quinta-feira, 26 de março de 2026

Moradores da Rua Ernesto Biscardi, na CIC, reclamam da "privatização" do logradouro

Moradores da Cidade Industrial de Curitiba denunciam bloqueios e questionam restrições em via pública, levantando debate sobre o direito constitucional de ir e vir

Moradores da Rua Agostinho Brusamolin, na Cidade Industrial de Curitiba, denunciam bloqueios e questionam restrições em via pública, levantando debate sobre o direito constitucional de ir e vir

O asfalto da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) tem amanhecido sob tensão. Na Rua Ernesto Biscardi, o que antes era apenas mais uma via de circulação cotidiana passou a carregar um incômodo crescente — e coletivo. Denúncias enviadas ao Sulpost por moradores da região, por intermédio do Nelsão da Força, revelam uma sequência de intervenções que, aos poucos, estariam transformando o espaço público em algo cada vez mais restrito.

Segundo os relatos, tudo começou com a instalação de redutores de velocidade. Em seguida, vieram guaritas e a presença de segurança privada. Agora, o cenário teria avançado para bloqueios com cones, cancelas e até atuação da Guarda Municipal, impedindo ou dificultando o acesso de quem não reside diretamente no local. Para muitos, a sensação é clara: a rua estaria deixando de ser de todos.

Foto que acompanha a denuncia, enviada por moradores - Colaboração

Retrato de segregação 

Em uma das manifestações encaminhadas à Prefeitura de Curitiba, o morador Johnny Pinheiro — morador da Rua Agostinho Brusamolin — expressa a preocupação de forma direta: “Acesso à rua […] bloqueada com cancela e cones colocados devido a uma solicitação de um condomínio […] não podemos acessar […] moradores queremos uma posição oficial da regional CIC”. O relato sintetiza o sentimento de quem se vê impedido de circular por um logradouro que, por definição, é público.

O caso escancara uma discussão que vai além da CIC. O direito de ir e vir é garantido pela Constituição Federal e é inalienável a todo cidadão. Qualquer limitação ao uso de uma via pública precisa ser legal, transparente e amplamente justificada — nunca fruto de interesses isolados. Diante das denúncias, a expectativa recai agora sobre uma resposta oficial do poder público. Porque quando uma rua se fecha, o que está em jogo não é apenas o trânsito, mas o próprio acesso à cidade. Isso não fica bonito na foto. É a Curitiba de verdade, não aquela para inglês ver.

A Rua Agostinho Brusamolin, bloqueada - Colaboração 

Nelsão da Força, o morador Johnny Pinheiro e o dirigente sindical Marquinho, entregando a reclamação na regional da CIC hoje pela manhã - Divulgação - Atualizada às 12h13


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