O clima típico de Guarapuava não passa despercebido — ele molda o ritmo da cidade, desenha a paisagem e, agora, começa a dar origem a novos sabores. Entre colinas e geadas frequentes, nasce um vinho ainda fora do mercado, mas já carregado de identidade: o Casa Jordão
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| Ilustração: IA/Sulpost |
A novidade ganhou visibilidade após a deputada Gleisi Hoffmann publicar um vídeo direto da propriedade da família. Em tom espontâneo, ela apresenta o projeto conduzido pelo irmão Juliano e pela cunhada Bianca.
“Eu tô aqui em Guarapuava, na casa do meu irmão Juliano, da minha cunhada Bianca. E eu vim aqui provar um vinho, um vinho que eles fabricam, Casa Jordão. É a primeira safra.”
Produzido de forma artesanal, o vinho é um Pinot Noir que ainda não chegou ao mercado. Segundo a própria deputada, trata-se de um projeto em fase inicial, mas já promissor:
“O vinho é uma delícia. Ainda não tá tão forte no mercado, mas logo vai ficar.”
A fala reforça algo que vai além da experiência pessoal. O Casa Jordão nasce dentro de um movimento maior, que vem ganhando força no interior do Paraná.
Paraná no mapa do vinho
Tradicionalmente lembrado por outras cadeias do agronegócio, o Paraná começa a se firmar como uma nova fronteira da vitivinicultura brasileira. E não por acaso.
Regiões como Guarapuava reúnem condições naturais ideais: altitude elevada, temperaturas mais baixas e boa amplitude térmica. Esse conjunto favorece o cultivo de uvas de alta qualidade, especialmente variedades mais sensíveis como a Pinot Noir.
Nos últimos anos, produtores locais têm apostado nesse potencial. Muitos deles, como no caso do Casa Jordão, surgem a partir da agricultura familiar e avançam de forma gradual, com foco em qualidade e identidade regional.
“A gente tá junto com uma associação agora, vários produtores envolvendo a vitivinicultura aqui em Guarapuava.”
A organização em associações é um dos sinais mais claros de maturidade do setor. Ela indica que a produção deixou de ser isolada e começa a ganhar escala, articulação e perspectiva de mercado.
Da produção familiar ao mercado
Ainda sem comercialização oficial, o Casa Jordão representa esse estágio inicial — quando o vinho nasce primeiro como expressão da terra e da família, antes de chegar às prateleiras.
Ao destacar o projeto, Gleisi também chama atenção para o impacto econômico desse tipo de iniciativa:
“A produção de vinho gera emprego, gera renda. É muito importante.”
Pequenos produtores, organizados e apoiados por condições naturais favoráveis, ajudam a construir um novo capítulo para o Paraná — um estado que começa a transformar seu clima e sua terra em vinhos de qualidade cada vez mais reconhecida.
O Casa Jordão ainda não chegou ao mercado. Mas, como toda boa primeira safra, já sinaliza o que pode vir pela frente.


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