domingo, 5 de abril de 2026

Gleisi deixa o governo e recoloca seu nome no centro da disputa pelo Senado no Paraná

Saída do Planalto marca virada de chave para Gleisi e reposiciona o tabuleiro eleitoral no estado do Paraná 

Saída do Planalto marca virada de chave para Gleisi e reposiciona o tabuleiro eleitoral no estado do Paraná

O tabuleiro político do Paraná começa a se mover com mais nitidez — e o nome de Gleisi Hoffmann volta ao centro da cena para concorrer a uma das duas vagas ao Senado pelo Paraná. 

A exoneração da ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República foi publicada na sexta-feira (3), em edição extra do Diário Oficial da União. Mais do que um ato administrativo, o movimento funciona como um sinal político claro: Gleisi deixa o governo e entra, de fato, na disputa eleitoral.

O alvo está definido — o Senado.

Nos bastidores, a decisão já vinha sendo desenhada há semanas. Agora, ganha peso ao se cruzar com os dados mais recentes da pesquisa AtlasIntel, que ajudam a iluminar um cenário ainda em formação no estado.

O levantamento, realizado entre os dias 25 e 30 de março com 1.254 eleitores paranaenses, mostra uma disputa fragmentada, mas com espaço aberto para consolidação de candidaturas com maior densidade política. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

É nesse terreno que Gleisi entra na luta.

Com alto nível de reconhecimento eleitoral, estrutura partidária consolidada e presença constante no debate nacional, a ex-ministra aparece como um nome com potencial de crescimento ao longo da campanha. Não lidera com folga — mas também está longe de ocupar posição periférica.

Gleisi está no jogo. E, ao entrar, ajuda a reorganizar o próprio jogo do poder no estado. A disputa pelo Senado no Paraná começa a sair do campo difuso das intenções e avança para uma fase mais estruturada, onde candidaturas com peso político passam a delimitar espaço e narrativa.

A presença de Gleisi também carrega um componente nacional. Figura central do PT e com trânsito direto no núcleo de poder em Brasília, sua candidatura tende a nacionalizar parte do debate — o que pode tanto mobilizar apoios quanto ampliar resistências.

Enquanto isso, outros atores tentam ajustar suas posições.

Roberto Requião reforça o discurso de polarização como estratégia de sobrevivência política, mas, com os pés no chão, se lança pré-candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Já Sergio Moro segue como referência de força eleitoral no estado, mantendo protagonismo nas sondagens para o governo do estado, com Requião Filho como único nome que lhe oferece oposição. A soma dos demais candidatos para governador não ultrapassa 10% segundo a pesquisa.

Mas o fato novo está posto. Gleisi saiu do governo — e, ao sair, entrou de vez na disputa. Volta à Câmara dos Deputados, como Deputada Federal, com temas importantes já para a semana que segue: PEC dos Aplicativos e fim da jornada 6x1. No Paraná, esse tipo de movimento raramente passa despercebido.

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Requião Filho avança sobre Moro e ultrapassa 30% — disputa no Paraná começa a ganhar forma de confronto direto

Pesquisa AtlasIntel mostra deputado isolado na segunda posição, enquanto demais candidatos não somam 10% e eleição se reorganiza em dois polos

 
Pesquisa AtlasIntel mostra deputado isolado na segunda posição, enquanto demais candidatos não somam 10% e eleição se reorganiza em dois polos

O movimento começa silencioso, quase discreto — mas, quando aparece nos números, já não pode mais ser ignorado. No Paraná, a disputa pelo Governo do Estado começa a ganhar forma de confronto direto. E os dados mais recentes ajudam a explicar por quê.

Uma pesquisa da AtlasIntel, realizada entre os dias 25 e 30 de março com 1.254 eleitores paranaenses, mostra o deputado estadual Requião Filho ultrapassando a marca dos 30% das intenções de voto em um dos cenários estimulados. Não é liderança. Ainda não. Mas é, claramente, consolidação.

E talvez isso seja ainda mais importante neste momento.

Na frente, o senador Sérgio Moro mantém uma vantagem robusta, com índices que orbitam ou ultrapassam os 50%. Um patamar que, em condições normais, indicaria possibilidade de vitória em primeiro turno. Mas a leitura da pesquisa não termina aí — ela começa, na verdade, quando se olha para o que acontece logo atrás.

Requião Filho não apenas ocupa a segunda posição. Ele se distancia.

Enquanto os demais nomes testados aparecem fragmentados, sem força individual relevante, o bloco inteiro de adversários não chega a somar 10%. É um dado bruto, mas revelador: a eleição, neste momento, já não parece múltipla — ela se organiza em dois polos.

De um lado, um candidato com capital político consolidado e recall nacional. Do outro, um nome que cresce dentro de casa, com trajetória local, base familiar conhecida e um discurso que começa a encontrar aderência em diferentes faixas do eleitorado.

O efeito disso é direto.

Quando um único candidato se isola na segunda posição, ele deixa de disputar espaço com os pequenos e passa a disputar narrativa com o líder. A campanha muda de nível. O tom sobe. A comparação se torna inevitável.

Ainda assim, o caminho está longe de resolvido.

Os números de segundo turno indicam vantagem confortável para Moro, o que reforça uma realidade difícil para qualquer adversário: crescer não basta. Será preciso tirar votos, mudar percepção e, eventualmente, redesenhar alianças.

A política, no entanto, raramente é estática. Pesquisas capturam o momento — não o desfecho. E o que esse levantamento sugere, com alguma nitidez, é que o Paraná caminha para uma disputa cada vez menos pulverizada e mais definida. Uma eleição que, até pouco tempo atrás, parecia encaminhada, agora começa a apresentar tensão.

Com dois protagonistas. E um confronto que, aos poucos, deixa de ser hipótese para se tornar cenário dos rumos políticos do Estado do Paraná. Ao que tudo indica, o poder vai mudar de mãos.

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Estamos nos tornando indiferentes à violência, alerta Papa Leão XIV

Líder religioso critica a apatia global diante de guerras e sofrimento humano em mensagem de Páscoa

O céu de Roma amanheceu claro neste domingo de Páscoa, mas o peso do mundo parecia atravessar a Praça São Pedro. Entre cânticos e orações, cerca de 50 mil fiéis acompanharam a primeira celebração pascal presidida pelo papa Leão XIV — marcada menos pela solenidade e mais por um alerta direto, quase desconfortável.

Em sua homilia, o pontífice afirmou que a humanidade está se acostumando com a violência. E isso, segundo ele, pode ser tão perigoso quanto os próprios conflitos.

“Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão”, disse.

O diagnóstico ecoa o cenário global atual. Guerras prolongadas, territórios devastados e crises políticas se acumulam — da Ucrânia ao Oriente Médio, passando por tensões na América Latina. Conflitos que, pouco a pouco, deixaram de provocar choque para se tornarem rotina.

Para o papa, esse processo revela algo mais profundo: uma espécie de desgaste moral coletivo. Ao retomar a expressão “globalização da indiferença”, ele destacou como o sofrimento alheio vem sendo absorvido com crescente frieza.

“Quanto desejo de morte vemos todos os dias em tantos conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo”, afirmou.

Ao mesmo tempo, Leão XIV dirigiu um apelo direto aos líderes mundiais — mas também à sociedade como um todo. Em vez da força, defendeu o diálogo como único caminho possível para romper o ciclo de violência.

“Quem tem armas nas mãos, que as deponha. Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz. Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo”, declarou.

A mensagem, no entanto, foi além da política. O papa insistiu na responsabilidade individual diante do sofrimento coletivo — criticando a tendência de evitar o contato com a dor do outro.

“Todos temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado, preferimos não olhar. Mas não podemos continuar indiferentes. Não podemos resignar-nos ao mal.”

Em meio à crítica, a Páscoa apareceu como contraponto simbólico. Para os cristãos, a data representa a vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio. Ainda assim, o pontífice reconheceu que essa promessa nem sempre é fácil de sustentar.

“É uma mensagem que nos custa acolher, porque o poder da morte ameaça-nos constantemente, por dentro e por fora.”

Ao final da celebração, o papa deixou um pedido que soou como síntese de sua mensagem: não basta silenciar as armas — é preciso transformar consciências.

“Façamos ouvir o grito de paz que brota do coração. Não àquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós.”

Num mundo cada vez mais exposto à violência — e, ao mesmo tempo, cada vez mais insensível a ela — o alerta não parece distante. Pelo contrário. Ele aponta para um risco silencioso: o de que a indiferença se torne a resposta padrão diante da dor.

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sábado, 4 de abril de 2026

Ponte de Guaratuba será inaugurada em 29 de abril e encerra era do ferryboat

Após mais de 50 anos de travessia por balsas obra vai mudar para sempre a mobilidade no litoral paranaense 

Após mais de 50 anos de travessia por balsas a obra da ponte de Guaratuba vai mudar para sempre a mobilidade no litoral paranaense

O litoral do Paraná começa a virar uma página antiga — dessas que atravessam gerações. O governador Ratinho Junior anunciou nesta quinta-feira (2) que a Ponte de Guaratuba será inaugurada no dia 29 de abril, coincidindo com o aniversário da cidade. A entrega encerra uma espera histórica e muda, de forma direta, a rotina de moradores e turistas.

Ao lado do secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o governador definiu a obra como um marco. “A ponte virou realidade”, afirmou. “É um presente para o Paraná e para o Litoral.”

Durante décadas, a travessia entre Guaratuba e Matinhos dependeu exclusivamente do ferryboat — grandes balsas de aço impulsionadas por rebocadores — que geravam filas imensas, atrasos e limitações devido às marés, intempéries, acidentes e problemas mecânicos. Com a nova estrutura, o deslocamento passa a ser contínuo, com previsibilidade e segurança.

Reta final

As obras entraram na fase decisiva com operação em ritmo intenso, inclusive durante a noite. A pavimentação asfáltica final já está em andamento, assim como os acessos nos dois lados da baía de Guaratuba.

A iluminação começou a ser testada e será um dos diferenciais da ponte. O sistema utiliza luz mais amarelada, prometendo menor impacto ambiental sobre a fauna local.

Também seguem os trabalhos de instalação de guarda-corpos, barreiras de concreto e juntas de dilatação — essenciais para a segurança e durabilidade da estrutura.

Novo eixo no Litoral

Com cerca de 1,24 km sobre a baía e mais de 3 km de extensão total, a ponte terá quatro faixas de tráfego, além de ciclovia e faixa para pedestres. O investimento já supera os R$ 400 milhões.

Mais do que resolver um gargalo histórico, a obra deve reposicionar o Litoral do Paraná, facilitando o acesso entre cidades e a ligação com Santa Catarina. O turismo certamente também será fortalecido.

29 de abril, não será apenas uma data de inauguração. Será o dia que marca o fim de uma espera de mais de meio século — e o início de uma nova dinâmica para a região.

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Brasil testa seu protótipo de carro voador — a Eve da Embraer

Protótipo da Eve, ligada à Embraer, avança em testes discretos enquanto atrai interesse global e chama atenção até do presidente Lula

Ronald Stresser Jr, especial para o Sulpost 

O céu ainda está baixo — por enquanto, porque há algo acontecendo ali, entre testes discretos e o olhar atento de engenheiros: o Brasil começa a testar, com cuidado, seu primeiro salto real rumo à mobilidade aérea urbana.

Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parou para assistir de perto uma demonstração do protótipo da Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer. Não houve espetáculo. Nada de grandes altitudes ou manobras impressionantes. Foi técnico, contido — quase silencioso. E talvez exatamente por isso, significativo.

O voo ainda é curto — mas o projeto é longo

Desde dezembro de 2025, o protótipo já realizou 35 voos controlados. Alcançou cerca de 43 metros de altura e acumula pouco mais de uma hora e meia no ar.

À primeira vista, parece pouco. Mas, no vocabulário da aviação, isso traduz outra coisa: consistência. Cada decolagem não é apenas um teste — é coleta de dados. Cada pouso, uma validação. Não se trata de impressionar, mas de comprovar.

O que está sendo testado ali não é só um veículo, mas um sistema inteiro:

  • estabilidade em voo vertical
  • resposta dos motores elétricos
  • comportamento dos controles digitais
  • redundância e segurança

É um processo lento por definição. E precisa ser. Afinal ninguém quer voando sobre as sua cabeça um veículo que pode despencar, literalmente em qualquer lugar da cidade, ou causar um acidente aéreo  em área urbana.

O interesse já existe — mesmo antes da certificação

Enquanto o protótipo ainda voa baixo, o mercado já olha para cima. A Embraer é uma empresa visionária, e a Eve não desenvolve esse projeto no escuro. A empresa já acumula uma carteira relevante de intenções de compra, envolvendo companhias aéreas, operadoras de mobilidade urbana e empresas de leasing ao redor do mundo.

Esses acordos ainda não são contratos finais, mas funcionam como termômetro: há demanda sendo construída antes mesmo da aeronave estar pronta. Os carros voadores são a resposta natural aos congestionamentos das vias urbanas, principalmente em horas de pico.

Entre os interessados estão:

  • empresas de táxi aéreo
  • operadores logísticos
  • grupos focados em mobilidade urbana sustentável
  • parceiros internacionais em cidades que já planejam vertiportos

É o desenho de uma nova indústria surgindo antes mesmo do produto final existir plenamente. A inteligência artificial e a rápida atualização das novas tecnologias está acelerando o processo.

Mais que um “carro voador”

O termo é sedutor, mas simplifica demais. O que a Eve desenvolve é um eVTOL — uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical. Não é um carro que sai da garagem e levanta voo, mas uma nova categoria de transporte urbano, eficiente, não poluente e silencioso.

Na prática, o modelo se aproxima mais de um transporte aéreo sob demanda, pensado para trajetos curtos, com menor ruído e sem emissão direta de carbono. Não é sobre substituir carros — é sobre aliviar o tráfego no chão.

Serão necessárias vagas especiais para pouso e decolagem dos veículos, e muito provavelmente a arquitetura contemporânea já está prevendo este salto do quesito mobilidade urbana. É raro um prédio de escritórios que não preveja heliporto, que no caso do eVTOL pode ser bem mais simples.

O peso da Embraer por trás do projeto 

Se há algo que diferencia a Eve de muitas concorrentes globais, é o lastro. A Embraer não apenas projeta aeronaves — ela certifica, entrega e mantém operações em escala global. Em um setor onde várias startups prometeram demais e entregaram pouco, isso faz diferença.

Enquanto outras empresas correram para mostrar voos mais ousados, a estratégia brasileira parece seguir outro ritmo: avançar com cautela, acumulando validações técnicas e regulatórias. Trata-se de menos espetáculo e mais consistência. O veículo  precisa ser competitivo em todo o mercado global que demande por mobilidade urbana aérea.

E o que vem depois do protótipo

Os próximos passos não são exatamente visíveis ao público, mas são decisivos:

  • aumentar altitude e velocidade dos testes
  • validar sistemas em cenários de falha
  • expandir o tempo de voo
  • avançar na certificação regulatória

E aqui está o verdadeiro desafio: não é apenas fazer voar — é autorizar o vôo com segurança em cenários e cidades reais.

Não é futuro distante — nem presente imediato

A cena recente com o presidente observando o protótipo resume bem o momento: não é futuro distante, mas também não é presente imediato. É uma transição.

O Brasil ainda não tem um carro voador. Mas já tem algo talvez mais importante: um projeto real, em teste, com interessados, engenharia sólida e um caminho — ainda longo — desenhado no ar. E, por enquanto, isso já é bastante coisa.

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Deputado Arilson, o defensor do patrimônio dos paraenses

Líder da oposição no Paraná, deputado reforça posição contra privatizações e amplia atuação em debates que envolvem água, dados públicos, energia e educação

Líder da oposição no Paraná, deputado reforça posição contra privatizações e amplia atuação em debates que envolvem água, dados públicos, energia e educação

O debate não começa no plenário. Ele já está na rua, no preço da conta, no acesso aos serviços, na confiança — ou na falta dela. No Paraná de 2026, a discussão sobre o que deve ou não ser privatizado voltou ao centro da política. E há um nome que tem aparecido com frequência nesse embate: Arilson Chiorato.

Deputado estadual pelo PT e líder da oposição na Assembleia Legislativa, Arilson vem consolidando uma posição clara — e, para seus apoiadores, necessária — em defesa das empresas públicas que prestam serviços essenciais à população.

Privatização no radar — e na resistência

O avanço de propostas de desestatização, como o caso recente da Celepar — empresa pública responsável por dados sensíveis da população — reacendeu um alerta dentro e fora do plenário.

Para Arilson, o problema vai além da gestão: trata-se de controle, soberania e proteção do cidadão.

Em discursos e manifestações públicas, o deputado tem sido direto ao ponto: serviços como água, energia, educação e tecnologia estatal não podem ser tratados apenas como ativos financeiros.

“Não se trata só de vender uma empresa. É sobre o risco de transformar direitos em mercadoria”, resume a linha política que ele vem sustentando ao longo do mandato.

Da Celepar à conta de água: uma mesma linha

A atuação do parlamentar não se limita a um único tema. Nos últimos meses, ele também se posicionou sobre:

  • o aumento das tarifas de água no estado;
  • os impactos de decisões administrativas no bolso da população;
  • propostas de terceirização e mudanças na educação pública;
  • a necessidade de transparência em contratos e concessões;
  • a reestatização da Copel, vendida por Ratinho Júnior em 2025.

Na prática, Arilson conecta esses pontos dentro de uma mesma visão: a de que o Estado deve garantir acesso universal e equilibrado aos serviços básicos, sem subordinar essas áreas à lógica exclusiva do lucro.

“Amigo do povo do Paraná” — narrativa que ganha força

Entre apoiadores, a imagem que se constrói é a de um deputado próximo das demandas populares, atento aos impactos reais das decisões políticas no dia a dia.

A defesa de tarifas justas, da privacidade de dados e da manutenção de serviços públicos sob controle estatal reforça essa percepção — especialmente em um momento em que o custo de vida e a qualidade dos serviços entram cada vez mais na conta do cidadão comum, incrivelmente também no Paraná que é considerado celeiro do Brasil.

Possível salto para Brasília

Nos bastidores da política paranaense, Arilson Chiorato também começa a ser citado como um possível pré-candidato a deputado federal. A movimentação ainda não é oficial, mas ganha força à medida que seu nome se projeta além da Assembleia Legislativa.

A leitura entre aliados é clara: levar essa pauta para Brasília significaria ampliar o alcance da defesa dos serviços públicos e disputar o debate em nível nacional.

Se esse caminho se confirmar, o discurso deve seguir o mesmo — direto, crítico e ancorado na ideia de que áreas essenciais não podem ser tratadas como negócios comuns, que maximizam o lucro em detrimento do atendimento ao público e à coisa pública.

Debate que está apenas no início 

O Paraná se torna, mais uma vez, palco de uma discussão maior do que suas fronteiras. Privatizar ou não privatizar deixou de ser apenas uma escolha administrativa — virou uma disputa de modelo de sociedade.

Os países de primeiro mundo em especial na Europa tiveram que reprivatizar vários serviços essenciais após tentativas frustradas de venda desse serviços a iniciativa privada ou mesmo de parcerias público privadas. Água, energia, privacidade de dados, educação e saúde não são mercadoria.

E, nesse cenário, Arilson Chiorato se posiciona como uma das vozes mais ativas desse embate, defendendo que, quando o assunto é o essencial, o interesse público deve vir antes de qualquer planilha. Arilson já declarou que é pré-candidato a Deputado Federal, para poder lutar pelo nosso estado e pelo melhor que temos, que é o próprio povo do Estado do Paraná. Por conta de sua popularidade e presença constante não apenas na capital, mas principalmente no interior do Estado, deve terminar a eleição entre os mais votados.

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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Paraná 2026: entre o favoritismo e o teste da realidade

Pesquisa divulgada hoje coloca Sergio Moro na liderança, mas a eleição ainda está longe de ser definida — e o jogo bruto da política ainda nem começou pra valer

Requião Filho e o Sérgio Moro - arte gerada por IA/Sulpost

A pesquisa AtlasIntel, divulgada hoje (2 de abril de 2026), coloca o senador Sergio Moro na dianteira da corrida pelo governo do Estado, com desempenho que, neste momento, encosta na possibilidade de vitória em primeiro turno. Do outro lado, o deputado estadual Requião Filho aparece como o principal nome da oposição, isolado na segunda posição.

Mas eleição, no Paraná, raramente é fotografia. É processo. E o que se vê agora ainda está no rascunho. Existe um detalhe técnico — e político — que costuma passar batido na leitura apressada de pesquisas: candidatos que largam acima dos 50% dificilmente atravessam toda a campanha no mesmo patamar. A vitrine aumenta, os ataques vêm junto, e o eleitor deixa de apenas reconhecer nomes para começar a comparar projetos.

É nesse momento que o jogo político esquenta.

Dois perfis, dois caminhos

O senador Sergio Moro construiu sua trajetória no Judiciário, ganhou projeção nacional na Operação Lava Jato e chegou ao Executivo como ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro. Hoje senador, entra na disputa com recall elevado — mas também com um ponto que adversários já começam a explorar: a ausência de experiência direta na gestão administrativa de um estado.

Nos bastidores de Brasília, sua relação com o bolsonarismo nunca foi linear. Episódios do passado expõem uma aproximação mais política do que orgânica, o que tende a reaparecer no debate público à medida que a campanha avança. Favorito neste momento, Moro carrega consigo o peso clássico de quem lidera: torna-se o centro do alvo de todos os adversários de campanha. E motivos não faltam...

O fator Requião Filho

Na outra ponta, Requião Filho entra com um ativo difícil de fabricar em campanha: identidade com o estado. Intimidade com todos os municípios do Paraná e com sua população.

Deputado estadual com atuação contínua, construiu sua trajetória dentro do Paraná e mantém discurso alinhado a temas que atravessam o cotidiano do eleitor: saúde pública, educação, papel do Estado, proteção de dados e resistência à privatização de serviços considerados estratégicos, como no caso da Celepar e da Copel, por exemplo. 

Carrega o legado político da família — mas tenta, ao mesmo tempo, atualizar essa herança com uma leitura mais contemporânea das demandas do estado. Fato é que neste momento, ele é o único nome que se apresenta com capacidade real de organizar um campo de oposição ao bolsolavajatismo. Ademais ele tem projetos de vanguarda para o estado, projetos importantes que vem desde quando o pai dele, Roberto Requião, foi governador.

E não são apenas projetos sociais, são projetos que podem alavancar o desenvolvimento industrial e agrícola do Estado de uma forma jamais antes vista. Os Requião são visionários.

A eleição que ainda não começou

Abril está começando. E isso, em política, diz muito. Existem fatores que ainda não entraram plenamente em cena:

  • Os debates na televisão
  • A participação direta de lideranças nacionais
  • A consolidação (ou fragmentação) das candidaturas
  • O efeito real da rejeição sobre os principais nomes

Se a eleição ganhar um contorno mais nacional — especialmente com a presença mais ativa do presidente Lula — o cenário pode mudar de natureza. O que hoje parece definido pode rapidamente se transformar em disputa aberta.

Entre a vantagem e o risco

Pesquisa favorável é ativo. Mas também é exposição. Quem lidera começa na frente — e ao mesmo tempo vira alvo preferencial. Às vezes, não é nem a perda direta de votos que muda o jogo, mas a quebra da sensação de que a eleição já está decidida.

E isso, historicamente, costuma acontecer durante a campanha — não antes dela.

O ponto central

Hoje, os números são claros.

Mas olhando além da fotografia do momento, há uma leitura política que começa a se impor: se houver segundo turno no Paraná, ele dificilmente passará por mais de um nome capaz de enfrentar o favorito de igual para igual. E, neste estágio da corrida, esse nome é Requião Filho.

A eleição está aberta. E, como tantas outras já mostraram, começa de verdade justamente quando parece decidida. Em seis meses muita coisa pode mudar. No mais o brasileiro tem duas paixões, futebol e política, e todo mundo sabe que não são muitas as vezes em que o time favorito vence o campeonato.

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Marina se despede com números em queda — e um recado em alta sobre o futuro do planeta

Após 39 meses à frente do Meio Ambiente, ministra destaca redução do desmatamento, reconstrução do Estado ambiental e aposta na continuidade da agenda climática

Ministra Marina Silva - © Valter Campanato/Agência Brasil

O tom era de encerramento, mas também de travessia. Em Brasília, na tarde desta quarta-feira (1º), Marina Silva leu um discurso longo, firme, com pausas que carregavam mais do que números. Eram 39 meses condensados em pouco mais de 50 minutos — e uma sensação clara de ciclo concluído, ainda que incompleto.

Ao deixar, pela terceira vez, o comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina preferiu falar de reconstrução. E não como metáfora.

Quando assumiu, em janeiro de 2023, encontrou — segundo suas próprias palavras — uma estrutura fragilizada, quase desfigurada em sua capacidade de agir. “Política, ética, técnica, administrativa e operacionalmente”, listou. A resposta veio em forma de recomposição: mais de 1.557 servidores incorporados ao sistema ambiental, entre Ibama, ICMBio e Jardim Botânico.

Não foi só gente. Foi dinheiro, engrenagem e direção.

O orçamento da pasta mais que dobrou em três anos, saltando de R$ 865 milhões para R$ 1,9 bilhão. Um dado que, isolado, pode parecer técnico — mas que, na prática, se traduziu em presença mais constante do Estado onde antes havia ausência.

E isso aparece nos números.

Entre 2022 e 2025, o desmatamento caiu pela metade na Amazônia. No Cerrado, a redução foi de 32,3%. Em termos climáticos, isso significou evitar a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente — um volume difícil de visualizar, mas decisivo no jogo global contra o aquecimento.

Mais recente, o ciclo de alertas entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026 aponta nova queda: 33% na Amazônia, 7% no Cerrado. Marina foi direta: mantido o ritmo, o Brasil pode alcançar a menor taxa de desmatamento da série histórica.

Mas não foi só contenção. Houve recuperação.

O país passou a ter 3,4 milhões de hectares em processo de regeneração da vegetação nativa. Ao mesmo tempo, a fiscalização ganhou musculatura: operações do Ibama cresceram 80% na Amazônia; as do ICMBio, 24%. As áreas embargadas também avançaram — e a mineração ilegal, um dos focos mais sensíveis, caiu pela metade.

No pano de fundo, uma tentativa de reorganizar o que Marina chamou de “Estado ambiental brasileiro”.

A despedida também foi passagem de bastão. O secretário-executivo João Paulo Capobianco assume o ministério com a missão de manter o rumo. A própria Marina sinalizou confiança na continuidade — uma palavra que, ali, soou quase como compromisso político.

Segundo a Agência Brasil o discurso não ficou preso ao balanço.

Ao falar de futuro, a ministra retomou um tema ainda em construção: a criação da Autoridade Climática Nacional. A ideia, segundo ela, segue viva dentro do governo e envolve mais do que um órgão — exige um sistema capaz de lidar com um país onde quase 2 mil municípios já enfrentam risco permanente de eventos extremos.

A proposta inclui um conselho técnico e científico interministerial e um novo marco regulatório para situações de emergência climática. Ainda não saiu do papel, mas não saiu da prioridade.

No fim, Marina voltou ao que sempre parece guiá-la: a persistência.

Disse que não se vê como otimista nem pessimista. Apenas persistente. E recorreu a uma imagem que costuma repetir — a de que ninguém voa sozinho.

“A realidade muda quando a gente muda a realidade”, afirmou.

A frase pode soar circular à primeira vista. Mas, diante dos dados apresentados, talvez seja justamente essa a ideia.

Porque, no balanço que fica, há menos floresta derrubada — e mais pressão para que isso não seja apenas uma fase.

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Artemis II entra em contagem regressiva histórica (ao vivo)

Missão marca o retorno de astronautas à órbita da Lua após mais de 50 anos — assista à transmissão ao vivo aqui no Sulpost

O relógio corre. Silenciosamente, mas com um peso histórico difícil de ignorar. A missão Artemis II, da NASA, se aproxima — e com ela, o retorno da humanidade à órbita lunar depois de mais de meio século.

Será a primeira vez desde o programa Apollo que astronautas viajarão tão longe da Terra, abrindo caminho para o pouso tripulado previsto nas próximas etapas do programa Artemis.

A expectativa é global. A Artemis II não é apenas uma missão — é um símbolo de recomeço, tecnologia e ambição humana mirando novamente o espaço profundo.

Atualização - 19h50:

Confirmada separação da nave Órion do foguete SLS. Siga na janela abaixo às imagens ao vivo da cápsula Orion em sua jornada rumo à Lua...

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Gleisi Hoffmann articula pautas no Congresso e deixa ministério até 4 de abril para disputar o Senado pelo Paraná

Ministra das Relações Institucionais atua na costura política de projetos estratégicos do governo Lula enquanto se prepara para cumprir prazo legal de desincompatibilização

Gleisi Hoffman por Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Brasília respira política em ritmo acelerado — e, nos bastidores, algumas decisões já têm data para acontecer. No centro desse movimento está Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, que se divide entre a articulação de pautas sensíveis no Congresso e a contagem regressiva para deixar o cargo e disputar uma vaga no Senado.

Articulação política e o papel no governo

Responsável por uma das funções mais estratégicas do governo Lula, Gleisi atua diretamente na ponte entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. É ela quem costura acordos, mede resistências e avalia o clima político para votações relevantes.

Nos últimos dias, a ministra indicou que há ambiente favorável para avançar com o projeto de lei que regulamenta o trabalho de motoristas de aplicativos — uma das pautas mais delicadas da atual agenda trabalhista.

“Eu acho que tem clima, mas a gente precisa fazer mais consultas, ouvir mais trabalhadores.”

PL dos aplicativos: impasse e negociação

O projeto que trata dos motoristas de aplicativos deve ganhar novos capítulos já na próxima semana. O relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), pretende apresentar seu parecer no dia 7 de abril.

Entre os pontos mais sensíveis está a remuneração mínima proposta:

  • Governo: R$ 10 + R$ 2,50 por quilômetro
  • Atual: cerca de R$ 7,50
  • Relator: R$ 8,50

A divergência indica que o texto ainda deve sofrer ajustes — possivelmente no plenário, via emendas. Caso avance na comissão especial, a proposta pode seguir com pedido de urgência para votação direta na Câmara.

Saída do governo e prazo legal

Enquanto atua para destravar pautas, Gleisi também se prepara para deixar o cargo. Ela deve se desincompatibilizar até o dia 4 de abril, prazo limite estabelecido pela legislação eleitoral.

A regra exige que ministros deixem suas funções seis meses antes do pleito, marcado para 4 de outubro de 2026. O objetivo é garantir equilíbrio na disputa e evitar o uso da máquina pública em benefício eleitoral.

Quem não cumprir o prazo pode ser considerado inelegível.

Retorno à Câmara e continuidade política

Mesmo fora do ministério, Gleisi não deve se afastar da articulação política. A expectativa é que retorne à Câmara já na próxima semana, mantendo atuação direta em pautas como a regulamentação dos aplicativos e o debate sobre o fim da escala 6×1.

Reforma ministerial e efeito dominó

A saída da ministra ocorre dentro de uma reforma mais ampla promovida pelo governo Lula. O Palácio do Planalto confirmou mudanças em 14 ministérios, motivadas pelo prazo de desincompatibilização.

A estratégia do presidente foi priorizar nomes que já atuavam como número 2 nas pastas, garantindo continuidade administrativa. A substituição na Secretaria de Relações Institucionais, no entanto, ainda não foi anunciada.

Contexto político

A movimentação marca o início de uma transição no governo federal. Ministros, governadores e prefeitos em todo o país deixam seus cargos para disputar as eleições.

No caso de Gleisi Hoffmann, a saída não representa recuo — mas reposicionamento. Ela deixa um dos cargos mais estratégicos do governo para tentar ampliar sua influência no Senado, mantendo o papel de articuladora política em outro campo do jogo.

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Banca do Maninho cresce e ocupa esquina histórica nas Mercês após mais de seis décadas de tradição

Ponto clássico de Curitiba se reinventa e amplia estrutura na Prudente de Moraes com a Martim Afonso

O movimento é constante. Gente que passa, gente que para. Um cumprimento rápido, um jornal dobrado no balcão, um café improvisado na rotina. No cruzamento da Alameda Prudente de Moraes com a Rua Martim Afonso, nas Mercês, a cena se repete há décadas — mas agora, com um detalhe novo: a banca cresceu.

A tradicional Banca do Maninho, em funcionamento desde 1963 — hoje a propriedade do neto do fundador — entra em uma nova fase. Depois de mais de 60 anos atendendo gerações de curitibanos, o espaço está sendo ampliado e passa a ocupar praticamente toda a esquina — um movimento raro para um tipo de comércio que, em muitas cidades, encolheu ou desapareceu.

Ampliação recente faz com que a banca passe a ocupar toda a esquina nas Mercês

Localizada em uma das regiões mais tradicionais de Curitiba, a banca faz parte do cotidiano do bairro Mercês — uma área marcada por história, convivência e identidade urbana. Ao longo dos anos, o ponto acompanhou as mudanças do entorno sem perder sua essência. A Alameda Prudente de Morais está se firmando como o mais in Boulevard curitibano, repleto de cultura, gastronomia, diversidade e vida.

Mais do que um ponto de venda, o local consolidou-se como uma referência de vizinhança. Ao longo das décadas, atravessou transformações no consumo de informação, na dinâmica do comércio de rua e nos hábitos da cidade — mantendo o vínculo direto com quem passa por ali todos os dias, desde os tempos do seo Maninho até o Josué, neto do pioneiro. É um negócio familiar.

Espaço tradicional acompanha a transformação urbana sem perder o caráter original

Registrada também como papelaria e tabacaria, a banca expandiu ao longo do tempo sua oferta de produtos e serviços, acompanhando a diversificação típica desse tipo de negócio. A nova ampliação reforça esse movimento e aponta para uma operação ainda mais voltada à conveniência.

A esquina onde tudo acontece não é qualquer ponto. O cruzamento da Prudente de Moraes com a Martim Afonso concentra fluxo constante e reforça o valor estratégico da expansão — agora mais visível, mais presente e integrada ao cotidiano do bairro.

Localização estratégica reforça presença da banca no cotidiano das Mercês

Em uma cidade que frequentemente vê seus espaços tradicionais desaparecerem, a expansão da Banca do Maninho segue na contramão. Em vez de fechar, cresce. Em vez de desaparecer, se reposiciona.

E talvez seja exatamente isso que explique sua longevidade: a capacidade de mudar sem deixar de ser o que sempre foi.

Uma banca. Mas também um ponto de memória viva de Curitiba.

Esquina da Martim Afonso com a Al. Prudente de Morais. A banca está ganhando uma boa ampliação está deixando o bairro curioso com o que vem por aí. O proprietário Josué promete mais conveniência para os moradores da região - Sulpost 

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Licença-paternidade começa a mudar no Brasil — mas a ampliação será aos poucos

Nova lei entra em vigor em 2027 e prevê aumento gradual até chegar a 20 dias de afastamento em 2029

O nascimento de um filho costuma bagunçar o tempo — noites mais curtas, rotinas reinventadas, prioridades que mudam sem aviso. Agora, aos poucos, a legislação brasileira tenta acompanhar esse novo ritmo dentro de casa.

Foi publicada nesta quarta-feira (1º), no Diário Oficial da União, a lei que amplia a licença-paternidade no país. A mudança não é imediata, mas marca um avanço importante: o tempo de afastamento dos pais vai crescer de forma progressiva a partir de 2027.

Até lá, nada muda. Em 2026, segue valendo o modelo atual de cinco dias — o mesmo que já existe há décadas.

O que muda, na prática

A nova legislação estabelece um cronograma escalonado. O aumento acontece ano a ano, até atingir um novo patamar em 2029:

  • 2027: 10 dias de licença
  • 2028: 15 dias de licença
  • 2029: 20 dias de licença

O direito vale não apenas para pais biológicos, mas também em casos de adoção ou guarda judicial para fins de adoção, ampliando o alcance da medida.

Mais proteção ao trabalhador

A lei também cria uma camada extra de segurança para quem está vivendo esse momento. Fica proibida a demissão sem justa causa desde o início da licença até um mês após o seu término.

Na prática, isso reduz o risco de instabilidade justamente em um período delicado para a família.

Férias em sequência

Outro ponto relevante: o trabalhador poderá emendar férias logo após a licença-paternidade. Para isso, é necessário avisar o empregador com pelo menos 30 dias de antecedência da data prevista para o parto (ou da formalização judicial, nos casos de adoção).

É uma possibilidade que, na vida real, pode significar mais tempo de adaptação — algo que muitos pais nunca tiveram.

E quando há complicações?

Se houver internação da mãe ou do recém-nascido relacionada ao parto, a licença será prorrogada pelo mesmo período da internação. A contagem recomeça apenas após a alta hospitalar — de quem sair por último.

É uma medida que reconhece uma realidade muitas vezes invisível nas estatísticas: nem todo nascimento segue o roteiro esperado.

Como funciona o pagamento

O chamado salário-paternidade continua sendo garantido aos trabalhadores segurados pela Previdência Social, nos mesmos moldes do salário-maternidade.

Para acessar o benefício, é necessário apresentar a certidão de nascimento, ou, nos casos aplicáveis, o termo de adoção ou guarda judicial.

Um avanço — ainda que gradual

A ampliação da licença-paternidade não resolve tudo. Mas sinaliza uma mudança de direção: a de que o cuidado com os filhos não é responsabilidade exclusiva de um lado da família.

No cotidiano, esses dias a mais podem parecer poucos no papel. Mas, dentro de casa, fazem diferença — especialmente no começo de tudo, quando cada hora conta.

Veja mais no Repórter Brasil, da TV Brasil/p>

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terça-feira, 31 de março de 2026

Enquanto o Brasil olha para o campo, pintou um clima no Paraná

Ratinho Junior oficializa convite a Cristina Graeml no PSD e reposiciona — sem alarde — o tabuleiro político para 2026

A noite cai com um roteiro conhecido. Televisão ligada, narração alta, gente espalhada pelo sofá — o país inteiro, de algum jeito, orbitando em torno da mesma coisa. Futebol. Sempre ele.

Mas nem todo mundo está olhando para o campo. No Paraná, quase fora de cena, o movimento já aconteceu. Sem coletiva, sem cerimônia longa, sem aquele barulho tradicional de anúncio político. Um vídeo. Direto. Calculado.

Ratinho Junior chamou Cristina Graeml para o PSD.

E não foi gesto impulsivo. No vídeo publicado nas próprias redes — aquele tipo de comunicação que já nasce sabendo exatamente para quem fala — o governador deixa escapar mais do que parece à primeira vista:

Aquilo que nos une são os valores de família, liberdade econômica, propriedade privada, liberdade de imprensa… e acima de tudo o nosso Estado, o Paraná.

Não é frase solta. É recorte de posicionamento. E tem outro detalhe, mais revelador ainda, quase dito de passagem:

Já há alguns dias a gente tem conversado bastante sobre Paraná, sobre Brasil, sobre futuro.”

Ou seja — não começou agora. Cristina entra na cena com um tom diferente. Menos institucional, mais de quem ainda está se ajustando ao ambiente — o que, curiosamente, reforça autenticidade:

Estou aqui nesse início de jornada política… ainda tem essa questão de política partidária, mas a gente tem que ir construindo alianças.”

Ela não tenta esconder o processo. Assume. E aí vem a frase que muda o eixo:

Pensando num projeto maior.

Curta. Direta. Aberta o suficiente para caber 2026 inteiro ali dentro.

Não é só filiação — é encaixe

Cristina Graeml não chega como aposta aleatória. O nome já vinha circulando com peso — especialmente em cenários de Senado, onde apareceu competitiva nas últimas medições públicas.

Não é outsider puro. Também não é política tradicional. É um meio-termo que, em eleição recente, mostrou tração. Do outro lado, Ratinho Junior faz o que vem fazendo há algum tempo — reorganiza, aproxima, amplia. Sem pressa visível, mas sem parar. Peça por peça.

A entrada dela no PSD resolve uma equação simples: comunicação + voto potencial + alinhamento de discurso. E isso, em política, raramente é coincidência.

O que foi dito… e o que ficou implícito

O vídeo termina com uma frase que parece leve demais para o peso que carrega:

Esse é o Paraná, unidos em paz.”

Funciona bem para o público geral. Mas, nos bastidores, a leitura é outra. Unidos: dentro de um grupo político. Em paz: sem ruído público, e evitando a polarização, o confronto que fere, que tanto tem prejudicado a sociedade brasileira. Traduzindo: a articulação, pela paz, foi feita antes de virar notícia. 

Enquanto isso, do lado de fora…

A maioria nem viu. E talvez nem veja agora. Porque política de verdade — aquela que desenha cenário futuro — dificilmente acontece no momento em que todo mundo está prestando atenção. Ela prefere esses intervalos. Esses “enquanto isso”.

Um vídeo aqui. Uma conversa ali. Um alinhamento que, quando aparece, já não é mais hipótese. É estrutura. E no Paraná, com esse movimento, fica difícil dizer que ainda estamos só no aquecimento. Precisamos nos lembrar de quem tempos de Guerra a paz é a arma mais poderosa porque ela sempre vence no final.

A sorte, mais uma vez, está lançada. E parece que a dupla é pé quente, faltando pouco mais de um minuto para terminar o jogo Martinelli marcou o gol. Não sei de onde ele é, mas o nome é bem paranaense. Brasil 3 X 0 Croácia. E, falando em sorte, este ano as previsões do bruxo Chik Jeitoso vão se materializando. A política paranaense tem seu lado místico.

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Sindicalismo testa caminho eleitoral para ocupar o vazio político

Lideranças da Força Sindical e SMC avaliam candidaturas como resposta à baixa representação da classe trabalhadora no Legislativo

Nelsão da Força e Sérgio Butka: Lideranças da Força Sindical avaliam candidaturas como resposta à baixa representação da classe trabalhadora no Legislativo
Nelsão e Butka - Imagem meramente ilustrativa/IA/Sulpost

O ruído das fábricas nunca foi só metálico. Ele carrega, junto com o som das máquinas, uma espécie de tensão permanente — a sensação de que decisões importantes estão sempre sendo tomadas longe dali, em gabinetes onde raramente entra alguém com chão de fábrica nos sapatos.

É justamente esse vazio que volta ao centro do debate no Paraná

A recente orientação da Força Sindical nacional — incentivando que lideranças nos estados disputem cargos de deputado estadual e federal — encontrou eco direto na Grande Curitiba. E não por acaso.

Em entrevista, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) e também da Força Sindical no Paraná, Sérgio Butka, tratou o movimento como mais do que estratégico: quase uma necessidade.

Segundo ele, o problema já está colocado há algum tempo: “hoje, infelizmente, são poucos os deputados federais ou estaduais que abraçam a bandeira dos trabalhadores.”

Entre a representação e a perda de direitos

Butka aponta que a dificuldade não está apenas em eleger aliados, mas em confiar a terceiros a defesa de agendas complexas e, muitas vezes, impopulares no ambiente político.

“A dificuldade hoje de você entregar uma bandeira de luta dos trabalhadores para ser defendida no Congresso Nacional, na Assembleia Legislativa, é muito grande.”

Há, nesse ponto, uma mudança de lógica. Em vez de pressionar de fora, cresce a ideia de ocupar por dentro.

O diagnóstico é direto: sem renovação política com maior vínculo com o mundo do trabalho, o risco deixa de ser abstrato.

“Se não houver renovação desses deputados federais e estaduais que tenham envolvimento com a classe trabalhadora, nós iremos perder mais direitos.”

Candidatura ainda em aberto — mas no radar

Questionado sobre uma eventual candidatura própria, Butka não confirmou, mas também não descartou. Preferiu o tom de cautela, típico de quem mede o peso político de cada passo.

“Existe, sim, a possibilidade de estudarmos a possibilidade de sermos candidato a estadual ou a federal para fortalecer a representação dos trabalhadores.”

A decisão, segundo ele, ainda depende de avaliações internas e do cenário nos próximos dias.

Enquanto isso, a sinalização já cumpre um papel importante: reposicionar o sindicalismo não apenas como força de mobilização, mas como agente direto na disputa institucional.

Sérgio Butka, Fernanda Queiroz e Nelsão da Força, em 2026 o SMC vai às urnas - Divulgação 

A política volta ao chão da fábrica?

O movimento da Força Sindical sugere uma tentativa de reconectar duas esferas que, nos últimos anos, se afastaram: o cotidiano do trabalhador e o processo legislativo.

Não se trata apenas de lançar candidaturas. Trata-se de disputar narrativa, espaço e prioridade.

No fundo, a pergunta que paira é simples — e incômoda: quem, de fato, está falando pelos trabalhadores dentro das casas legislativas?

Se depender do sinal emitido no Paraná, a resposta pode começar a mudar nas próximas eleições. “Um grande abraço — e não esqueça: a luta faz a lei.”, encerra Butka.

A redação do Sulpost apurou que os nomes preferidos entre a classe, para Deputado Estadual, são o de Nelsão da Força (PT) e da Fernanda Queiroz (PDT), já para o Congresso Nacional o nome do presidente Sérgio Butka (PT) parece ser o mais forte. Os desdobramentos da política sindical local é que irão ditar o caminho, do SMC e da Força Sindical do Paraná, nas próximas eleições.

Paraná adere a plano de Lula para reduzir preço do diesel

Estado do Paraná aceita dividir subsídio com a União para conter alta impulsionada por crise internacional

Ratinho Junior e Lula: Estado aceita dividir subsídio com a União para conter alta impulsionada por crise internacional
Imagem meramente ilustrativa/IA/Sulpost

O preço do diesel sobe silenciosamente nas bombas — mas o impacto faz barulho em toda a economia. Do frete ao alimento, tudo sente. E foi nesse cenário que o Paraná decidiu se mover.

Nesta terça-feira (31), o governador Ratinho Junior confirmou a adesão do estado ao programa do governo federal que busca reduzir o custo do diesel no país. A medida, proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, surge como resposta direta à escalada dos preços provocada por tensões no Oriente Médio.

A escolha do Paraná destoa de boa parte dos estados brasileiros, que vêm resistindo à proposta por temer perdas significativas de arrecadação.

Como funciona o acordo

O modelo apresentado pela União prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel, dividido igualmente entre os entes federativos.

  • R$ 0,60 pagos pela União
  • R$ 0,60 assumidos pelos estados que aderirem

A participação é voluntária e terá validade inicial de dois meses, a partir da edição da medida provisória federal.

No caso do Paraná, a decisão veio após discussões técnicas no âmbito do Confaz. Mesmo diante do impacto fiscal estimado em R$ 77,5 milhões por mês — cerca de R$ 155 milhões no período total — o governo estadual optou por seguir com a adesão.

Pressão nos preços

Desde o início do conflito no Oriente Médio, o diesel acumulou alta de 22,53% no Brasil, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Um aumento que não fica restrito aos postos: ele atravessa cadeias inteiras — transporte, produção, consumo.

O Paraná, que importa cerca de 2 bilhões de litros de diesel por ano, sente esse efeito com intensidade. É o terceiro maior importador do país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

Divergência entre estados

Enquanto o Paraná sinaliza alinhamento com a União, o cenário nacional está longe de consenso.

O Comsefaz, que reúne os secretários estaduais da Fazenda, já manifestou resistência à proposta. O principal argumento é direto: a redução do ICMS comprometeria receitas essenciais para áreas como saúde e educação.

  • Sul, Sudeste e Centro-Oeste tendem a rejeitar a medida
  • Nordeste demonstra maior inclinação ao apoio

Estratégia federal

Além do subsídio compartilhado, o governo federal já zerou tributos federais (PIS/Cofins) sobre o diesel. A ideia é conter o avanço da inflação e evitar efeitos em cascata — especialmente no custo do frete, um dos principais vetores de pressão sobre os preços.

O que diz o governo do Paraná

Segundo o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, a decisão busca equilíbrio entre responsabilidade fiscal e impacto social.

“O Paraná mantém seu compromisso com a preservação da atividade econômica e proteção do povo paranaense. Buscamos um entendimento coletivo que permita reduzir a carga tributária sem estimular guerra fiscal entre os estados.”

O que vem agora

As negociações continuam em nível nacional. A adesão de mais estados será decisiva para determinar o alcance real da medida — e sua capacidade de, de fato, segurar os preços nas bombas.

Por enquanto, o Paraná se posiciona como um dos primeiros a entrar no esforço conjunto. E, num cenário de incerteza global, qualquer movimento conta.


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