A conta de luz caiu, os alimentos estão em queda, o país reencontra o equilíbrio e renova a esperança no poder de compra das famílias
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| Crédito: PXhere |
Depois de meses de tensão e aperto, chega um respiro sentido na mesa e na conta: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou outubro em 0,09% — o menor para o mês desde 1998. Não é apenas um número: é alívio na energia que ilumina a casa, no arroz que compõe a refeição e no leite que acompanha o café da tarde.
O alívio que toca o cotidiano
A queda de 2,39% na energia elétrica residencial, provocada pela mudança da bandeira tarifária, teve efeito imediato no orçamento das famílias. Uma pequena diferença na conta que, somada à retração dos preços de itens essenciais, rende fôlego ao mês de quem organiza as compras com atenção.
O arroz recuou 2,49% e o leite longa vida caiu 1,88%. Esses dados não são meras estatísticas: significam refeições mais previsíveis, menos tensão ao fechar a cesta básica e mais tranquilidade para famílias que vêm ajustando cada gasto.
O outro lado — variações esperadas
Em contraste, alguns produtos registraram alta, na maioria dos casos por fatores sazonais ou por influência do mercado global. A batata-inglesa subiu 8,56% em razão da entressafra e de chuvas que reduziram oferta; o óleo de soja avançou 4,64%, alinhado ao preço do grão nas praças internacionais (commodities). Itens como aluguel residencial (+0,93%) e passagem aérea (+4,48%) também acompanham ajustes locais e a retomada de atividades.
Essas oscilações são parte do funcionamento de uma economia aberta: algumas células sobem, outras descem. O essencial, agora, é que o conjunto aponta para estabilidade — não uma estabilidade absoluta, mas um movimento de equilíbrio que permite planejar e sonhar.
Trajetória e significado
O IPCA acumulado em 12 meses está em 4,68%. Ainda está acima da meta central, mas caminha em trajetória de queda. É o sinal de um país que aprendendo a gerir pressões — nas hidrelétricas, nas safras, nas fábricas, na circulação de dinheiro — e a transformar o trabalho do governo do Brasil em resultado prático na vida, no dia a dia das pessoas.
O Banco Central mantém a taxa Selic em 15% como um freio responsável para evitar que o clima de otimismo abra espaço para nova inflação. Essa taxa é fortemente criticada por gerar ainda mais injustiça financeira, pois se que paga cartão de crédito em dia, recebe bônus e milhagem, mas se entra no rotativo já coloca um pé na inadimplência. Por outro lado, para cada ponto de desaceleração da inflação, o cidadão sente o alívio e recupera a confiança de que é possível planejar uma viagem, trocar um eletrodoméstico ou simplesmente poupar um pouco a mais.
Por que isso importa
Porque a economia, por fim, se mede nas escolhas diárias: no que uma família decide levar ao carrinho, em como administra a energia da casa, nas pequenas flexibilidades que permitem viver com mais dignidade.
O resultado de outubro é um convite: para produtores, para gestores públicos e para consumidores — todos têm um papel em consolidar esse movimento. Quando a produção agrícola garante oferta e as políticas públicas adotadas favorecem a previsibilidade, o efeito reverbera em toda a sociedade.


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