Inativação da direção estadual do partido enfraquece o projeto eleitoral do empresário, mas não encerra sua pré-candidatura ao governo
Faltando poucos dias para o início das convenções partidárias, a pré-candidatura de Tony Garcia ao Governo do Paraná sofreu um revés. A direção estadual da Democracia Cristã (DC), presidida por Ricardo Gomyde, foi oficialmente inativada por decisão do partido, conforme registro validado pela Justiça Eleitoral em 15 de julho.
A mudança retira de Tony a estrutura partidária que sustentava seu projeto político, mas não significa, por si só, o fim de sua pré-candidatura. A definição dos candidatos ocorrerá durante as convenções, entre 20 de julho e 5 de agosto, e a legenda ainda poderá formar uma nova direção estadual.
Nos bastidores, aliados do senador Sergio Moro (PL) comemoram a mudança por considerarem que ela enfraquece um adversário que prometia levar ao debate eleitoral críticas à atuação da Lava Jato. No entanto, não há documento da Justiça Eleitoral que atribua a decisão ao senador ou a seu grupo político.
Tony Garcia, que se apresenta como ex-colaborador da força-tarefa da Lava Jato, afirma ter atuado como informante a pedido de Moro. O senador nega as acusações, e as alegações do empresário seguem sem decisão definitiva da Justiça.
Agora, a atenção se volta para os próximos registros da Justiça Eleitoral, que indicarão quem assumirá o comando da DC no Paraná e qual será o futuro da legenda nas eleições de 2026.
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