Enquanto na Venezuela há presidentes que se proclamam por vídeos e discursos, no Paraná um rapaz encontrou a própria sobrevivência — caminhou mais de 20 km sozinho, passou quatro noites na mata e só foi socorrido quando chegou a uma fazenda e pediu ajuda
| A família de Roberto agradeceu publicamente nas redes após o jovem ter sido localizado - Reprodução |
O estudante Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, decidiu subir o Pico Paraná no fim de 31 de dezembro de 2025 para assistir ao primeiro nascer do sol de 2026.
Durante a trilha, ele passou mal, separou-se do grupo e desapareceu. Sem celular ou experiência em montanhismo, sua família e equipes de resgate enfrentaram uma busca que durou quase cinco dias nas matas da Serra do Mar.
O desfecho surpreendeu: Roberto conseguiu caminhar mais de 20 quilômetros por conta própria, seguindo cursos d’água e enfrentando trilhas perigosas até chegar a uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina (PR), onde pediu ajuda.
Ele foi 'autoencontrado' com desidratação leve, hematomas e várias escoriações, mas consciente. Segundo relatos de familiares, Roberto relatou ter sobrevivido quase inteiramente com água e muita fé, dormindo na mata e seguindo o rio — até tendo que pular de uma cachoeira para poder encontrar uma saída da região de mata e chegar até na fazenda onde recebeu ajuda.
A história ganhou repercussão nacional não apenas pelo drama da busca, mas pela forma como a comunidade se envolveu — de voluntários que se arriscaram nas trilhas a moradores que fizeram orações e jejuns em solidariedade.
Um paralelo brasileiro-venezuelano
Enquanto isso, notícias internacionais registravam disputas de legitimidade política na Venezuela, com figuras políticas se autoproclamando presidentes e gerando debates sobre poder e legitimidade.
Nas redes, surgiu a ironia: “se na Venezuela há presidentes autoproclamados, no Paraná temos o jovem autoachado” — encontrando não um cargo, mas a própria rota de sobrevivência após dias perdido na mata.
A saga de Roberto é um lembrete da fragilidade e da força humana. Em meio a buscas oficiais, com helicópteros, drones, cães, especialistas e voluntárias, ele encontrou seu caminho de volta por si próprio — uma jornada que emocionou o Brasil e ressoa como símbolo da esperança, do heroísmo e da resiliência dos jovens brasileiros.

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