Pré-candidato do PDT simboliza a possibilidade real de iniciar um novo ciclo político no Estado, com denúncias consistentes, oposição ativa e diálogo direto com um eleitorado cansado de polarização
Por Ronald Stresser — editorial para o Sulpost — 02 de fevereiro de 2026
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| Reprodução/Redes Sociais |
Há eleições que apenas alternam nomes. E há aquelas, mais raras, que colocam em disputa modelos de Estado, prioridades e valores. No Paraná, a corrida ao Palácio Iguaçu em 2026 começa a se desenhar como essa segunda hipótese. E, nesse cenário, a pré-candidatura do deputado estadual Requião Filho (PDT) surge como chance real de romper um ciclo político que vem se mantendo quase intacto, apesar das mudanças de discurso e de personagens, desde a eleição de Beto Richa em 2010, num ciclo que já dura 15 anos.
Não se trata de ruptura fora das regras. Pelo contrário. O que está em jogo é a possibilidade de uma transição legítima, democrática e eleitoralmente construída, lembrando que é sempre melhor para o estado quando o governador trabalha em parceria com o governo federal e não na oposição, como tem acontecido de forma quase que debochada em nosso estado.
Este ano as eleitoras e eleitores vão ter uma chance real de fazer o Paraná humano outra vez, através da soberania do voto construído com a inteligência do eleitor paranaense — cada vez mais atento e crítico às consequências de políticas neoliberais adotadas pelo atual governo estadual.
Falta de sincronia com o modelo vigente
Nos bastidores e nas ruas, cresce a percepção de que parte significativa da população já não se reconhece nas decisões tomadas pelo governo Ratinho Junior. Privatizações, terceirizações, flexibilização de serviços públicos, militarização das escolas públicas e uma lógica de gestão que trata o Estado como empresa passaram a gerar ruídos sociais difíceis de ignorar.
É nesse espaço que Requião Filho vem construindo sua identidade política: não como outsider improvisado, mas como oposição orgânica, institucional e combativa, capaz de dialogar com servidores públicos, trabalhadores urbanos, juventude, ambientalistas e setores produtivos que acreditam que desenvolvimento não pode andar separado de justiça social.
Segundo um especialista ouvindo pelo Sulpost, o deputado é um homem versátil e atualizado, preparadíssimo para elevar o Paraná a outro patamar de desenvolvimento humano, pois não trabalha as políticas sociais do governo Lula, entretanto tem criticado os possíveis desacertos. Dessa forma já conquistou a atenção do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin — inclusive Alceni Guerra (PSB), estaria sendo sondado para vice na chapa de Requião Filho.
Denúncias que incomodam os palacianos
A atuação de Requião Filho na Assembleia Legislativa tem sido marcada por denúncias consistentes, formalizadas e documentadas, que vão além do discurso retórico. Entre elas, três casos simbolizam o desgaste do atual modelo de gestão estadual, que ao ver de alguns é ao melhor estilo Paulo Guedes, com a granada já sem pino no bolso do servidor.
Sanepar e suspeitas de desvios — O deputado está entre os parlamentares que acionaram o Ministério Público e a Polícia Federal para apurar indícios graves envolvendo a Companhia de Saneamento do Paraná. As denúncias citam possíveis esquemas de corrupção, caixa dois e uso político da estatal. Não é um debate abstrato: saneamento básico impacta diretamente saúde pública, meio ambiente e qualidade de vida.
Vazamento de dados de pais e alunos da rede estadual — Outro ponto sensível levantado por Requião Filho diz respeito ao possível uso indevido de dados pessoais de estudantes e responsáveis, em aparente violação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A denúncia escancara o risco de confundir gestão pública com interesses políticos, miscuindo o corporativo com a coisa pública.
A engorda falhada da praia de Matinhos — Talvez um dos símbolos mais visíveis de gestão mal planejada. O projeto milionário de engorda da orla, vendido como solução definitiva para a erosão marítima, possibilidade de impactos ambientais, questionamentos técnicos e frustração da população local. Requião Filho foi um dos parlamentares que denunciaram irregularidades, falta de transparência e ausência de estudos conclusivos. O mar levou a areia — e com ela a confiança em soluções improvisadas e caras.
As denúncias não são isoladas. Elas fazem parte de um quadro mais amplo, quicá gerado por vícios de gestão, prováveis falhas onde decisões centralizadas e pouco dialogadas acabam cobrando seu preço no dia a dia da família paranaense. Como disse dona Marta: têm muito chefe pra pouco índio.
Quando o problema aparece na rua
Enquanto grandes projetos — ao melhor estilo mini-Dubai — falham no litoral, problemas básicos seguem aparecendo nos centros urbanos. Em Curitiba, episódios recentes de vazamento de esgoto em vias comerciais, próximos a restaurantes e áreas de circulação intensa, voltaram a expor fragilidades na gestão do saneamento.
Situações assim ajudam a traduzir, para o cidadão comum, aquilo que muitas vezes parece distante no debate político: quando a gestão falha, o impacto chega na calçada, no cheiro, na saúde. É como diz o velho ditado Shakespeariano: há algo de podre no reino da Dinamarca.
PDT, tradição e presente
A filiação de Requião Filho ao PDT não é apenas um movimento eleitoral. O partido carrega histórico de protagonismo no Paraná. Já governou o Estado com Jaime Lerner e Curitiba com Rafael Greca e Gustavo Fruet, deixando marcas profundas no urbanismo, na mobilidade e na gestão pública.
Hoje, o PDT mantém uma atuação respeitada na Assembleia Legislativa, com destaque para o deputado Goura (PDT-PR), cujo trabalho é reconhecido pela coerência ambiental, diálogo social, políticas de saúde mais avançada e fiscalização permanente do Executivo.
Oposição que propõe
A construção dessa alternativa passa também pela frente de oposição ao governo Ratinho Junior, articulada na Assembleia Legislativa. Sob a liderança de Arilson Chiorato, presidente do PT Paraná, a bancada oposicionista tem exercido um papel que vai além da denúncia: aponta falhas, expõe vícios e apresenta caminhos possíveis para corrigir rumos.
A mensagem central é clara e poderosa: o Paraná não é o problema — é a solução. Os recursos, a capacidade técnica e o capital humano estão aqui. O que falta é vontade política indo ao encontro do interesse público e não de encontro, batendo de frente, porque os recursos e os talentos necessários nós temos.
Novo ciclo virtuoso possível
Requião Filho representa, hoje, mais do que uma pré-candidatura. Ele encarna a possibilidade de reconstruir a relação entre Estado e sociedade, resgatando a política como instrumento de mediação, escuta e solução — não como ferramenta de imposição.
Se o eleitorado decidir romper com o continuísmo, a oportunidade está posta. Não para aventuras, mas para um novo ciclo democrático, legítimo e paranaense, feito com diálogo, transparência, coragem de enfrentar interesses consolidados — sobretudo pelos próprios paranaenses, sem o cabresto das bolsas de valores mandando em nossas outrora companhias públicas.
A eleição de 2026 pode ser apenas mais uma. Ou pode ser o começo de outra história. O PDT é especialista em ganhar a eleição de virada e seu pré-candidato, Requião Filho realmente parece ser o mais preparado, dentro do Campo Progressista, para assumir essa missão.
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