Lula dá recado histórico a Trump: Brasil não é colônia — e não aceitará interferência dos EUA na justiça brasileira
Por Ronald Stresser | Sulpost
Não é de hoje que o Brasil se levanta contra o colonialismo enrustido. Mas os últimos capítulos da relação entre Brasil e Estados Unidos reacenderam um sentimento que há tempos dormia sob as cinzas do neoliberalismo: a defesa incondicional da soberania nacional. O verdadeiro patriotismo, com propósito.
Desta vez, a faísca partiu de uma postura inaceitável do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que abriu investigações unilaterais contra o sistema de pagamentos Pix e apoiou um movimento nos bastidores para sancionar Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. A alegação? Uma suposta perseguição judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro — o mesmo que, em conluio com parlamentares ultraconservadores, vem trabalhando ativamente para enfraquecer o Brasil perante o mercado internacional. E o mais grave: com apoio explícito de figuras da direita americana, inclusive em articulações para impor tarifas sobre produtos brasileiros.
“O Brasil não é colônia”
Foi em entrevista ao respeitado The New York Times, publicada nesta quarta-feira (30), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado direto e inequívoco ao mundo: “O Brasil é um país soberano. Nós não vamos negociar com os Estados Unidos como se fôssemos um país pequeno.”
A frase tem peso histórico. É a síntese de uma política externa que prioriza o respeito mútuo, o multilateralismo e a dignidade nacional. Lula, com a experiência de quem já governou o Brasil em tempos difíceis e o tirou da fome, agora pela segunda vez, falou não apenas como chefe de Estado — falou como voz de um povo que há séculos resiste às ingerências externas.
Ao lado do vice, Geraldo Alckmin, hoje principal negociador do Brasil, Lula tem reforçado a importância de uma diplomacia soberana. Alckmin, que também preside o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), vem alinhando interesses produtivos e sociais, promovendo acordos com países que respeitam o Brasil — não aqueles que tentam nos dobrar por aspiração imperialista.
A traição como método
Enquanto isso, a família Bolsonaro — em especial Eduardo Bolsonaro, deputado federal — age em sentido oposto. Em reuniões a portas fechadas nos EUA, o parlamentar afastado tem feito lobby contra o próprio país, pedindo intervenção estrangeira no Judiciário brasileiro e apoiando a imposição de barreiras comerciais a produtos nacionais.
Na ótica do Sulpost, não há outra palavra para isso: é traição à pátria.
Negociar o enfraquecimento do Brasil para proteger interesses políticos, familiares e pessoais é cruzar todas as linhas da ética, da diplomacia e da cidadania. É usar a democracia americana como escudo para tentar deslegitimar a justiça brasileira — a mesma que garantiu eleições livres e totalmente auditáveis, a mesma que julga de forma independente os crimes cometidos por qualquer cidadão, inclusive os que já ocuparam a presidência.
Popularidade crescente nos EUA
Enquanto o clã Bolsonaro tenta manchar a imagem do país no exterior, Lula segue trilhando o caminho oposto. Sua popularidade cresce não apenas entre os setores progressistas dos EUA, mas também entre investidores e lideranças políticas que enxergam no presidente brasileiro um grande estadista, confiável e pragmático.
A entrevista ao The New York Times é um exemplo: Lula falou sobre justiça, economia, meio ambiente, democracia e soberania — e foi ouvido com respeito. O jornal americano destacou a firmeza de sua fala diante das pressões externas e sua recusa em negociar a dignidade do país.
Essa projeção internacional positiva só aumenta a responsabilidade do Brasil. Precisamos nos em manter firmes diante das investidas autoritárias e retrógradas de dentro e de fora.
O momento exige firmeza
Estamos diante de uma encruzilhada histórica. O povo brasileiro precisa escolher de que lado está: do lado de quem defende a pátria com coragem, ou do lado de quem a vende ao primeiro interesse estrangeiro que acene com promessas vazias.
Lula e Alckmin — dois homens que compartilham o mesmo propósito e têm representado, cada um à sua maneira, um Brasil que não se ajoelha perante aos interesses colonialistas dos EUA.
A soberania nacional não é apenas um discurso. É um ato diário de resistência, dignidade e compromisso com as gerações futuras.
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