Victoria Gallo coloca enfrentamento à violência contra mulheres no centro de sua candidatura à Alep

Candidata do PDT ao Legislativo paranaense apresenta uma agenda voltada a direitos das mulheres, prevenção da violência, saúde, autonomia econômica e participação política

  
Reprodução/Victoria Gallo

A defesa dos direitos das mulheres e o enfrentamento à violência de gênero estão no centro da candidatura de Victoria Martina Chaves Gallo à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Aos 33 anos, a candidata disputa uma cadeira pelo PDT nas eleições de 2026, com o número 12123.

A trajetória pessoal é apresentada pela própria candidata como uma das razões para sua entrada na política. Victoria afirma ser sobrevivente de violência e relata que, aos 15 anos, foi tratada como criminosa em vez de receber o acolhimento que esperava do Estado. Desde então, diz ter transformado a experiência em uma atuação pela defesa de mulheres que enfrentam violência de gênero, sexual e institucional.

“A vergonha deve mudar de lado”, afirma Victoria ao falar sobre a decisão de tornar pública sua história.

A candidatura propõe levar essa experiência para o debate legislativo. Entre as prioridades apresentadas estão o enfrentamento à violência contra as mulheres, políticas de saúde específicas, educação e prevenção, autonomia financeira, ampliação da participação feminina na política e garantia de acesso a direitos e proteção.

Violência de gênero como questão de política pública

A proposta parte da avaliação de que o combate à violência contra as mulheres não pode se limitar ao atendimento depois que a agressão acontece. Para a candidata, prevenção, informação, formação dos profissionais que atuam na rede de proteção e melhoria do acolhimento institucional precisam fazer parte da política pública.

A agenda também dialoga com um debate que vem ganhando espaço no Paraná e no país sobre a presença das mulheres nos espaços de elaboração das leis. Em julho, Victoria participou de um debate em Curitiba relacionado ao lançamento de uma obra da pesquisadora Marina Ganzarolli sobre a produção legislativa brasileira relacionada às mulheres e às questões de gênero.

Saúde, educação e autonomia

Na área da saúde, a candidatura defende políticas públicas que considerem as diferentes fases da vida das mulheres e ampliem acesso, cuidado e dignidade.

Na educação, a prioridade apresentada é trabalhar com informação e prevenção, de forma que meninas e mulheres conheçam seus direitos e tenham mais instrumentos para identificar situações de violência.

Outro eixo é a autonomia financeira. A proposta inclui iniciativas voltadas à ampliação de oportunidades de trabalho e renda e à participação das mulheres na vida econômica, entendendo a independência financeira como um dos elementos que podem ampliar a capacidade de romper ciclos de violência e dependência.

A participação política aparece como um eixo transversal. Para Victoria, ampliar a presença feminina nos espaços de decisão é também uma forma de aproximar as instituições das experiências concretas vividas pelas mulheres paranaenses.

Uma candidatura financiada por apoiadores

A campanha também está recorrendo ao financiamento coletivo como uma forma de ampliar sua estrutura. Segundo a própria candidatura, a estratégia busca compensar a limitação dos recursos disponíveis, através de fundo partidário, para poder realizar uma campanha empoderada que pretende percorrer diferentes regiões do Paraná.

A proposta é utilizar as contribuições de apoiadores para viabilizar deslocamentos pelo estado, ouvir demandas locais e apresentar as propostas da candidatura à população paranaense.

O financiamento coletivo eleitoral é uma modalidade prevista na legislação brasileira, sujeita às regras e à fiscalização da Justiça Eleitoral. Por isso, valores arrecadados, origem dos recursos e prestação de contas observam com rigor as normas eleitorais vigentes.

Uma candidatura que nasce de uma experiência pessoal

A candidatura de Victoria Gallo procura transformar uma experiência individual de violência e conflito com instituições em uma agenda mais ampla de políticas públicas.

Independentemente do resultado eleitoral, a discussão que ela coloca em circulação integra um debate maior sobre violência contra mulheres, acolhimento institucional, prevenção, autonomia econômica e representação feminina na política.

Nas eleições de 2026, Victoria Gallo concorre ao cargo de deputada estadual pelo PDT do Paraná, e tem em Requião Filho seu candidato ao Governo do Estado do Paraná. Para mais informações, clique aqui e visite o site da candidata.

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