quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Cadê minha picanha?

Brasil em 1º de janeiro de 2026: um país que acorda entre prisões, economia e escolhas para o ano que começa
 

Saída do ex-presidente Jair Bolsonaro do hospital em que estava internado após fazer cirurgia. Foto: Rafael Calado/TV Brasil
Bolsonaro deixa hospital para voltar à prisão - Rafael Calado/TV Brasil

O primeiro dia do ano no Brasil não foi de marasmo. Ao contrário: despertou em cada canto do país debates profundos sobre justiça, dignidade no trabalho, e o rumo da política econômica em 2026. Em um país marcado por tensões recentes, a manhã de ontem trouxe manchetes que ressoam na vida de milhões de famílias e no coração de nossa democracia.

Justiça: Bolsonaro deixa o hospital e retorna à prisão

A trajetória de Jair Bolsonaro, ainda hoje figura central do debate político brasileiro, ganhou mais um capítulo que moldou as páginas deste 1º de janeiro. Depois de passar por cirurgia de hérnia e receber alta hospitalar, o ex-presidente retornou à prisão em Brasília, onde cumpre uma pena de 27 anos por envolvimento em ações que atentaram contra a ordem democrática do país.

O Supremo Tribunal Federal rejeitou seu pedido de prisão domiciliar por questões de saúde — insistindo que a aplicação da lei não pode ser relativizada por status ou por postal de campanha. Esse episódio marcou uma virada íntima e pública: a Justiça reafirmou que, por mais controversa que seja a figura, as regras do Estado de Direito se aplicam a todos de forma igualitária.

Para muitos brasileiros, a imagem de Bolsonaro embarcando em um comboio de volta ao cárcere simbolizou um momento de confronto direto entre a memória tumultuada do passado e a necessidade de olhar para frente, com instituições que funcionam.

Economia que toca a vida: novo salário mínimo começa a valer

Enquanto Brasília testemunhava cenas de tribunal e presídio, na economia a notícia que mais impactou o cotidiano de trabalhadores e trabalhadoras foi outro reajuste que entrou em vigor: a partir de ontem, o salário mínimo passou a ser de R$ 1.621,00.

Esse novo valor representa um aumento real no poder de compra — uma conquista ainda modesta, mas significativa em um país onde a renda do trabalho é a base da vida de milhões de brasileiros e brasileiras. Esse piso, publicado no Diário Oficial da União, recompõe parte das perdas históricas do salário mínimo e marca o quarto ano consecutivo de valorização real acima da inflação.

Há quem aponte projeções ainda maiores para esse indicador quando considerados números preliminares da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Mas, no dia de ontem, o que impactou famílias desde o Nordeste até o Sul foi a realidade do novo piso, que já começou a circular na economia e a dar fôlego a trabalhadores informais, aposentados e quem depende diretamente desse valor para sobreviver.

Orçamento aprovado com vetos: sanção de Lula equilibra contas e política

Nas sombras das celebrações de ano novo, Brasília também viu a sanção oficial da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto, aprovado pelo Congresso no último dia do ano, foi publicado com uma série de vetos — entre eles o corte no reajuste do Fundo Partidário que estava previsto inicialmente. Esse movimento sinaliza a tentativa do governo de conciliar responsabilidade fiscal com a necessidade de investimento em áreas sociais e econômicas essenciais para o país em um ano eleitoral.

Para analistas e leitores que acompanham Brasília de perto, a sanção com veto representa um gesto político — de oferecer ajustes à máquina pública, mantendo as prioridades sociais e o diálogo com a sociedade civil organizada.

House of Cards

Nosso país entrou em 2026 com cenas que poderiam facilmente compor um romance político: um ex-presidente retornando à prisão em um dia simbólico; um piso salarial que pulsa no bolso das famílias; e decisões orçamentárias que mostram quanto o país ainda busca equilíbrio entre justiça, crescimento e responsabilidade pública. Muitas pessoas comparam o fim da era bolsonaro com o fim abrupto do seriado House of Cards, da Netflix. É vida que segue na retomada da economia e do crescimento do Brasil, pois o governo Lula fechou 2025 com chave de ouro, e acima de tudo responsabilidade fiscal. Sim, o Brasil está fazendo sua lição de casa mas temos muito que melhorar.

Seja nas preocupações domésticas em torno do salário mínimo, seja na reflexão sobre os padrões de nossa Justiça e da nossa economia, o Brasil de ontem pede uma leitura que vá além das manchetes — uma leitura que entenda o presente sem perder de vista o futuro do país. E na Modesto opinião desse jornalista que vos informa, Ah tão consagrada, mas ao meu ver demagógica independência do Banco Central, é o que mais atravanca o progresso da nossa nação.

Picanha cara e juros impagáveis

Os juros no país estão simplesmente impraticáveis e impagáveis, isso somado à carga tributária, que mesmo desonerada, se mostra contundente no rodapé da nota fiscal da farmácia e do supermercado, se alimenta do suor do trabalhador é trabalhadora brasileira sem dó nem piedade.

Cortes pequenos nas taxas de juros não vão devolver a saúde financeira à população, e com o poder de compra comprometido só um corte maior de impostos sobre produtos industrializados pode garantir que as pessoas tenham mais na mesa além de apenas de feijão e arroz.

Sinceramente eu espero conseguir comer mais picanha esse ano uma promessa que o governo Lula, o qual após considerar melhor que o país já teve ainda não conseguiu cumprir. A população quer carne no prato e, aquela cervejinha do final de semana, também ficou mais cara e o churrasco continua minguado.

O maior produtor de carne bovina do mundo precisa primeiro alimentar seu próprio povo para depois vender ao resto do planeta. Não há justificativa para nós brasileiros e brasileiras continuarmos sendo privados da ingestão de proteína animal devido aos preços absurdos. 

Atualizado em 02/01/2026, às 10h33

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