Ministra da Cultura reuniu lideranças políticas, movimentos culturais e representantes da sociedade civil na Região Metropolitana de Curitiba para apresentar os Territórios Verdes da Cultura, iniciativa voltada à sustentabilidade, inclusão e fortalecimento das periferias
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| Ministra Margareth Menezes, hoje (17), no CEU das Artes de Colombo Nelsão da Força |
O fim da tarde desta quarta-feira (17) trouxe um encontro pouco comum ao CEU das Artes de Colombo. Em um mesmo espaço, artistas, agentes culturais, lideranças comunitárias, sindicalistas, parlamentares e representantes do Governo Federal se reuniram para discutir um tema que até pouco tempo atrás parecia distante do universo cultural: as mudanças climáticas.
Foi nesse cenário que a ministra da Cultura, Margareth Menezes, lançou oficialmente o programa Territórios Verdes da Cultura, uma nova política pública federal que pretende transformar equipamentos culturais em espaços de resiliência climática, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário.
A agenda mobilizou diferentes setores da sociedade e reuniu autoridades como as deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, a deputada estadual Ana Júlia Ribeiro, o deputado estadual, presidente do PT Paraná e líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, Arilson Chiorato, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e da Força Sindical Paraná, Sérgio Butka e seu vice-presidente Nelsão da Força, o vereador e presidente do PT Curitiba, Angelo Vanhoni, entre outros representantes de movimentos sociais, coletivos culturais, organizações da Região Metropolitana de Curitiba e populares.
A presença da ministra também evidenciou a crescente aproximação entre as políticas culturais e as pautas ambientais. O Territórios Verdes da Cultura nasce com a proposta de transformar CEUs das Artes, CEUs da Cultura e unidades do programa MovCEU em polos comunitários capazes de desenvolver soluções locais para os desafios climáticos enfrentados pelas cidades brasileiras.
A iniciativa está estruturada sobre três pilares principais: Soluções Baseadas na Natureza, com implantação de áreas verdes e infraestrutura sustentável; educação ambiental e criativa, voltada à formação de crianças, jovens e comunidades; e ações comunitárias que buscam estimular a construção coletiva de respostas para problemas urbanos e ambientais.
Na prática, o programa prevê ações como hortas comunitárias, sistemas de captação de água da chuva, projetos de economia circular, arborização urbana e atividades educativas integradas à produção cultural.
Cultura que nasce do território
Ao longo do evento, uma das ideias mais presentes foi a de que as periferias não devem ser vistas apenas como destinatárias de políticas públicas, mas como protagonistas na construção de soluções para seus próprios desafios.
Essa visão também apareceu nas manifestações da deputada estadual Ana Júlia Ribeiro, que destacou a importância da juventude e das comunidades periféricas na construção de alternativas para enfrentar os impactos da crise climática e ampliar o acesso à cultura.
A deputada federal Gleisi Hoffmann, uma das principais lideranças políticas do Paraná e pré-candidata ao Senado em 2026, acompanhou o lançamento ao lado da ministra e reforçou a importância dos investimentos federais voltados ao fortalecimento dos territórios populares.
Mais do que um lançamento institucional, o encontro buscou demonstrar como diferentes políticas públicas podem atuar de forma integrada. Em Colombo, o Territórios Verdes da Cultura passa a dialogar com programas já existentes, como o Periferias Verdes Resilientes e o Periferia Viva, ampliando a conexão entre cultura, desenvolvimento social e adaptação aos eventos climáticos extremos.
Projetos locais ganham espaço
A cerimônia também contou com a participação de iniciativas que já atuam diretamente nas comunidades da Região Metropolitana.
Entre elas estavam o Comitê de Cultura do Paraná, responsável por facilitar o acesso de artistas e agentes culturais a políticas públicas e mecanismos de financiamento; o Laboratório de Cultura Digital da Universidade Federal do Paraná (LabCD-UFPR), dedicado à construção de soluções ligadas à cultura digital; e o Projeto Arvoredo, que desenvolve ações de infraestrutura verde no Jardim das Graças II, em Colombo.
Para João Paulo Mehl, diretor do Coletivo Soylocoporti, uma das organizações envolvidas nas atividades, a presença da ministra representa o fortalecimento da atuação federal nos territórios periféricos e reafirma a importância da integração entre cultura e meio ambiente.
Do litoral à Região Metropolitana
Antes de chegar a Colombo, Margareth Menezes cumpriu agenda em Paranaguá, no litoral paranaense. A ministra visitou o Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR e acompanhou apresentações ligadas ao fandango caiçara, uma das manifestações culturais mais tradicionais do Paraná.
A passagem pelo litoral e pela Região Metropolitana de Curitiba revelou duas faces complementares da política cultural brasileira: a preservação da memória e do patrimônio histórico, de um lado, e a construção de novos caminhos para o futuro das comunidades, de outro.
Em Colombo, a mensagem deixada pelo evento foi clara. Diante dos desafios ambientais que se tornam cada vez mais visíveis nas cidades brasileiras, a cultura deixa de ocupar apenas os palcos e centros culturais. Ela passa a fazer parte das estratégias de transformação social, educação ambiental e fortalecimento da vida comunitária. Meio ambiente também é cultura.
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| Gleisi Hoffmann, Sérgio Butka e Arilson Chiorato, pré-candidatos, respectivamente, a Senadora, Deputado Estadual e Deputado Federal, com o companheiro Nelsão da Força, no CEU das Artes de Colombo |


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