Dois abalos sísmicos de grande magnitude atingiram a região central do país em menos de um minuto. Prédios desabaram, aeroportos foram afetados e autoridades ainda tentam dimensionar o tamanho da catástrofe
O fim da tarde e início de noite desta quarta-feira (24) transformou a rotina de milhões de venezuelanos em uma cena de medo, correria e incerteza. Em poucos segundos, o chão tremeu duas vezes. Primeiro um terremoto de magnitude 7,2. Logo depois, apenas 39 segundos mais tarde, um segundo abalo ainda mais forte, de magnitude 7,5.
O resultado foi devastador. Os tremores tiveram epicentro próximo à cidade de Montalbán, no estado de Carabobo, a oeste de Caracas, mas seus efeitos foram sentidos em praticamente toda a região central da Venezuela. Em diversos bairros da capital, edifícios desabaram parcial ou totalmente, ruas ficaram cobertas por escombros e milhares de pessoas correram para áreas abertas temendo novos tremores.
Caracas vive horas de angústia
Relatos vindos da capital apontam para dezenas de edifícios severamente danificados ou completamente destruídos em áreas densamente povoadas. Vídeos divulgados por moradores nas redes sociais mostram nuvens de poeira subindo entre os prédios, enquanto equipes improvisadas tentam localizar familiares e vizinhos desaparecidos.
Também foram registrados danos importantes no Aeroporto Internacional de Maiquetía, principal porta de entrada aérea do país. Parte da estrutura do terminal sofreu avarias, o teto desabou e as operações precisaram ser suspensas para avaliação das condições de segurança da pista.
Número de vítimas ainda é incerto
As autoridades venezuelanas ainda não divulgaram um balanço consolidado de mortos e feridos. Entretanto, sistemas internacionais de avaliação de desastres classificaram o evento como potencialmente catastrófico.
As estimativas preliminares apontam que o número de vítimas fatais pode variar de dezenas de milhares até mais de cem mil pessoas, embora esses cálculos sejam apenas projeções estatísticas baseadas na intensidade dos tremores, densidade populacional e padrão das construções atingidas. O quadro real somente deverá ser conhecido nos próximos dias.
Uma tragédia sobre outra crise
O desastre atinge um país que já enfrentava enormes desafios econômicos e sociais. Nos últimos anos, a Venezuela conviveu com inflação elevada, dificuldades de abastecimento, deterioração de infraestrutura e sucessivas disputas políticas internas.
Agora, as equipes de resgate trabalham sob pressão para localizar sobreviventes em meio aos escombros, enquanto hospitais e serviços de emergência tentam responder a uma demanda crescente por atendimento.
Réplicas mantêm população em alerta
Autoridades venezuelanas confirmaram a mobilização de equipes de emergência em diversas regiões afetadas. Como medida preventiva, o fornecimento de gás foi interrompido em alguns setores para reduzir o risco de explosões e incêndios.
Réplicas continuam sendo registradas, aumentando o temor de novos desabamentos. Alertas de tsunami chegaram a ser emitidos para áreas do Caribe logo após os tremores, mas posteriormente foram cancelados.
Brasil e Estados Unidos ainda não se pronunciaram oficialmente
Até o momento da publicação desta reportagem, não havia registro de pronunciamentos oficiais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem do presidente Donald Trump sobre os terremotos. Também não haviam sido anunciadas medidas formais de ajuda humanitária por parte dos governos brasileiro ou norte-americano.
A expectativa é de que novas informações sejam divulgadas nas próximas horas, à medida que a dimensão da tragédia se torne mais clara para a comunidade internacional.
Uma noite que ficará marcada na história venezuelana
Enquanto sirenes ecoam pelas ruas de Caracas e equipes de resgate seguem vasculhando montanhas de concreto em busca de sobreviventes, a Venezuela enfrenta uma das maiores emergências de sua história recente.
Ainda é cedo para medir a extensão total das perdas humanas e materiais. Mas uma coisa já parece certa: milhares de famílias passarão esta noite aguardando notícias de parentes e amigos, enquanto o país tenta compreender a dimensão de uma tragédia que poderá deixar marcas profundas por muitos anos.
O governo or8enta que as pessoas se abriguem em locais seguros, junto com suas famílias. Vários imóveis foram seriamente danificados que ainda correm risco de desabamentos.
Atualização: manifestação do presidente Lula
Tomei conhecimento, com grande preocupação e consternação, dos impactos causados pelo terremoto que atingiu a Venezuela nesta quarta (24). Instruí o ministério das Relações Exteriores que avalie, juntamente com a embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de…
— Lula (@LulaOficial) June 25, 2026

Nenhum comentário:
Postar um comentário