quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Quando o esgoto chega à cozinha do poder

Requião Filho ironiza denúncias na Sanepar, cobra investigação e diz que o Paraná não aguenta mais escândalos empurrados para debaixo do tapete

Reprodução/X

O tom foi de indignação, mas também de ironia amarga — daquela que nasce quando a paciência coletiva começa a se esgotar. O deputado estadual e pré-candidato ao Governo do Paraná, Requião Filho (PDT), reagiu duramente às denúncias de corrupção envolvendo a Sanepar e integrantes do governo de Ratinho Jr (PSD), após o vazamento de um novo áudio que sacudiu os bastidores do Palácio Iguaçu.

“A gente não imaginava que o esgoto da Sanepar estava tão fedido e tão sujo”, disparou o parlamentar, em uma fala que rapidamente ganhou repercussão política. A metáfora não foi gratuita. Para Requião Filho, o conteúdo revelado aponta para algo que ultrapassa a esfera técnica da estatal e invade o coração do poder estadual.

Nesta terça-feira (6), um novo áudio vazado sugere que um ex-diretor da Sanepar teria chantageado o governador Ratinho Jr para se manter no cargo, ameaçando revelar um suposto esquema de corrupção. Segundo Requião Filho, a gravidade não está apenas no conteúdo, mas no local simbólico onde tudo teria ocorrido.

“A expressão ‘dentro da cozinha’ significa algo de casa, próximo de nós. E parece que o esgoto da Sanepar chegou à cozinha do governador, lá dentro da Casa Civil, lado a lado com o gabinete do governador”, afirmou. Na sequência, o deputado foi ainda mais direto ao interpretar o teor do áudio:

“O tal do Stabile seria demitido, mas foi ao Palácio, chantageou e ameaçou entregar todo o esquema de corrupção. É isso que diz o áudio. O que vocês acham? É muito escândalo, um em cima do outro”, criticou.

Para além da crítica política, Requião Filho fez questão de falar como cidadão. Disse falar como paranaense que acompanha, há anos, denúncias que surgem, desaparecem e raramente são esclarecidas até o fim. Para ele, o momento exige algo que vai além do jogo de versões: exige investigação.

“Eu, paranaense, e você queremos ver o fim disso. Precisa ser investigado e passado a limpo. Tem corrupção? Tem caixa dois? Quem se beneficiou? Quem levou dinheiro?”, questionou o deputado, defendendo a apuração rigorosa dos áudios e a punição de todos os envolvidos, doa a quem doer.

A crise na Sanepar, agora atravessada por denúncias políticas e suspeitas de chantagem dentro do Palácio, reforça um sentimento que cresce nas ruas: o de que o Paraná precisa de respostas claras. Quando o “esgoto”, como disse Requião Filho, chega à cozinha do poder, já não é mais apenas um problema técnico — é um teste de transparência, responsabilidade e respeito ao cidadão.

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