quinta-feira, 7 de maio de 2026

Mobilização garante avanço: metalúrgicos da Dex aprovam PLR com mínimo de R$ 24 mil em dois anos

Assembleia coordenada por Nelsão da Força reforça peso da organização da base na Campanha Salarial 2026 do SMC

Mobilização garante avanço: metalúrgicos da Dex aprovam PLR com mínimo de R$ 24 mil em dois anos. Assembleia coordenada por Nelsão da Força reforça peso da organização da base na Campanha Salarial 2026 do SMC.

O frio típico das manhãs de maio ainda tomava conta da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), quando os sindicalistas distribuíam ao trabalhadores da Dex o informativo. Aos poucos os metalúrgicos começaram a se reunir em frente ao portão da empresa para a votação.

A assembleia aconteceu na manhã desta quinta-feira (7). Aos poucos, o barulho da chegada para o turno deu espaço para outro movimento já conhecido nas últimas semanas: a Campanha Salarial 2026 do SMC.

No centro da roda, coordenando a votação e conduzindo a conversa com os trabalhadores, estava o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), Nelson Silva, o Nelsão da Força.

Não era um ato isolado. Quem acompanha a campanha desde o começo do ano já se acostumou a ver o dirigente sindical circulando entre fábricas, assembleias e negociações, sempre defendendo reajustes mais justos, melhores condições de trabalho e valorização salarial da categoria.

A votação aconteceu às 8h00, e mais uma vez, a mobilização terminou com resultado positivo para os trabalhadores.

Vitória aprovada na porta da fábrica

A proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), construída entre representantes da empresa e diretores sindicais do SMC, foi aprovada pela maioria dos metalúrgicos da Dex em votação secreta coordenada pelo sindicato.

Dos 27 votos registrados durante a assembleia, 25 foram favoráveis e apenas 2 contrários. O acordo estabelece um mínimo garantido de R$ 24 mil em dois anos. Serão R$ 12 mil pagos em 2026 e outros R$ 12 mil em 2027, com pagamento já previsto para este mês de maio.

Além disso, dependendo do cumprimento das metas estipuladas, os trabalhadores ainda poderão receber uma segunda parcela variável. Neste ano, o valor adicional pode chegar a R$ 5,7 mil — ou o equivalente a 1,7 salário. Para 2027, a projeção é de até 1,8 salário.

“Mobilização faz diferença”

O acordo aprovado na Dex acaba reforçando exatamente a linha que o SMC vem sustentando desde o início da Campanha Salarial 2026: trabalhador mobilizado entra mais forte na negociação.

E é justamente nesse espaço — entre o portão da fábrica e a mesa de negociação — que Nelsão da Força vem atuando de forma constante ao longo dos últimos meses.

Nas assembleias realizadas em empresas da Cidade Industrial, o dirigente tem repetido a importância da participação direta dos trabalhadores nas decisões da campanha.

Não apenas para votar propostas, mas para pressionar por avanços reais em salários, PLR, vale alimentação e melhoria das condições de trabalho.

Em abril, por exemplo, ele participou de uma sequência de mobilizações em empresas da base metalúrgica da Grande Curitiba, ajudando a conduzir votações, organizar assembleias e fortalecer as negociações coletivas.

Na prática, é um trabalho que começa cedo, muitas vezes antes mesmo da troca de turno, e que dificilmente aparece inteiro nas fotos ou vídeos publicados depois.

Escala 6x1 entrou no debate

Durante a assembleia desta quinta-feira, os diretores sindicais também atualizaram os trabalhadores sobre a mobilização nacional pelo fim da escala 6x1, tema que vem ganhando força dentro das fábricas e no Congresso Nacional.

A discussão sobre redução de jornada passou a integrar boa parte das conversas da campanha salarial deste ano, especialmente diante do desgaste físico e mental enfrentado por muitos trabalhadores da indústria.

Uma fábrica menor, um resultado de peso

A Dex emprega cerca de 40 profissionais que atuam na manutenção de caminhões e ônibus Volvo por meio da oferta de peças recondicionadas. Mesmo sendo uma operação menor em comparação às grandes montadoras da região, o acordo aprovado nesta quinta-feira passou a ser visto dentro da campanha como mais um sinal de que a organização da base continua fazendo diferença.

E, na manhã fria da CIC, o resultado da votação deixou isso evidente. Entre conversas rápidas antes do turno, mãos erguidas e cédulas depositadas na urna, os trabalhadores decidiram avançar — e saíram dali com um acordo aprovado e a sensação de que a pressão construída nas últimas semanas começou, enfim, a dar retorno concreto.

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