Entre axé, gratidão e reconhecimento popular, o bruxo capricorniano transformou o próprio aniversário em um gesto coletivo de fé, memória e afeto que atravessa telas, fronteiras e gerações
O dia 5 de janeiro amanheceu com um simbolismo especial para milhares de pessoas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Não apenas por marcar a primeira segunda-feira útil do ano, mas por celebrar a vida de Chik Jeitoso, que completou 56 anos cercado por mensagens de carinho, reconhecimento e fé. Um aniversário que foi além da data no calendário — tornou-se um ritual coletivo de gratidão.
Conhecido por sua espiritualidade plural, pela palavra direta e pelo jeito simples de acolher quem o acompanha, Chik escolheu dividir esse momento com o público que construiu ao longo de décadas. Em mensagem publicada nas redes sociais, agradeceu a Deus, aos orixás e às inúmeras demonstrações de afeto recebidas. “É uma emoção muito grande”, disse, com a voz carregada de sentimento, ao lembrar que são 46 anos de caminhada espiritual, “queimando vela, fazendo feitiço”, sempre guiado pelo amor e pelo respeito à fé do outro.
Mais do que números, Chik falou de vínculo. Agradeceu as felicitações, os presentes, as orações, as mentalizações e até a torcida silenciosa — muitas vezes anônima — que o acompanha há tantos anos. Um público que não se limita ao Brasil e que hoje se espalha por mais de 200 países, conectado por lives, vídeos e mensagens que misturam espiritualidade, humor e humanidade.
A força dessa presença não ficou restrita às redes sociais. O aniversário do bruxo também foi lembrado na televisão aberta. Durante o Brasil Urgente, da Band, o âncora do Balanço Geral Paraná, Val Santos, fez questão de mandar um abraço ao vivo, em tom descontraído e afetuoso. Brincou com a idade — “uns 135 ou 140 anos” — e agradeceu pela audiência fiel, destacando que Chik está sempre assistindo, comentando e compartilhando o programa.
O aniversário de Chik Jeitoso, assim, não foi apenas uma celebração pessoal. Foi a reafirmação de uma trajetória construída entre o sagrado e o cotidiano, entre saberes ancestrais e a linguagem do presente. Um homem que fala de fé sem dogmas, que se despede com “um beijo, um xé, um lalá” e que, aos 56 anos, segue despertando curiosidade, respeito e afeto.
Em tempos de pressa e descrença, Chik lembra que espiritualidade também é escuta, gratidão e permanência. E que alguns aniversários não marcam apenas o passar dos anos — marcam a força de quem segue caminhando junto.


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