sábado, 11 de julho de 2026

Trump ameaça destruir Irã após nova promessa de vingança do regime; tensão entre os dois países volta a escalar

Troca de ameaças entre Washington e Teerã, encerra cessar-fogo elevando o risco de uma nova crise militar no Oriente Médio

 
Trump ameaça destruir Irã após nova promessa de vingança do regime; tensão entre os dois países volta a escalar. Troca de ameaças entre Washington e Teerã eleva o risco de uma nova crise militar no Oriente Médio.

A relação entre Estados Unidos e Irã entrou novamente em um dos momentos mais delicados dos últimos anos. Neste sábado (11), o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que autorizou uma resposta militar devastadora caso o governo iraniano tente assassiná-lo, enquanto o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, voltou a prometer vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei.

A troca de ameaças acontece em um cenário de elevada tensão militar e diplomática no Oriente Médio, aumentando o temor de uma escalada que pode afetar não apenas a região, mas também a economia mundial. 

Trump fala em resposta devastadora

Segundo publicação feita por Trump na rede Truth Social, os Estados Unidos mantêm "mil mísseis prontos e apontados para a República Islâmica do Irã", com "milhares de outros preparados para lançamento imediato" caso Teerã concretize qualquer tentativa de assassinato contra o presidente americano.

Trump afirmou ainda que deixou ordens permanentes para que as Forças Armadas dos Estados Unidos "dizimem e destruam completamente todas as áreas do Irã" durante um período inicial de um ano, caso um atentado seja realizado contra ele.

A mensagem terminou com a expressão "Louvado seja Alá", uma referência incomum em declarações públicas do presidente americano.

Inteligência israelense elevou o alerta

As declarações ocorreram poucos dias depois de o The Wall Street Journal revelar que Israel compartilhou com Washington novas informações de inteligência indicando um suposto plano iraniano para assassinar Donald Trump.

Segundo autoridades ouvidas pela imprensa internacional, os Estados Unidos já acompanhavam possíveis ameaças vindas do Irã, mas os dados fornecidos por Israel apontariam para uma conspiração mais recente. Até o momento, nenhuma prova pública foi apresentada confirmando a existência do suposto plano.

Mojtaba Khamenei promete vingança

Do lado iraniano, o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, reforçou que pretende vingar a morte de seu pai, Ali Khamenei, morto em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.

Em comunicado divulgado pela agência estatal iraniana Fars, Mojtaba declarou que a vingança é "uma exigência da nação iraniana" e prometeu punir os responsáveis.

"Esses criminosos levarão para o túmulo o desejo de morrer em paz, na velhice e em suas camas."

Durante o funeral de Ali Khamenei, apoiadores do regime também entoaram palavras de ordem pedindo a morte de Donald Trump, episódio citado pelo presidente americano como uma das razões para endurecer ainda mais seu discurso.

Uma rivalidade iniciada em 2020

A tensão entre Trump e o regime iraniano remonta a janeiro de 2020, quando o então presidente dos Estados Unidos autorizou a operação militar que matou o general Qassem Soleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica.

Desde então, autoridades iranianas afirmam repetidamente que pretendem retaliar os responsáveis pela morte do militar. Em diferentes ocasiões, o governo americano anunciou investigações sobre supostos planos iranianos para assassinar Trump. Teerã, por sua vez, sempre negou qualquer participação em conspirações desse tipo.

Crise preocupa o mundo

A nova escalada verbal preocupa governos, analistas militares e os mercados internacionais. Um eventual atentado contra o presidente americano ou uma ofensiva militar de grandes proporções contra o Irã teria potencial para desencadear uma guerra regional de consequências imprevisíveis.

Além do impacto humanitário, um conflito dessa magnitude poderia afetar o fornecimento mundial de petróleo, comprometer a segurança da navegação no Estreito de Ormuz e provocar novos choques na economia global.

Enquanto isso, diplomatas de diferentes países tentam manter abertos os canais de negociação entre Washington e Teerã, na esperança de impedir que a atual guerra de palavras se transforme em um confronto militar direto. Por hora, o preço do barril do petróleo voltou a subir e o Irã se mantém irredutível.

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