quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Em menos de dois anos, tecnologia financiada pela Itaipu ajuda a retirar quase 80 toneladas de drogas das fronteiras do Brasil

Projeto Áspide Tecnológico, em parceria com a Polícia Federal e o Itaipu Parquetec, mostra como inteligência e investimento público podem asfixiar o crime organizado na fronteira com o Paraguai

Inteligência e tecnologia auxiliam no combate ao crime organizado na fronteira - Divulgação PF

Em um território historicamente marcado pela presença do contrabando e do tráfico internacional, a tecnologia passou a ser uma aliada decisiva do Estado brasileiro. Em menos de dois anos, uma parceria entre a Itaipu Binacional, o Itaipu Parquetec e a Polícia Federal resultou na apreensão de quase 80 toneladas de drogas e cerca de 7 milhões de maços de cigarros, impondo um duro golpe financeiro às organizações criminosas que atuam na fronteira entre Brasil e Paraguai.

Os números são fruto do Projeto Áspide Tecnológico, iniciativa que aposta em inteligência, monitoramento e integração institucional para enfrentar o crime organizado de forma estruturada. Entre dezembro de 2023 e outubro de 2025, foram realizadas mais de 250 operações, muitas delas silenciosas, estratégicas e cirúrgicas — exatamente como exige o combate a redes criminosas cada vez mais sofisticadas.

Mais do que estatísticas, os resultados representam menos violência, menos circulação de drogas e menos recursos nas mãos do crime, especialmente em regiões sensíveis do Paraná e do Mato Grosso do Sul.

Tecnologia como ferramenta de soberania

Com duração prevista de 60 meses, o Áspide Tecnológico conta com investimentos da Itaipu Binacional para a aquisição de drones, câmeras de alta precisão e sistemas inteligentes de monitoramento, todos voltados ao apoio direto das ações da Polícia Federal. A execução do projeto envolve o Itaipu Parquetec, responsável pela implementação tecnológica e pela integração dos sistemas.

Os equipamentos foram instalados estrategicamente em Foz do Iguaçu, Maringá, Cascavel, Guaíra e Curitiba, no Paraná, além de Naviraí, no Mato Grosso do Sul. Até o momento, R$ 4 milhões já foram aplicados, de um total de quase R$ 23 milhões previstos até dezembro de 2028.

Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, a iniciativa vai além do enfrentamento policial pontual.

“Nossa parceria com as forças de segurança representa uma ação concreta do governo do Brasil no combate ao crime organizado, com investimentos em tecnologia, inteligência e estratégia para atingir diretamente as formas de sustento das organizações, como o tráfico e o contrabando.”

Prejuízo milionário ao crime organizado

O impacto econômico das apreensões é expressivo. Segundo a Itaipu, o prejuízo causado às organizações criminosas chega a cerca de R$ 140 milhões, considerando:

  • 79.664 kg de drogas apreendidas;
  • Quase 7 milhões de maços de cigarros;
  • 31.650 cigarros eletrônicos;
  • 15 armas de fogo;
  • Desativação de uma fábrica clandestina de cigarros paraguaios em Ourinhos (SP).

Para o chefe da Assessoria de Informações da Itaipu, área gestora do convênio, Marcos Antonio Farias, os resultados confirmam a eficácia do modelo adotado.

“O projeto tem demonstrado que, mesmo em seu curto período de vigência, já foi possível um impacto expressivo e mensurável no enfrentamento à criminalidade, evidenciando que a integração entre tecnologia, inteligência e cooperação institucional potencializa resultados importantes para a segurança pública.”

Equipamentos de alta tecnologia são doados pela Itaipu para aumentar a fiscalização - William Brisida/Itaipu Binacional

Segurança como política de Estado

O Áspide Tecnológico integra um conjunto mais amplo de investimentos da Itaipu em segurança pública, que devem alcançar R$ 205 milhões desde 2023. A atuação da Binacional na área não é recente: há mais de 20 anos, a empresa mantém parcerias contínuas com órgãos que operam na fronteira e na área de influência do reservatório da usina.

Essas parcerias envolvem a Polícia Federal, polícias Civil e Militar, BPFron, Receita Federal, Marinha, Exército e estruturas estaduais e municipais.

Veja os investimentos da Itaipu em segurança desde 2023

🚓 Viaturas e embarcações

R$ 35 milhões em veículos e embarcações blindadas para órgãos de segurança pública.

🏢 Infraestruturas policiais

R$ 30 milhões em delegacias e unidades especializadas, incluindo a construção da segunda sede do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron).

📡 Tecnologias de monitoramento na fronteira

R$ 75 milhões em projetos como a Muralha Inteligente e o Centro Integrado de Inteligência, Segurança Pública e Proteção Ambiental (Cisppa).

🌊 Segurança do Lago de Itaipu

R$ 65 milhões em tecnologia para o monitoramento do lago entre Foz do Iguaçu e Guaíra.

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Gás do Povo chega a Curitiba e deve alcançar todo o Paraná até março

Programa substitui o auxílio-gás, amplia o atendimento a famílias de baixa renda e combate a pobreza energética com recarga direta do botijão em revendas credenciadas

O botijão de gás, item simples e cotidiano, tem sido um dos maiores símbolos da desigualdade silenciosa que atravessa as cozinhas brasileiras. Para milhares de famílias, o gás não é apenas um insumo doméstico — é uma decisão difícil, adiada, calculada. É nesse cenário que o programa Gás do Povo começa a ganhar corpo no Paraná, com impacto direto na vida de quem mais precisa.

Nesta terça-feira (27), em Curitiba, o deputado federal Zeca Dirceu (PT) anunciou que o programa será ampliado e deve atender todas as 399 cidades do Paraná até o mês de março. A capital paranaense já inicia essa nova fase com 33,5 mil famílias contempladas, número que revela tanto a urgência da política pública quanto o alcance da iniciativa.

Segundo o parlamentar, o novo formato representa um avanço importante em relação ao antigo auxílio-gás.

“Hoje, começa a atender 33,5 mil famílias em Curitiba e até março estará na maioria das cidades do Paraná. Pelo auxílio-gás, o governo já atendia mensalmente 127,5 mil famílias no estado, sendo 12,9 mil em Curitiba. O novo programa é melhor porque utiliza um vale eletrônico para a retirada direta do botijão em revendas autorizadas. Isso aumenta o controle e garante que o benefício seja usado especificamente para o gás de cozinha”, afirmou Zeca Dirceu.

Criado em setembro de 2025, o Gás do Povo foi desenhado para enfrentar de forma mais eficiente a pobreza energética, oferecendo às famílias de baixa renda a recarga gratuita do botijão de gás de 13 quilos, por meio de um vale eletrônico.

A partir desta terça-feira, 950 mil novas famílias, distribuídas em 17 capitais brasileiras, passaram a receber o vale. Em todo o país, mais de 10 mil revendas já estão credenciadas para operar o programa. No Paraná, a iniciativa se soma a outras políticas de proteção social.

“Este é mais um programa que se soma ao Bolsa Família, que atende 545,2 mil famílias no Paraná com um benefício médio mensal de R$ 694, e ao Benefício de Prestação Continuada, pago a 275,9 mil paranaenses todos os meses”, destacou o deputado.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o programa estará plenamente implantado em março, quando deve beneficiar 15 milhões de famílias em todo o Brasil. Além do impacto econômico, o acesso ao gás reduz riscos à saúde e substitui práticas perigosas como o uso de lenha, carvão e querosene.

Para receber o benefício, a família precisa ser beneficiária do Bolsa Família, ter ao menos duas pessoas no núcleo familiar, renda per capita de até meio salário-mínimo, Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses e CPF do responsável familiar regular.

“Até março, o Gás do Povo vai atender todas as 5.571 cidades do país, substituindo definitivamente o auxílio-gás, com foco na recarga direta do botijão”, concluiu Zeca Dirceu.

Com informações da Agência Brasil.


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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Nelsão da Força revela no rádio a vida dura dos trabalhadores da RMC

Em entrevista ao programa Alô Paraná, vice-presidente do SMC expõe denúncias, defende direitos e revela a rotina dura dos metalúrgicos da Grande Curitiba

Há vozes que não se moldam ao conforto dos estúdios nem ao silêncio dos gabinetes. Elas nascem no ruído da fábrica, no apito da madrugada, no ônibus lotado que corta a Região Metropolitana de Curitiba antes do sol nascer. Foi essa voz que ecoou recentemente nas ondas da Rádio Paraná, quando o líder sindical Nelson Silva, o Nelsão da Força, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), foi entrevistado pelo radialista Alexandre Domingues no programa Alô Paraná.

Não foi uma entrevista protocolar. Foi um retrato cru da realidade do trabalho no Paraná — contado por quem viveu, e ainda vive, o chão de fábrica.

Da infância simples à liderança sindical

Nascido no interior do Paraná e criado em bairros populares de Curitiba, Nelsão não fala sobre trabalhadores: ele fala como trabalhador. Entrou na Volvo ainda adolescente, começou como auxiliar de limpeza e construiu ali uma trajetória de mais de quatro décadas, hoje aposentado formalmente, mas licenciado para seguir na luta sindical.

Ao longo da entrevista, ele costura sua história pessoal com a trajetória do movimento sindical, lembrando que sua formação política não veio apenas do sindicato, mas também da associação de moradores, da igreja e do trabalho comunitário. “Representar o povo sempre foi o que me moveu”, afirma, ao lembrar episódios que revelam um traço constante: não se intimidar diante de autoridades, sejam elas empresariais, religiosas ou estatais.

Denúncias que atravessam os muros das fábricas

Nos últimos meses, o nome de Nelsão tem aparecido com frequência em entrevistas, matérias e reportagens por um motivo central: as denúncias de práticas antissindicais e de precarização do trabalho.

No Alô Paraná, ele detalhou situações que, segundo afirma, tornaram-se rotina em algumas empresas da região: trabalhadores filmados em assembleias, demissões após participação sindical, pressão psicológica, uso da polícia para intimidar protestos e tentativas de impor acordos sem negociação legítima.

“Democracia não é isso”, resume, ao criticar empresas que tentam negociar apenas via entidades patronais, ignorando a vontade expressa dos trabalhadores. Para ele, a presença do sindicato não é obstáculo, mas garantia de equilíbrio numa relação historicamente desigual entre capital e trabalho.

Sindicato como ferramenta de proteção

Um dos pontos mais fortes da entrevista foi a defesa de um sindicalismo atualizado, capaz de dialogar com a realidade contemporânea. Nelsão citou sistemas de votação online reconhecidos pelo Ministério Público, negociações inteligentes de PLR e PPR, uso do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e a luta por jornadas de 40 horas semanais.

Ele também chamou atenção para um tema sensível e pouco debatido: o tempo de deslocamento. Para milhares de trabalhadores que saem de cidades como Campo Largo, Colombo ou São José dos Pinhais, o trajeto até o trabalho pode ultrapassar quatro horas diárias. “Que qualidade de vida é essa?”, questiona.

Salário, custo de vida e dignidade

Segundo o sindicalista, a média salarial de um trabalhador metalúrgico gira em torno de R$ 3 mil — valor que, diante do custo de transporte, alimentação, saúde e moradia, mal sustenta uma família. “Carteira assinada hoje é tudo”, reforça, alertando para os riscos da pejotização e do trabalho sem proteção social.

Na entrevista, Nelsão também criticou empresas que recebem subsídios públicos, mas não garantem condições dignas aos trabalhadores. Para ele, qualquer incentivo estatal deveria estar condicionado ao respeito aos direitos trabalhistas, à inexistência de assédio e à valorização da mão de obra.

Política, eleições e representação real

Ao final da conversa, o líder sindical ampliou o debate para o campo político. Defendeu abertamente o presidente Lula, mas fez um alerta direto: eleger um governo comprometido com o social não basta sem um Congresso e um Senado alinhados aos interesses do povo trabalhador.

Sem rodeios, Nelsão criticou parlamentares que, segundo ele, atuam apenas em função de emendas e interesses privados. “O trabalhador precisa prestar atenção em quem escolhe para representá-lo”, afirmou, lembrando que sindicatos existem para defender direitos — não igrejas, empresários ou corporações.

Uma entrevista documental

A participação de Nelsão da Força no Alô Paraná não foi apenas mais uma entrevista de rádio. Foi um registro vivo das tensões, desafios e esperanças do universo do trabalho no Paraná.

Num estado que concentra grandes indústrias, mas também profundas desigualdades, sua fala ecoa como um lembrete incômodo: desenvolvimento sem justiça social cobra um preço alto — pago sempre pelos mesmos.

Enquanto houver trabalhador acordando às três da manhã para chegar às seis no turno, enquanto houver medo de levantar a mão numa assembleia, vozes como a de Nelsão continuarão fortes e necessárias. E, goste-se ou não do tom, elas seguem cumprindo um papel essencial: lembrar que direitos não caem do céu — são conquistados, todos os dias e pelos próprios trabalhadores, não no silêncio sepulcral das repartições públicas ou dos suntuosos escritórios corporativos.

Assista à entrevista

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Artemis II entra na fase do silêncio: quarentena, testes finais e a espera pelo sinal verde rumo à Lua

Há três dias em isolamento controlado, astronautas vivem o intervalo mais delicado da missão que após mais de meio século vai marcar o retorno humano à barreira do espaço profundo

A tripulação da Artemis II diante de um simulador Orion 23,Jan.23, 2026 no Johnson Space Center, em Houston - NASA/Robert Markowitz

Antes do rugido dos poderosos motores e antes da luz cortar o céu da Flórida até sumir no horizonte, existe um tempo suspenso. Um tempo em que o mundo precisa ficar à distância para que a história possa avançar. É exatamente nesse ponto que a missão Artemis II se encontra agora.

Desde o fim da última sexta-feira, os quatro astronautas que irão circunavegar a Lua — Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, além do canadense Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA) — estão oficialmente em quarentena preventiva. O isolamento, conhecido como Programa de Estabilização de Saúde, já dura três dias e representa uma das etapas mais sensíveis do cronograma.

O objetivo é claro: impedir que qualquer infecção, por menor que seja, coloque em risco uma missão que carrega não apenas tecnologia de ponta e que custou bilhões de dólares, mas principalmente o simbolismo do retorno humano ao espaço profundo, dessa vez levando a bordo as duas primeiras mulheres que vão orbitar a Lua. Desde o fim do programa Apollo, em 1972, o ser humano não voltava à orbita do nosso satélite natural.

Quarentena não é isolamento absoluto

Diferente do que muitos imaginam, a quarentena da Artemis II não significa confinamento total. Os astronautas seguem em Houston, mantendo contato com familiares, amigos e colegas — desde que todos respeitem protocolos rigorosos. Máscaras, distanciamento físico e a exclusão de ambientes públicos fazem parte da rotina.

Ao mesmo tempo, o treinamento continua. Simulações de missão, checagens médicas e atividades finais seguem acontecendo normalmente. É um equilíbrio delicado entre preservar a saúde e manter o corpo e a mente prontos para uma viagem insólita de aproximadamente dez dias ao redor da Lua, a bordo do maior e mais avançado foguete já fabricado neste início de milênio.

Tradicionalmente, o protocolo de isolamento social começa 14 dias antes do lançamento. Desta vez, porém, a NASA optou por antecipar a quarentena. A decisão não indica atraso, mas estratégia: garantir flexibilidade enquanto os testes finais da missão Artemis II, composta por um foguete SLS e uma astronave Orion, seguem em andamento para que possa ter início a contagem regressiva.

Fevereiro segue no radar, mas sem data oficial

Apesar da expectativa crescente, a NASA ainda não anunciou uma data e horário oficiais para o lançamento da primeira missão lunar deste século com tripulação embarcada. A agência trabalha com janelas potenciais em fevereiro, mas a confirmação depende de etapas críticas, como o wet dress rehearsal — o ensaio geral com abastecimento completo do foguete, o wet test.

Caso os testes avancem conforme o planejado, a tripulação poderá sair temporariamente da quarentena e retomá-la oficialmente 14 dias antes da data final de lançamento. Se tudo correr bem, os astronautas devem seguir para o Centro Espacial Kennedy, na Flórida, cerca de seis dias antes do lançamento.

Lá, eles passarão a viver nos alojamentos de tripulação localizados no edifício Neil A. Armstrong Operations and Checkout, um espaço carregado de memória histórica, onde passado e futuro da exploração espacial se encontram.

Plataforma 39B entra em fase decisiva

Enquanto os astronautas vivem o silêncio controlado da quarentena, o Complexo de Lançamento 39B segue em ritmo intenso. As equipes da NASA já concluíram as verificações dos sistemas elétricos, das linhas criogênicas e dos motores do Space Launch System (SLS), o foguete mais potente e avançado já construído pela humanidade.

A icônica plataforma 39B está em operação desde os anos 60, permanece atual e operante, mostrando como a gigantesca estatal estadunidense cuida de seus equipamentos com o máximo respeito ao dinheiro do contribuinte norte-americano.

No sábado, 24 de janeiro, o perímetro da plataforma começou a ser esvaziado de pessoal não essencial. A medida abre caminho para os trabalhos de manutenção e preparação dos propulsores laterais do SLS, uma etapa crítica para a segurança da missão.

Cada teste finalizado, cada sistema validado, aproxima a Artemis II de um lançamento que carrega expectativas científicas, econômicas e geopolíticas.

O retorno já está sendo ensaiado no Pacífico

Mesmo antes da partida, o fim da jornada já está sendo cuidadosamente preparado. No Oceano Pacífico, equipes da NASA e do Departamento de Defesa dos Estados Unidos realizam uma simulação final de resgate, conhecida como just-in-time training.

Esses profissionais serão responsáveis por recuperar a cápsula Orion e a tripulação após o pouso no mar. Nos dias seguintes ao lançamento, eles começarão a se deslocar para a região prevista do splashdown, garantindo que tudo esteja pronto quando os astronautas voltarem à Terra.

Mais do que uma missão, um marco

A Artemis II será a primeira missão tripulada do programa Artemis. Ao longo de cerca de dez dias, os astronautas orbitarão a Lua, testando sistemas, procedimentos e tecnologias que permitirão missões cada vez mais complexas.

O objetivo vai além da Lua. A missão pavimenta o caminho para uma presença humana lunar sustentável, novas descobertas científicas, oportunidades econômicas e, no horizonte mais distante, abrindo o caminho para as primeiras viagens humanas a Marte.

Por ora, tudo começa no silêncio. Um silêncio necessário, cuidadoso, quase ritualístico. Porque antes de tocar a Lua, é preciso proteger cada detalhe — inclusive o invisível. A NASA conhece muito bem a Lei de Murphy, foi lá na Agência espacial dos Estados Unidos que ela nasceu, e numa missão dessas todo detalhe conta, nada pode dar errado, tudo tem que funcionar em perfeita sintonia.

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domingo, 25 de janeiro de 2026

Engorda de Matinhos volta a ser engolida pelo mar, vira caso de polícia e intensifica debate em dia de show

Com a maré alta e imagens recentes de sacos de areia sendo carregados ao mar, representação de Arilson Chiorato, críticas de veranistas e moradores, cresce o questionamento sobre possíveis danos ambientais e a real eficácia da obra

A areia depositada na orla de Matinhos voltou a ser tragada pelo mar nas últimas horas, reacendendo um debate que acompanha a obra desde seu anúncio: será que a intervenção estatal mais cara do litoral paranaense funciona como foi prometido?

Neste sábado, com a estrutura do show do Verão Maior montada e a maré alta ocorrida às 19h51, a discussão pública e judicial sobre a engorda da praia ganhou novos desdobramentos e repercussões. O caso, que já vinha sendo acompanhado por parlamentares, técnicos e comunidade local, foi oficialmente levado ao Ministério Público para cobrar as devidas explicações por parte do Governo do Estado.

Representação no MP-PR reforça investigação

O deputado estadual Arilson Chiorato (PT) protocolou ontem sexta-feira (24) uma representação no Ministério Público do Paraná (MP-PR) solicitando investigação aprofundada sobre possíveis danos ambientais, falhas técnicas e desperdício de recursos públicos na obra de engorda da orla de Matinhos. A denúncia menciona que milhares de sacos de areia usados na contenção da faixa de praia vêm sendo arrastados pelo mar, espalhando-se pela costa e levantando ainda mais dúvidas sobre a eficácia da obra de engorda da Praia de Matinhos.

Segundo a representação, vídeos gravados por moradores e surfistas mostram sacos de areia rompidos dentro da água e material sendo transportado ao longo da costa — um cenário que parece destoar da promessa de uma praia ampla e protegida. Chiorato questiona o licenciamento ambiental, os estudos técnicos que embasaram o projeto, e a aplicação dos recursos públicos.

“O que era pra proteger a praia virou lixo dentro do mar. É o dinheiro do povo sendo engolido pelas ondas”, afirmou o parlamentar em nota pública, ressaltando que a obra parece ter priorizado efeitos visuais e prazos curtos em detrimento de planejamento técnico robusto.

Evidências recentes e críticas técnicas

Imagens registradas nas últimas horas mostram a linha de praia sendo constantemente reduzida pela ação das ondas, com a areia movida mar adentro e formando irregularidades em trechos como a Praia Brava e Caiobá — pontos onde a engenharia costeira deveria oferecer estabilidade. Vídeos e fotos têm circulado nas redes sociais, reforçando a percepção de que a erosão persiste e, em alguns casos, se agrava.

Tradicionais veículos de imprensa que cobrem o litoral paranaense também destacaram que a obra, hoje foco de apuração pelo MP, tem sido tratada como exemplo de intervenção que não resistiu às ressacas recentes. A reportagem aponta que a praia “rejuvenescida” pela engorda se transformou em um terreno marcado por sacos de areia esgarçados pelas ondas do mar e erosão, aumentando o questionamento sobre a longevidade e o impacto ambiental da solução aplicada. 

Maré, show e cenário simbólico

A coincidência de uma nova maré alta com a programação de shows traz um elemento simbólico e prático à discussão: enquanto o povo se reúne para celebrar, a natureza impõe sua presença física na orla que deveria estar estabilizada e pronta para receber público. A maré alta ocorrida hoje por volta das 20h00 intensificou as expectativas e incertezas. A cena de sacos de areia no mar alimenta a narrativa de que nem sempre obras de grande escala conseguem impor-se às forças da natureza.

Embora o governo estadual e o Instituto Água e Terra (IAT) tenham afirmado em outras ocasiões que medidas técnicas e correções estão em andamento, técnicos independentes e críticos reforçam que intervenções desse tipo precisam dialogar com o ecossistema e considerar soluções baseadas em ciência costeira e gestão ambiental de longa duração.

Debate aberto e próximos passos

Com representação no Ministério Público estadual e investigação por parte do Ministério Público Federal em curso, é esperado que órgãos de controle requisitem documentos, laudos e contratos para verificar eventuais irregularidades, impactos ambientais e a salubridade dos gastos públicos. O caso reacende um debate que vai além de Matinhos: trata-se de como o Brasil, e em especial seu litoral, escolhe intervir na natureza em obras que mobilizam cifras públicas elevadas e têm forte impacto social e ambiental. Como também acontece em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

No litoral paranaense, onde praias como a de Matinhos e o balneário de Caiobá atraem milhares de visitantes todos os anos, a discussão sobre convivência com o mar — e não apenas confrontação — ganha importância nesta temporada e nas decisões que virão.

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sábado, 24 de janeiro de 2026

Engorda de Matinhos volta a ser engolida pelo mar, vira caso no MP-PR e intensifica debate em dia de show

Com a maré alta de hoje e imagens de sacos de areia sendo carregados ao mar, representação de Arilson Chiorato ao MP-PR, críticas sociais e técnicas aprofundam debate sobre danos ao meio ambiente e real eficácia da obra enquanto vídeo feito por Requião Filho viraliza nas redes

Com a maré alta de hoje e imagens de sacos de areia sendo carregados ao mar, representação de Arilson Chiorato ao MP-PR, críticas sociais e técnicas aprofundam debate sobre danos ao meio ambiente e real eficácia da obra enquanto vídeo feito por Requião Filho viraliza nas redes

A areia depositada na orla de Matinhos voltou a ser tragada pelo mar nas últimas horas, reacendendo um debate que acompanha a obra desde seu anúncio: será que a intervenção mais cara do litoral paranaense funciona como prometido?

Nesta terça-feira, com a estrutura do show do Verão Maior montada já está quase sendo lambida pela maré alta, a discussão pública e agora judicializada sobre a engorda da praia ganhou novos desdobramentos. O caso, que já vinha sendo acompanhado por parlamentares, técnicos e comunidade local, foi oficialmente levado também agora ao Ministério Público do Paraná (MP-PR).

Representação no MP-PR reforça investigação

O deputado estadual Arilson Chiorato (PT) protocolou uma representação no Ministério Público do Paraná (MP-PR) solicitando investigação aprofundada sobre possíveis danos ambientais, falhas técnicas e desperdício de recursos públicos na obra de engorda da orla de Matinhos.

A denúncia menciona que sacos de areia utilizados como contenção emergencial vêm sendo rompidos e arrastados pelo mar, espalhando material ao longo da costa e levantando dúvidas sobre o licenciamento ambiental, os estudos técnicos e a durabilidade da intervenção.

O vídeo que viralizou e a crítica política

O debate ganhou ainda mais força com a manifestação pública do deputado estadual Requião Filho (PDT), que divulgou um vídeo gravado na orla de Matinhos e amplamente compartilhado nas redes sociais.

“Eu sou a favor de shows, de obras e de investimentos no nosso litoral. Mas eu sou a favor de investimento de verdade, investimento que mude a vida das pessoas. Dinheiro público é dinheiro sagrado.”

No vídeo, o parlamentar relembra que episódios de erosão já haviam sido registrados em outubro do ano passado e novamente em 4 de janeiro, poucos dias antes do início da temporada de verão, e afirma que os reforços improvisados não resistiram às ressacas recentes.

“O reforço feito com o saco se desmanchou com a maré alta. Teve técnicos que falaram: não vai dar certo. O governo não quis escutar.”

Pré-candidatura e posicionamento público

Pré-candidato ao Governo do Paraná, Requião Filho tem utilizado o episódio de Matinhos como exemplo do que classifica como falta de planejamento estrutural e desprezo por alertas técnicos na condução de grandes obras públicas. Em suas declarações, o deputado afirma que o problema não está em investir no litoral ou promover eventos, mas em priorizar ações de impacto visual imediato em detrimento de políticas duradouras.

Ao associar a engorda da praia a uma lógica de pressa e espetáculo, Requião reforça um discurso que vem marcando sua pré-candidatura: a defesa de um Estado que invista primeiro em saneamento, saúde, educação e infraestrutura permanente, especialmente para quem vive no litoral durante todo o ano — e não apenas na alta temporada.

Maré, show e cenário simbólico

A coincidência de uma nova maré alta com a programação de shows adiciona um peso simbólico ao cenário. Enquanto o público se reúne para celebrar a temporada de verão, o mar impõe sua presença física sobre uma faixa de areia que deveria representar estabilidade e planejamento. Afinal trata-se de uma obra que custou milhões de reais.

Especialistas lembram que obras de engorda não dominam o oceano — apenas tentam dialogar com ele. Quando esse diálogo falha, a resposta vem rápida, silenciosa e inevitável.

Entre as promessas e a realidade

Com investimento, que segundo divulgado pela mídia em geral, já supera a R$ 400 milhões, a engorda e urbanização da orla de Matinhos foi apresentada como a maior intervenção costeira da história do Paraná. Para críticos, o problema não está na ideia, mas na execução apressada, na ausência de escuta técnica e na politização de uma obra ambientalmente sensível — que deveria ter sido melhor planejada e executada, evitando assim o desperdício do dinheiro público.

Agora, com o MP-PR acionado, manifestações políticas ganhando alcance nacional e a maré subindo mais uma vez, a pergunta que ecoa na orla paranaense é simples e incômoda: quantas vezes o mar ainda precisará falar, mesmo que no silêncio da madrugada, para ser ouvido?

De acordo com fontes ouvidas pelo Sulpost, antes do fechamento dessa matéria, além da denúncia de Chiorato ao MP-PR, também está sendo realizada uma investigação por parte da Polícia Federal. Agentes da PF estiveram na orla nos últimos dias para recolher amostras dos sacos usados na contenção e carregados pela maré, abrindo investigação para apurar possível prática de crime ambiental. Enquanto isso, mesmo apresentando riscos, ao que parece o show não pode parar, e, se o verão é maior, a praia está cada dia menor.

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Lula reage ao Conselho de Paz de Trump e alerta para risco ao multilateralismo

Em ato do MST, presidente critica proposta dos EUA, denuncia avanço do unilateralismo e reafirma que o Brasil não aceitará tutela internacional nem o retorno a uma lógica colonial

Salvador amanheceu quente, carregada de símbolos e história, nesta sexta-feira (23). No encerramento do 14.º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu ao palco não apenas para celebrar os 42 anos do movimento, mas para fazer um dos discursos mais contundentes desde o início de seu terceiro mandato. O alerta foi direto: o mundo vive um momento crítico, em que o multilateralismo está sendo atropelado pela lógica da força.

“Está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada”, afirmou Lula, sob aplausos de milhares de trabalhadores e trabalhadoras sem terra. O alvo principal foi a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar um chamado Conselho da Paz, iniciativa que, na avaliação do presidente brasileiro, ameaça esvaziar a Organização das Nações Unidas (ONU) e concentrar poder em uma única liderança.

“Em vez de corrigir a ONU, que é o que a gente reivindica desde 2003 — com a reforma do Conselho de Segurança e a entrada de novos países como o Brasil, o México e nações africanas — o que está acontecendo é o presidente Trump querendo criar uma nova ONU, em que ele sozinho é o dono”, disparou, sob aplausos.

O convite ao Brasil e a "recusa política"

O discurso ganhou ainda mais peso porque o Brasil foi oficialmente convidado a integrar o Conselho da Paz, que teria como uma de suas primeiras atribuições supervisionar um Comitê Nacional para a Administração de Gaza. Lula confirmou o convite, mas deixou claro que a proposta não dialoga com os princípios históricos da diplomacia brasileira.

Para o presidente, aceitar um organismo criado fora das regras do sistema internacional, comandado por uma única potência e sem legitimidade multilateral, significaria abrir mão da soberania política construída ao longo de décadas.

“O Brasil não tem preferência por este ou aquele país. A gente conversa com os Estados Unidos, com Cuba, com a Rússia, com a China. Mas não vamos aceitar voltar a ser colônia para alguém mandar na gente”, afirmou o presidente Lula.

Articulação global contra a política da força

Lula revelou que tem telefonado pessoalmente para líderes mundiais em busca de uma articulação internacional capaz de conter o possível colapso do multilateralismo — que se vê ameaçado pelo unilateralismo estadunidense. Entre eles, o presidente da China, Xi Jinping; o presidente da Rússia, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum.

“Estou conversando para encontrar uma forma de a gente se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado no chão e que predomine a força da arma, da intolerância, de qualquer país do mundo”, disse Lula.

Venezuela, soberania e indignação

O tom do discurso se elevou ainda mais quando Lula abordou a recente ação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada e primeira-dama Cilia Flores. Visivelmente indignado, o presidente classificou o episódio como uma violação grave da soberania de um país sul-americano.

“Eu fico toda noite indignado com o que aconteceu na Venezuela. Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Isso não existe na América do Sul. A América do Sul é um território de paz. A gente não tem bomba atômica.”

Guerra de narrativas, não de armas

Lula também rejeitou qualquer escalada bélica e reforçou que sua aposta política é o diálogo. Disse não querer guerra com ninguém — nem com os Estados Unidos, nem com a Rússia, nem com países vizinhos.

“Quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, com narrativa, mostrando que a democracia é imbatível. A gente não quer se impor aos outros, mas compartilhar aquilo que a gente tem de bom”, declarou. “Não queremos mais Guerra Fria, não queremos mais Gaza.”

O MST e o recado político

O 14.º Encontro Nacional do MST reuniu mais de 3 mil trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil ao longo de cinco dias. Os debates passaram por reforma agrária, produção de alimentos saudáveis, agroecologia, agricultura familiar e os desafios da conjuntura política atual.

Ao final, o movimento entregou ao presidente uma carta política que critica o avanço do imperialismo, denuncia a invasão da Venezuela e alerta para o saque de bens comuns da natureza, como petróleo, minérios, terras raras, águas e florestas.

Entre bandeiras vermelhas, palavras de ordem e memória histórica, o recado que saiu de Salvador foi direto ao mundo: o Brasil não aceita a política do mais forte, não abre mão da soberania e seguirá defendendo a paz — não como discurso vazio, mas como projeto civilizatório.

O MST no Brasil está se tornando na verdade uma grande cooperativa de agricultura familiar e agroecologia, pois a reforma agrária avança a passos largos. Os tempos das invasões e guerras no campo já se torna coisa do passado em nosso país que avança a passos largos.

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Gleisi deixa ministério para entrar forte na disputa pelo Senado no Paraná

Com apoio direto do presidente, crescimento do PT no estado e duas vagas em jogo, candidatura de Gleisi Hoffmann ganha densidade política e eleitoral

Com apoio direto do presidente, crescimento do PT no estado e duas vagas em jogo, candidatura da ministra ganha densidade política e eleitoral

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), decidiu antecipar sua saída do governo federal para disputar uma das duas vagas ao Senado pelo Paraná nas eleições gerais de 2026. Inicialmente, o plano era buscar a reeleição à Câmara dos Deputados, com desincompatibilização prevista para abril. Agora, a mudança de estratégia indica que a saída do governo pode ocorrer já em fevereiro, reforçando o peso político e simbólico da decisão.

O movimento não é isolado nem improvisado. Ele foi oficializado publicamente nesta semana, quando Gleisi publicou em suas redes sociais uma foto ao lado do presidente Lula, do presidente da Itaipu Binacional, Ênio Verri, e do presidente nacional do PT, Edinho Silva. A imagem, registrada pelo fotógrafo oficial da Presidência da República, Ricardo Stuckert, funciona como um recado claro ao cenário político paranaense e nacional.

“Com Lula, pelo Paraná e pelo Brasil! 🤝

Em conversa com o presidente @lulaoficial, com o @enioverri e o @edinhosilvapt, presidente do PT, reafirmei o meu compromisso de fortalecer, no Paraná, o projeto liderado pelo presidente Lula. Sou pré-candidata ao Senado Federal!

A publicação não apenas confirma a pré-candidatura, como também ancora Gleisi no núcleo político do lulismo, afastando qualquer leitura de candidatura isolada ou meramente pessoal.

Lula cresce no Paraná e reposiciona o PT

A decisão ocorre em um contexto eleitoral mais favorável ao Partido dos Trabalhadores do que em ciclos anteriores. Em 2022, Lula foi eleito presidente da República e, no Paraná, alcançou 37,6% dos votos válidos no segundo turno, totalizando 2.506.464 votos.

Houve crescimento em relação ao primeiro turno, quando o petista recebeu 1.598.204 votos, um avanço de 908.260 votos. Mais do que números absolutos, o dado marca uma inflexão histórica: após quatro eleições consecutivas de retração, a votação do PT voltou a crescer no estado e manteve trajetória ascendente nos últimos três anos.

Um eleitorado de milhões e duas vagas abertas

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 8,4 milhões de paranaenses estão aptos a votar e devem ir às urnas em 2026 para escolher presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e estaduais.

No caso do Senado, a eleição segue o sistema majoritário, no qual os candidatos mais votados são eleitos, sem necessidade de quociente eleitoral. Neste pleito, dois terços do Senado Federal serão renovados. Cada estado elegerá dois senadores, o que amplia significativamente as chances de candidaturas com forte reconhecimento público.

Capital questiona, dados respondem

Em Curitiba, parte da opinião pública ainda questiona se Gleisi Hoffmann teria votos suficientes para conquistar uma vaga no Senado. Na avaliação do Sulpost, os dados indicam que a candidatura é não apenas plausível, mas competitiva.

Pesam a favor da ministra:

  • a eleição majoritária ao Senado;
  • o fato de Lula ser o principal cabo eleitoral no Paraná;
  • a construção de uma frente ampla entre PDT e PT para a disputa do governo estadual;
  • e o papel de Gleisi como a principal liderança do petismo paranaense, com trajetória no Senado, na Câmara e no Executivo.

PT articula frente ampla no Paraná

Antes do fechamento desta reportagem, o Sulpost conversou com o deputado estadual Arilson Chiorato, presidente do PT Paraná, que já está em agenda permanente pelo estado, visitando bases e dialogando com lideranças políticas e sociais.

Segundo Chiorato, a construção da chapa majoritária no Paraná já está em curso e passa diretamente pela consolidação de uma frente ampla:

“Vice e a outra vaga do Senado serão construídas. Hoje tem o PT, o PV, o PCdoB, a Rede, o PSOL, o PDT e nós estamos conversando com o PSB e o Avante também para ter construções aqui... E a vaga do Senado preferencialmente. Não quer dizer que não possa ter algum desses já, mas a preferência é outros aqui.”

A fala do presidente estadual do PT reforça que a pré-candidatura de Gleisi Hoffmann não está isolada, mas inserida em uma estratégia mais ampla de alianças, que busca consolidar um palanque competitivo tanto para o Senado quanto para o Governo do Estado.

Um movimento estratégico

A saída de Gleisi da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) não enfraquece o governo Lula. Ao contrário: reposiciona o projeto político. O presidente troca sua melhor articuladora no Planalto por uma possível senadora com mandato de oito anos, capaz de influenciar decisões estruturais do Estado brasileiro.

No tabuleiro político do Paraná, a pré-candidatura de Gleisi reorganiza forças, pressiona adversários e recoloca o PT no centro do debate estadual. O resultado final será conhecido apenas nas urnas. Mas os dados, as alianças em construção e o apoio político indicam que Gleisi Hoffmann entra na disputa longe de ser figurante.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Ranking do Banco Central expõe falhas do sistema financeiro e escancara a crise no atendimento bancário

Fintechs e grandes bancos aparecem lado a lado em um levantamento que revela como o modelo financeiro brasileiro segue distante do cidadão comum

O Banco Central do Brasil divulgou o mais recente Ranking de Reclamações contra bancos e instituições de pagamento, referente ao 4º trimestre de 2025. O levantamento, que deveria funcionar como um termômetro da qualidade dos serviços financeiros, acaba revelando algo ainda mais profundo: um sistema bancário que cresce, lucra, se digitaliza — mas continua falhando com o consumidor.

O ranking reúne reclamações consideradas procedentes, ou seja, aquelas em que o próprio Banco Central identificou indícios de descumprimento de normas, falhas graves de serviço ou prejuízo direto ao cliente. Não se trata de “reclamação por insatisfação”, mas de problemas reais reconhecidos pelo órgão regulador.

Para tornar a comparação mais justa, o BC utiliza um índice proporcional: número de reclamações procedentes para cada milhão de clientes. Assim, bancos grandes e pequenos, tradicionais ou digitais, entram na mesma régua — e o resultado expõe contradições do modelo financeiro brasileiro.

📊 Ranking de reclamações do Banco Central – 4º trimestre de 2025
Índice de reclamações procedentes por milhão de clientes

  1. PicPay – 55,52
  2. C6 Bank – 51,92
  3. Bradesco – 43,89
  4. Neon Pagamentos – 39,59
  5. Inter – 39,23
  6. Mercado Pago – 38,66
  7. Itaú – 36,24
  8. BTG Pactual / Banco Pan – 33,67
  9. PagSeguro – 32,09
  10. Santander – 27,29
  11. Caixa Econômica Federal – 17,23
  12. Banco do Brasil – 16,22
  13. 99Pay – 16,00
  14. Nubank – 12,04
  15. CloudWalk – 6,43

O dado mais simbólico do ranking é que fintechs e bancos digitais, vendidos ao público como mais ágeis, modernos e próximos do cliente, aparecem nas primeiras posições. PicPay e C6 Bank lideram a lista, mostrando que a digitalização, por si só, não resolveu os velhos problemas do sistema bancário — apenas mudou a interface.

Por outro lado, bancos tradicionais como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Nubank aparecem com índices mais baixos. Isso não significa ausência de problemas, mas indica que, proporcionalmente, o volume de falhas reconhecidas pelo Banco Central é menor em relação à base de clientes.

O ranking também revela uma contradição estrutural: o setor financeiro brasileiro é um dos mais lucrativos do mundo, mas segue acumulando reclamações por falhas básicas — atendimento precário, dificuldade de resolução de conflitos, bloqueios indevidos, cobranças questionáveis e problemas de segurança.

Segundo a metodologia do Banco Central, as reclamações passam por análise técnica e estatística antes de serem classificadas como procedentes. O objetivo oficial é promover transparência, estimular melhorias e permitir que o consumidor compare instituições. Na prática, o ranking funciona também como um retrato de um sistema que ainda opera muito mais em favor do capital do que do cidadão.

Em um país onde o acesso ao crédito é caro, os juros são abusivos e a bancarização se tornou obrigatória para sobreviver, o ranking do BC deixa claro que o consumidor continua sendo o elo mais frágil da relação. E enquanto os lucros seguem bilionários, as reclamações seguem recorrentes — trimestre após trimestre.

O ranking completo, a metodologia detalhada e os dados oficiais podem ser consultados diretamente no site do Banco Central, na área “Meu BC”.

Reportagem e edição: Ronald Stresser

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O aviãozinho que não caiu: Chik Jeitoso, Silvio Santos e a memória afetiva que segue voando no Brasil

Relíquia da TV no Brasil, aviãozinho original do programa Silvio Santos - em edição personalizada - emociona o maior fenômeno digital da alta magia brasileira

Relíquia da TV no Brasil, aviãozinho original do programa Silvio Santos - em edição personalizada - emociona o maior fenômeno digital da alta magia nas redes sociais

Há objetos que não pertencem apenas a quem os recebe. Eles pertencem a um país inteiro. É o caso do aviãozinho de nota de R$ 100, confeccionado pela Produção do SBT em comemoração à gravação do programa especial de 60 Anos do Programa Silvio Santos — uma peça simbólica que um dia saiu voando das mãos de Silvio Santos e que hoje repousa, como relíquia emocional, nas mãos de Chik Jeitoso, o bruxo mais popular do Brasil e um dos maiores criadores de conteúdo do país.

Fenômeno absoluto das redes sociais, com números que o colocam no topo do campo da magia, espiritualidade e esoterismo digital, Chik compartilhou recentemente um vídeo em que exibe, emocionado, o presente raro. Não se trata apenas de um objeto de cena. Trata-se de memória viva, de um símbolo que atravessou décadas e continua despertando afeto em milhões de brasileiros e brasileiras.

“Sou fã do Silvio Santos”: um depoimento que fala por uma geração

No vídeo publicado, Chik Jeitoso deixa transparecer a emoção genuína, da pessoa de verdade que é — aquela sensação que só ídolos verdadeiros despertam em todos e todas nós. O depoimento do nosso amigo revela o tamanho da admiração que ele sempre nutriu por Silvio Santos. 

O bruxo mais querido do Brasil nutre uma admiração tão grande por Silvio Santos que eternizou esse amor no nome do próprio filho, que também se chama Silvio Santos. No vídeo, postado em suas redes sociais, Chik demonstra explicitamente esse amor.

“Gente, adivinha, chegou. Sou fã do Silvio Santos, por isso que meu filho se chama Silvio Santos. E meu amigo mandou pra mim… mostra aqui, o aviãozinho dos 60 anos do Silvio Santos.”

Chik, com o filho, que também se chama Silvio Santos a neta Alice, em sua casa no litoral paranaense - Divulgação

Ao exibir o aviãozinho, Chik faz questão de mostrar cada detalhe e explicar sua origem. A peça foi confeccionada pela Produção do SBT durante o período em que seu amigo trabalhava na emissora, especialmente para celebrar a gravação do programa histórico que marcou seis décadas de televisão, gravadas eternamente na memória do nosso país.

Um aviãozinho que carrega nomes, histórias e décadas de televisão

Segundo o relato, o aviãozinho recebeu assinaturas de profissionais que fizeram — e fazem — parte da espinha dorsal do Programa Silvio Santos, tornando-se uma verdadeira cápsula do tempo da história da TV brasileira.

Entre as assinaturas estão:

  • Patrícia Abravanel
  • Liminha
  • Roque
  • Silvana Colossi, produtora de Silvio Santos há 36 anos
  • Agnaldo, sonoplasta do Silvio Santos há mais de 40 anos
  • Rafinha, coreógrafa-chefe do programa
  • Jefferson e Fabiano, diretores

“Mas aqui, o autógrafo do Silvio Santos… ele foi na casa do Silvio e pegou o aviãozinho. Fã não adianta, né, meu Deus do céu… estou realizado.”

O vídeo termina com gratidão, música e a certeza de que o homenageado entenderia perfeitamente aquele gesto.

“Eu tenho certeza que o Silvio Santos ia gostar de ouvir essa música. Obrigado, Silvio Santos!”

Um símbolo popular que virou patrimônio emocional

Os famosos aviõezinhos de dinheiro lançados por Silvio Santos fazem parte da história da televisão brasileira desde os anos 1980. Dobrado manualmente pela equipe de cenografia, o aviãozinho se transformou em uma das maiores marcas da TV aberta nacional.

Mais do que distribuir dinheiro, Silvio distribuía proximidade, riso e sonho. O gesto simples criava uma ponte direta entre o palco e o povo — uma televisão viva, popular e profundamente humana.

Chik Jeitoso: da magia ancestral ao fenômeno das redes

Ao receber esse aviãozinho histórico, Chik Jeitoso conecta dois mundos: o da televisão que moldou gerações e o das redes sociais, onde ele próprio se tornou referência nacional.

Hoje, Chik é reconhecido como um dos maiores — senão o maior — criadores de conteúdo sobre magia no Brasil, com alcance massivo, engajamento orgânico e uma presença que ultrapassa nichos, dialogando com o Brasil profundo, popular e espiritual.

O aviãozinho não voa mais sobre o auditório do SBT. Mas segue voando — na memória afetiva de um país inteiro. É um objeto que carrega um valor intrínseco enorme, além do monetário, memorial. É, acima de tudo, um objeto de pertencimento, que todo grande comunicador ou comunicadora do nosso país gostaria de ter. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Educação em risco, vidas em jogo: o escândalo das faculdades que “formam médicos” sem preparo

Requião denuncia mercantilização do ensino médico e alerta: “não é só faculdade ruim, é a vida do povo brasileiro em risco”

Por Ronald Stresser – Sulpost – 22 de janeiro de 2026

Não é exagero. Não é retórica política. E muito menos disputa ideológica vazia. O que veio à tona com a divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) é um alerta direto à sociedade brasileira: estamos formando médicos em instituições que simplesmente não têm condições mínimas de ensinar medicina.

Nesta segunda-feira (19), o Ministério da Educação (MEC) apresentou os dados da primeira edição do Enamed, que avaliou 351 cursos de medicina em todo o país. O resultado é estarrecedor: cerca de 30% desses cursos tiveram desempenho insatisfatório, com menos de 60% dos estudantes considerados proficientes.

Na prática, isso significa que quase um terço das faculdades avaliadas não conseguiu garantir que seus alunos dominassem conhecimentos básicos para o exercício da medicina. E quando falamos de medicina, falamos de diagnósticos, de decisões rápidas, de emergências — falamos de vida ou morte.

Dos cursos avaliados, 99 pertencem ao Sistema Federal de Ensino — que engloba universidades federais e, principalmente, instituições privadas. Esses cursos entrarão agora em um processo de supervisão que pode resultar em redução de vagas, suspensão de financiamentos como o Fies e até fechamento, caso não apresentem melhorias concretas.

As instituições públicas estaduais, municipais e distritais ficam fora desse processo direto, pois são fiscalizadas por conselhos e secretarias locais. Ainda assim, o diagnóstico geral expõe um problema estrutural que vai muito além de uma prova.

Ensino virou negócio — e a conta chega ao paciente

Para o senador Roberto Requião de Mello e Silva (PDT), provável pré-candidato à Presidência da República, o escândalo é consequência direta da transformação da educação em mercadoria.

Em live recente, cuja íntegra será incorporada a esta reportagem, Requião foi direto ao ponto: “ensino não é negócio”. Segundo ele, o Brasil permitiu que faculdades privadas fossem abertas como se fossem bares, lojas ou oficinas, sem compromisso real com a qualidade da formação.

“Criou-se um sistema em que se cobra mensalidade de dez mil reais e não se entrega formação. O resultado são milhares de médicos formados sem preparo adequado, sem residência suficiente, sem vivência hospitalar real. Isso não é apenas um problema educacional. É um problema de saúde pública”, afirmou.

A fala ecoa um sentimento que cresce entre profissionais da saúde, professores universitários e até conselhos médicos: o país expandiu vagas sem expandir qualidade, estrutura e responsabilidade.

Quem perde é o povo brasileiro

O impacto desse modelo atinge diretamente o Sistema Único de Saúde (SUS), as unidades básicas, as UPAs e os hospitais públicos, que já operam sob pressão constante. Médicos mal formados chegam à linha de frente sem a segurança técnica necessária — e quem paga essa conta é a população mais pobre.

Não se trata de demonizar estudantes. Muitos são vítimas de um sistema que prometeu formação de excelência e entregou precariedade. O problema está nas instituições que lucraram com essa promessa e no Estado que, por anos, fechou os olhos.

Como alertou Requião, “não são só faculdades e reputações em jogo. É a vida do povo brasileiro”.

Medidas do MEC e questionamentos

Segundo o MEC, as sanções serão aplicadas de forma escalonada, conforme o risco apresentado por cada curso. As instituições terão 30 dias para apresentar defesa antes que as medidas entrem em vigor. Caso não haja melhora, as punições valerão até a próxima edição do Enamed, prevista para outubro de 2026.

O próprio ministério reconhece que “quanto maior o risco ao interesse público, mais graves serão as medidas adotadas”. Ainda assim, especialistas questionam se a resposta será suficiente diante da dimensão do problema.

Uma escolha de país

O debate exposto pelo Enamed vai além da educação médica. Ele revela uma escolha política e civilizatória: tratar saúde e ensino como direitos ou como mercadorias.

Para o campo progressista, e para vozes como a de Roberto Requião, o caminho passa por fortalecer universidades públicas, investir em hospitais-escola, valorizar professores e interromper a lógica de expansão predatória do ensino privado.

O Brasil precisa de mais médicos, sim. Mas precisa, acima de tudo, de bons médicos. E isso não se constrói com picaretagem.

Jatos comerciais da Embraer serão destaque na Wings India 2026

Com foco em conectividade regional, sustentabilidade e eficiência operacional, a fabricante brasileira leva à Índia aeronaves pensadas para encurtar distâncias, impulsionar economias locais e acompanhar a expansão histórica da aviação no país

Divulgação/Embraer

Por trás do crescimento vertiginoso da aviação indiana existe uma história que vai além de números, gráficos e projeções de mercado. É a história de milhões de pessoas que, pela primeira vez, conseguem encurtar distâncias em um país continental. É nesse cenário de transformação silenciosa — mas profunda — que a Embraer chega à Wings India 2026, em Hyderabad, levando dois de seus principais símbolos de eficiência e conectividade: os jatos comerciais E195-E2 e E175.

A partir de 28 de janeiro, a fabricante brasileira exibirá suas aeronaves de transporte de passageiros em um dos mais importantes eventos do setor no Sul da Ásia. Mais do que uma vitrine tecnológica, a participação da Embraer reforça um compromisso estratégico: oferecer soluções sob medida para o crescimento sustentável da aviação indiana, conectando grandes metrópoles a cidades do interior que, até pouco tempo atrás, estavam fora do mapa do transporte aéreo.

Aviões pensados para realidades complexas

A Índia vive uma expansão histórica de sua malha aérea. O aumento da renda média, a interiorização do desenvolvimento e programas governamentais de conectividade regional criaram uma demanda clara por aeronaves eficientes, flexíveis e economicamente viáveis. É exatamente nesse espaço que a família E-Jets se consolidou globalmente.

Em exibição estática no evento, o E195-E2 chama atenção não apenas pelo porte — com capacidade para 132 a 146 passageiros —, mas pela eficiência. Trata-se de um dos jatos mais econômicos do mundo, com consumo de combustível até 29% menor em relação à geração anterior. Para as companhias aéreas, isso significa menos custos, para os passageiros passagens mais baratas; para o planeta, menos emissões.

Certificada para operar com blends de até 50% de combustível de aviação sustentável (SAF) e já testada com 100% de SAF, a família E2 traduz, na prática, o discurso de sustentabilidade que hoje pauta a aviação global.

Já o E175 carrega uma história de confiança. Na Índia, ele já integra a frota da companhia Star Air, conectando pequenas e médias cidades a centros regionais. Nos Estados Unidos, o avião já lidera o mercado de jatos regionais, com 80% de participação. Atualizações recentes em aviônica, cabine e serviços a bordo elevaram a experiência do passageiro, aproximando o modelo dos padrões mais modernos da família E2. Os E Jets e E Jets E2, um sucesso de vendas, já são utilizados por mais de 80 companhias aéreas em 50 países, com mais de 1.900 unidades entregues.

Conectar pessoas, não apenas aeroportos

Para a Embraer, falar de conectividade vai além de abrir novas rotas no papel. Trata-se de ligar pessoas a oportunidades, permitir que regiões menos atendidas participem do crescimento econômico e social do país.

“O programa E-Jet da Embraer é um dos mais bem-sucedidos da indústria”, afirma Adity Shekhar, vice-presidente regional de vendas da empresa. Segundo ele, a família de aeronaves tem potencial para “ampliar e fortalecer a conectividade entre metrópoles e cidades do interior da Índia, atendendo mercados ainda pouco explorados”.

Segundo a empresa essa visão ganha peso quando se observa a presença já consolidada da Embraer no país. Atualmente, cerca de 50 aeronaves de 11 modelos diferentes operam na Índia, atendendo desde a Força Aérea Indiana e órgãos governamentais até a aviação executiva e comercial. A empresa também propõe o C-390 Millennium para o programa de Aeronaves de Transporte Médio (MTA) da Força Aérea Indiana, em parceria com um conglomerado local, dentro do modelo “Made in India”.

Uma parceria que olha para o futuro

Como Parceira de Inovação em Aviação da Wings India 2026, a Embraer se apresenta não apenas como fornecedora de aeronaves, mas como agente de transformação. A família E2, com sua combinação de eficiência operacional, conforto ao passageiro e impacto ambiental reduzido, surge como ferramenta concreta para sustentar o crescimento da aviação indiana nos próximos anos.

Clientes, autoridades e visitantes poderão conhecer de perto o portfólio da fabricante brasileira no Estande 9B, Hall B. Mais do que observar aviões, o público encontrará ali uma narrativa clara: a de que o futuro da aviação passa por soluções inteligentes, bem dimensionadas e em sintonia com as realidades locais.

Em um mundo que discute sustentabilidade, inclusão e eficiência, a presença da Embraer na Wings India 2026 mostra que voar mais alto, muitas vezes, começa por voar melhor.

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