Janones diz que TSE pode tirar do ar o canal “Exército do Lula” antes do debate da Globo
O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou nesta sexta-feira (23) que o canal “Exército do Lula”, utilizado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), poderá sair do ar por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), possivelmente antes do debate presidencial da TV Globo
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| André Janones - Reprodução/Redes Sociais |
“O canal Exército do Lula deve sair do ar ainda hoje, próximo ao horário do debate, por uma ordem do TSE! Com isso, o resultado da eleição está aberto novamente!”, escreveu Janones na rede social X.
Até o momento, porém, é necessário distinguir a declaração do parlamentar de uma eventual decisão de suspensão. A determinação mais recente conhecida do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, estabeleceu prazo de 24 horas para que a Meta apresente informações técnicas sobre o funcionamento do canal. Google e X também foram chamados a esclarecer possíveis ações coordenadas para ampliar a circulação de termos e hashtags relacionados à disputa eleitoral.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a decisão atende parcialmente a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que questiona a mobilização de apoiadores de Lula em diferentes plataformas digitais.
O procedimento busca verificar padrões de engajamento, circulação de publicações e eventual amplificação artificial de conteúdos. A existência de uma investigação, entretanto, não significa que as irregularidades alegadas tenham sido comprovadas.
O canal já enfrentou suspensões e decisões judiciais divergentes durante a campanha. Em 14 de outubro, voltou a funcionar após o cumprimento das exigências relacionadas ao seu registro perante a Justiça Eleitoral, conforme noticiado pela Agência Brasil.
O episódio ocorre a dois dias do segundo turno presidencial, marcado para domingo (25), e às vésperas do debate da TV Globo. Uma eventual suspensão do canal pode repercutir na estratégia de mobilização digital dos apoiadores de Lula, mas seus efeitos eleitorais não podem ser antecipados com segurança.
O andamento do caso pode ser acompanhado pelos canais institucionais do Tribunal Superior Eleitoral. O tribunal também publicou informações sobre sua atuação junto às plataformas digitais no enfrentamento à desinformação e na proteção da integridade das eleições, disponíveis em seu portal oficial.
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