domingo, 7 de junho de 2026

MST amplia ações ambientais e promove reflorestamento em vários estados durante a Semana do Meio Ambiente

Movimento mobilizou cerca de 10 mil pessoas, plantado mais de 5 mil mudas e distribuído 30 toneladas de sementes em iniciativas de recuperação ambiental

Enquanto parte do país discute os impactos das mudanças climáticas e a necessidade de preservar os biomas brasileiros, milhares de trabalhadores rurais participaram de uma série de ações ambientais promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) durante a Semana Mundial do Meio Ambiente.
MST promove ações ambientais na Semana do Meio Ambiente - MST/Divulgação

Enquanto parte do país discute os impactos das mudanças climáticas e a necessidade de preservar os biomas brasileiros, milhares de trabalhadores rurais participaram de uma série de ações ambientais promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) durante a Semana Mundial do Meio Ambiente.

Segundo informações divulgadas pelo movimento e repercutidas pela Agência Brasil, cerca de 10 mil pessoas participaram de atividades realizadas em 15 estados brasileiros. Ao longo da mobilização, foram plantadas mais de 5 mil mudas de árvores e semeadas aproximadamente 30 toneladas de sementes nativas em diferentes regiões do país.

As ações ocorreram em Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Sergipe.

Paraná se torna um dos centros da mobilização ambiental

Nos últimos dois meses, o Paraná ganhou destaque dentro das iniciativas ambientais do MST. Em maio, o movimento anunciou a realização da 4ª Jornada da Natureza, uma mobilização voltada à recuperação da Mata Atlântica e ao fortalecimento de práticas agroecológicas. 

Entre as ações previstas estavam a semeadura aérea e a distribuição de 30 toneladas de sementes da palmeira juçara, espécie nativa da Mata Atlântica considerada ameaçada de extinção em diversas regiões. Parte dessas sementes foi lançada por helicóptero sobre áreas de reflorestamento, assentamentos da reforma agrária, comunidades tradicionais e territórios indígenas. 

A programação também incluiu atividades de educação ambiental, recuperação de áreas degradadas, distribuição de sementes, implantação de sistemas agroflorestais e reflorestamento de regiões atingidas por eventos climáticos extremos, como áreas afetadas pelo tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu em 2025. 

Jornada Nacional em Defesa da Natureza

As atividades integram a Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos, realizada entre os dias 1º e 7 de junho. Neste ano, a mobilização adotou o lema “Combater o agronegócio é cuidar da natureza”, defendendo a reforma agrária e a agroecologia como alternativas para enfrentar a crise ambiental e climática.

Além dos mutirões de plantio e reflorestamento, a programação incluiu debates sobre preservação ambiental, atividades educativas, recuperação de áreas degradadas, proteção de nascentes e ações de conscientização em assentamentos, acampamentos e comunidades rurais.

Segundo o movimento, essas iniciativas fazem parte do Plano Nacional Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis, estratégia criada para ampliar ações de recuperação ambiental em áreas da reforma agrária e incentivar modelos produtivos de base agroecológica. 

Segundo uma fonte ligada à área de saúde, consultada pelo blog, as pessoas estão adoecendo, por causa do excesso de agrotóxicos na alimentação. Principalmente nos hortifrútis que chegam até a mesa, principalmente dos residentes de grandes áreas urbanas. As grandes aglomerações de pessoas demandam uma produção maior e para suprir a demanda acaba se utilizando vários métodos artificiais. 

Ao que parece, o maior problema não está no uso de fertilizantes e agrotóxicos, mas sim no abuso. O MST é conhecido mundialmente por ser um dos maiores produtores de alimentos orgânicos do Brasil. O maior produtor de arroz orgânico do mundo.

Protesto contra incinerador em São Paulo

Entre as atividades realizadas durante a jornada, uma das mais visíveis ocorreu no bairro de Perus, na zona noroeste da cidade de São Paulo. Integrantes do MST, moradores, ambientalistas e representantes de organizações sociais protestaram contra a instalação de um incinerador previsto no projeto do chamado EcoParque Bandeirantes.

O empreendimento deverá ser instalado na área do antigo Aterro Sanitário Bandeirantes, desativado desde 2007. A prefeitura argumenta que o projeto pretende ampliar a reciclagem, reduzir o envio de resíduos para aterros e gerar energia com menor emissão de gases de efeito estufa.

Já os manifestantes afirmam que a iniciativa pode provocar impactos ambientais e sociais para moradores da região, incluindo comunidades indígenas localizadas nas proximidades do Pico do Jaraguá.

Ao final da Semana do Meio Ambiente, o conjunto das ações reforçou uma das frentes menos conhecidas do MST: a atuação em projetos de reflorestamento, recuperação de áreas degradadas e preservação de espécies nativas, especialmente na Mata Atlântica paranaense.

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