Fogo no parquinho: Eduardo Bolsonaro rompe com Nikolas Ferreira e continua atacando o Brasil dos EUA
Por Ronald Stresser | Sulpost
Na internet o Brasil amanheceu outra vez sob ameaça. De novo. Lá dos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro decidiu comprar mais uma briga. Agora, contra o colega Nikolas Ferreira, o garoto propaganda da extrema direita mineira.
Sim, os “patriotas” estão em guerra entre si. E não é pelo Brasil.
Enquanto o país tenta entender o impacto de um tarifaço de 50% imposto por Donald Trump, Eduardo resolve mirar no aliado. Acusou Nikolas de apoiar uma influenciadora crítica da família Bolsonaro. Chamou a moça de “abjeta” e disse que o colega de partido foi longe demais.
A frase veio com a força de quem se acha no comando de algo. Mas, verdade seja dita, Eduardo hoje não lidera nem os próprios seguidores.
Ele está nos Estados Unidos desde fevereiro. Mora lá. Vive lá. E, de lá, trabalha contra o Brasil.
Briga de egos
O episódio virou manchete. Mas o pano de fundo é mais sério. Eduardo está sendo investigado pelo STF por atuar, em solo estrangeiro, contra o Judiciário brasileiro. Sim: um deputado federal pedindo sanções contra o próprio país.
E agora briga com Nikolas Ferreira. O mesmo Nikolas que até ontem bajulava Jair Bolsonaro como se fosse um semideus. O mesmo que participou de todas as manifestações bolsonaristas. Agora, chamado de traidor pelo “03”.
É a velha história do rei que perde o trono e começa a desconfiar de todo mundo.
E sabe o que é mais curioso? Eduardo também já atacou, recentemente, o governador Ratinho Junior. Simplesmente porque o paranaense foi à São Paulo fazer o que se espera de um governante: trabalhar divulgando seu estado. Buscar investimentos. Defender o Paraná. Na ocasião Ratinho Junior e Tarcísio de Freitas diminuíram o, digamos assim, "efeito Bolsonaro" como causa da tarifação abusiva por parte dos EUA.
Para Eduardo, isso é o quê, “comunismo”? Quem defende o Brasil contra o tarifaço de Trump é comunista?
Cada vez mais isolados
Aliados próximos dizem que Eduardo está em “voo solo”. É verdade. Mas é um voo em queda.
Ele foi perdendo apoio. Internamente e fora do país. Ainda assim, tenta manter o personagem. Grava vídeos, faz posts inflamados, alimenta teorias. Fala em perseguição. Em censura. Em conspiração internacional.
Mas a realidade é outra. Seus bens estão bloqueados. Suas falas são monitoradas. Seus aliados, investigados.
E agora ele bate em Nikolas. O jovem deputado limpinho que se tornou a coqueluche da ala mais radical do bolsonarismo. A disputa é clara: quem herda os fiéis?
Mas o Brasil não tem tempo pra isso.
E o Brasil?
O povo paga caro. Literalmente. O tarifaço de Trump pode prejudicar exportações, tirar empregos, travar investimentos. E tudo isso porque alguns preferem bajular Washington a defender Brasília.
A pátria que tanto gritam nos vídeos virou pano de fundo. Pra essa gente o Brasil virou moeda de troca. Um país sequestrado por um projeto de poder, ou de golpe, que perdeu o rumo, a moral — e agora se volta contra si mesmo.
Eduardo e Nikolas se atacam. Bolsonaro é réu. E a extrema direita, antes unida no ódio, agora se fragmenta na disputa por influência.
Enquanto isso, o povo trabalha. Sofre. E, atônito, assiste.
Porque o mal já foi feito. E foi feito por eles mesmos...
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