 45,7% para Lula, com os demais entrevistados distribuídos entre brancos, nulos e indecisos. Os resultados e detalhes metodológicos foram publicados pelo UOL.
Os dois levantamentos foram realizados em períodos diferentes e utilizaram metodologias próprias. Portanto, não devem ser tratados como se fossem uma única medição. Os números mostram a fotografia do eleitorado nas datas das entrevistas, não o resultado antecipado das urnas.
Os próximos dias serão decisivos para o debate público
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, a campanha entra em uma fase em que cada declaração, proposta econômica, mobilização de rua e controvérsia judicial pode ganhar repercussão nacional.
Lula aposta na divulgação de medidas econômicas e na mobilização de apoiadores. Flávio Bolsonaro também intensifica sua agenda política e articula apoios para ampliar sua base eleitoral.
Para além da disputa entre os candidatos, permanecem questões importantes para o país: emprego e renda, custo de vida, segurança pública, direitos sociais, funcionamento das instituições e qualidade da informação que chega ao eleitor.
A cobertura eleitoral exige atenção redobrada às fontes, às datas das pesquisas e ao contexto das declarações. Em uma disputa tão acirrada, informar com precisão é essencial para que a sociedade possa avaliar propostas e argumentos sem confundir propaganda, opinião e fato. Uma boa dica são as pesquisas com uso de Inteligência Artificial, pois elas foram programadas para seguir o código eleitoral brasileiro e tem mostrado o total imparcialidade resultados de busca. Evite cair em fake news.
Acompanhe as atualizações da campanha presidencial e confira as fontes originais citadas nesta postagem do Sulpost através dos links no corpo do texto. Aqui o jornalismo é cidadão e comprometido com a verdade.
Hoje é dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Um dia de fé, esperança e de renovar aquilo que temos de mais bonito: o amor e o cuidado com o próximo. Que Nossa Senhora Aparecida abençoe nossas famílias e proteja nossas crianças. Que nunca falte comida na mesa, paz dentro dos lares e esperança no coração do povo brasileiro. Viva a nossa Padroeira! ❤️🙏 📸 @ricardostuckert
— Lula (@LulaOficial) October 12, 2026

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