Decisão da ANTT ocorre após pressão de parlamentares e denúncias de falhas no sistema de pedágio eletrônico no Paraná
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| Cláudio Romanelli (PSD), Gleisi Hoffman (PT), Guilherme Sampaio (ANTT) e Arilson Chiorato (PT) - Divulgação |
O que começou como um incômodo isolado virou um problema coletivo — e agora, ao menos no papel, começa a ter resposta. As cobranças indevidas feitas pelo sistema de pedágio eletrônico free flow nas rodovias do Paraná deverão ser canceladas.
A decisão foi anunciada pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, após reunião realizada em Brasília, na última segunda-feira (06), com a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) e os deputados estaduais Arilson Chiorato (PT) e Luiz Cláudio Romanelli (PSD).
O encontro, articulado por Gleisi, expôs uma série de falhas no modelo implantado no estado — algumas delas consideradas graves pelos parlamentares. Entre os principais problemas apontados estão a mudança estratégica na localização de pórticos para ampliar a arrecadação, cobranças integrais em trajetos que deveriam ser proporcionais e a ausência de pontos físicos de atendimento ao usuário.
Um dos exemplos citados foi o da praça de Rolândia, originalmente prevista para Arapongas, o que teria alterado diretamente o impacto sobre os motoristas que utilizam o trecho.
A reunião também abriu caminho para um novo passo: a realização de uma audiência pública no Paraná, com participação da ANTT. O objetivo é entender, em campo, o que vem acontecendo nas concessões rodoviárias.
“As cobranças indevidas por pórticos eletrônicos, desconectadas da realidade, viraram uma preocupação e até um trauma para o povo paranaense, ainda mais quando vêm acompanhadas de multas”, afirmou o deputado Arilson Chiorato, que lidera a oposição na Assembleia Legislativa.
Para ele, o encontro trouxe avanços concretos. “Saímos com a perspectiva de diálogo no Paraná e com medidas para resolver os problemas nesses trechos”, disse.
Gleisi Hoffmann também avaliou positivamente o resultado. Segundo a deputada, há sinalização clara de encaminhamentos para os lotes 4 e 6, onde se concentram as principais falhas do sistema.
Já Romanelli destacou o caráter técnico das críticas apresentadas. “Da forma como estão instalados, os pórticos eletrônicos estão causando prejuízo aos usuários”, afirmou. Ele acrescentou que a ANTT reconheceu inconsistências e deve iniciar ajustes, começando pelo lote 6, além de apurar a situação do lote 4, onde, segundo ele, não haveria autorização para implantação do modelo.
Na prática, a promessa agora é corrigir distorções que, para muitos motoristas, deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte da rotina nas estradas do estado.


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