Projeto do cineasta Manaoos Aristides quer transformar o livro histórico do coronel Paulo Nunes Leal em filme e seriado — um convite a patrocinadores, pesquisadores e ao público para revisitar a construção da BR-364 e seus ecos na Amazônia
Por Ronald Stresser — Reportagem especial sobre o cinema nacional — Curitiba, 23 de outubro de 2025 — Sulpost, da redação
Há histórias que nunca envelhecem: apenas aguardam a câmera certa, a voz que respeite seu tempo e um roteiro que saiba escutar. É esse compromisso com a memória — e com a complexidade da memória — que empurra o novo projeto do cineasta Manaoos Aristides (Foto). Conhecido por décadas de atuação na indústria cinematográfica e pela megaprodução A Saga, Manaoos propõe agora um filme e um seriado televisivo que tomam como eixo o livro O Outro Braço da Cruz, do coronel Paulo Nunes Leal, e a própria trajetória da BR-364, a estrada que, nos anos 1960, levou o progresso à Rondônia e reverberou por toda a Amazônia.
Uma estrada, muitas vidas
Quando falamos da BR-364 não falamos apenas de asfalto ou de um traço desenhado em meio à Amazônia: falamos de encontros, desencontros, deslocamentos, projetos de engenharia e de vida, de amores, e, inevitavelmente, de conflitos. A abertura da então chamada BR-29, mais tarde BR-364, marcou o inicio de um novo capítulo na região norte do Brasil — e a obra do coronel Paulo Nunes Leal registra esse momento com uma linguagem que mistura relato de ação, política e experiência pessoal. A rodovia trouxe com ela a economia, o comércio, a ocupação e outros fatores coadjuvantes que aceleraram transformações ambientais e sociais que até hoje o país ainda tenta entender.
Do livro às telas: por que o cinema importa
Transformar O Outro Braço da Cruz em filme e seriado é, nas palavras de Manaoos, “dar corpo às vozes que frequentemente ficam apenas no papel”. O cineasta propõe recuperar depoimentos de pioneiros, registrar cidades e paisagens, e mesclar dramatização com documentário — um formato híbrido que permita ao público entender o passado sem simplificá-lo. O objetivo, segundo o próprio Manaoos, é valorizar os protagonistas locais — pioneiros, seus descendentes, pesquisadores e artistas rondonienses — mantendo, ao mesmo tempo, uma ambição de alcance nacional.
Quem é Manaoos Aristides — o narrador que já conhece longas jornadas
Manaoos não chega a Rondônia como um novato. Sua trajetória inclui anos de estudos, pesquisa, muito trabalho e uma obra já reconhecida pela crítica: A Saga, uma filmagem extensa, que levou quinze anos de investigação e rodagem em 12 cidades, segundo nos relatou Aristides. O cineasta tem trânsito entre equipes técnicas e comunidades, experiência em integrar um multicast de figurantes locais, bem como em articular parcerias institucionais — competências essenciais para um projeto com a envergadura que ele descreve.
O apelo a patrocinadores — por que investir
Produções históricas de grande escala costumam ter custos elevados, mas também entregam retorno cultural e de imagem. Este projeto reúne atributos atraentes para patrocinadores institucionais e privados: apelo regional e nacional, potencial de circulação em festivais e plataformas de streaming, possibilidade de distribuição educacional (escolas, universidades e museus) e engajamento com comunidades locais — que podem aportar autenticidade e reduzir parte dos custos de produção. Manaoos também prevê a participação de artistas de renome nacional em papéis especiais, ao mesmo tempo em que prioriza a contratação de profissionais e figurantes rondonienses, ampliando o impacto socioeconômico local.
Horizontes narrativos: BR-319, BR-174 e o painel amazônico
Embora o ponto de partida seja Rondônia e a BR-364, o projeto ambiciona mapear conexões mais largas — da BR-319 à BR-174 — para traçar como as rodovias foram vetores de modernização, ocupação e também de tensão ambiental na Amazônia. Essa amplitude transforma a obra em algo além de uma biografia regional: é um inventário do tempo presente do Norte do país, das esperanças e dos impasses que se instalaram desde a década de 1960.
Vozes que precisam ser ouvidas
O filme-seriado pretende combinar dramatização e depoimentos reais — uma cartografia de memórias que inclui pioneiros, ribeirinhos, seringueiros, migrantes do Sul e pesquisadores. A proposta é clara: não romantizar nem demonizar o passado, mas compreendê-lo em sua ambivalência, com todas as consequências que o desenvolvimento trouxe para o ambiente e para as comunidades. É uma obra de responsabilidade histórica e ética, e isso deve ser parte central na argumentação para patrocinadores e parceiros.
Como apoiar — um chamado concreto
O projeto está em busca de patrocinadores, coproduções e parcerias institucionais. Manaoos enfatiza que “falta apenas vontade de políticos e empresários de visão” e convida interessados a conversar sobre planos de financiamento, contrapartidas culturais (exibições, materiais educativos, festivais) e possibilidades de branding alinhadas a uma produção de memória coletiva. Para contato direto com a produção: manaoosaga@gmail.com.
Por que essa história deve nos importar
Porque entender a BR-364 e os processos que ela desencadeou é compreender parte essencial do Brasil contemporâneo: suas ambições, os custos ambientais, as migrações internas, as oportunidades e as feridas.
Transformar essa história em cinema é uma oportunidade de revisitar escolhas coletivas e de abrir um diálogo público sobre memória, desenvolvimento e justiça ambiental. Para patrocinadores, é também a chance de associar sua marca a um projeto cultural com profundidade e relevância social. Para o público, é a promessa de ver, pela tela, o país em transformação.

Projeto maravilhoso e importante para a história! Manaoos fez um belíssimo trabalho com a Saga e, com certeza, esse projeto apresentará o real contexto histórico do livro.
ResponderExcluirEu participei do Seriado a Saga, uma super produção escrita e dirigida pelo cineasta Manaoos e tenho certeza que o Outro Braço da Cruz será um marco na história do norte do País. Vale a pena apoiar este grandioso projeto.
ExcluirMuito bacana, com certeza vai ser mais uma linda história de época do mesmo cineasta de A Saga Da Terra Vermelha brotou o sangue. Parabéns pela iniciativa, o nosso país precisa conhecer as nossas raízes. Parabéns Manaoos!!!!
ResponderExcluirO reconhecido Bicho do Paraná - Aristides Manaoos, que já estreou A SAGA. Um brilhante clássico das produções cinematográficas da História do Paraná. Talvez o melhor! Agora com outra nocaabordagem Histórica pelo Brasil. Certamente será outro novo "CLÁSSICO" de registros históricos, com os mesmos produtores de a A SAGA. Parabéns, aguardemos ansiosos e ávidos por essa nova obra cinematográfica
ResponderExcluirOrgulho-me pelo destino ter colocado-me no caminho deste admirável produtor, diretor e mago das palavras que ganham linhas de roteiros irretocáveis. Que bom que o tempo possa através desta sua nova empreitada, retratar a mais um importante trecho da história, revivida pelo olhar de um gênio. Mais uma vez, parabéns meu Guru. SeuOsmar
ResponderExcluirExcelente meu amigo, tirar uma obra do livro para as telas dos cinemas, ainda mais com
ResponderExcluiro seu conecimento e dedicação, será de grande valia para todos nós que somos apaixonados por cinema. Com certeza será um sucesso absoluto, quero ser um dos primeiros a assistir! 👏👏👏👏
O Manaoos tem muitas obras extraordinárias, pois sua caminhada não é de hoje no mundo da Tv e do cinema. Além desse talento nato como cineasta, Manaoos é campeão em planejamento de campanhas eleitorais, especialista em organizar e dirigir. Das 18 campanhas que trabalhou 16 foram vitoriosas. Parabéns Manaos !
ResponderExcluirQue pessoa predestinada a registros HISTÓRICOS do Brasil, agora com esse projeto cinematográfico "O Outro Braço da Cruz" para registrar a história de Rondônia no período pós descobrimento do Brasil. O cinema tem o poder singular de eternizar narrativas e Manaoos Aristides demonstra um profundo compromisso com a memória e a cultura ao se dedicar a esta obra. Sua visão em trazer à luz um capítulo tão significativo da história de Rondônia é um presente para o estado e para o país.
ResponderExcluirQue essa obra se concretize.
ResponderExcluirManaoos, além de um grande amigo de muitos anos é também um dos melhores diretores, roteirista e profissional que já conheci.
ResponderExcluirÉ um cineasta daqueles que estão em extinção.
Estamos na torcida para que O OUTRO BRAÇO DA CRUZ venha definitivamente. A história brasileira ganha muito com esse seu trabalho. Pagamento
Parabéns ao Manaos Aristides.
ResponderExcluirA Amazônia, de Rondônia a Roraima, Amazonas no meio, precisa que o Brasil e o mundo começam mais essa história e a situação contemporânea de nossa região.