Obra aguardada há décadas se aproxima da entrega enquanto visita de Chik Jeitoso traduz sentimento de gratidão de quem acompanha essa espera histórica — bruxo diz que quem passar na ponte vai ter sorte
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| Chik Jeitoso - Divulgação |
O céu aberto sobre a Baía de Guaratuba já não é o mesmo cenário de antes. Há algo novo atravessando o horizonte — não apenas concreto e aço, mas a sensação de que uma espera antiga está chegando ao fim.
A Ponte de Guaratuba entra em sua última semana de obras com ritmo contínuo, inclusive durante o feriado de Tiradentes. No local, o movimento é de conclusão: menos máquinas pesadas, mais ajustes finos. É o tipo de etapa que não chama atenção à distância, mas define o momento da entrega.
Reta final com foco técnico
As equipes concentram esforços nos acabamentos e na preparação da estrutura para inauguração, prevista para o dia 29 de abril. Entre os serviços em andamento estão:
- execução de meio-fio
- implantação de juntas de dilatação
- finalização da capa asfáltica
- limpeza e organização do canteiro
No lado de Matinhos, a ligação com a rodovia avança com terraplanagem, pavimentação e instalação de dispositivos de segurança. Já em Guaratuba, na região de Caieiras, as alças de acesso entram na fase final, redesenhando o fluxo que por décadas dependeu exclusivamente do ferryboat.
Ao mesmo tempo, o espaço começa a ser preparado para a cerimônia de inauguração — um indicativo claro de que a obra sai do campo técnico e entra no calendário oficial.
Uma espera de décadas prestes a terminar
Com 1.240 metros de extensão e investimento superior a R$ 400 milhões, a ponte representa uma das maiores intervenções de infraestrutura do Paraná nos últimos anos.
Serão quatro faixas de tráfego, além de ciclovia e passagem para pedestres. A travessia entre Guaratuba e Matinhos, hoje sujeita a filas e horários, deve passar a durar cerca de dois minutos.
Mais do que encurtar distâncias, a estrutura altera o ritmo do litoral — impactando turismo, economia e a própria dinâmica da região.
Um olhar que traduz o sentimento coletivo
Foi nesse cenário, já marcado pela expectativa da entrega, que o influenciador espiritualista Chik Jeitoso passou pelo local e registrou um vídeo simples, direto, sem produção elaborada — mas carregado de significado.
“Tem que dar parabéns ao governador Ratinho Júnior. Quantos anos esperando essa ponte… é real, existe… olha que maravilha”, diz, enquanto observa a estrutura à bordo do antigo ferryboat .
A fala, espontânea, ecoa algo que vai além de uma opinião individual. Ela condensa o sentimento de quem acompanhou por anos - o bruxo tem casa no litoral paranaense - a promessa da ponte e agora vê a obra concretizada.
Há ainda um elemento que chama atenção entre seguidores: Chik Jeitoso já havia mencionado, anteriormente, que a construção da ponte aconteceria durante o governo de Ratinho Júnior — algo que seus admiradores passaram a destacar com a proximidade da inauguração.
Da obra à paisagem
Durante o vídeo, ele observa um detalhe curioso:
“Os iates, os barcos vêm aqui para fazer foto e vídeo…", e bruxo Jeitoso diz que: "a ponte não é Fake News, ela é real, é a sétima maravilha do Paraná, do Brasil e do mundo.
A frase revela um movimento silencioso. Antes mesmo da inauguração, a ponte já se tornou ponto de observação, cenário, referência visual no litoral.
É o momento em que uma obra pública deixa de ser apenas infraestrutura e passa a integrar o cotidiano — e o imaginário — das pessoas. Ela veio para definitivamente fazer parte da paisagem na Bahia de Guaratuba.
Ponte da Sorte
Consultado pelo Sulpost, Chik afirmou mais uma vez — como já vêm dizendo há algum tempo — que a Ponte de Guaratuba vai atrair muita sorte. Ele inclusive nos ensinou uma simpatia, para quem atravesse a ponte:
"Vou te contar um segredo ... pra quem passar a primeira vez na ponte, faz um pedido na ida e um pedido na volta, porque quem passar a primeira vez por essa ponte que vai ter muita sorte", e completa que "e quem alcançar a graça, para que ela seja abençoada, doar três cestas básicas assim que alcançar a benção."
A obra está sendo inaugurada no mês de São Jorge, sincretizado com o orixá Ogum, que além de proteger as construções e edificações contra as forças da natureza, também é a deidade do panteão afro-brasileiro responsável por abrir os caminhos.
Entre entrega e reconhecimento
Na reta final, a Ponte de Guaratuba já não representa apenas uma solução logística. Ela carrega o peso de uma espera longa e o alívio de uma entrega concreta.
Entre máquinas que finalizam os últimos detalhes e visitantes que param para olhar, fotografar ou simplesmente contemplar, forma-se um consenso silencioso: a travessia, agora, não é mais uma promessa. É realidade — e começa a ser reconhecida como tal.


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