10.8.26

Na Volvo, confiança no sindicato vira conquista no bolso do trabalhador

Na Volvo, em Curitiba, um exemplo de sucesso para movimento sindical brasileiro — ao longo dos anos SMC vem conquistando importantes vitórias para a classe trabalhadora

 

Quase cinco décadas de chão de fábrica, liderança presente e uma categoria organizada. Na Volvo, a história mostra que quando o trabalhador, a trabalhadora e o sindicato caminham juntos, a negociação ganha força — e o resultado aparece diretamente na qualidade de vida das famílias.

É essa trajetória que envolve nomes como Nelsão da Força, funcionário da Volvo há mais de 47 anos, e Sérgio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), que aos 66 anos segue firme, defendendo as bandeiras históricas da categoria. Butka é pioneiro na luta pela jornada de 40 horas semanais e a escala 5x2, desde 1996.

Mais do que dirigentes, Nelsão e Butka são lideranças que conhecem o chão da fábrica, os trabalhadores e suas famílias. Eles sabem que a força da luta e a vitória, começa na confiança por parte da classe no sindicato e em seus dirigentes. Essa confiança voltou a se transformar em resultado na campanha salarial 2026/2027.

A proposta negociada pelo SMC foi aprovada pela maioria dos trabalhadores da Volvo e garante 100% do INPC, sem teto, em 2026 e 2027, além de abono de R$ 2.700 em cada ano e vale-mercado de R$ 1.800.

São conquistas que representam mais poder de compra e segurança para milhares de famílias. Mas o principal resultado talvez esteja em outro lugar: na demonstração de que a organização da base continua sendo decisiva para a luta.

De acordo com o Nelsão, são os diretores e diretoras que estão dentro da fábrica, conversando diariamente com os trabalhadores, quem mais ajuda a transformar as reivindicações em negociação. Sempre com a liberdade para participação, sagrada, dos trabalhadores e trabalhadoras em participar das assembleias e votações. É a assembleia presencial que dá força e legitimidade à representação sindical.

Na Volvo, não é diferente das outras empresas, a liderança não se faz de longe. Se faz no chão de fábrica, lado a lado com o companheiro e a companheira que trabalha na mesma fábrica. A história de Butka, Nelsão e dos diretores do SMC mostra que as conquistas coletivas nascem de três palavras: organização, confiança e unidade.

E, pelo que temos observado aqui na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), quando trabalhadores e sindicato estão juntos, a luta continua — e a vitória vem.

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