18.8.26

Moro e Requião Filho lideram disputa pelo Governo do Paraná; Senado tem corrida aberta por duas vagas

Pesquisa Paraná Pesquisas mostra Moro na liderança, seguido por Requião Filho. No Senado, Deltan Dallagnol aparece na frente, mas situação jurídica pode mudar completamente a disputa

 
Moro e Requião Filho lideram disputa pelo Governo do Paraná; Senado tem corrida aberta por duas vagas

O senador Sergio Moro (PL), do mesmo partido de Flávio Bolsonaro, aparece na liderança da corrida pelo Governo do Paraná, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta semana. No cenário estimulado, Moro soma 46,1% das intenções de voto.

Requião Filho (PDT) aparece em segundo lugar, com 23,4%, enquanto Sandro Alex (PSD) registra 16,5%.

Na sequência aparecem Luiz França (Missão), com 0,9%; Tayná Miessa (UP), com 0,6%; Alexandre Salomão (Missão), com 0,4%; Samuel de Mattos (PSTU), com 0,1%; e Adriano Teixeira (PCO), com 0,0%. Outros 5% não souberam ou não quiseram opinar.

Eleições rumam para 2º turno

O resultado coloca Moro em uma posição confortável na largada da campanha. A diferença para Requião Filho é de 22,7 pontos percentuais, enquanto Sandro Alex aparece 29,6 pontos atrás do peelista.

Candidato Intenção de voto
Sergio Moro (PL) 46,1%
Requião Filho (PDT) 23,4%
Sandro Alex (PSD) 16,5%
Luiz França (Missão) 0,9%
Tayná Miessa (UP) 0,6%
Alexandre Salomão (Missão) 0,4%
Samuel de Mattos (PSTU) 0,1%
Adriano Teixeira (PCO) 0,0%

Com os números atuais, Moro e Requião Filho são os dois candidatos mais bem posicionados para chegar a um eventual segundo turno. A definição, naturalmente, dependerá dos votos válidos e do resultado efetivo da eleição.

Senado: Deltan lidera, mas situação jurídica é decisiva

Se a disputa pelo governo apresenta uma liderança bastante clara, o cenário para o Senado é bem mais apertado. O Paraná elegerá dois senadores em 2026, e a pesquisa mostra quatro nomes competitivos na disputa pelas duas cadeiras.

Deltan Dallagnol (Novo) aparece em primeiro lugar, com 34%. Alexandre Curi (PSD) registra 29,6%, Gleisi Hoffmann (PT) aparece com 28,1%, Filipe Barros (PL) soma 26% e Cristina Graeml (PSD) tem 17,2%.

Candidato Intenção de voto
Deltan Dallagnol (Novo) 34,0%
Alexandre Curi (PSD) 29,6%
Gleisi Hoffmann (PT) 28,1%
Filipe Barros (PL) 26,0%
Cristina Graeml (PSD) 17,2%

A diferença entre Alexandre Curi e Gleisi Hoffmann é de apenas 1,5 ponto percentual. Já Gleisi está somente 2,1 pontos à frente de Filipe Barros. Na prática, portanto, a pesquisa aponta uma disputa bastante aberta pelas duas vagas.

Deltan pode ter candidatura indeferida

O resultado de Deltan exige uma ressalva jurídica importante. O ex-procurador da Operação Lava Jato teve seu registro de candidatura a deputado federal cassado por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023, em decisão que reconheceu causa de inelegibilidade relacionada à forma como deixou o Ministério Público Federal enquanto havia procedimentos disciplinares em andamento.

Agora, Dallagnol tenta disputar uma das duas vagas do Senado pelo Paraná. Para isso, apresentou à Justiça Eleitoral um Requerimento de Declaração de Elegibilidade, buscando afastar antecipadamente os efeitos da decisão anterior.

A questão, entretanto, está longe de ser pacífica. A discussão jurídica envolve justamente saber se a decisão do TSE de 2023 produz efeitos de inelegibilidade para a eleição de 2026. O TRE-PR deverá analisar a situação no processo de registro da candidatura, e uma eventual decisão poderá ser posteriormente submetida ao TSE.

O ponto central: Deltan lidera a pesquisa para o Senado, mas sua candidatura ainda está sujeita à análise da Justiça Eleitoral. Caso o registro seja definitivamente indeferido, a presença de seu nome na pesquisa não significará necessariamente uma candidatura válida nas urnas.

Votos podem perder validade

Mesmo que um candidato esteja com o registro questionado judicialmente e apareça na urna, isso não significa que seus votos estejam definitivamente garantidos.

A legislação permite, em determinadas circunstâncias, que candidatos com registro sub judice continuem realizando campanha e tenham seus nomes apresentados ao eleitor. Entretanto, a validade dos votos fica condicionada à situação definitiva do registro pela justiça eleitoral.

Assim, se a candidatura de Dallagnol for definitivamente indeferida pela Justiça Eleitoral, os votos eventualmente recebidos por ele poderão não produzir os efeitos de uma candidatura válida. É justamente esse fator que pode alterar completamente a leitura da pesquisa para o Senado.

O que aconteceria sem Dallagnol?

Se Dallagnol for impedido definitivamente de disputar a eleição, o cenário das duas vagas se torna ainda mais relevante. Alexandre Curi e Gleisi Hoffmann aparecem atualmente em segundo e terceiro lugares, respectivamente, com Filipe Barros se aproximando dos primeiros colocados.

Por isso, não seria correto afirmar que Curi e Gleisi já estariam eleitos com base exclusivamente nesta pesquisa. O levantamento mostra uma vantagem numérica para os dois, mas, de acordo com a pesquisa Filipe Barros está praticamente empatado, dentro da margem de erro.

A eventual saída de Dallagnol, portanto, pode provocar uma redistribuição significativa das intenções de voto e transformar a corrida pelas duas cadeiras em uma disputa ainda mais acirrada entre Alexandre Curi, Gleisi Hoffmann e Filipe Barros.

Pesquisa mostra cenários diferentes para governo e Senado

O levantamento apresenta dois retratos bastante diferentes da eleição paranaense. Para o Governo do Estado, Sergio Moro aparece na liderança, enquanto Requião Filho e Sandro Alex disputam a segunda posição.

A mesma pesquisa também nos faz observar que o primeiro, segundo e terceiro colocados na pesquisa têm, pela ordem, praticamente o dobro de votos de quem vem atrás. O cenário mais provável é de um segundo turno entre Moro e Requião Filho.

No Senado, por outro lado, a disputa está muito mais apertada. Deltan lidera numericamente, mas sua situação jurídica pode ser determinante. Logo atrás estão Curi e Gleisi, separados por poucos pontos percentuais.

Portanto, o principal dado político da pesquisa para o Senado não é apenas quem está na frente, mas a possibilidade de uma mudança no cenário caso a Justiça Eleitoral impeça Dallagnol de disputar.

Sobre a pesquisa

O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas foi realizado entre os dias 13 e 16 de agosto de 2026, com 1.520 eleitores em 65 municípios do Paraná. A margem de erro é de aproximadamente 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Outro ponto bastante relevante que precisa ser observado nesta rodada apresentada pelo Instituto Paraná Pesquisas, é que no cenário espontâneo, quando não é apresentado o nome dos candidatos, 59,5% do eleitorado não conhece ou não sabe em quem votar para o Governo do Estado. Já para o Senado o número é maior, 78,6% do eleitorado não sabe e/ou não opinou.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-09048/2026.

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