Adrian Smith aparece sem aviso na Bodebrown, no Hauer, e transforma lançamento de cerveja em momento raro para fãs de heavy metal
O barulho era de copos, conversa solta, risadas e a banda afinando ao fundo. Nada fora do comum para uma quinta-feira num bar curitibano — até deixar de ser. De repente, do nada, sem anúncio prévio, quem subiu ao palco da Bodebrown foi Adrian Smith, guitarrista do Iron Maiden.
E o que seria apenas um evento de lançamento de cerveja virou uma cena improvável: um dos nomes mais respeitados do heavy metal tocando de perto, sem barreiras, quase como quem resolve esticar a noite entre amigos.
Quando a surpresa toma o palco
A apresentação não estava no roteiro. Smith apareceu na fábrica da cervejaria, no Hauer, participou do evento e, em um movimento simples — mas carregado de significado para os fãs — pegou a guitarra.
O público, ainda tentando entender o que acontecia, reagiu no impulso. Vieram os primeiros acordes. “Wasted Years”. E ali já não era mais só um evento promocional.
Ao lado dele, músicos que também circulam pela cena internacional: Richie Kotzen, a baixista Julia Lage e o baterista Bruno Valverde. A “canja” ganhou corpo, peso e volume.
Uma relação que já vem de longe
A conexão entre o Iron Maiden e Curitiba não nasceu ali. A Bodebrown mantém uma parceria consolidada com a banda, responsável por uma linha de cervejas inspiradas no universo do grupo — já são seis rótulos desenvolvidos ao longo dos anos.
O mais recente, “Run For Your Lives”, chega embalado pela turnê atual e foi justamente o ponto de partida para o encontro na fábrica.
Não é a primeira vez que integrantes da banda passam pelo espaço. Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, já esteve na cervejaria em outras ocasiões — visitas que ajudaram a consolidar essa ponte curiosa entre o metal britânico e a produção artesanal curitibana.
O que era evento virou memória
A apresentação surpresa aconteceu durante o pré-lançamento da cerveja. O evento principal, com programação mais ampla, estava previsto para o dia seguinte, com entrada gratuita e shows completos. Mas, na prática, para quem estava ali naquela noite, pouco importava o calendário oficial.
O que ficou foi o instante — breve, intenso e inesperado — de ver um guitarrista de uma das maiores bandas do mundo tocando a poucos metros de distância, em um palco improvisado de cervejaria. Curitiba, mais uma vez, entrou nesse mapa afetivo do bom e velho heavy metal curitibano. Este 23 de abril, mostrou que em Curitiba, São Jorge — na Umbanda, Ogum — também é o protetor dos metaleiros.


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