Na sexta-feira (5), o Pix bateu um novo recorde histórico — 313,3 milhões de transações em apenas 24 horas, movimentando R$ 179,9 bilhões
Por Ronald Stresser — 06 de dezembro de 2025
| © Marcello Casal Jr/Agência Brasil |
Para quem vive do comércio, foi mais que estatística: foi um sinal de que as pessoas estão de volta às ruas, abrindo portas, comprando de novo — e com confiança suficiente para movimentar dinheiro de forma rápida e segura. Em bairros de capitais e cidades médias por todo o país, pequenos lojistas relatam dias mais agitados, estoques voltando a girar, caixas registradoras voltando a “tilintar”.
“As encomendas pela internet não param, o caixa bombou desde a hora que abrimos”, conta a dona de uma pizzaria, em Curitiba, capital do Paraná— ela é mais uma personagem típica desse momento. Não é apenas um pagamento: é a vida comum voltando.
Pix: mais que um app, um termômetro de confiança
Desde a sua criação, o Pix transformou a lógica de pagamentos no Brasil. Hoje, com 178,9 milhões de usuários — entre pessoas físicas e jurídicas — o sistema se firmou como infraestrutura digital pública essencial.
Mas o recorde desta semana não é só um número: ele tem um peso simbólico. Representa a fluidez da economia, a disposição de empresas para operar com agilidade, e a confiança de consumidores em usar o sistema — sem medo. Isso, aparentemente, reflete uma percepção mais ampla de estabilidade: bancos funcionando, empresas abrindo, pagamentos fluindo, salários sendo pagos em dia.
No discurso oficial, o Banco Central do Brasil (BC) interpretou o salto como “uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para o funcionamento da economia nacional”.
Da economia girando à sensação de segurança
Em diversos setores — comércio, prestação de serviços, pequenas fábricas, serviços domésticos — o movimento recente foi de otimismo. Há um sentimento crescente de que “as coisas podem funcionar” no Brasil: de que contratos podem ser honrados, salários pagos, fornecedores acreditados.
Para muitos empreendedores, pagar e receber via Pix rapidamente simplifica o fluxo de caixa, permitindo reinvestimentos imediatos — em estoque, funcionários ou expansão. Para trabalhadores informais e pequenos prestadores de serviço, é garantia de renda mais rápida e confiável.
Esse dinamismo colabora para restaurar uma noção de segurança jurídica e econômica: contratos sendo feitos, contas sendo quitadas, confiança renovada no “funcionamento” do dia a dia.
O Pix como espelho de um Brasil que volta a acreditar
O recorde explosivo de transações — e a recorrência de picos nas últimas semanas — aparecem como um termômetro: não apenas de uso digital, mas de um país que começa a operar com mais confiança.
Para quem paga com Pix, o sistema representa agilidade e praticidade. Para quem vende, representa vendas rápidas e garantidas. Para quem organiza seus gastos, representa controle e segurança.
E no fim das contas, representa algo além de finanças: representa esperança. Esperança de que um país que patinava reconecte seus elos — entre cidadãos, empreendedores, consumidores, instituições. Que a economia não seja vista como número distante, mas como o som do comércio, das lojas abrindo, dos cafés cheios, dos boletos quitados, dos sonhos reatados.
Reflexos para 2026
Quando o país vai bam a popularidade do Presidente da República sobe. É verdade que no quesito popularidade o Lula já esteve muito melhor em mandatos anteriores, entretanto você mostra imbatível no ano que vem.
Os dados mais recentes da pesquisa Datafolha (6 de dezembro de 2025) mostram que a avaliação da gestão do Luiz Inácio Lula da Silva segue dividida: 32% consideram governo como ótimo ou bom, 37% como ruim ou péssimo, e 30% o classificam como regular. Outros 49% aprovam o desempenho pessoal de Lula como presidente, enquanto 48% o desaprovam — um empate técnico dentro da margem de erro.
Esse contexto evidencia que, mesmo com índices modestos de aprovação formal, há setores da sociedade — especialmente entre consumidores e empreendedores — que parecem enxergar além dos números: enxergam um novo ritmo de vida e de negócios, renovada confiança no papel das instituições e na capacidade de o país reativar sua economia a partir de iniciativas cotidianas como pagar um café ou vender uma mercadoria via Pix.

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