| Ricardo Stuckert/PR |
A tarde de hoje ficou marcada por um dos encontros mais significativos da diplomacia brasileira nos últimos anos. No Palácio do Itamaraty, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em reunião bilateral que antecede a cerimônia de assinatura do Acordo de Livre Comércio Mercosul–União Europeia, prevista para este sábado em Assunção, no Paraguai.
A reunião — de pouco mais de duas horas — reuniu lideranças políticas com um objetivo claro: reconhecer o papel do Brasil na conclusão de um processo que durou mais de 25 anos e reforçar o compromisso com um projeto de parceria econômica, social e geopolítica entre o Sul e o Velho Continente.
As palavras de Lula no X
Nas três publicações, o presidente reforçou que o acordo com a União Europeia representa não apenas um incremento no comércio e nos investimentos, mas também um compromisso com o futuro do Brasil e das demais nações do bloco econômico. A narrativa de Lula, ecoada nas redes sociais, é a de que o tratado fortalece a soberania e a capacidade do país de atuar com autonomia no cenário global.
O que disse Ursula von der Leyen
Em declaração após a reunião, a presidenta da Comissão Europeia destacou o papel do Brasil e de Lula na conclusão das negociações:
“Meu caro presidente Lula, o senhor é realmente um líder comprometido com valores que são muito importantes para nós: democracia, uma ordem internacional com base em regras e respeito ao nosso planeta, respeito às comunidades e respeito às nações soberanas.”
Além disso, Von der Leyen ressaltou que “o melhor ainda está por vir” — frase proferida em português — ao falar sobre as perspectivas de prosperidade e integração entre os povos europeu e sul-americano.
O significado global da reunião
Segundo agências internacionais de notícias, o acordo Mercosul-UE representa um dos esforços mais ambiciosos de integração comercial entre duas das maiores áreas econômicas do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a 22 trilhões de dólares.
O pacto busca reduzir e eliminar progressivamente tarifas de importação e exportação, abrindo portas para novos mercados e atraindo investimentos, ao mesmo tempo em que reforça o multilateralismo em um cenário global marcado por tensões comerciais e disputas geopolíticas crescentes.
No entanto, a ausência de Lula na cerimônia de assinatura do tratado — que será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira — foi interpretada por analistas políticos como um gesto de cautela diplomática, ainda que não diminua o peso histórico do encontro de hoje.
Entre desafios e oportunidades
Apesar do clima de celebração, a imprensa europeia e brasileira lembra que o acordo ainda terá etapas de ratificação nos Parlamentos dos países envolvidos. Há debates sobre normas ambientais, padrões sociais e garantias de que a liberalização comercial não amplie desigualdades ou prejudique setores estratégicos.
Para líderes progressistas e defensores do multilateralismo, porém, o pacto representa um passo importante para reafirmar a relevância das instituições internacionais e um modelo de cooperação que priorize o desenvolvimento sustentável, os direitos humanos e a integração produtiva entre os povos.
Presidente Lula fala com a imprensa sobre encontro com presidenta da Comissão Europeia https://t.co/rGtz287g2r
— Lula (@LulaOficial) January 16, 2026
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