Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar de grande porte contra a Venezuela, com explosões registradas em Caracas e em outras regiões estratégicas do país. Segundo Donald Trump o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país
| Imagens mostram explosões, no ataque dos EUA contra a Venezuela, para a prisão de Maduro e sua esposa - Reprodução |
A ação, anunciada de forma unilateral por Washington, provocou imediata reação do governo venezuelano, que classificou o ataque como uma agressão militar estrangeira e uma violação flagrante da soberania nacional. Caracas declarou estado de emergência, fechou o espaço aéreo e convocou mobilização institucional diante do que chamou de “ato de guerra”.
Até o momento, não há confirmação independente por parte de organismos internacionais ou de terceiros países sobre o paradeiro de Nicolás Maduro. As informações disponíveis partem exclusivamente de declarações oficiais do governo dos Estados Unidos, amplamente repercutidas por agências internacionais como Reuters, AP, Al Jazeera, The Guardian e Washington Post.
Violação do direito internacional e alerta regional
Analistas e veículos da imprensa internacional apontam que a incursão militar norte-americana ocorre sem autorização do Conselho de Segurança da ONU, o que levanta sérias dúvidas sobre sua legalidade à luz do direito internacional. Países da América Latina, além de potências como Rússia e Irã, condenaram a ação e pediram respeito à soberania venezuelana. Isso traz uma insegurança geopolítica enorme para a região, principalmente devido ao enorme poderio militar da nação agressora.
O episódio reacende memórias de intervenções estrangeiras no continente e aprofunda o temor de que a América do Sul volte a ser tratada como zona de influência militar, à revelia da autodeterminação e da soberania dos povos de todo o continente.
Brasil acompanha crise e reforça atenção na fronteira
O ataque ocorre a poucos quilômetros da fronteira brasileira. A Venezuela é país vizinho direto do Brasil, com extensa linha fronteiriça no estado de Roraima, o que transforma o conflito em uma questão de segurança regional.
Até o momento, o governo brasileiro não confirmou oficialmente uma operação militar específica relacionada ao episódio, mas fontes da área de defesa e reportagens especializadas indicam que as Forças Armadas do Brasil mantêm atenção redobrada na fronteira norte, sobretudo para:
- Evitar a entrada irregular de militares venezuelanos armados;
- Conter possíveis rotas de fuga de grupos ligados ao narcotráfico;
- Monitorar um eventual novo fluxo migratório em massa.
O Exército brasileiro já mantém presença reforçada na região por meio da Operação Acolhida, criada para lidar com a crise humanitária venezuelana. Com a escalada militar, cresce a preocupação de que o conflito amplifique tensões sociais, pressões logísticas e riscos à segurança em municípios como Pacaraima e Boa Vista.
Silêncio institucional e prudência diplomática
O Palácio do Planalto, até o fechamento desta reportagem, adotou postura cautelosa. Em manifestações anteriores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia alertado que qualquer intervenção militar estrangeira na Venezuela poderia ter consequências “catastróficas” para a região.
Diplomatas brasileiros defendem que a crise seja tratada por meios políticos e multilaterais, evitando uma escalada que possa comprometer a estabilidade continental.
Um precedente perigoso
Mais do que um episódio isolado, o ataque dos Estados Unidos à Venezuela representa um precedente grave. A naturalização de ações militares unilaterais contra países soberanos da América Latina fragiliza o sistema internacional, expõe populações civis e ameaça a paz regional.
Para o Brasil, maior país da América do Sul, o episódio não é distante nem abstrato. Trata-se de uma crise que bate à porta, exige vigilância, responsabilidade diplomática e compromisso com a soberania dos povos.
URGENTE! A Venezuela sofre uma agressão militar dos EUA, com ataques que atingem a população civil da capital Caracas sob o comando de Donald Trump. O imperialismo exporta guerra e destruição, da Palestina à América Latina. Ataque merece repúdio e condenação rápida. É um ataque a… pic.twitter.com/Pkw17MWK94
— Paulo Pimenta (@Pimenta13Br) January 3, 2026
- Esta reportagem segue em atualização, à medida que novas informações oficiais forem confirmadas por fontes independentes e/ou institucionais, publicaremos novas atualizações. Se você está na região e tiver fotos e/ou relatos sobre a ação estadunidense, repercussão e desdobramentos, envie e-mail para: sulpost@outlook.com.br ou através do WhatsApp abaixo.
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
— Lula (@LulaOficial) January 3, 2026
Atacar países, em…

Nenhum comentário:
Postar um comentário