Mais uma vez com Lula, o Brasil deixa o Mapa da Fome: a volta por cima de um país que insiste em não deixar ninguém para trás
Por Ronald Stresser | Sulpost| © Arquivo/Agência Brasília |
Há conquistas que vão além de estatísticas. Elas carregam o cheiro do feijão no fogão, a alegria de uma criança diante de um prato cheio, a dignidade devolvida a milhões que antes dormiam com fome. Nesta segunda-feira, o Brasil voltou a celebrar uma dessas vitórias que não cabem apenas nos gráficos: saiu novamente do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU).
Visivelmente emocionado, o presidente Lula anunciou nas redes sociais:
“Minhas amigas e meus amigos. É com grande orgulho e imensa alegria que informo: o Brasil está fora do mapa da fome, mais uma vez.”
Não é a primeira vez que Lula tira o país dessa lista trágica. Em 2014, durante seu segundo mandato, o Brasil havia conquistado esse feito inédito. Mas os anos que vieram a seguir, especialmente entre 2018 e 2022, marcaram um retrocesso dramático. A crise sanitária da pandemia, aliada a políticas públicas negligentes e ao desmonte da rede de proteção social, devolveu o país ao Mapa da Fome em 2021.
Agora, em tempo recorde, apenas dois anos após reassumir a presidência, Lula comemora aquilo que para ele e para milhões de brasileiros é mais do que um dado:
“uma conquista histórica que mostra que, com políticas públicas sérias e compromisso com o povo, é possível combater a fome e construir um país mais justo e solidário.”
A dor por trás dos números
Em 2022, segundo o IBGE, 33,1 milhões de brasileiros não tinham o que comer. Não por escolha, mas por desespero. Famílias inteiras passaram a depender de doações e sobras para sobreviver. O Brasil, que já havia sido referência mundial no combate à fome, tornou-se novamente exemplo do que não fazer.
Mas o tempo da esperança voltou. Dados atualizados do relatório "O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025" (SOFI 2025), divulgados durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, em Adis Abeba, na Etiópia, mostram que o país está abaixo dos 2,5% da população em insegurança alimentar grave — o limite para ser incluído no Mapa da Fome.
O cálculo leva em conta a média trienal de 2022 a 2024, considerando não apenas a disponibilidade de alimentos, mas a renda da população, o consumo calórico e a produção interna.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a reversão foi impulsionada por medidas como:
- a retomada do Bolsa Família, com maior abrangência e valor;
- o incentivo à agricultura familiar e à produção local de alimentos;
- o reforço da alimentação escolar;
- e a criação de políticas para geração de emprego e renda.
Ainda de acordo com o ministério, cerca de 24 milhões de brasileiros foram retirados da insegurança alimentar grave entre 2022 e o final de 2023.
Mais que comida: dignidade
A história da dona Lurdes, 52 anos, moradora da periferia de Fortaleza, é uma entre milhões. Em 2021, ela conta que passou semanas vivendo de arroz com sal e dividindo com os filhos o pouco que conseguia em doações.
“Agora tem carne de novo no prato. Não é todo dia, mas tem. E meus netos voltaram a merendar na escola. Isso muda tudo”, emociona-se.
Para Lula, são essas vozes que dão sentido aos números:
“Reduzimos a subnutrição grave para menos de 2,5%. Isso significa que milhões de brasileiros voltaram a comer com dignidade, a ter o mínimo necessário para viver com esperança.”
Um exemplo ao mundo
A saída do Brasil do Mapa da Fome não é apenas um alívio para os brasileiros. É uma mensagem potente ao mundo, especialmente aos países em desenvolvimento: é possível reverter o cenário de miséria com políticas públicas efetivas, com cuidado, escuta e prioridade ao social.
O Brasil volta a se colocar como referência global em segurança alimentar. E isso num mundo em que, segundo a própria FAO, a fome ainda atinge mais de 735 milhões de pessoas.
O mapa que importa
Enquanto alguns se ocupam em construir muros, o Brasil de Lula prefere reconstruir pontes. Pontes entre a roça e a cidade, entre a produção e quem tem fome, entre os invisíveis e um Estado que volta a enxergá-los.
A saída do país do Mapa da Fome não é apenas um feito técnico, mas um marco civilizatório. Um lembrete de que não existe democracia plena com pratos vazios. E que, apesar de todas as turbulências, o Brasil ainda tem jeito — quando escolhe o povo como prioridade.
Minhas amigas e meus amigos. É com grande orgulho e imensa alegria que informo: O Brasil está fora do mapa da fome, mais uma vez.
— Lula (@LulaOficial) July 28, 2025
O anúncio foi feito hoje (28) pela FAO/ONU. Isso significa que reduzimos a insegurança alimentar grave e a subnutrição para menos de 2,5% da… pic.twitter.com/nkOgTZTNbU
📌 Com informações da Agência Brasil e Relatório SOFI 2025 – FAO/ONU.
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