Operação Non Olet desarticula esquema que usava contas em nome de terceiros para obter empréstimos; quadrilha movimentou mais de R$ 3 milhões em dois anos
Por trás das fachadas aparentemente comuns de contas bancárias e empréstimos rotineiros, a Polícia Federal (PF) identificou um esquema sofisticado de fraude que drenava recursos da Caixa Econômica Federal (CEF), banco público responsável por políticas sociais, penhor de jóias, loterias e crédito popular em todo o país.
De acordo com a Agência Brasil, na manhã desta terça-feira (3), agentes federais sairam às ruas da capital paulista para deflagrar a Operação Non Olet, cujo foco é desmontar uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias praticadas contra a Caixa.
Segundo informações da PF, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, com autorização da Justiça Federal. A ação tem como objetivo interromper a atuação do grupo criminoso e preservar provas que detalham o funcionamento do esquema.
Contas falsas, empréstimos reais
De acordo com as investigações, os suspeitos abriam contas bancárias em nome de outras pessoas para, a partir delas, contratar empréstimos junto à Caixa. Os valores obtidos não permaneciam nessas contas: eram rapidamente transferidos para outros integrantes da organização criminosa.
A Polícia Federal estima que, nos últimos dois anos, a quadrilha tenha movimentado mais de R$ 3 milhões por meio dessas operações fraudulentas — um prejuízo significativo não apenas para o banco estatal, mas para toda a sociedade.
Como parte da operação, a Justiça Federal determinou o bloqueio das contas bancárias investigadas, com a retenção dos valores existentes, buscando impedir novos desvios e garantir eventual ressarcimento.
Fraudes que atingem o interesse público
Mais do que um crime financeiro, a fraude contra um banco público tem impacto coletivo. A Caixa Econômica Federal é responsável pela gestão de programas sociais, recursos do FGTS, financiamento habitacional e linhas de crédito voltadas à população de baixa renda.
A Operação Non Olet se soma a outras ações recentes da Polícia Federal envolvendo a instituição. Em 15 de janeiro deste ano, a PF deflagrou uma operação para reprimir furto e receptação de computadores de agências da Caixa, crime que, segundo a corporação, causou prejuízo de R$ 1,5 milhão ao banco.
Em seu site a PF informou que as investigações seguem em andamento e que o material apreendido será analisado para identificar outros envolvidos e a extensão total do esquema criminoso. Seguimos acompanhando.
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📰 Jornalista responsável: Ronald Stresser
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