Estudo realizado em parceria com o SMC busca mapear impactos do ambiente de trabalho na saúde mental da categoria e mobiliza trabalhadores da Grande Curitiba a participarem do levantamento
O desgaste silencioso das linhas de produção, a pressão diária por metas, o cansaço acumulado e os impactos emocionais da rotina industrial começaram a ganhar voz em uma importante pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC).
O estudo pretende analisar os fatores psicossociais que afetam a saúde mental dos trabalhadores e trabalhadoras da indústria metalúrgica de Curitiba e Região Metropolitana, criando uma base concreta para futuras ações de prevenção, promoção da saúde e melhoria das condições de trabalho no setor.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Fernanda Moura D’Almeida Miranda e pelo pesquisador Victor Hugo Figueroa Ardila, do programa de pós-graduação em Enfermagem da UFPR.
Questionário quer retratar a realidade das fábricas
Os participantes responderão questionários sobre rotina profissional, ambiente de trabalho, fatores psicossociais, participação sindical e aspectos relacionados à saúde mental.
A coleta será realizada de forma online e o preenchimento leva entre 30 e 50 minutos. Segundo os pesquisadores, todas as respostas são anônimas e utilizadas exclusivamente para fins científicos, sem qualquer identificação individual dos participantes.
Para trabalhadores que não se sintam confortáveis em responder virtualmente, também haverá possibilidade de entrevista presencial no campus Jardim Botânico da UFPR, em Curitiba, sem custos de deslocamento ao participante.
Mobilização nas fábricas
A direção do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba iniciou uma mobilização junto aos diretores sindicais e trabalhadores para ampliar o alcance da pesquisa dentro das fábricas.
Em mensagem enviada às lideranças sindicais, o vice-presidente do SMC, Nelsão da Força, pediu empenho coletivo na divulgação do estudo e destacou a importância da participação dos trabalhadores para validar a iniciativa.
Segundo Nelsão, os diretores devem gravar vídeos incentivando trabalhadores e trabalhadoras a responderem os questionários, além de conversar diretamente nas empresas sobre a relevância da pesquisa.
“É importante estimular e valorizar o preenchimento do questionário, porque é isso que vai validar essa parceria e essa pesquisa.”
A expectativa é que o levantamento ajude a construir um retrato mais fiel das condições emocionais e psicológicas enfrentadas pelos metalúrgicos da região, permitindo o desenvolvimento de políticas mais eficazes de proteção à saúde do trabalhador.
A Fernanda Queiroz, do SMC, esposa do Nelsão, já gravou o vídeo dela, fazendo a convocatória:
Pesquisa pode ajudar na construção de ambientes mais saudáveis
Os pesquisadores afirmam que compreender os fatores psicossociais relacionados ao trabalho é fundamental para enfrentar adoecimentos mentais, reduzir situações de sofrimento emocional e contribuir para ambientes laborais mais humanos e saudáveis.
Além de levantar dados sobre a realidade da categoria, o estudo poderá subsidiar futuras ações de prevenção, acolhimento e promoção da saúde no setor metalúrgico.
Os trabalhadores interessados em esclarecer dúvidas sobre a pesquisa podem entrar em contato pelos e-mails:
- fernandamiranda@ufpr.br
- victor.figueroa@ufpr.br
Informações sobre direitos dos participantes também podem ser obtidas junto ao Comitê de Ética em Pesquisa da UFPR:
- cometica.saude@ufpr.br
🔗 Clique aqui para preencher o formulário e responder a pesquisa. Ou escaneie o QR Code mais abaixo. Sua participação é fundamental.



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